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Durante uma visita a um restaurante italiano em Jericoacoara (o Leonardo da Vinci, vale muito a visita!), conversamos com o chef Roberto Brotini, um italiano super simpático. E, na ocasião, ele nos apresentou um conceito interessante.

Segundo ele, temos uma espécie de sentido a mais, além dos cinco usuais: paladar, tato, olfato, audição e visão.

Ok, intuitivos, temos lá o nosso sexto sentido, mas a teoria dele focava nesses cinco aí. Então vamos deixar o cara desenvolver, tá?

E esse sentido a mais seria nada menos do que a junção de todos os cinco que, contemplados ao mesmo tempo, fariam uma experiência específica se tornar inesquecivelmente prazerosa e significativa. O chef o chamou de “HUME“, graças ao especialista David Hume, que diz que as experiências captadas pelos sentidos são mais confiáveis e intensas que as interpretadas pelo raciocínio, este facilmente dado a julgamentos parciais.

Moral da história: esse blablá todo era para apresentar a nós uma sobremesa divina, elaborada com absoluta perfeição: de comer com os olhos, perfumada, deliciosa e com uma certa “crocância” cujo estalo discreto era um deleite para os ouvidos. Feita para que todos nós atingíssemos o clímax do nosso HUME gastronômico particular ao degustá-la.

Ele conseguiu, aliás. Com louvor e todos os interjeições possíveis.

Mas a verdade é que gostei do conceito. E achei que nada melhor do que pegá-lo emprestado de um italiano para tentar explicar o que seria uma viagem pela Toscana.

Porque, na minha humilde opinião, a Toscana combina com degustação. Não de comida propriamente dita (embora essa seja imperdível) mas da paisagem, do calor bucólico, do aroma quente. Até porque, quando se programa botar o pé na estrada para conhecer a Itália, é de lei reservar umas horinhas para embeber o espírito nos filmes clássicos italianos, como  “Sob o sol da Toscana” e “Cartas para a Julieta“.

Mas, chegando lá, o mais bacana é descobrir o barato que dá curtir tudo isso ao mesmo tempo agora. Mas com calma.

Uma viagem pela Toscana deve ser pensada como uma “slow-travel”, e não naquele ritmo alucinante do tipo “15 cidades em 7 dias”. É que nem comer uma trufa branca engolindo sem sentir o gosto – é até uma maldade contra os seus sentidos.

Porque – ó só –  e se dá para atingir o clímax do nosso HUME viajante e a gente desperdiçar a chance?

Restaurante do Hotel Latiscatelli, em Rapolano, Província de Siena e no coração da Toscana.

Então, a dica é render-se aos sentidos. Começando pelo aluguel de um carro (dá mais liberdade) e por estabelecer uma “base” no coração da Toscana, para degustar, com sossego, os arredores.

Nos hospedamos por uma noite no Hotel Latiscatelli, o que se mostrou uma ótima base para ficar na Toscana (e que inspirou todo esse blablá do post).

Primeiro, porque ali é um recanto para se levar a sério a questão do slow-travel: construído sobre as ruínas de um castelo, posteriormente transformado em uma fortaleza (e destruído mais de um vez), hoje seus quartos nem de longe abrigam ares de guerra. Pelo contrário, quartos luxuosos (na medida do bucólico) pedem mais dias de estadia, descanso, e usufruto não só da  estrutura, como tê-lo como uma base (charmosa, aliás) para percorrer de carro os arredores, como as cidades de Siena, Rapolano, Lucignano e Cortona (sim, a mesma do filme “Sob um Sol..”!) :).

E já adianto para vocês: ao chegar nos portões do hotel nos arrependemos de ter ficado uma noite só.

Quarto do Latiscatelli

Não nego: mesmo vendo muitas famílias curtindo em conjunto a estrutura do hotel num ritmo devagar quase parando (bem ao estilo toscano), acho o hotel o máximo dos máximos para uma estada a dois – transborda romantismo em todos os detalhes. Resultado do trabalho dos donos, um casal de argentinos que se divide entre metade do ano ali e a outra metade numa propriedade sua cá em terras hermanas.

Ops, bateu uma pontinha de inveja branca. Pronto, passou.

Tudo ali é luxuoso e intimista. Desde  o chão de mármore travertino e a banheira, em louça…

… até a vista do seu quarto, que será mais ou menos assim.

Isso sim é um bom dia!

Entende por que, se você pensar em ficar no Latiscatelli só poucos dias, utilizando-o como base, não vale a pena? Não só porque você deixa de aproveitar toda a atmosfera do lugar, mas também a Toscana que o emoldura.

