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O Egito é um daqueles destinos que, quando você diz que foi, ouve de imediato exclamações como “Oh, que máximo, sempre quis ir!”… E, a maioria, sabe se lá porque, não vai.

Não vai porque é longe, porque é caro, porque é um país árabe, porque é um país pobre, porque tem deserto, porque tem um monte de outros países “na frente”… E nessa brincadeira, acaba-se adiando – ou desistindo – de uma viagem rica em experiências únicas.

Principalmente, porque o Egito tem, de fato, um encanto que transcende os mistérios das historinhas que ouvimos de Pirâmides, faraós e afins. E, se a gente não vai lá para descobrir isso, esse “algo mais”, acabamos por nos desanimar diante das diferenças que acontecem quando se vai para um país de cultura totalmente diferente da nossa. Porque elas existem sim.

Aí, a gente fica eternamente com um país no nosso “wish list” que nunca sai do “wish”. Não vira um “to do list”. Muito menos um “next”. Não passa de ano. Nem ele, nem nós.

Então, para dar uma forcinha, descrevo aqui alguns mitos, dicas e preparativos para se organizar uma viagem para lá. Desde preocupações eventuais com vestimenta, no caso das mulheres, até a barreira de idioma, eis algumas dicas vapt-vupt para os apaixonados platônicos pelo Egito já ficarem mais escolados, mas também descobrirem que o buraco não é tão lá embaixo quando se trata de uma viagem para a terra do Nilo.

Aliás, bem pelo contrário!

Situação Política: Observação válida.  Mesmo o país ainda se recuperando politicamente das últimas reviravoltas que aconteceram por lá, as empresas de turismo retomaram com um certo folêgo suas atividades pelo país. Com os olhos do mundo sobre a vizinha Líbia e a necessidade premente de se aquecer a economia novamente, já que o turismo responde pela maior parte do faturamento do país, empresas de turismo, guias locais e a população se preparam para receber os visitantes. Então, no que se refere a turismo, a notícia que tenho dos guias de lá é que as excursões estão voltando a todo fôlego, impulsionada principalmente pelos locais – que, aliás, precisam disso. Então, se você nem de longe tiver um parentesco com Hosni Mubarak, fique à vontade para pensar em dar umas voltinhas por lá!

Ir por conta própria ou em tour?

Sempre fui a favor da liberdade de se viajar por conta própria, mas nesse caso tours tiveram suas vantagens, como por exemplo:

– São mais vantajosos economicamente, devido ao transporte em ônibus fretado, com mais conforto e preço rateado (para ir de Aswan até o monumento de Abu Simbel, por exemplo, são 3 horas de ônibus. Rateá-lo viabiliza bastante o custo);

– Não que a barreira do idioma tenha sido um grande problema – lá bastante gente fala inglês, pelo menos o mínimo para ser entendido, mas alguém que seja local facilita muito mais as coisas, principalmente na parte de negociação (e para te dar as dicas do que se comer uma excelente comida, onde ir, etc);

– Principalmente, para fazer alguns dos passeios mais bacanas, como andar de felluca no Nilo ou de 4X4 no deserto, a presença de um grupo barateia consideravelmente as coisas – além de ser mais divertido!

Mas como passear por conta própria também tem suas vantagens, especialmente quando tem cidades em que você gostaria de esticar um pouco mais, sem a correria de um guia. Então, se possível, junte o melhor dos  mundos: alguns dias de tour e outros sozinho. Uma dica são os tours da Intrepid tour, empresa que oferece pacotes super interessantes (e acessíveis). Existem opções desde luxo ou outras mais aventureiras.

No meu caso, juntei um tour de 15 dias com o seguinte roteiro…

… com 3 dias andando livre, leve e solta por Dahab, cidadezinha na península do Sinai, às margens do Mar Vermelho. Uma cidadezinha tão tranquila, e convidativa a ficar e relaxar que a última coisa que você quer é um guia do seu lado te apressando.

Recomendo, muito, a Intrepid. Foi a minha primeira vez com eles, mas a maioria das pessoas do meu grupo (canadenses, portugueses, escoceses, etc) já estavam fazendo a terceira, alguns a quarta viagem com eles, e sem exceção, todos afirmaram que a Intrepid tinha tours mais “ricos” e organizados. Logo, a referência é mais do que boa – e não é só minha.

A barreira do idioma é um complicador?

Se você fala bem inglês, não. A maioria das pessoas fala o suficiente para se comunicarem, e não estranhe se vier pessoas falando em espanhol, italiano, e alemão.  Como o país é muito voltado para turismo, as pessoas tem grande boa vontade em te entender. E se alguém não falar, vai rapidamente achar alguém que fale inglês para se comunicar com você.

