Inspirada pela proximidade do Dia nos Namorados e pela vibe amorosa do ar, resolvi fazer um especial no “Dondeando por aí” de lugares que guardam em si alguma história de amor, seja em sua mitologia, seja em sua história real, seja na peregrinação de casais apaixonados até algum lugar especial para registrar ali sua mensagem.

Essa idéia se transformou numa tarefa deliciosa – afinal, não há nada melhor que juntar viagens e históricas românticas! – e certamente começa a dar muito pano para a manga, uma vez que são vários os lugares e lindas as histórias… Mas, pelo menos para começar a brincadeira, selecionei os três primeiros, já visitados por mim e por amigos. Vão desde lugares grandiosos, como o famoso Taj Mahal, como uma simples calçadinha num bairro alternativo de Tampa, Flórida.

Só que desta vez e neste post, o que importa, mais do que o local em si, é a história que o envolve. Particularmente, quanto mais diferente for a história, e mais verdadeira a declaração, melhor! Afinal, em se falando de viagens – e de amor – a diferença sempre mora nos detalhes…

Ah, e tô muito afim de continuar a pesquisa… se vocês souberem de mais histórias dessas para contar, por favor, comentem aqui! Trocar figurinhas é comigo mesmo…!
Bom, mas vamos lá… Oh, L’amour.!

Lago Wakatipu – Queenstown, Nova Zelândia

Lago lindíssimo, que se originou de um glacier e que fica às margens de Queenstown, a capital mundial dos esportes radicais. Tão lindo que foi o set de filmagens dos filmes “Meu Monstro de estimação” (sobre o monstro do lago Ness) e a terra Lothlórien, habitat dos elfos do “Senhor dos Anéis”.
O interessante do lago é que, devido a umas razões “aquático-geológicas lá”, o nível da água sobe e desce em torno de 5 centímetros todo dia, várias vezes ao dia. Segundo os técnicos, é devido às variações do volume de água dos diversos afluentes que deságuam ao mesmo tempo nele.

Mas, segundo os Maoris, indígenas que habitavam a ilha, a razão é que o lago abriga, em suas profundezas, uma entidade da natureza (alguns citam como monstro, outros como demônio, e outros como guardião. Prefiro chamar de “entidade” e agradar todo mundo!) que costumavam seqüestrar as jovens das tribos maoris (safadinhos!). Porém, este bichinho em especial, se apaixonou pela moça que seqüestrou. E, diz a lenda, que o guerreira-marido-amor da jovem foi lutar contra o monstro e derrotando-o, empurrou-o para o fundo do lago. Mas, como o monstro ainda vive – e ama – o coração dele ainda está batendo, e são essas batidas que fazem o nível da água do Wakatipu subir e descer todo dia.

 

 

Ybor Centre – Tampa – Flórida, Estados Unidos
Não é só de Busch Gardens que vive Tampa, na Flórida. Tem uma parte da cidade que se chama Ybor (e que é bem interessante, inclusive, cheia de restaurantes bacanas e gostosos, lojas de tatoo super estilizadas e – ooh! – um shopping). Só que, na rua principal da cidade, tem um trecho na calçada onde existem vários blocos de concreto com inscrições. Qualquer pessoa pode comprar um bloco, mandar gravar uma inscrição e mandar colocá-lo na calçada.
Assim, caminhando pela calçada é possível ver declarações de amor de anônimos apaixonados, como “Here John fell in love of Sarah”, “Carol and Murray, Concrete Proof, 1 Year together” ou “Julie, will you marry me?” eternizadas na calçada.