Então, reserve alguns dias de “dolce far niente” no próprio hotel. Existem cavalgadas, aulas de gastronomia e uma piscina deliciosa para preencher os dias, dando um intervalo na correria das viagens de cidade em cidade.

E aí, com calma, você pode render seus sentidos à degustação e lenta e silenciosa. Da natureza, inclusive… Ou você consegue passar indiferente a um caminho de ciprestes, como esse?

Que – tcharam! – te deixa na piscina do hotel? Essa aí, de bordas e azul infinito – iguais à sua vontade de ficar lá para sempre?

Aviso importante: dizem os donos que , às cinco da manhã, no verão, é super comum ver cervos do campo (Bambi e sua família) virem em grupo beber da água da piscina. 

Eu não consegui acordar tão cedo, exausta de dias de viagem… mas imagine quão bonito deve ser uma visão como essa!

Mas quem não vê Bambi se contenta com as borboletas – que voam graciosas nas mudas de lavanda espalhadas em toda a fazenda.

Desculpem o blablá, mas a Toscana é assim. Pura poesia e perfume…

 À noite, as energias são repostas com o restaurante da casa, sob as rédeas de um chef  italiano tão tímido quanto talentoso – uma verdadeira jóia da cozinha do Latiscatelli. Os cardápios, totalmente italianos, variam de tempos em tempos, mas a grande dica é perguntar ao chef (ou aos donos, diretamente), qual a sugestão deles. Massas trufadas, molhos ao pomodoro (o famoso “molho de tomate”, mas que lá na Toscana assume um paladar inigualável), carnes… A escolha é a parte difícil do jantar.

Em tempo: na categoria “sobremesas”, vá com fé em tudo o que levar panacotta ou chocolate. É o caminho mais fácil ao tal do HUME – que, ali, vira “hummmmm” fácil, fácil.

Gostou? Tem um link para fazer a reserva direto no Laticastelli aqui.

Mas se você quiser sondar outros hotéis neste estilo ali nos arredores, aqui tem uma lista de hotéis.

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Mas aí você tinha pensado em percorrer a Toscana de carro, não é?

Uma boa: porque, na Toscana, os arredores são muito charmosos, porém difíceis de chegar em outro meio que não sobre rodas. E o custo compensa muito, porque além de ser barato a diária, os aluguéis de carro permitem que você faça o seu roteiro no seu ritmo. E isso, em se falando de Toscana, faz toda a diferença.

Além, é claro, de curtir as paisagens da estrada. Um visual que é o passeio em si, também.

 O interessante é que as melhores épocas para se visitar a Toscana são da primavera até o meio do outono (o que lá, é de início de abril a início de novembro). E, independente da época em você vá neste período, é possível ver uma Toscana em constante mutação, em que as paisagens são regidas pelas colheitas. Nos primeiros meses de abril e maio, é possível ver os campos viçosos de trigo (e a paisagem parece “dançar” com os ventos aos nossos olhos, dourada e fluida. Lindo que só!).

Em julho, auge do verão, o trigo já está cortado, mas dá para ver, com destaque, os campos de girassol. Mágico!

PS: Embora, em julho de 2012 quando estivemos lá, descobrimos poucos campos de girassol. E com isso, uma curiosidade: alguns italianos que moram nos arredores de San Gimignano nos contaram que a cada ano alternam-se as produções do campo, de modo que os anos pares foca-se no cultivo de mais azeitonas e nos ímpares, girassóis. O nosso ano era o das oliveiras – aliás, carregadíssimas, ao passo que os de girassóis estavam mais tímidos.

Putz, vou ter que voltar à Toscana ano que vem, de novo. Que chato…

 Ah, e para quem interessar possa, em setembro acontece a vindima na Toscana, com a colheita de todas aquelas uvas para o vinho! Para quem é amante da bebida dos deuses, setembro é a grande pedida para marcar sua viagem para lá.

Com a vantagem, ainda, da baixa temporada, que acompanha o cair dos preços das férias de julho e agosto.

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Outra dica quente: No próprio Latiscatellli é possível agendar visitas às vinícolas nos arredores, com degustação e aulas de harmonização. Mas nos arredores de San Gimignano, por exemplo (esse sim, no coração e Toscana e relativamente perto do Latiscatelli, para quem topa fazer um bate-e-volta) existem várias fazendas de agriturismo, com a proposta de proporcionar ao turista a visita às vinícolas e até participar do trabalho, como observar e/ou ajudar na colheita das uvas. Para quem quiser, muitas possuem até hotel para se hospedar depois de um programa intenso de degustações.