Algumas das placas de rua tem as inscrições em inglês e árabe, o que facilita muito a vida (embora eu não sugeriria nunca alugar um carro por lá. O trânsito egípcio consegue fazer os nossos piores motoristas serem um exemplo de autocontrole ao volante).

E, caso tudo esteja escrito em árabe, e você estiver meio perdido, levante as mãos para o céu e agradeça a globalização. Sempre tem a comunicação visual dos produtinhos mais famosos para curar a nossa carência de familiaridade com o mundo.

 

E como eu chego?

Vôos direto para o Egito podem sair meio salgados, mas como tudo lá é mais barato, acaba ficando elas por elas. Uma chance de fazer sua viagem render mais é ir para a Europa, curtir uns diazinhos por lá e depois esticar até o Cairo. KLM e Alitalia tem vôos a bons preços – e poucas horas – para o Cairo.

Tem também a opção de ir por Israel ou Jordânia. Basta se informar com qualquer hotel, albergue ou agência de turismo de lá, que eles já têm pacotes prontos.

Em tempo: soube de muita gente que teve que tirar aqui o visto para o Egito, para a Jordânia. Os dois eu paguei na hora, lá, na aduana, na cara dura. Sem grilos. E o povo ainda faz festa quando sabe que você é brasileiro.

E preços? Lá as coisas são caras?

Mais ou menos. Comida em geral é bem barata e deliciosa. Uma boa refeição num restaurante de rua comum não ultrapassava 30 pounds egípcios (incluindo aí uns dois pratos bem diferentes, bebida e sobremesa). Nas cidades pequenas, o preço é mais baixo ainda.

Uma garrafa de água de dois litros custava dois pounds egípcios, às vezes menos. Ótimo, porque é o tipo de coisa que se compra bastante.

Os passeios são todos pagos por fora, então o preço é meio que tabelado (mas mesmo assim, compre sempre na bilheteria e não na mão de “cambistas”. Infelizmente, tem malandro em tudo quanto é lugar!). E, a maioria dos passeios são pagos em pounds, raro algumas exceções como passear de balão pelo Vale dos Reis (aquele, onde Tutankhamon está enterrado), que custa US$ 100,00 e batismo de mergulho no Mar Vermelho, em Dahab, na Península do Sinai (que pode ser feito ao módico custo de US$ 40,00). Levando-se em conta de que este último é considerado, junto com a barreira de corais da Austrália, o melhor lugar para mergulho no mundo, acho que o preço está dado!

As entradas para os museus variam entre 40 e 90 libras egípcias, mas quase todos os guichês aceitam carteira de estudante – então evite os cambistas ( aliás, evite-os de qualquer jeito!). Albergues também aceitam a carteira e dão descontos.

Só que para tudo se pedem as famosas “tips”, que são, em média, 20 pounds por pessoa (então, se você for fazer um passeio de Ônibus em que geralmente são 2 motoristas, seriam 20 pounds para cada). Não é obrigatório, mas é aconselhável. Especialmente porque o povo lá é muito pobre e é evidente que eles vivem disso. Mas por outro lado também são extremamente atenciosos, o que acaba contrabalançando.

 

Compras! Como fazê-las?

Infelizmente, muitos dos artesanatos são “made in China”, o que torna difícil encontrar artefatos egípcios legítimos. Mas o que vale a pena:

  • Ervas, temperos – são deliciosos, cheirosos, baratos… Em feiras locais, especialmente as de Aswan, você encontra baunilha, anis estrelado, canela, pimenta negra (e outros milhões de tipos de pimenta), ervas desidratadas para fazer o chá (as flores de hibiscus desidratado ficam super charmosas no chá!), além do Kohl, a matéria-prima milenar dos famosos lápis de olho mundiais, e que começaram aqui, para os faraós egípcios!;

Aliás, uma curiosidade: você sabia que o hábito de pintar os olhos com o kohl começou pelos homens, os faraós, e não para as mulheres? É que acreditava-se que o kohl, além de proteger os olhos do rei, ainda tinham poderes de “clarividência”, o que ajudava o faraó a “enxergar o futuro” – lembrando que o Faraó era considerado a encarnação de um Deus na época.

