Itália Coliseu Roma
Itália Coliseu Roma

*Este é um post patrocinado.

*Todas as opiniões e dicas aqui descritas são baseadas na opinião e experiências vividas pela blogueira quando visitou à cidade, em Julho de 2012. 

Assistir “Para Roma, com Amor, de Woody Allen, soou como um déjà vu. Não só porque o filme mostra bem as paisagens da cidade, mas principalmente porque o assistimos exatamente uma semana depois de voltarmos da Cidade Eterna. Logo, foi relembrar de uma forma bem-humorada as delícias – e os estresses – da antiga capital do mundo.

Sim, porque para quem viu o filme, alguns clichês são bem aplicáveis. Como pedir uma informação ou chegar a algum lugar (mostrado numa brincadeira bem humorada da personagem Milly, que se perde na cidade ao buscar um simples salão de cabeleireiro).

Mas se todos os caminhos levam a Roma, é chegando lá que eles se bifurcam e entrelaçam, num desafio que pode deixar o turista de primeira viagem meio perdido – e talvez por isso a cidade divide tanto as opiniões de turistas. Pudera, são milênios de história, milhões de turistas ao ano, muitas pessoas e um ritmo corrido, tudo isso numa cidade que já está acostumada a ser intensa há muito tempo.

Mas que, ainda assim, volta e meia Roma vem, te surpreende e pode fazê-lo se apaixonar. Até porque se você for ler o nome da cidade ao contrário…

 

Ah, achou piegas? Bem, o Woody Allen não…

Mas foi por ter visitado a cidade pela primeira vez, recentemente, pudemos testar “in loco” todas as dicas de blogs de viagem, guias de turismo e cunhados dos almoços de fim de semana. E, entre dores e amores, relatamos aqui o nosso “test-drive” fresquíssimo, saindo do forno das dicas: das que assinamos embaixo e das que adicionamos um adendo aqui e outro acolá.

E tudo bem mastigadinho, para você olhar menos para o mapa e mais para a cidade. Porque com tantas histórias e facetas, ela merece conquistar sua própria opinião.

 

Hospedagem

 

Primeiro, preciso dizer que, em viagens, sou super adepta de albergues – se não sempre. Aos que torceram o nariz, explico: não por questões de economia, mas especialmente porque viajo muito sozinha ou com amigos, e albergue é o lugar ideal para conhecer pessoas. E juro: não houve nenhuma vez em que eu tenha ficado em albergue que não tenha feito amizade (inclusive, muitos são grandes amigos até hoje, espalhados pelo mundo).

Mas senti algumas diferenças nos albergues em Roma. Ou na Itália, melhor dizendo. Então fica aí um resumo para quando você chegar de mochila, mala e cuia:

  • Chegada e Recepção: Quando, ao reservar o seu albergue, você vir uma mensagem pedindo a confirmação da hora de chegada, se programe para chegar no horário agendado. E, outra dica, tenha sempre em mãos um cartão telefônico (caso você não tenha um chip italiano ou não habilitou o seu roaming). Porque é relativamente comum nos albergues da Itália que não tenha uma recepção formal, em que você pode chegar à hora que quiser, ou que tenha alguém esperando por você. Eis o que acontece: você chega no albergue, telefona para o número que está na porta, e o dono ou vem ao sem encontro abrir a porta para você e explicar o procedimento da casa – ou, o que foi o mais comum em toda a viagem, ele explica tudo por telefone, te dá a senha de entrada e você se vira. Porque todo viajante independente já está bem crescidinho, concordam?
  • Wi-fi: Atenção para os albergues que oferecem wi-fi – eles avisam isso no próprio site de reservas. Mas o ponto é positivo: de todos os que reservamos, o wi-fi funcionava bem e rápido. Uma boa pedida para quem leva celular ou computador e pode acessar no quarto numa boa. Melhor, inclusive, que os computadores que ficavam disponíveis para uso dos hóspedes – alguns não ofereciam este serviço.
  • Café da manhã: Repare se está incluído, pois muitas vezes o café é oferecido à parte. Neste caso, se você estiver na vibe ultra-econômica, as opções do albergue costumam ser baratas (um café da manhã com bolo, pão, frios e bebida sai por 3 euros, por aí). Ou outra opção é mesmo dar uma voltinha pela rua: bruschetas deliciosas para viagem são boas opções (meu pitaco: escolha as que tem queijo trufado ou frutos do mar!). 😉

Mas onde ficar? O meu post referência foi o do Viaje na Viagem, do Ricardo Freire. Aqui neste post, o comandante sugeria a região do Trastevere, inegavelmente mais charmosa. Mas era fim de viagem, a mala estava pesada, e as opções quase lotadas, de modo que optamos pela alternativa mais prática, que era a região do Termini.

