Escolha de novo técnico aqui, obra acolá, e a Copa de 2014 que parecia tão distante aos nossos olhos já começa a dar as caras. Pelo menos no que tange aos preparativos que vão sediar a Copa das Confederações, que já começa em junho de 2013. Logo ali.

Em Brasília já dá para sentir esse clima bem próximo. Mérito do Mané Garrincha (o estádio, não o jogador) que está quase pronto – a previsão de entrega é em fevereiro de 2013.

Mané Garrincha sendo construído: foto tirada em outubro de 2012

É, hoje, o estádio em fase mais adiantada de construção, já que é ele que vai sediar a abertura da Copa das Confederações, que acontece no dia 15 de junho de 2013, e será um teste para a Copa do Mundo.

Tivemos a oportunidade de fazer a visita ao local de construção com Secretaria de Turismo do Distrito Federal, acompanhados do secretário de turismo Luís Otávio Neves, em outubro de 2012. Um complexo foi desenvolvido para receber os visitantes, dar mais informações sobre a obra e mostrar, em uma maquete, como o estádio vai ficar quando pronto.

De longe, o estádio vai tomando forma – e, mesmo enorme, suas formas são fluidas e leves, bem ao estilo das construções e padrões arquitetônicos de Brasília. E fica bem pertinho do Parque da cidade, a 3 km de distância, de modo que será possível chegar até lá a pé ou de bicicleta. Show de bola.

 Uma das primeiras perguntas que fizemos foi sobre a utilização do estádio após os jogos da Copa. “Haverá uma licitação”, respondeu o secretário, “para empresas especializadas em entretenimento, para que possam administrar e garantir um calendário de eventos, aquecendo o setor de hotelaria e serviços”. Só que, ao que parece, a proposta tem futuro: o estádio está sendo construído como arena multiuso, possibilitando realização de shows nacionais e internacionais. E como Brasília vem, cada vez mais, sediando grandes eventos, em especial shows de grande porte, tudo leva a crer que a obra será bem-vinda para a programação de eventos da cidade.

Quando chegamos lá a obra estava já na etapa da cobertura, que está prevista para cobrir todos os assentos do estádio, reter o calor (medida super bem-vinda, em se tratando do nosso planalto central) e permitir a passagem da luz natural.

Na obra, uma maquete exposta nos mostrava como a obra vai ficar quando pronta.

 A visita foi interessante. Especialmente para conhecer a parte sustentável do estádio, a principal característica da construção. Segundo o que ficamos sabendo por lá, o estádio caminha para ser o primeiro na história a receber o selo Leed Platinum, o certificado máximo da sustentabilidade, e que deve ser entregue após a conclusão da obra.

O conceito de “ecoarena” está na utilização de materiais recicláveis ou reciclados na construção (entre eles, muito do material que foi reaproveitado do antigo estádio), além de sistemas de captação de luz solar (fala-se de 2,5 megawatts, que corresponde ao abastecimento de quase 2 mil casas) e coleta da água da chuva. Essa será captada através da cobertura e armazenada em cisternas, para ser utilizada nos lagos que fazem o paisagismo do local, nos vasos sanitários e mictórios, na irrigação do gramado e na lavagem do estádio em geral.

288 pilastras circundam o estádio

Mas enquanto o tal selo não chega, a obra vai conquistando outros reconhecimentos, como o SA 8000 (Social Accountability 8000), criado com base nas normas da Organização Mundial do Trabalho, que atesta a segurança e saúde no trabalho, direitos coletivos e remuneração e cumprimento da carga de horário adequada.

E deu para ver um pouquinho como a coisa acontecia: a obra estava a todo vapor.

 A visita é feita por um caminho previamente delimitado, e não é permitido sair da trilha, sob o perigo de se machucar com os materiais da obra. Vestidos de botas e capacetes, fomos conferir parte das instalações, entre elas a área que fica entre o estádio e as pilastras ao redor que, quando pronta, será um espaço para convivência, para acesso do público, com lanchonetes, toaletes e demais serviços.

Foto: Bruno Pinheiro – Secretaria de Turismo do Distrito Federal

E, enfim, chegamos à arena! 🙂

Fotografando para contar aqui para vocês. Foto: Bruno Pinheiro – Secretaria de Turismo do Distrito Federal

 A arena, com capacidade para 40 mil pessoas, terá assentos marcados e retráteis, e o campo foi rebaixado 4,8m de sua altura original para facilitar a visibilidade. Além disso, serão 74 camarotes, inclusive para a imprensa. As obras ainda estão com tudo, mas já dá para ter boa uma noção de como vai ficar.

Para quem quiser fazer a mesma visita, ainda não estão liberadas a visitação ao público (mas o pessoal da Secretaria de Turismo de Brasília me garantiu que é questão de tempo). Porém, uma dica é seguir o perfil da SETUR-DF e da Copa DF no Facebook, bem como ficar de olho na página deles, que volta e meia são organizadas concursos valendo visitas ao estádio. E é fácil, fácil de participar. 😉

E de resto, nos resta ficar na contagem regressiva para a Copa. Que tá chegando, mas ainda tem chão pela frente.

 

Esta blogueira e jornalista visitou Brasília em outubro de 2012 a convite da Secretaria de Turismo do Distrito Federal, da Avianca e da rede Nobile Hotéis.

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