  • Tecidos – algodão egípcio, lembram? A maioria é made in China, uma vez que eles reservam as melhores peças para exportação, mas é possível encontrar alguns lençóis. Achamos um de 400 fios egípcios por 70 dólares. Mas tem que procurar;
  • Ouro e prata – O preço é relativamente barato, mas é sempre bom dar uma pesquisada, porque tem muitas peças de ouro baratas mas não tããão trabalhadas assim. O melhor lugar para comprar ouro e prata é a feira de Luxor. O mercado do Cairo também tem muitas joalherias, mas como é um lugar muito turístico, nem sempre os preços são vantajosos. Pechinche sempre;
  • Peças de alabastro – Lindas. É possível encontrar louças, travessas, vasos de flores, luminárias, esculturas, sousplat… Lindos e trabalhados, mas cuidado: o vendedor vai te dizer que são peças super resistentes – e que o são, realmente, até a hora de se quebrarem. Compramos um vaso lindo, e embalados “teoricamente” a prova de impacto. Não durou. Então, ou deixe para comprar no fim da viagem, ou tenha o máximo de cuidado.

Importantíssimo: Em cidades mais turísticas como Cairo, Aswan e Luxor, os vendedores são extremamente insistentes, e realmente incomodam. E, por verem que somos turistas, já começam cobrando um preço lá em cima, e literalmente não desistem, não importa o que você faça. Isso chega a tirar o ânimo para comprar, mas algumas regrinhas podem ser úteis:

  • Pechinche sempre. Sempre. Tipo assim, toda vez. O preço de um produto pode baixar 300%;
  • Antes de comprar qualquer coisa, já comece fechando o preço e estabelecendo as condições (seja num táxi, num tour, num hotel). Eles vão querer tirar vantagem de qualquer jeito, mas se vocês chegarem a um acordo logo no início, fatalmente eles vão acatar fielmente. Para o árabe, uma vez dando a palavra, é questão de honra.
  • Se o vendedor insistir e você não quiser, diga que não e saia, simplesmente. Se ele chegar ao ponto de ser inconveniente, não fique com raiva, esbraveje, xingue, etc. Isso só piora, e ele vai tentar vencer pelo cansaço. Então, simplesmente ignore. Não diga nada, nem olhe nos olhos, nem para os produtos. Só desvie, pegue o seu caminho e vá. É menos grosseiro e mais eficaz do que se estressar com eles.

Câmbio, dindim, bufunfa… Donde estás?

 

Algum palpite de quanto vale cada nota?

Apesar de achar agências de banco em tudo quanto é esquina, poucas eram as que funcionavam decentemente (pelo menos nas cidades menores). Uma alternativa é usar os caixas automáticos para sacar dinheiro, e mesmo assim tenha atenção, porque muitas estão quebradas – teve uma que engoliu meu dinheiro e não trocou… Então, quando conseguir sacar, saque uma boa quantidade de libras egípcias, porque não se acha outros bancos com tanta facilidade.

Embora lá eles aceitem tudo, dólar, euro, yen, etc, o câmbio praticado pelos lojistas não é lá muito confiável. Previna-se.

 

Com que roupa eu vou?

A palavra de ordem é moderação. As mulheres não precisam usar véu nem lenço na cabeça (exceto, somente, se forem visitar alguma mesquita). Mas o indicado é usar blusas com manga (uma manga normal, o suficiente para não expor os seus ombros), evitar decotes profundos que exponham o colo demais (um decote em V de camisetas convencionais é aceitável), e calças ou saias até o joelho. Evitar blusas de alcinhas, roupas transparentes ou justas demais, shorts, barriga de fora. Sandálias e sapatos liberados.

E porque isso? Principalmente por uma questão de respeito. As mulheres árabes andam com os cabelos e o corpo cobertos (em cidades grandes víamos algumas de cabelos soltos, mas pouquíssimas),e  há aquelas que andam apenas com os olhos à mostra. Logo, muitos centímetros de pele à mostra causa uma certa estranheza, e porque não dizer, um secreto furor masculino. Para as meninas não se sentirem constrangidas (por que os árabes, nesses casos, ficam encarando MESMO), não custa se prevenir um pouco.

Homens, a mesma coisa: evitem shorts acima do joelho, e não importa o quão definido seja o seu tórax malhado, simplesmente mantenha-o coberto sob a sua camisa de botão, por exemplo.

Quando for visitar mesquitas, opte por calças compridas e não shorts – isso vale para ambos os sexos. Meninas, levem um lenço para cobrir os cabelos. Afinal, ali é um templo religioso.