[alert style=”2″]Mas para quem prefere ficar pelo Trastevere, tem uma lista de opções de hotéis aqui. Já para quem quer ficar perto do Termini, como eu fiquei, aqui tem uma lista de albergues.

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Verdade seja dita, a região atende “muito bem, obrigada” no quesito deslocamento – logo atrás do Termini fica uma estação de ônibus. Mas o Riq estava certo num ponto: à noite a área é meio mal-encarada. Nada que seja de fato um problema (como seria se ficássemos numa área central aqui no Brasil), mesmo depois de termos ouvido a recomendação do dono do hotel: para ficar de olho, como ele disse, nos ” moroccan guys” – homens de origem marroquina que tinham uma aparência estranha e perambulavam pelo centro da cidade. Nacionalidades à parte (até porque se for mal-encarado ninguém vai parar para saber de onde veio), volta e meia de fato cruza-se com um grupo pelos arredores do Termini, à noite – mas nada acontece. Então, se cara feia não te assusta, para quem quer praticidade (mais uma vez, a região é ímpar no quesito deslocamento) a região do Termini não precisa ser descartada – muito embora “moroccan guy” tenha virado uma espécie de senha para abrir o olho e ficar esperta.

Uma pena: porque se fosse “Moroccan Oil”eu já tava correndo atrás esvoaçando os cabelos.

A quem interessar possa: uma boa pedida para reservar seu albergue é no Hostel Bookers – e nós utilizamos o serviço ao longo da viagem. A relação (farta) de albergues em Roma, em todos os bairros, está aqui.

Wi-Fi

Placa bem-humorada em um dos restaurantes informando os serviços que a casa oferece! 🙂

Boa notícia: muitos restaurantes oferecem o serviço de wi-fi gratuito, e de forma geral, com a conexão bem veloz. Claro que a utilização está atrelada ao consumo no local, mas isso não é nem de longe um problema: um prosecco bem fresquinho pode fazer maravilhas pela sua criatividade em frente à tela. Palavra de blogueira.

Tempo

 

Um desabafo: fomos em julho, devidamente alertados sobre o calor do verão italiano (e confesso que, como uma carioca habituée dos 45 graus Celsius dos janeiros do Rio de Janeiro, achei que tiraria de letra. Ledo engano). Por isso, roupas frescas e água é tiracolo é fundamental. A cidade dispõe de diversas fontes de água onde você pode ir reabastecendo sua garrafinha – ou você pode presentear-se com um belo sorvete. Opção esta, aliás, obrigatória.

 

Atrações Turísticas

 

 

Essa dica eu peguei lindamente no blog da Turomaquia, em que a Paty me apresenta, neste post mastigadíssimo (e que, por Júpiter, deve ser favoritado antes de você pegar o seu avião) o Omnia Pass: um cartão que permite a entrada nos museus do Vaticano e, segundo as informações dela, sem filas!

Dicas bacanas e fonte confiável, compramos o passe na hora (são vários pontos de vendas, mas caso você esteja próximo do Termini, o Terminal de trens de Roma, ou esteja de passagem por lá na chegada à cidade, vale a pena já aproveitar e comprar tudo. O valor é puxado (85 euros), mas no fim das contas valeu o investimento – e explico por que. Em termos de custo, na verdade, fica praticamente elas por elas: o passe inclui os museus do Vaticano mais duas outras atrações na cidade à escolha ( estão incluídas aí o Fórum Romano e o Coliseu, entre outras), e ainda o transporte gratuito, por três dias, nos ônibus da Roma Cristiana e no transporte público. Somando tudo no papel, o custo é praticamente o mesmo do que se você comprasse à parte e fosse pagando pelo deslocamento. Mas o fato de não pegar filas (e sim, isso é verdade!), foi o grande diferencial.

Especialmente se você estiver em Roma no auge do verão e de seu calor senegalesco.

