Sabe aqueles passeios que, na hora de ler a descrição, você vai pensando que não é nada demais – mas, se der uma chance, sai apaixonado pelo lugar?

Então, Ballenberg é assim. Do tipo que vai conquistando aos poucos, como uma boa história contada. Isso porque Ballenberg é História pura: um museu a céu aberto, de casas rurais antigas de diferentes partes da Suíça, em diferentes séculos.

Confesso: não fiquei muito empolgada com essa descrição, no primeiro momento. Achei que seria um programa chato e cheio de mosquitos…

Ledo, ledíssimo engano meu. E te conto porque – só que, para se apaixonar por lá também, tem que fazer como fazem os visitantes: seguir o curso, casa a casa, história a história.

Bora comigo, então…

 

Quando funciona: Ballenberg abre de abril ao final de outubro, aproveitando a primavera, verão e início do outono suíço. Fora dessa época (já que é  inverno na região, o que não é um tempo muito bacana para se andar num museu ao ar livre), o parque é fechado, e todas as casas e seus objetos passam por uma minuciosa reforma até a abertura da temporada seguinte.

 Como funciona: se você quiser conhecer Ballenberg todo, precisa de, pelo menos, três dias inteiros para percorrer toda a área. Como em viagem não dá para dispor desse tempo todo, uma rota é sugerida para conhecer apenas uma parte do parque e as casas que ali estão, o que é feito em metade de um dia.

Como organizar o passeio: O parque funciona de 10 às 17 horas diariamente, então a sugestão é começar o passeio cedo, assim que abrir, e fazer pela parte da manhã, deixando para almoçar por lá. O almoço é gostoso e organizando o dia desse jeito já dá para conhecer bastante coisa!

Quanto é a entrada: Adultos pagam 20 francos suíços e crianças de 6 a 16 anos pagam a metade.

[box type=”info”] Dica de ouro: 90% da graça do passeio se perde se não for feito com um guia do museu explicando tudo. Reserve um horário com um, porque vale a pena. Em geral o tour guiado dura 2 horas e precisa de um mínimo de 25 pessoas (o preço é de CHF 11 por pessoa ou CHF 180 o grupo). *

E como estamos na Suíça, existe um tour guiado especialmente para a chocolateria, onde os turistas podem aprender tudo sobre os métodos utilizados e a história do chocolate suíço – e com direito a ver as gostosuras sendo feitas na hora e, óbvio, levar uma com você. Esse tour específico dura 45 minutos, com grupos até 16 pessoas, e custa CHF 15 por pessoa, ou CHF 210 o grupo. *

Se for contratado o tour guiado, não é necessário pagar o valor de entrada, descrito ali em cima.

O tour com guia tem que ser reservado com antecedência no telefone: +41 33 952 10 30, e está disponível em inglês, alemão, francês e italiano. Eles também fazem algumas ofertas especiais para visitas de famílias (informações aqui).

*Preços em francos suíços, válidos para 2012.[/box]

 

Um mapinha fica logo na entrada, mostrando a área do museu, mas também é oferecido aos visitantes para se guiarem por lá.

 

Mapa de Ballenberg. Parece pequeno, mas não se engane: a distância entre uma casa e outra é grande, já que o parque todo contempla aproximadamente 100 casas e está numa área de 660 mil m2.

Ballenberg vai te conquistando aos poucos, casa a casa, a medida em que se vai mergulhando aos poucos no tempo. Até porque as casas são, em média, dos idos de 1600, 1700 e 1800, e de diferentes regiões da Suíça. A maioria é de fazenda, algo óbvio se pensarmos que a maior parte da população na época era predominantemente rural.

E como essas casas foram parar lá? Todas são originais, e uma vez descobertas são oferecidas ao museu, que manda uma equipe de engenheiros e historiadores avaliarem tanto o grau de conservação da casa quanto os aspectos históricos da mesma e das famílias que ali viviam. Após este estudo, a casa é desmontada e reconstruída, pedra por pedra, na área de Ballenberg, e exposta à visitação.