Sabe como é, né? Se dirigir, não beba. E se beber, me chame!

Aqui neste link tem uma lista completa de fazendas nos arredores de San Gimignano. É só escolher a sua e… Timtim!

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O bom é que é tudo perto, de carro. Embora, os mais inovadores podem aventurar-se em duas rodas também. Aluguel de vespas charmosas estão disponíveis em todas as esquinas da Toscana. Deixar o carro na garagem do hotel e aventurar-se numa dessas é uma boa pedida para andar pelos arredores, em especial se você pretende desbravar as ruelas apertadas (e igualmente apaixonantes) de Lucignano, por exemplo.

Ah, gostou da idéia de alugar carro? Então clique aqui para ver os modelos, preços e disponibilidades de aluguel de veículos na região, pesquisando as datas que te interessam. Volta e meia os preços são bem inetressantes e podem rolar ofertas especiais para quem já fecha pela internet.

Que, aliás, foi a nossa opção, partindo do Latiscatelli. Mas são várias as opções ao redor, como Cortona, Siena, San Gimignano.. É só dizer para onde você quer ir e os proprietários do Latsicatelli imprimem um mapinha assim, molezinha, explicando em detalhes como chegar lá, as distâncias e entradas, e o que tem de bom pelo caminho (com destaque para os restaurantes indicados, assinalados em vermelho no mapa).

Para cada destino, um mapinha diferente (e dá para ficar tranquilo uma semana no Latiscatelli e fazer alguma coisa diferente todos os dias. Inclusive nada).

O nosso mapinha, para Lucignano, foi esse aqui.

 Além de Lucignano, a dica dos proprietários foi dar uma passadinha no Castelo di Modanella. Que foi, por assim dizer, uma aula de história. Primeiro, porque o castelo foi construído no ano 1000. E de lá para cá, em uma pequena voltinha pelas suas salas, o bom mesmo é ouvir as histórias do lugar, enquanto a gente passeia por antigas salas de armas, torres de segurança (com janelinhas pequenininhas e suporte para os arqueiros lutarem), salões de cerimônias, torres com quartos de fuga…

Enfim, coisas do passado. Porque hoje é um castelo lindo, lindo, que abriga até casamentos.

E já ganhou prêmio de excelência do TripAdvisor como hospedagem. Bom de briga mesmo, o danado.

 A aula de história está nos detalhes. No teto, por exemplo, cheio de desenhos de meias-luas.

Por que? Os proprietários do Castello di Modanella, lááááá atrás, foram uma das famílias nobres que patrocinou e lutou nas Cruzadas. E por isso, a meia-lua, símbolo das guerras cruzadas, era como uma espécie de selo de status – altíssimo, aliás – não só pelo poder (e bala na agulha) mas pelo prestígio junto ao clero. Por isso, toca de ter meia-lua em tudo quanto é canto no teto.

Mas tá, era bonito pra caramba.

Olhos e ouvidos já devidamente encantados, seguimos para Lucignano para mimar o resto dos nossos sentidos, em busca do nosso HUME toscano.

Coisa, aliás, fácil de encontrar, ao passear pelas ruas circulares e estreitas dessa cidadezinha medieval.

O que tem para fazer lá? Perder-se. Ou achar-se, sei lá – a experiência, já dizia o tal do David Hume, só é verdadeira quando não é explicada pelo cérebro.

Observe a escadinha: é medieval e existe desde os tempos muito antes de guaraná com rolha. E é usada, ainda, da mesma forma. O carrinho estacionado dá o toque moderno à típica e charmosa harmonização toscana entre o novo e o antigo.

Você pode dar a sorte e, inclusive, estar por lá quando acontece uma minifeirinha na cidade. São modestas, vale dizer, e não são para arroubos consumistas.

Mas que são charmosíssimas, isso são. E baratas. Vai que você acha alguma coisa lá para chamar de sua?

E, depois de tudo isso, o programa de ouro: voltar ao Latiscatelli e assistir, de lá, o pôr do sol da Toscana.

Aliás, vale dizer que o filme não mentia: estar sob o sol da Toscana é, de fato, ver o mundo sob uma outra cor.

E aí, fica a seu critério: harmonizar esse momento com um belo Brunello de Montalcino saído da adega do hotel ou degustar o pôr do sol, assim mesmo, em todo o seu esplendor?

