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Villazón é uma cidadezinha minúscula, que só parece e uma rua principal e que passa pela cidade toda até levar à estação de trem.

Curiosidades interessantes sobre a Bolívia (isso tudo eu ouvi num city tour no meu último dia de viagem, mas eram coisas que eu já tinha observado na prática. Então desde já eu conto pra vocês):
OBS: A viagem foi feita em 2008, então leve-se em consideração que algumas coisas podem ter mudado deste então!
  • 90% das estradas bolivianas não são asfaltadas, então quando você vir uma, sinta-se um privilegiado. Importante: o fato de ser asfaltada não quer dizer que ela seja reta ou sem buracos. Isso, para eles, só no Céu;
  • A média de filhos por mulher na Bolívia é 5 crianças/mulher (!!!). Isso é a média nacional! Lógico que tende a ser muito mais alta em lugares mais afastados e pobres (e Villazón é um deles). Logicamente, a mortalidade infantil é altíssima também.
  • A aposentadoria só é permitida para os Bolivianos a partir dos 65 anos. Porém, a expectativa de vida de um boliviano é de 60 anos (homem) e 65 (mulher). Resultado: eles trabalham, e muito, até morrer. E ganhando muito pouco. Isso justifica o fato de vermos várias senhorinhas e senhorinhos trabalhando pesado (carregando peso, andando quilômetros) pelas ruas;
  • A fonte principal da economia do país é o gás natural (e o maior cliente é o Brasil). A segunda maior renda, bem atrás, é a coca, vendida legalmente para produção do chá, balas, essas coisas, e ilegalmente para “nuestros hermanos colombianos” – adivinha para que?? Não é de espantar, portanto, que de vez em quando o Evo Morales dê um piti lá e feche o fornecimento de gás para o Brasil.

Na avenidona principal da cidade (a que está na foto de cima e a última do post anterior) é a que leva da fronteira até a estação. Anda-se, e muito. E é difícil de respirar também. O ar é extremamente seco e a gente ainda não estava acostumada nem com a altitude, nem com a umidade. Paramos para trocar dinheiro (100 dólares dá para comprar 750 bolivianos mais ou menos), e em lugares como Uyuni e Villazón simplesmente dá para passar muito tranquilo – até com, digamos, luxo.

 Observação importante sobre o dinheiro na Bolívia:

  • Evite ir à casa de câmbio sozinho, evite manusear muitas notas, evite que os outros vejam onde você está guardando seu dimdim. Eu sei que é redundante falar isso pra um viajante, mas, repito, a gente sempre está sujeito a leves afanos;
  •  Deixe o dinheiro guardado em lugares diferentes do corpo, mas tenha à mão alguns trocados porque para tudo eles pedem propina (gorjeta) que é sempre algumas moedinhas de 1, 2 ou 5 bolivianos;

Depois fomos até a estação (na foto) comprar bilhete do trem (só sai um por dia, em torno de umas 15 horas). Como eram ainda umas 8 da manhã, tínhamos ainda um bom tempo para ficarms morgando pela cidade. E bom é que, se de manhã estávamos com medo porque éramos as única com cara de gringas, aos poucos foi chegando jovens de tudo quanto era lugar do mundo. Tchecos, americanos, canadenses, argentinos, ingleses… Teve uma hora que os locais é que eram minoria.

Compramos, cada uma, duas garrafas de 2 litros (sempre leve sua água, evite tomar a de qualquer lugar por aí. Ou opte pelos refrigerantes, que pelo menos tem as embalagens vedadas), um pão enorme, massudo e duro que nem o cão e sentamos para esperar.

Outra coisa é o clima: de dia o sol vai aparecendo e fazendo um calor senegalês. À noitinha a temperatura cai absurdamente! Então, por volta de meio dia eu fui tentar achar algo para comer.

Não aguentei andar muito por causa do calor. Mas achei uma feirinha enorme e paupérrima onde se vendia de tudo: peruca usada, roupas, souvenirs, pentes sem dente, rádios antigos.

E umas mil barraquinhas que vendem “pollo asado”. Que é, basicamente, o seguinte: um panela gigante (tipo as de pastel das nossas feiras de rua), cheias de óleo fervendo da cor de uma Coca-cola, cheio de franguinhos inteiros (exceto pés e cabeça) e desnutridos boiando lá dentro. Aí a pessoa escolhe qual que vai querer e a tiazinha boliviana vai lá e pega o “pollito” – com seus próprios dedinhos!!! -, dá aquela sacudida para tirar o excesso de óleo (ahhh, agora sim!) e bota num guardanapo para o cliente.

Por motivos óbvios, eu dispensei. E não comi “pollo asado” em toda a viagem (tudo bem que nem todos eram assim… mas a imagem não saiu da minha cabeça…).

Achei um lugar lá que vendia queijo fatiado, lacrado (Artigo de luxo!!! Podre de chique, eu! ) e comprei. Se ia estragar ou não, com aquele calor, nem entrei nesse detalhe. E no deserto boliviano, comer pão com uma fatia de queijo e água é manjar dos deuses (manteiga? hã? ).

às 15:00, pegamos o trem!

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