E se a máxima que diz que “O lar é o reflexo dos donos”, o  resultado é um mergulho no cotidiano de uma  família que conta, nos detalhes, como eram  os costumes, os temores, os hábitos da sociedade e o estilo de vida dos suíços de cada uma daquelas épocas.

Ah, vai uma dica para quem pensar em fazer um comentário do tipo “Ai, casa antiga parece coisa má-assombrada”: deixa a superstição de lado e presta atenção no guia – e por isso que ele é tão importante. Eles explicam com paixão cada detalhe que transforma até as paredes em aulas de História, muito melhor que qualquer livro por aí. E digo isto ao pé da letra. E bora junto que eu conto porquê.

 

 

Esta é uma típica casa urbana do século XVIII, diferente das outras rurais do restante do museu. E, segundo o guia, dá para entender melhor isso observando os detalhes trabalhados das varandas e as cores da janela – tendências “modernas” para época e mais presentes em cidades maiores. A ausência de jardim também dá uma pista, assim como o fato de que a casa não tem uma área de “estoque” de comidas, como um celeiro ou um galpão – e que a gente começa a ver com frequência nas casas seguintes.

Assim como as curiosidades. Por exemplo:

  • Era no campo que ficavam as famílias abastadas e donas de terra – e se tem uma coisa que não muda nem com o tempo, nem com o lugar, é a necessidade de ostentação de riqueza e poder. E que, na Suíça dos 1600, era “escancarada” na hora de construir as casas – em especial, as paredes, com uma espessura que variava de 30 a 50 cm. Isolamento térmico? Também; mas exibir uma parede de 50 cm de espessura é declarar, silenciosamente, que a família é abastada o suficiente para “esbanjar” material de construção, coisa cara na época de lá (e até hoje, não?);
Repare na parede do portal: quase 40 cm de parede de concreto nesta casa, de família rica e dona de terras.
  •  Outra coisa que indicava que a família era rica eram os fornos a lenha (quanto mais nobre, maior e mais decorado), bem como o lugar onde ficavam: ter um forno na cozinha, na sala de estar e no quarto é puro luxo e “glamúr”.
  • Outra coisa que indicava claramente as casas de campo: um sótão enorme para armazenamento de comida (indispensável para a sobrevivência da família, especialmente para o inverno). Tamanho ali não é documento: apesar de grandes por fora, poucas tinham um segundo andar habitável, sendo sempre destinado à comida.
Esta casa, por exemplo, acredita-se que era de um militar, que mesmo não sendo proprietário de terras, possuía uma condição de vida relativamente confortável. Mas não se engane pelo tamanho da casa: não há segundo andar, e toda a parte de cima era reservada ao armazenamento de comida. Já a parte inferior da casa contemplava, além da residência dos moradores, um estábulo para os animais.
  • Por isso, um segundo andar na casa para uso como residência era artigo de luxo – e as famílias que tivesse condições de ter um e, ainda assim, manter seu celeiro e seu estábulo eram consideradas muito ricas. E como já não é de hoje que quem não tem cão caça com gato, as famílias que não podiam arcar com uma varanda e um segundo andar originais “fingiam” que tinha, pintando portais de varanda na fachada superior da casa. Assim, ao ser avistada ao longe, os proprietários poderiam ostentar para os outros vizinhos a residência cara que tinham – até que um olho mais clínico confirmasse de perto que a riqueza era, literalmente, só de fachada.
Preste atenção na fachada “pintada”, fingindo um segundo andar. Esta foto foi tirada da mesma casa anterior, cujo dono é um militar. Suspeita-se que, na época, mesmo gozando de relativos privilégios, ainda houvesse a necessidade do proprietário apresentar-se como “abastado” para a sociedade.
  •  Outra curiosidade: quase todas as casas suíças tinham um jardim – mas só as ricas podiam dar-se ao luxo de plantar flores (as famílias humildes não tinham como “desperdiçar” o espaço que tinham para plantar algo que não pudesse servir de comida). Então, se a grama do vizinho fosse mais verde – e florida – já era uma dica de que ele estava bem de vida (ou que queria se exibir).
Um jardim misto: pés de fruta dividem o espaço com flores, mostrando que o morador não é “rico de marré de si”, mas que também não está ruim das pernas.
  •  A diferença entre as classes sociais e os hábitos de época também se refletem no interior das casas. Pintar as paredes do interior das casas era sinal de boa saúde financeira (afinal, podiam gastar com decoração e tinham mão de obra para fazer o serviço). O teto também era um indicador: o pé-direito era baixo o suficiente para não dispersar o calor, mas alto o suficiente para permitir que as pessoas pudessem ficar totalmente de pé em todos os cômodos das casas.
Móveis todos pintados à mão eram típicos da sociedade rural suíça e, mais que decorativos, eram caros.