Todas as alternativas acima estão corretas. Afinal, todos os caminhos levam a Roma – mas quando passam pela Toscana, sempre bate aquela vontade inexplicável de fazer uma paradinha.

Coisa de sexto sentido, sabe? Melhor obedecer. 🙂

 

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Essa blogueira e jornalista esteve na Toscana em julho de 2012, em parceria com o Latiscatelli. Porém, todas as opiniões aqui registradas são fruto da experiência e opinião durante sua viagem.

Comments

33 COMENTÁRIOS

  1. Que delícia de post hein! Vontade de largar tudo e marcar próximas férias.
    Essa viagem pela Toscana deve ser incrível, lugares lindos, comidas maravilhosas, to sonhando.
    Beijos

    • Roberto, bom saber que você gostou do nosso texto e do nosso trabalho! Comentários assim sempre chegam a nós com muita alegria, pois é uma forma da gente saber que estamos fazendo tudo direitinho!
      A Toscana é linda mesmo, não é? Taí um lugar para voltar sempre, e sempre encontrar uma forma diferente de mergulhar nas delícias de lá! 🙂

  2. Nossa, que fotos maravilhosas, com um tom quente incrível! Muito legal o seu relato! Leio o seu blog com frequencia e, atraves do link no VnV, hoje vim atrás da Toscana e do Laticastelli. Pretendo ir em abril para passar uns 4 dias nele, utilizando-o como base, embora nao goste de piscina, não costumo cavalgar, mas adoro comer e relaxar em um lugar maravilhoso destes, depois de circular por estes campos e cidadezinhas de sonho. Pena que ainda não posso fechar as datas para fazer as reservas… Espero conseguir quando decidir.

    • Sandra, que bom que você gostou (e melhor ainda saber que já visitava a gente! :)). Olha, todas as fotos da Toscana saíram com essa cor mesmo, não foi filtro nem photoshop – o sol de lá é mesmo diferente!
      Super recomendo esticar uns 4 dias. Ou mais. Eu fiquei só dois e me arrependi tanto… Acho aquilo um recanto muito especial, fique sim! A Toscana é um paraíso à parte na Terra que merece muito ser desfrutado bem devagarinho! 🙂

  3. Parabéns, Clarissa, pelo post. Eu estive na Toscana, agora em outubro de 2012 e, é exatamente isso que vc descreveu. Não fui nessas cidades, mas a Toscana é isso e, se possível ir de carro para degustá-la bem devagar, como vc disse, é o que há de melhor. Um abraço.

  4. Adorei seu post!!é meu sonho,não só conhecer a Toscana,mas ficar assim por dentro da vida por lá,achei fascinante!!! Como é passar uns dias assim,neste lugar pra quem não parla em italiano??é a minha maior preocupaçã!!..,tvz bobagem,mas gostaria de saber sua opinião…e fica muito caro se hospedar no Latiscatelli??Eu e meu marido pretendemos viajar em setembro de 2013..Obrigadah!!..

    • Siléa, eu não falo uma palavra de italiano! 🙂 Mas se você consegue se virar no inglês ou arrisca algumas palavras no espanhol, dá para se virar sozinha sim. Os preços do Laticastelli variam de acordo com a temporada, e a de agora indica que é 100 euros a diária de junho a setembro, que é a altíssima temporada, mas vale a pena consultar o valor para início de outubro, por exemplo.
      Fomos de trem até Siena e de lá fomos de traslado, mas vale a pena alugar um carro nessa cidadezinha e andar pela Toscana. Primeiro, porque pode ser alugado carros com GPS, e mesmo sem eles, os mapinhas são fáceis na hora de se localizar. E, sendo bem sincera, a Toscana é uma delicia para passear de carro mesmo, assim devagar e curtindo os cantinhos. Quanto ao italiano, claro que quem sabe falar o idioma é uma mão na roda, mas mesmo quem não sabe (euzinha!), deu para se divertir do mesmo jeito!
      Recomendo muito a viagem! Toscana é o tipo do lugar que é apaixonante, de qualquer jeito!

