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A viagem tava tranquila, não tava? Quer dizer, tirando o stress no aeroporto, tava tudo lindo, né?

Pois é… Alguém lá em cima olhou pra gente e também achou que tava facilitando demais a nossa vida…
Bom, fomos até La Quiaca, divisa com Bolívia.
Aí entramos no primeiro dos vários conceitos que formularíamos posteriormente sobre a Bolívia, numa relação de amor e ódio durante a viagem, e vou descrevê-los a vocês.
Atualização do post: todas as observações aqui são de uma época em que eu havia feito o meu primeiro mochilão, e portanto, a questão de diferenças culturais  entre países e pessoas ainda estava sendo formulada na minha cabeça. Acho que hoje, em 2014, alguns anos após a data de publicação do post e muitas viagens depois para lugares muito mais inóspitos, eu teria considerado essa experiência de uma forma diferente. Mas, na época, era tudo novidade e, porque não, um choque cultural em alguns momentos. Normal – isso é o que sempre significou para mim uma viagem bacana! E no fim das contas a Bolívia foi inesquecível, mas eu decidi, nesse post aqui, manter a linha do que eu pensava na época e não reeditá-lo ou atualizá-lo. Por isso, vocês podem ver alguns comentários que pareçam imaturos, mas que deixo claro que só mostram uma realidade daquela época (sim, eu ainda tinha muito a crescer). E cresci, junto com o blog.   
Primeira consideração boliviana: Viajar pela Bolívia, muitas vezes, significa “aventura”. Mesmo. Em tudo que você imaginar.
Escolhemos o ônibus que saía à meia noite de Salta. Escolhemos os lugares da última fila, pois o ônibus não tinha banheiro (e no fim das contas achei que isso era mais uma vantagem do que algo ruim), pois, ao invés de quatro poltronas (duas de cada lado), eram cinco, com uma de frente para o corredor. Contávamos, assim, do ônibus estar mais vazio (a cidade toda estava, naquela época. E dentro de nossas cabecinhas de alpiste da época, não tem tanta gente assim querendo ir para a Bolívia, né?) e de podermos nos espalhar pelos bancos.
E realmente o ônibus partiu assim, bem vazio, com umas dez cabeças dentro, e quase ninguém lá trás. Ô alegria!!!!!!! Eu e Rochane já saímos nos acomodando confortavelmente, cada uma de um lado!
Só que o ônibus fez uma parada num fim de mundo qualquer (não tinha indicando isso na passagem, quando compramos), e de repente o ônibus se encheu com várias pessoas (e, desculpem, muitas esquisitas).
E o pior, a sensação era de que todos os que estavam perto da gente não tomavam banho há dias.  Era um cheiro forte que só – e cadê que as janelas abriam?
Segunda consideração boliviana: os ônibus que operam na Bolívia parecem funcionar sob uma dinâmica diferente. A capacidade máxima de passageiros dentro do ônibus será sempre avaliada em quantos conseguem entrar, e não na quantidade de assentos disponíveis. Portanto:
Caso 1: esqueça se o seu assento é numerado. Se você não chegar antes e tiver alguém sentado no seu, viaje em pé, fio.
Caso 2: Se você tiver obtido a graça divina de chegar antes e sentar no seu lugar bonitinho, nada impede que do seu lado sente uma mãe com 4 crianças, todas elas no colo dela (e sempre vai ter uma que vai acabar escorregando para o seu). Também nada impede do marido dela ficar de pé, na sua frente, com seu corpo avantajado te espremendo, a mão se apoiando no seu encosto e de cair em cima de você em cada freada brusca. Ah, sim, isso é normal e eles não vão pedir desculpas. Os incomodados é que se mudem – então, vá preparado psicologicamente para isso acontecer.
Chegaram então quatro pessoas. Três se instalaram nos bancos ao nosso lado (ficamos, portanto, espremidíssimas, mas na medida certa: 5 pessoas) e o quarto, uma criança, sentou com a mãe no nosso lado. Até aí, tudo bem, direito deles. Mas eis que vimos as bagagens que eles carregavam: vários volumes enormes sei lá de que (todos davam a impressão de carregarem a vida nas costas), e simplesmente acomodaram os trecos deles ali, no espaço mínimo em que a gente estava.
Mais apertado, impossível.
Terceira Consideração Boliviana: Os ônibus na Bolívia (e aquele de Salta, que foi o único na Argentina que vi acontecer isso) tem aquele espaço na parte inferior para você acomodar a bagagem, mas para colocar lá você tem que dar uma “propina” (gorjetinha no valor irrisório de 2 pesos por bolsa, na época) para colocar lá. Mas que ninguém coloca, não sei se por pão-durice, porque o povo é pobre ou os dois juntos. E o que acontece é que a galera, que já são sempre em número superior que os assentos dos bancos, ainda levam suas mil tralhas lá pra cima, e que vão acomodando nos pés deles, no colo deles ou no corredor do ônibus. Então, mais uma vez, se você chegou atrasado e perdeu seu lugar, por favor arrume um lugar no corredor e divida-o amavelmente com as tralhas dos outros – sem pisar, por favor, senão vai ter cara feia!
Resultado: cinco lugares, eu, minha amiga e mais quatro pessoas e várias tralhas. Deliciosas 7 horas de viagem!
Ah, esqueci de dizer… Vocês lembram de ter viajado alguma vez nos últimos lugares de um ônibus? Pois é… Eles não reclinam!

PS: não deu para tirar fotos! E não seria mentira também dizer que se a gente corresse o risco de tirar o braço do lugar para procurar a câmera seria difícil conseguir colocá-lo de volta. 🙁

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