Já as casas humildes tinham uma série de peculiaridades:

  • Não raro, o pé direito dos cômodos era baixo, o que fazia com que um suíço um pouco mais alto tivesse que andar curvado em sua própria casa. Era uma maneira de não gastar muito material de construção e manter a casa ainda mais aquecida, já que a espessura das paredes muitas vezes não dava conta sozinha.
  • Banheiro? Ficava na casinha do lado de fora ou, para economizar, no estábulo, junto com os animais. Para juntar todo o cheiro ruim num lugar só.
  • Os fornos para aquecimento existiam, mas nem sempre eram mais de um ou davam conta de toda a casa. Quando isso acontecia, eles ficavam na cozinha ou, ainda, dentro dos quartos. Os moradores dormiam mais aquecidos – mas com a fuligem.
  • Um traço relativamente comum nas casas humildes é que muitas não tinham chaminé, privilégio dos ricos. Considerando que, no inverno, as janelas não eram abertas devido ao frio, a fumaça e a fuligem da lareira ficava circulando dentro de casa, junto com os moradores, que pelo frio ficavam reclusos na maior parte do tempo. Deduz-se, então, a razão da saúde precária de muitos e a alta incidência de problemas respiratórios entre os pequenos agricultores suíços do século XVII.

[box type=”info”] Um fato interessante: a equipe de Ballenberg procura “recriar” algumas condições de vida dos antigos suíços destes séculos, de modo que o visitante possa vivenciar algumas experiências de forma mais “sensorial”. É assim com os estábulos (cheios de animais e, portanto, com seu cheiro característico), nas selarias e, como não podia deixar de ser, nas casas. Então, uma das casas ditas “mais humildes” estava toda fechada e com o forno aceso, e os visitantes eram convidados a ficar alguns minutos ali. Não precisa muito para a garganta secar, os olhos arderem e o pulmão pedir para sair. O alívio de sair daquela sensação de sufocamento é enorme – mas duas bufadas no ar puro fazem a gente pensar (agora, com uma solidariedade de quem sentiu na pele) como era difícil a vida de quem morava ali há 300 anos atrás.

E isso, na boa, livro de História não ensina. Não assim.[/box]

  • Mas, já que  não tem chaminé, a solução é aproveitar a fumaça que fica presa nos tetos das casas e ali, pendurar linguiças para serem defumadas. E depois, armazená-las para o inverno ou vender.
Linguiças defumando no teto das casas humildes. Todas elas são produzidas em Ballenberg utilizando as mesmas técnicas de 300 anos atrás, e são postas à venda nas lojas do museu. Para quem quiser experimentar um gosto de passado.
  •  Ainda sobre a ausência de chaminés: como, nesses casos, a tendência da fumaça é subir para o teto, as camas das famílias humildes ficavam quase no chão, onde o cheiro da fumaça era (pouco) menos forte – e, de quebra, economizava-se madeira. Outra coisa: como era comum que pessoas morressem de problemas respiratórios dentro de casa (e a posição de um morto é, invariavelmente, deitada, né?), havia uma crença popular de que se alguém deitasse ao dormir poderia não acordar mais. Então, era hábito das famílias humildes dormirem mais ou menos “sentadas”, ou encostadas, de modo que o corpo nunca ficasse totalmente na horizontal. As camas, logo, eram mais “curtas”, exatamente para não permitir que alguém dormisse totalmente deitado sobre elas. E, com isso, mais economia de madeira.