Bizus fresquinhos e recém-testados:

De forma geral, o passe vale muito a pena, mas o serviço prestado deixa um pouco a desejar em função das informações desencontradas acerca do serviço que encontramos por lá. Então, para você já chegar lá sabendo de tudo, anotamos algumas coisas aqui que observamos só na hora – e que algumas, no nosso caso, foram aprendidas da pior forma possível.

  • Compra do Omnia Pass no Termini: este Omnia pass tem vários locais de compra (todos explicados no post da Turomaquia. Não disse para favoritar?), mas nós compramos o nosso no Termini. Que vende, aliás, em dois locais – e é por isso que fica aqui a grande dica. Estávamos em grupo, e uma parte do grupo comprou no TerraCafé (loja lá na frente da plataforma 1) e a outra parte na agência de viagens que fica (lotada) no saguão do terminal.

Importante: O TerraCafé funciona até as 21 horas, mas a venda do passe é só até as 18 horas (e isso não tem em lugar nenhum avisando!). A agência de viagens no terminal funciona até mais tarde. Mas se tiver que escolher entre as duas, compre no TerraCafé. O atendimento não é o mais simpático (nenhum dos dois são, na realidade) mas é o mais explicativo.

  • O que o kit inclui: No ato da compra, eles devem te dar o kit do Omnia Pass mais um mp3 (e se não derem, cobre. No ato da compra. Sério.). Porque – nossa experiência – a parte do grupo que comprou no Terra Café recebeu o mp3 e a que comprou na agência não. Quando fomos pedir o mp3, foi um enorme jogo de empurra-empurra, mas no final a informação era que teríamos que nos dirigir a uma central de atendimento da empresa próxima ao Vaticano para solicitar. Ou seja, a agência deixou claro que não se responsabiliza por ter entregue um produto “pela metade” no ato do seu pagamento (de 85 euros) , e que o cliente que tem que atravessar a cidade para pegar a outra parte do serviço que lhe é e direito. Em tempo: sabemos que isso foi mais culpa da agência do que da equipe do Omnia Pass. Por isso, gostamos mais do atendimento do TerraCafé  – pelo menos lá o produto comprado foi entregue integralmente – e isso aconteceu com outras pessoas também).
  • O transporte: o Omnia Pass dá direito aos ônibus da Roma Cristiana (que tem ar condicionado! Um bálsamo em dias de calor romano), mas estes operam em um circuito fechado e até as 18 horas. Mas o passe também dá acesso aos diversos ônibus do transporte público regular, o que é uma boa se você pensa em bater perna pela cidade fora do roteiro turístico ou sair à noite (ida de ônibus e volta de táxi, por exemplo).
  • O Vaticano: Diferente das outras atrações em que você, uma vez com o passe na mão pode entrar na hora que quiser, para entrar no Vaticano com o Omnia Pass é preciso programar-se e entrar em horários pré-agendados por eles (que acontecem nos horários de 10.00,  11.00, 12:00, 13.00 e 14:00 ). Se perder um destes horários, só no horário seguinte ou no outro dia. Então cuidado para não deixar o Vaticano para o último dia e descuidar do cronograma! Porque aí olha só o que você vai perder…

 

Teto da Capela Sistina: Dizem os registros que o Michelangelo fez esse trabalho muito “p” da vida (primeiro porque a posição para pintar no teto era desconfortável e cansativa, e segundo porque o cara gostava mesmo é de esculpir)! Agora, cá para nós: se ele fazia isso aí insatisfeito, imagina o que o gênio não faria feliz da vida?

 

Ônibus “Hop on hop off”

Esse nome esquisito é dado àqueles ônibus panorâmicos, muitas vezes de dois andares, que circulam por um circuito pela cidade, com paradas estratégicas em algumas atrações conhecidas. Para pegá-lo, basta ir ao ponto definido e esperar, já que estes ônibus passam em intervalos regulares. A vantagem: você pode descer onde quiser e ficar o tempo que quiser, já que o bilhete vale para o dia todo. O serviço oferece anda um roteiro gravado em vários idiomas, que você pode ouvir através de um fone de ouvido – e se tiver a sorte de pegar um ônibus que tenha o segundo andar aberto, é melhor ainda na hora de tirar fotos!

