A primeira pergunta que não quer calar: que diachos é “Paine”?

Segundo o guia fofinho e simpático que nos levou nesse passeio (que era, à propósito, a cara do Hurley do seriado Lost. Eu olhava para ele e parecia que eu estava assistindo o seriado dublado em espanhol), “paine” é o nome dado à cor azul dos glaciares. Isso porque (e ele deu uma explicação física para aquilo, que eu não vou saber reproduzir aqui fielmente, então desde já peço desculpas), o raio de luz, que é composto por várias cores, é refratado ao penetrar nos gelos dos glaciares…

Nossa… meus parcos resíduos de lembranças das aulas de física na escola… Nunca achei que fosse precisar descrever isso de novo….
Então, nessa hora a luz se divide em várias cores, sendo que uma delas é um tom de azul muito diferente, que possui a velocidade mais lenta, e por isso, acaba sendo a cor predominante que vemos nos glaciares: a cor “paine” ou esse azul aí que vocês estão vendo, que é bem diferente do azul do mar, da neve, do gelo normal…

Você achou a explicação chinfrim? Só que visualiza o Hurley explicando física em espanhol. Pois é, foi mais ou menos isso…

O legal é que os índios antigos da região acreditavam que as montanhas tinham cores diferentes do resto, porque o azul dos glaciares se confundia com o escuro das pedras. Aí, com isso, como a incidência dos raios de sol ia mudando de acordo com a hora do dia (e aí tem todo o fator blablablá físico da refração da luz que eu expliquei para vocês, mal e porcamente, ali em cima), e especialmente no pôr-do-sol, tinha-se a impressão de que as cores da montanha “mudavam”!
Eu não pude ver tal espetáculo porque, como só ficaríamos um dia, tínhamos que pegar a estrada de volta para Calafate antes do pôr-do-sol.

É, vou ter que voltar lá!
As tais Torres del Paine, propriamente ditas, são estas montanhas em forma de torre, mais altas. Só alpinistas muito experientes tem permissão para chegar ao cume, porque só a montanha mais alta tem um trecho de 1km só de paredão, retín, retín…

E, embaixo delas, um lago enorme, lindo, verdíssimo, que segundo o Hurley tinha uma alta concentração de magnésio na água (que dá para ver pela espuma branca que ficava na margem do lago). E isto, dentre outras coisas, é uma das razões pelas quais o lago adquire este aspecto “espelho natural”, refletindo literalmente toda a montanha. Um lugar tão absurdo de lindo que só isso já fez ter valido a pena o fato de estarmos de pé, num frio cão, desde 5 horas da matina!


Ah, o guia também explicou que neste lago não havia nenhum tipo de peixe ou animais, porque nenhum tipo de vida conseguia sobreviver num lugar com tanta concentração de mineral. Se é verdade, vá lá, não sei… Só sei que, meio sem querer, eu e o André acabamos encontrando na margem do lago uma prova a favor da teoria do gordinho.

Mas o lago era enorme, muito.. Ainda dava para tirar muita foto para o lado de lá…

Ah, sim.. Isso não era nem 11 horas da manhã… Ainda tinha o dia todo pela frente…

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