Taj Mahal – Agra – Índia

E o último, mais óbvio e nem por isso menos importante… Já é mais do que sabido que a construção do Taj Mahal, em Agra, Índia, é a maior prova de amor “arquitetônicamente” falando – construída pelo imperador Shah Jahan para ser um mausoléu e uma homenagem à sua esposa favorita Mumtaz Mahal, morta ao dar a luz ao filho do casal. O plano original era construir outro monumento idêntico, todo em mármore preto, do outro lado do rio. Porém, como o país já estava enfrentando sérios problemas financeiros devido à construção do Taj Mahal, e o filho do imperador ficou temeroso de não ter mais nenhuma herança, ele aplicou um golpe, assumiu o poder e mandou prender o pai em um lugar próximo da sua obra-prima. Assim, diz-se que o imperador passou o resto dos seus dias admirando a obra através das grades.
Hoje, ambos estão enterrados no mausoléu, sendo que a tumba dele foi colocada posteriormente e é o único objeto que quebra a simetria do conjunto.
A história verídica já e famosa mundialmente e comporta ao redor dela diversas outras lendas não tão conhecidas assim, mas que também servem para aumentar o nosso imaginário amoroso – e um pouco triste, também. Um exemplo é que os grandes arquitetos e artesãos que participaram da construção do monumento foram, ao término do trabalho, mutilados, cegados, ou outras coisas horrorosas mais, para que não pudessem nunca mais construir um monumento semelhante (não existem provas concretas disso, mas estudiosos dizem que este era um procedimento comum na Antiguidade). Ou que as torres e minaretes próximas à tumba da esposa foram construídas de modo que, se houver um terremoto, elas tombem para fora e não para dentro do mausoléu, deixando a tumba intacta.

Bom, esse eu não fui (ainda!). Mas minha amiga e potencial colaboradora deste blog Fabi Montenegro deu suas voltinhas por lá e contribui com as curiosidades e fotos para esse post! Obrigada, Fabi!

 

E, se for viajar a dois esse fim de semana, inclua na trilha sonora : Get some Sleep, de Bic Runga

Para escutar a música, clique aqui: Get Some Sleep – Bic Runga

Esta é uma cantora neozelandesa, cujas baladinhas no violão e voz ultragostosa de escutar foram a trilha sonora de toda a minha viagem pelas estradas da Nova Zelândia (aguardem que já posto as dicas e relatos de como foi!). E no que ela se encaixa na temática amorosa-viajante de hoje?

Primeiro, porque as músicas são românticas e dão todo o toque no climinha, caso vocês curtam a música a dois.

Segundo, porque se não for a dois, não tem importância. Sabe aquelas músicas perfeitas para se colocar no carro e escutar, enquanto dirigimos por uma estrada linda? Então!
Terceiro: porque ela é toda exótica.

E quarto, porque ela mesma diz que muito da essência do seu trabalho é fruto de uma história de amor toda bonitinha: a mãe, chinesa, cantava num cabaré na Malásia. Seu pai, um soldado Maori, estava voltando da guerra do Vietnã. Eles se apaixonaram e blábláblá – o resto da história é o mesmo “ viveram felizes para sempre”, clichê toda a vida – mas que a gente adora!

Ah, e quem tiver mais histórias de lugares românticos, lendários, com essa temática amorosa, por favor comentem aqui ou mandem para dondeandoporai@gmail.com

Comments

5 COMENTÁRIOS

  1. Olá Clarissa, estava procurando informações sobre a Nova Zelândia e acabei caindo no seu blog. Você tem alguma dica sobre a virada do ano lá?Iremos apenas para a Ilha Norte!!Obrigada!E parabéns pelo site, adorei 😉

    • Oi, Isabela!
      Não passei o reveillón por lá, mas pelo que soube do pessoal, costumam ter grandes festas na rua para comemorar. Se você ficar pela Ilha Norte, tente passar em Auckland, que é a maior cidade, e especialmente pelo waterfront da cidade, que é onde costumam ter as maiores comemorações. De lá dá para ver a Skytower de lá (é a estrutura mais alta do hemisfério sul), que fica bem bonita, com iluminações diferentes para comemorar, e parece que tem shows de fogos de artifício na orla também. Fora que tem bastante barzinhos e boates, e em geral é uma região bem animada. Logo, acredito que no reveillón deve ser bem legal também!

      Agora, se você tiver chance, dê uma chegadinha em Queenstown, na ilha sul. Primeiro, porque a cidade é linda, linda, e é a capital dos esportes radicais lá. E segundo, porque pelo que eu li é onde acontecem as grandes festas também. Vale muito a pena!

      E, se você quiser mais dicas de lá, fale com a Cris Campos, do blog No place Like Here (http://www.noplacelikehere.com/pt). Ela é brasileira, mora em Wellington há alguns anos e conhece tudo do país. Acredito que as dicas delas são mais “fresquinhas”…

      Espero ter ajudado!

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