E, uma dica por experiência própria: eles adoram, são apaixonados, loucos por brasileiros – em especial pelo nosso futebol. E, exatamente por isso, sugiro deixar sua camisa da seleção no armário. Porque corre o risco de você ser parado na rua umas 50 vezes, tirarem fotos, cumprimentarem, quererem puxar papo e – muito provável – pedirem sua camisa. O que é muito legal nos primeiros 15 minutos, mas quando você não tiver sequer um segundo de paz para comer ou para curtir uma vista bonita, ou fotografar, vai ver como o seu canarinho se transformou num abacaxi.

 

Assédio, cantadas, carinhos e demais assuntos da carne

Hummm… vamos lá.

Olhares indiscretos: sim, tem. Como dito mais acima, as mulheres egípcias são todas cobertas, recatadas, não conversam com homens estranhos, etc. Então quando eles vêem uma turista ocidental como nós caminhando esvoaçante pela rua, fato que ela será alvo de milhões de olhares que não estão acostumados a serem discretos. Se ela estiver sozinha, pode ouvir algumas piadinhas (mas nada que não seja diferente do que se ouve quando se passa em qualquer obra aqui no Brasil). Leve na esportiva, ignore, e pronto.

Caos a mulher esteja acompanhada, os árabes não vão mexer com ela. Mas nada impede que um árabe mais espirituoso parabenize o seu marido pela “propriedade” – sim, você. Mais uma vez, é melhor levar na brincadeira mesmo – porque é.

No fundo, eles não encaram como falta de respeito, mas simplesmente porque a maioria ainda não está acostumada com mulheres “liberais”, como somos na ótica deles. Então, é preciso também entender por esse lado.

O que é diferente de assédio – ou seja, de um homem te importunar. O que pode acontecer, mas depende da sua atitude. Por isso, mulheres, cuidado novamente com as roupas (exigir respeito no mundo árabe vestindo um shortinho não é a mais clara das mensagens) e com uma excessiva simpatia – até mesmo um sorriso pode ser interpretado com um incentivo. No mundo árabe, não existe a máxima “sou legal, não estou te dando mole”. Sentiu que um elogio ou uma conversa está passando dos limites, feche a cara, diga não e saia. Recado dado – em qualquer idioma.

 Mas cantadas acontecem. Frequentemente, inclusive, e respeitosas. Árabes são em geral muito galanteadores – afinal, vêm de uma cultura onde aprenderam a cuidar, proteger e zelar pelo sexo oposto. Então não se surpreendam, meninas.

O que não vale, óbvio, para os homens. É falta de respeito abordar uma mulher árabe na rua. Tocá-la, nem pensar.

E, para casais, um lembrete: manifestações de carinho em público não são frequentes e, por isso mesmo, encaradas com estranheza e falta de respeito. Reserve-as para os momentos entre quatro paredes, que estão aí para isso mesmo.

Comments

45 COMENTÁRIOS

  1. Ótimo post! E útil também. Caí no blog por uma pesquisa aleatória no google (nem e a sobre viagem) e gostei tanto do ínicio que resolvi ler o resto. 🙂

    Realmente, o Egito exerce todo esse fascínio nas pessoas. Eu mesma sempre quis ir e não fui por todas as razões citadas no post. Isso sem contar o medo de viajar sozinha. Mas parece encantador!

    • Obrigada, fico muito feliz que você tenha gostado!
      Pois é, o Egito é realmente encantador, e o mais interessante é que, ao contrário do que eu esperava, os destinos que eu imaginei que fossem me impressionar mais, por conta das histórias que sempre ouvi falar, nem foram o que mais me surprenderam, e sim os que a princípio eu não dava nada! Mas vou falando disso aos pouquinhos por aqui! E torço para você gostar e visitar o blog mais vezes!

      • Oi Clarice Donda, obrigado pelas informações sobre esse lindo país, EGITO. Vc recomenda alguma agência de viagens brasileira, apesar de ficarmos mais dentro de ônibus, exagero um pouco, do que nos belos lugares históricos. Aguardo resposta sua.

        • Fernando, infelizmente não conheço agências no Brasil que eu possa recomendar – afinal, eu fui pela Intrepid, e bem, recomendação é algo forte, né? Tipo, eu sei várias agências que vão para lá (a CVC é uma) mas não sei se foi legal, não conheço quem tenha ido, então não sei se posso recomendar.Sei que a Intrepid foi uma experiência fantástica e aqui no blog você vê depoimentos de pessoas que já foram com eles também!

          • Obrigado. Mas o inglês para marcar a viagem e outros detalhes com essa agência tem que ser fluente né? Nessa agência fala´se o espanhol também?