Ao contrário do Onmia Pass, esse não inclui os bilhetes das atrações, mas se você não pretende fazer todas essas atrações, só quer circular pela cidade a seu ritmo e achou o Omnia salgado demais, esse é uma boa pedida!

[alert style=”2″]Para comprar direto do Brasil (em português) seu ingresso do ônibus “Hop on Hop off”, clique aqui.[/alert]

 

Transporte Aeroporto x Roma (e vice-versa)

Tanto o aeroporto do Fiumicino (onde chegam os voos internacionais) como o Ciampino oferecem um serviço de transfer até a estação do Termini e vice-versa. São vários serviços, na verdade, mas só testamos o do TerraVision, que está no guichê do meio.

O que é: Um serviço de traslado aeroportos – Termini – aeroportos. A viagem dura em torno de uma hora (portanto programe-se para chegar com bastante antecedência da hora do seu voo, já que para embarque internacional é recomendado chegar no aeroporto com duas horas de antecedência). Os horários de saída dos ônibus estão neste link, mas você também pode retirar um cupom informativo no próprio guichê.

Como funciona: Você vai ao guichê e compra o bilhete para o próximo horário disponível (atenção: No caso da compra ser no Termini para retorno ao aeroporto, você pode comprar com antecedência de alguns dias, mas precisa apresentar-se ao balcão com 30 a 20 minutos de antecedência da saída do ônibus. Porque? Porque lá no balcão eles vão trocar o seu bilhete por um voucher de embarque no próximo ônibus – e vale lembrar que, se o próximo ônibus estiver lotado, você só poderá embarcar no horário seguinte, portanto se apelar para um táxi não for uma opção, programe-se para mais cedo. Mais detalhes de como usar o serviço estão aqui.

Algumas observações:

  • Lado bom: O serviço é uma mão na roda por ser barato e central (são 4 euros cada trecho). O ônibus é confortável e refrigerado, e deixa próximo ao terminal 3 do Fiuminino, perto das áreas de embarque.
  • Lado ruim: não existe fila. O que existe é um amontoado de pessoas correndo para enfiar as malas no bagageiro do ônibus, sem organização, sem ajuda. Quem entrar primeiro entrou, quem arruma espaço na mala é você e bença. É a lei do mais forte.
  • Se você compra com antecedência, são 4 euros. Se compra em cima da hora, direto com o motorista, é mais caro. Isso se tiver lugar, claro.
  • Segundo a tabela deles, existem ônibus às 5 da manhã e às 22:45. Porém, nestes dois horários, o guichê está exatamente como na foto abaixo: habitado por fantasmas. O que significa ninguém para dar informações onde fica o ponto do ônibus, onde esperar, e como comprar. Ou seja, se você chegar nesse horário, a dica é correr até a primeira vivalma que trabalha no aeroporto e perguntar onde fica o ponto do ônibus (já adianto que fica no estacionamento do terminal 3 do Fiumicino – saia na saída do guarda volumes, no terminal de desembarque, vire à direita e ande até achar a plaquinha do TerraVision). Ah, e já que a compra vai ser na hora e na mão do motorista, ele vai te cobrar o preço mais caro porque você não comprou no guichê. Pois é, também acho um absurdo isso…

Mas olha…

 

Roma tem seus encantos. Muitos. E por isso, fizemos essa relação de bizus dos serviços, para você chegar informado sobre os macetes, e poder curtir a cidade sem estresses.  E, inclusive, poder voltar a ela e aos seus encantos, seja ao vivo ou através dos filmes.

Fontana di Trevi: Reza a lenda que, se jogar três moedinhas e fazer três pedidos  (quanto mais romântico e louco, melhor!), eles acontecem! E se for de costas para a fonte, ainda, é garantia de voltar à cidade!

E, dado pela quantidade de moedas no fundo da fonte, o que mais tem é gente querendo voltar…

Última dica, mas em “off”: a blogueira aqui fez três pedidos, todos cabeludos, e eles já aconteceram. Ou seja, a lenda procede e Júpiter desenrola rápido mesmo. Resta só esperar a passagem de volta, agora…

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Comments

9 COMENTÁRIOS

  1. Caramba Clarissa…que delícia esta matéria! Roma é S E N S A C I O N A L!!!! Woody Allen tinha razão quando fez o filme e não deixou nada a desejar – Coliseu, Fontana DiTrevi…pra quem já foi, é matar as saudades sempre!!!!

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