Esses quartos, com camas assim e cheios de fumaça, também estão à disposição para os visitantes “experimentarem”. Adolescentes são os primeiros voluntários – e, obviamente, não aguentam muito tempo, mas é visível como eles curtem a forma bem interativa, digamos assim, de aprender História.

Outra peculiaridade: As antigas casas rurais da Suíça (ricas ou não), construíam, às vezes, uma casa menor, que fazia às vezes de celeiro, à parte da casa principal, e sempre contra o vento. Assim, se houvesse um incêndio na casa onde moram (risco sempre presente, uma vez que as casas eram de madeira e havia fornos), o estoque de comida para o inverno não seria perdido.

 

Exemplo de casa-celeiro, à parte da casa principal. ter uma reserva de comida é indispensável para a sobrevivência.

Mas, para engano de quem lá em cima achou que “casa velha é coisa mal assombrada”, Ballenberg é bastante vivo. E vibrante. Mérito da equipe do próprio museu, que procura formas interessantes de tornar a experiência ainda mais interativa: profissionais, em sua totalidade suíços e moradores da região, trabalham em cada uma das casas do museu, produzindo na hora os artigos comuns da época, com a mesma técnica e instrumentos que os donos originais utilizavam.

Logo, é possível ver, ao vivo e a  cores, como eram feitos os arreios em uma selaria de 1675.

Funcionário de Ballenberg fazendo os arreios de cavalos em uma selaria original de um estábulo de 1675

Inclusive, a comida: fornos e máquinas de fazer pão e queijo dos séculos XVIII ainda estão em uso, e são operadas algumas vezes ao dia, produzindo ainda fornadas do mesmo pão e queijo que eram feitos lá atras. Basta ficar atento aos horários das fornadas para ir lá presenciar o processo – e comer o resultado final!

Ok,a foto tá escura. 🙁 Mas é possível ver, no concreto do forno, a data de 1879. Funcionando a todo vapor; vide a fornada de pães quentinhos ali do lado!

 

E, tanto o pão quanto a linguiça defumada, o queijo e o chocolate produzidos pelo museu podem ser comprados na lojinha do museu. Cada item, ali, transcende a mera questão de ser um souvenir de viagem: é a chance de experimentar, literalmente, os autênticos produtos de fazenda suíços. Mas de uma fazenda de 1650, viva!

Loja com as especialidades produzidas em Ballenberg: além dos pães e linguiças, caldas de frutas, geléias, bacon. Tudo com um ar (retrô?) de fazenda!

Vale a visita, mesmo – até porque os produtos tem uma cara deliciosa, e são oferecidos da mesma forma que o eram séculos amém. Por exemplo, o pão suíço de fazenda muitas fezes era assado imitando o formato de um animal silvestre, ou flores. Os motivos campestres são uma constante até na comida!

Detalhes dos pães: se estivéssemos no século XVII, comeríamos eles exatamente assim, fresquinhos e decorados como um porco-espinho!

O chocolate é uma confissão à parte, embaraçosa e necessária: passei mal horrores com ele, mas não porque estivesse ruim. Simplesmente porque eu não consegui parar de comer!

Fica minha dica fervorosa para experimentarem. E, chocólatras, moderação (sim, porque é irresistível).

Chocolates artesanais. Experimentem o branco. Não, a versão ao leite! Não, peraí… Levem um de cada, vai!

Além da lojinha de especialidades, tem também uma botica antiga, charmosíssima, que vende essências, chás, sabonetes, talcos, óleos. Alguns produzidos lá e outros não – mas tudo com aquela aura de produto natural de fazenda, cheiroso e confortável. Achei um mimo só!

 

Chás de ervas desidratadas colhidas nos jardins de lá são expostas para venda: até a loja tem um perfume relaxante!

 

E, para as crianças pequenas, uma casa imitando uma carpintaria coloca à disposição ferramentas e instrumentos de trabalho com a madeira para os pequenos experimentarem. Com a supervisão de um adulto, crianças podem cortar lenha, prender pregos com martelos antigos, talhar e esculpir objetos de madeira – tudo com ferramentas de verdade, tal qual eram usadas na época (por meninos, inclusive, da mesma idade, que cedo começavam o trabalho nos campos).