          • Fernando e Clarisse. Eu posso ajudar.
            Acabei de ir para o Egito agora em setembro com a Continent travel aqui se SP!
            Procure o Vinicius.
            Foi demais! Eles fecham o pacote da gente com uma agência que fala espanhol lá!!

            Bju

          • Oi, Fernando! Não sei se chega a ser um inglês fluente, mas claro que você aproveita melhor se o nivel for um pouco mais avançado. O nosso guia era um egípcio que fala inglês, e mesmo o inglês dele sendo muito bom, também não era como um nativo. E o grupo tinha portugueses, chineses, gente de todo o mundo!

  2. Clarissa,

    Adorei o post. Eu e meu marido estamos morando em Londres e queremos aproveitar 10 dias de férias para conhecer o Egito. No entanto, como estamos somente há 4 meses aqui não conhecemos muitas agências e não tenho segurança de ir para o Egito by myself. Costumamos viajar por conta para outros lugares, mas eu acho que para o Egito é complicado. O que vc acha? Vou procurar a Intrepid na internet. Obrigada pelas dicas do post, foram ótimas!

    • Olha, Patrícia, eu fiquei no Egito um total de 18 dias, sendo que 14 em excursão com a Intrepid e 4 all by myself, então tive a oportunidade de conhecer um pouco das duas realidades. Claro que ficar sozinha é meio complicado em função da barreira do idioma (para mim este seria o maior problema), mas acho que a experiencia foi válida sim, e provavelmente você nao teria problemas se fizesse sozinha, uma vez que vocês já são viajantes ëscolados”! 🙂
      Mas se você tiver chance, vai com um guia da Intrepid sim. Gostei muito do serviço deles (e, assim como você, sou super acostumada a viajar por conta própria), até porque eles davam muita liberdade para nós passearmos, e ao mesmo tempo não davam todo o suporte em termos de informação necessária, quem procurar, macetes, essas coisas. Dá uma olhadinha no site deles sim! E, infelizmente, como recentemente o Egito passou por todos aqueles problemas, sei que agora pelo que me falaram está tudo tranquilo, mas mesmo assim, sempre fica aquele resquício de prudência, né? Acho que com uma agência você consegue ficar mais despreocupada e curtir melhor o lugar, que vale a pena!

  3. Amei o post!é o que encontrei de mais atualizado na internet! Quero muito conhecer o Egito, tá no topo da minha lista, mas creio que vai demorar um tempinho devido as minhas limitações…Tenho consultado alguns pacotes de agencias brasileiras, o que encontrei em agencias ‘confiáveis’ são tours de luxo, o que foge totalmente a minha intenção, ademais, as informações são desatualizadas e até obsoletas. Amei as opções da Interprid! obrigada pela indicação 😉
    minha maior duvida, já que estou no momento de pré-planejamento: qual valor eu precisaria juntar pra ter uma viagem sem receios financeiros?
    ps: to mais pra um estilo aventureiro^^
    Bjos

    • Oi, Marcela!
      Obrigado! Que bom que gostou! A idéia foi tentar dar as dicas da forma mais completa possível mesmo!

      Adorei a Intrepid Travel, foi minha primeira experiência com eles, mas conhecemos bastante gente que já viajava com eles há anos para os lugares mais exóticos possíveis (Uganda, Namíbia, etc) e adoraram. Acho que é a melhor opção, até porque você quer algo mais aventureiro mesmo! Senão, você cai naqueles roteiros muito be-a-bá, turísticos demais, e acho que o Egito é muito maior do que isto!
      Mas em relação a custos, vamos lá: os pacotes da Intrepid só contemplam o terrestre, que são o deslocamento e a hospedagem (e algumas atividades, como dormir no deserto, passear de 4X4, felluca… Todos estes incluem a alimentação). Então o que você vai gastar mais lá é com comida (em geral, achei os preços de comida baratos e a comida muito boa!), atividades (entradas nos templos, nos museus, passeios de camelo e de balão – este eu super recomendo, uma vez que você já vai estar lá!), compras (quando tiver) e gorjetas de vez em quando… O pacote que eu fiz, com a descrição dos passeios e o que está incluído ou não está aqui . Mas quanto a custos adicionais, a Intrepid tem (e eu adorei isso!) um link de “trip notes” em cada pacote, e lá eles colocam detalhadinho o preço médio de cada atividade avulsa por cidade, para vc se planejar. Aí, por ali vc tira uma média de quanto levar, porque depende das atividades que você quiser fazer! O link dos valores do meu pacote está aqui!

      Espero ter ajudado! Se tiver mais dúvidas, estou à disposição!

    • Eu fui, eu fui \o/
      Em setembro de 2012.
      Foi perfeito! O Egito supera todas as expectativas!
      O país é incrível, o povo é uma simpatia, fiquei, com se diz , ‘querendo bem’.
      E pra quem gosta de história não há melhor destino.
      Só tem que estudar bastante antes de ir, pra aproveitar cada detalhe que os museus, os templos e as mesquitas preservam. Tbm tem de ter senso de humor e estar aberto as brincadeiras dos egípcios, por eu estar viajando ‘sozinha’ recebi muitas cantadas e ofertas de camelos, mas levei tudo na brincadeira e em nenhum momento me senti incomodada com o assédio (como eu havia lido em alguns relatos), pelo contrário, um sorriso é a melhor resposta que se pode dar.
      Qdo eu cheguei no Khan el Kalili um moço percebendo que eu era brasileira se apresentou, o nome dele era Zacarias, egípcio, mostrou até a identidade pra provar (alias, bom que se ressalte, eles tem muita facilidade com idiomas!), super simpático me perguntou o que eu estava procurando, no que eu respondi ele me pegou pelo braço e começou a serpentear as ruas do Mercado dizendo a seus amigos lojistas que eu era sua esposa, nessa parte ignorei todos os relatos de assédio que eu tinha lido em blogs e entrei na brincadeira, foi muito divertido, não me arrependo disso ;D
      Só digo uma coisa pra quem pretende ir: VAI!
      Estava lá quando aconteceu aquela crise que culminou na morte do embaixador americano na Líbia e gerou protestos em países árabes. Desse quadro percebi que a mídia ocidental piora, e muito, os fatos, na Praça Tahir tinha manifestantes com cartazes e gritaria, nada além de manifestações pacíficas, na internet, nos sites brasileiros, eu via imagens da revolução (confrontos, tiros, brigas etc) relacionadas às notícias dos protestos, exagero. O Egito é seguro e, de qualquer forma, o pessoal que trabalha com turismo lá sabe muito bem lidar com essas situações.

  4. Olaaaa. li o blog de vcs e estou adorando!!!
    eu gostaria de uma ajuda!!!!
    eu estou vivendo em londres….como eu vou daqui pro egito??? qual companhia aerea seria melhor????
    obrigada 🙂

  5. Olá! Estou pensando em ir ao Egito no mês de janeiro/13. É uma boa época? Pelo que li aqui no blog, imagino que 08 dias seriam razoáveis para conhecer um pouco o país. Vc poderia me dar algas dicas de quais locais conhecer?
    Att
    Rogério.

  6. Ola!
    Em primeiro lugar, parabens pelo blog!!!
    Estive no Egito durante 20 dias, em junho desse ano… Foi incrivel!!! Superou todas as minhas espectativas….
    Sem dúvida nenhuma vale a pena conhecer… Quem for ficará apaixonado…
    Tenho uma dica para acrescentar em relação ao item “A barreira do idioma é um complicador?”…
    Consegui um guia egípcio que fala português fluente… Ele nos acompanhou durante toda a viagem… Passamos uma semana mergulhando em Sharm-el-sheik e ele não foi conosco, mas mantinha contato todos os dias através do telefone… Sempre que alguma coisa na comunicação complicava ligávamos para ele e, então, ele resolvia tudo falando em árabe! E nós não conseguimos pronunciar nem 5 palavras em árabe!
    O nome dele é Sherif El-naggar; ele tem facebook e o email é aburegila2002@yahoo.com, pode escrever em português.
    Ele foi muito atencioso e também decisivo no sucesso da nossa viagem…
    Vale a pena conversar com ele antes de fechar a viagem…
    Espero que essa dica ajude em alguma coisa

    • Boa tarde. Gostei muito do seu blog sobre o egito. Queria saber mais informações sobre o guia Sherif, pois iamos com uma agência chamada Caprice, mas eles fazem um pacote fechado e não vai p o Vale dos reis. E está custando uns 5 mil dolares incluindo tudo. Mas queria ver se ir sozinha se ficaria mais barato e se é mais seguro, com esse guia…..e nos queríamos ir p Israel (Jerusalem) e esse guia parace que nao faz. podereia ns dar algumas dicas. obrigada