O que achei interessante: apesar da iminência do perigo no manuseio das ferramentas (daí a proibição de crianças sozinhas ali sem um adulto), vi muitos pimpolhos de 6 anos se divertindo, cortando lenha e serrando toras de madeira, executando sozinhos o trabalho sob a orientação atenta dos pais. Muito bacana ver os pais permitindo e incentivando o aprendizado na prática de atividades tão duras (porém, básicas para a sobrevivência) e os filhos correspondendo com responsabilidade e atenção aos procedimentos. Show mesmo.

Uma casa própria para estimular as brincadeiras com as crianças. Só que ao invés de brinquedo, toras de madeira, lenha, pregos, martelos e serra. Para brincar de gente grande (ou de criança de fazenda de 1790)

Logo em frente, um jardim sensorial completa a instrução dos pequenos. Com diversas ervas naturais plantadas, o exercício é adivinhar qual essência pertence a qual planta. Para ajudar na brincadeira, cilindros de metal com essências naturais misturadas estão dispostos ao longo do jardim: basta abrir um, sentir o aroma ali dentro e tentar adivinhar. A resposta está escondida numa plaquinha de metal logo abaixo ao cilindro correspondente.

Jardim sensorial: quem acertar a essência ganha um xêro!

E como em qualquer propriedade rural, a figuração só fica completa se tiver animais: de preferência, os típicos da época, tratados e cuidados como tais. Como o museu só fica aberto em torno de 6 meses ao ano, no início da temporada estes animais são “emprestados” por fazendeiros locais e cuidados pela equipe de Balleberg. Funciona como um aluguel:  as vacas seguem dando o leite, as galinhas pondo ovos e os cavalos, trabalhando no arado de tração animal, tal como era há duzentos anos. Todos são cuidados pela equipe de Ballenberg, e devolvidos para os respectivos donos ao final da temporada.

Mas, enquanto estão lá, ficam à disposição dos visitantes – em especial, da meninada – que pode interagir com eles.

 E, ao fim do passeio, aproveite para um almoço rápido nos restaurantes de lá (tem mais de um, mas experimentamos o Degen que, só para ser mais recente, era um restaurante do século XIX). Fica bem central no museu (ótima localização, portanto, porque quando a fome aperta não dá para esperar muito) e tem opções de pratos infantis e vegetarianos.

Ah, o ambiente é um charme, também.

Restaurante Degen: é preciso fazer reserva (+41 33 952 10 25, ou fale com o seu guia).

E os pratos, se quiser, também podem ser típicos: como este abaixo, feito de macarrão, batata, queijo e linguiça. O preparo remonta à época dos humildes camponeses suíços de séculos atrás: nos períodos de inverno e muitas vezes com pouca comida disponível, o segredo era pegar um pouquinho de todos os ingredientes disponíveis, jogar tudo na panela, misturar e servir (lembra o preparo da típica sopa de entulho brasileira, não)? 🙂

O resultado é um prato um tanto quanto calórico (porém, necessário para a dar a energia para o trabalho no campo), mas delicioso, e é servido até hoje.
Prato típico camponês: macarrão, cebola, linguiça, queijo e batata. Tudo junto e misturado. Mas não tá com uma cara ótima?

 

O resumo da ópera? Ballenberg me surpreendeu. É um programa para quem gosta de história, e que consegue em duas horas falar mais da história suíça do que muito guia de viagem por aí.  Tanto que sabemos que, mesmo com fotos e descrição, é difícil descrever um museu que é, essencialmente, uma imersão e experiência. Pedimos então ajuda aos universitários, ops, funcionários de Ballenberg, que fizeram esse vídeo simpático resumindo o blablá meu de horas aí em cima.

 

E o resto é ir lá para ver, pessoalmente. E com guia, não esqueça: porque o melhor de mergulhar na História ainda é escutá-la.

 

Esta jornalista e blogueira que vos fala visitou a cidade de Interlaken em junho de 2012, a convite do Escritório de Turismo de Interlaken, da Jungfrau Railways e do Hotel Krebs.

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