      • Daniela, desculpe, mas eu não sei quem é o Sherif, então não posso te ajudar com informações sobre ele. Eu sou adepta das viagens sozinhas, mas não recomendaria você ir para lá sozinha não – primeiro, pela dificuldade do idioma, e segundo, porque querendo ou não tá rolando uma instabilidade política lá, pelo menos no Cairo. Então, pelo menos em questão a negociação de transportes de cidade a cidade, ir com um tour seria uma boa sim.
        Eu fui com a Intrepid, cuja dica dou no início do tour, e eles tem pacotes que incluem Egito + Jordânia ou Egito + Israel. Vê com eles, os tours são ótimos, eu super recomendo (só são totalmente em inglês).
        Ah, e volte sempre aqui no blog! 🙂

  7. Olá Clarissa adorei seu post,mas gostaria de saber se vc tem alguns sites de lojista do Cairo Egito que façam vendas pela internet se tiver e puder me indicar alguns sites fico muito feliz ,obrg e bjs

    • Oi, Meire! Infelizmente, não tenho indicações de sites de lojistas por lá – até porque minha impressão é que o comércio ainda é muito pouco desenvolvido desta forma online, com vendas e tudo, e mais focado no comércio ao vivo e a cores mesmo. Como também expliquei no post, a minha sensação era de que a maioria dos produtos era “made in China”, e não um artesanato egípcio que eu estava procurando. Desculpe não poder ajudá-la mais, mas acho que realmente não tem esse tipo de comércio online – e se tem, eu nunca vi nada perto.

  8. Oi, estou adorando o blog e suas dicas estão me ajudando a montar meu roteiro. Estou planejando partir para o Egito em setembro, sozinha. Vc acha tenso fazer o passeio do deserto sozinha? Você acha que existe algum perigo em fazer essa viagem sozinha? Obrigada e parabéns pelo blog.

    • Olá, Sandra! Fico feliz de estar ajudando-a com este conteúdo! 🙂
      Olha, eu super recomendo ir sim, mas num grupo. Eu fui com minha prima, mas eu e ela optamos por nos separar e fazer roteiros distintos por alguns dias, mas com um tour. Ou seja, estávamos sozinhas sim, mas num tour, com uma segurança mínima – até porque temos todos os entraves do idioma, do choque de culturas, do fato de ser uma mulher sozinha num país muçulmano (não acho que isso irá trazer maiores problemas, mas pode ter algumas situações incômodas).
      Um tour é a melhor coisa – e se você for em um, pode ir sozinha com fé – você fará vários amigos!
      Ah, o passeio do deserto só pode ser feito com tour, porque as agências de lá que organizam é sem elas você nem consegue chegar.
      A agência com quem fiz o roteiro foi a Intrepid Tours, e aí no post tem indicação dela. Teve outro brasileiro que seguiu a mesma indicação no ano passado e fez o mesmo roteiro que eu, com eles. Ele foi sozinho também e adorou. São duas recomendações positivas, portanto! 🙂

  9. Olá Clarissa,
    Estou passando para dizer que adoreiiiii o seu post!
    Ótimo, pois aqui eu pude ver tudo o que eu preciso para fazer a minha viagem.

    Beijos e parabens

  10. Oi Clarisse, tudo bem? Adorei o seu blog e o jeito que você escreve. Me diverti lendo.

    Estou de viagem marcada para o Egito agora em Setembro e queria ter uma ideia de quanto levar.
    Vou ficar duas semanas e meu roteiro é: Cairo, Alexandria, Aswan, Luxor e por fim Sharm El Sheik.
    Comprei um pacote, então Aswan e Luxor vão ser através de cruzeiro pelo Nilo.

    Será que R$ 1.500,00 que são 4.500,00 libras egípcias + 500 dólares é o suficiente?
    Ou será que só levo uns R$ 200,00?
    Beijos e obrigada, Mari

  11. Oi amigos, eu li os todos posts e os gostei muito e lhes apreciso pelos lindos elogios sore of meu pais o egito. Eu sou moises e eu sou guia egipcio moro no Cairo. Eu organizo viagens pra o todo egito e vendo viagens baratos com a melhor qualidade e segundo o orçamento de cada um. Tambem eu talho viagens e vcs nao tem que seguir um roteiro classico. Se algúem tevesse a vontade de conhecer ao egito, me contatem ao meu mail e lhelhes enviarei umas referencias de uns amigos brasileiros que contrataram meus serviços.
    info@egitoviagens.com ou mosesmiromizo@gmail.com
    obrigado Clarissa.

  12. Oi Clarissa, boa tarde!
    Tenho visto muitos guias para o Egito, porém, com preços bem salgados. Vc acha que vale a pena fechar tudo quando chegar lá e ter a possibilidade de conseguir algo mais barato?
    Eu e meu esposo estamos querendo muito ir em 2017, mas tem ficado bastante pesado os pacotes de guia por 700 dólares por pessoa. Como vc foi?

    Obrigada e aguardo.

    • Oi, Marina, tudo bem? Olha, eu paguei caro pelo tour sim, até mais do que 700 dólares… Mas posso falar uma coisa do fundo do meu coração? Acho que não vale a pena economizar nisso não, pelo menos no Egito, sabe? Veja bem, é um país em que o idioma é totalmente estranho a nós – inclusive as placas, a escrita, tudo! – de modo que é muito fácil a gente se perder ou ser enrolada. Eu fiquei no Egito por 18 dias, sendo 14 deles com guia e 4 sozinha – e confesso que nesses 4 sozinha houve alguns momentos bem estressantes, em que eu tinha dificuldade de me comunicar, de falar, de me achar, e vivia com a constante impressão de que alguém estava me enrolando (e os egípcios são uns queridos, mas infelizmente sempre, sempre tem os aproveitadores!). Isso fez a diferença inclusive no transporte de um lugar a outro (táxi no Cairo é caótico, táxi em Luxor ou Aswan vivia querendo barganhar o preço). O guia é a sua interface com o resto do mundo e filtra muito desses problemas para você. Eu devo dizer que AMEI, AMEI MUITO o Egito, mas tenho total consciência que o fato de estar num tour fez muita diferença na vivência dessa experiência. Eu diria (mais, recomendaria) você não contratar tours e ir ver na hora o que dá para fazer em destinos mais “amigáveis” em relação ao turismo, como na Europa, América Latina, etc. Mas no Egito eu fecharia com antecedência sim, e com uma agência em que u confiasse, fazendo pesquisa pela internet e tudo…
      Essa é minha opinião! 🙁

  13. Ola Clarissa,
    Parabens pelo Blog. Estou com uma grande dificuldade de enconrtrar informaçoes sobre o que fazer com uma criança no egito. Meu filho esta empolgado em ir. Eu iria em cairo, Cruzeiro e uns dois diaas em Sram El Shaik ou Hugarda. Minha esposa ta receiosa de ser uma iagem intediante para ele que terá 8 anos na vigem, junho de 2017. Acha que seria uma viagem com atrativos para ele? Esta supermpolgado de ir nas piramides e andar de balão. Um abraço

  14. olá Clarissa , Boa Noite!
    Parabéns pelo site! Eu estou planejando uma viagem ao Egito em maio com meu esposo e 2 crianças de 12 e 8 anos. Gostaria de dicas de roteiros, eu li também que o ideal é contratar um guia e vi a sua dica do Sherif El Naggar. Posso planejar com ele? e os preços são acessíveis? já viajei com meus filhos pela Europa, acho que eles vão topar bem os passeios. E a vacina de febre amarela é necessário mesmo?
    Muito obrigada Priscila

    • Oi, Priscila, tudo bem?

      Então, quem deu a dica do Sherif el Naggar foi uma das leitoras aqui do blog, eu não fui com ele não! 🙂 Mas ela deu boas referências, então acho que seria uma boa sim. Eu fui com uma agência internacional que fechou absolutamente tudo para a gente, de modo que eu realmente recomendaria ir nesse mesmo esquema. Por causa do seu comentário, eu entrei em contato com o meu antigo guia de turismo que nos levou e ele recomendou essa agência aqui: http://issyadventures.com/about-us/ – aparentemente eles fecham tudo.
      Acho que seus filhos vão curtir sim, mas tenha em mente que tudo no Egito é muito mais “rústico”, digamos… Mas eu acho que eles gostariam porque é tão cheio de histórias e de paisagens, de coisas diferentes – para mim foi a sensação de estar realizando um sonho de criança, e por isso acho que crianças iam gostar sim!

      Quanto a preços: em geral eu não achei as coisas no Egito caras, mas eu fui em 2010. Tenho lido que muita coisa está com preços bem razoáveis, até por conta da crise que o país passou. Mas vá com um guia sempre confiável, porque infelizmente em todo lugar sempre aparece gente querendo cobrar a mais de turistas, e como lá a gente não fala o idioma acaba sempre atrapalhando…
      Você não precisa de vacina da febre amarela para lá. Agora, podem ser que eles te peçam um certificado de que você tomou a vacina, mas não me pediram não…

  15. Eu, meu marido e um grupo de amigos iremos para o Egito em fevereiro e adorei suas dicas; Objetiva, divertida e bastante esclarecedora. Será muito útil. Obrigada

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