  5. Muito obrigada Clarissa!! meu marido fala e entende um pouco d ingles e do espanhol,nos viramos muito bem em Paris,que amamos muito,embora seja uma cidade muito bem organizada p o turista.. dizem que na Italia é meio bagunçado(?)…Queremos alugar um carro,p curtir por lá,pq embora vamos passear em Roma,Vaticano e Veneza,é na Toscana que queremos passar mais tempo..e já entramos em contato c o Latiscatelli a estadia por 4 dias tem desconto de 10%…tô viajando já!…em sonhos!! hahahh

  6. Oi Clarissa adoro suas dicas!Sabe esto planejando uma viagem a Toscana com meu marido de carro mas só dispomos do final do ano e início do próximo ou seja no inverno.Já vi que o Laticastelli está fechado nesta estação.O que você acha de ir no inverno?Muita coisa fechada?Quantos dias para conhecer com calma e várias cidades?O frio não é problema para nós pois já estivemos em Florença e Pisa no final do ano passado e foi tudo bem.
    Lembranças
    Ligia

    • Ligia, o problema é que, segundo os italianos que conheci lá, a partir de novembro o tempo é bem chuvoso, cinza e cheio de vento – ou seja, o problema não é nem o frio em si, mas é que você perde muito dessas cores calorosas que a Toscana tem – e que isso sim, tem tudo a ver com o clima.
      Muitas das fazendas ficam fechadas e nem há muitas plantações – é lindo ver os campos fartos da Toscana. Mas talvez, se você for início de novembro, ainda tenha um pouco mais de sol!
      Já em relação aos dias, depende… Toscana é para se curtir com tempo, mas se os dias estiverem meio frios. Talvez valha a a pena reservar uns 4 a cinco dias para passear por lá de carro alugado, conhecendo Siena, Lucignano e San Gimignano. Acho que, mais importante do que o tempo, é o ritmo: Toscana merece ser conhecida devagar! 🙂

  7. Bem Clarissa, estava justamente aproveitando esse domingo chuvoso para decidir as férias de julho, então achei seu blog e esse HUME toscano. Confesso que estava em duvida entre a Rota romântica na Alemanha e Toscana, porém depois de ler esse ótimo artigo, quase sinto o cheiro dos ciprestes e a luz do pôr do Sol.

    Toscana sempre foi um sonho p/ mim, mas sempre adiado pq tenho 2 filhos de 21 e 19 anos e um marido hi tech, então qdo falo em girassois eles se arrepiam, principalmente depois de te-los feito me acompanhar a Provence para uma caça á colheitas de Lavanda e Girassois kkkkkkkkkkkkkkkkkkk……………..Então como Florença é a meca do Fashion, preciso incluir um outlet , senão essa viagem não sai. Tem alguma sugestão ? Pode ser Roma tb, já que pretendo ficar por lá uns 4 dias no final da viagem. Pode me sugerir mais alguns lugares como base ? pretendo ficar 4 dias na região de florença,
    Obrigada e abç gde

    Jade

  8. Clarissa

    Muito obrigada, amo vcs blogueiras de plantão, já usei o Blog da Carla Nogueira p/ conhecer o Chile, do Falando de viajem p/ Bahamas, da Cris do CArrossel p/ conhecer Provence. Agora vou sugar suas experiências nessa minha primeira viagem a Itália.
    Para Grécia comprei um pacote, e me vi igual aos turistas do filme Falando Grego ..kkkkkk…hoteis de 5a. categoria e outro na cracolândia grega, foi a primeira e ultima vez . Fiz pacote pq como ia a Grécia e Turquia fiquei com medo do idioma, nunca mais!
    Pretendo levar a minha mãe de 77 anos, por isso pensei em alugar um carro. EStou estudando o roteiro, e depois gostaria que vc me sugerisse melhor lugar p/ pegar o carro, já que muitas cidades são muradas.

    Bj e bom dia

    • Jade, fique à vontade para perguntar! 🙂
      Cheguei a ir à Grécia também, mas não fui de pacote não, fui por conta própria. Teve, claro, alguns problemas em relação ao idioma, mas tudo resolvido com um pouco de jogo de cintura. Mas recomendo ir por conta própria lá sim, sabia? A gente tinha mais liberdade e, sei lá… Deu certo. O único lugar com que fui de pacote foi o Egito (porque sabe como é: mulher sozinha, viajando por um país muçulmano, não custa nada economizar estresses, não?).. Mas só!
      Vale muito a pena alugar um carro pela Toscana, mas deixe ele na vaga quando estiver em Florença. Pelo menos nessa cidade é melhor andar por conta própria, pois os carros pagam uma taxa para circular na cidade. MAs nos campos, vale muito a pena!
      Para quem vai de carro, um blog que eu gosto muito é esse aqui: http://giropelatoscana.blogspot.com.br/, que tem algumas dicas de como usar Florença e Siena como base para desbravar a região de carro! Eles ainda vão te ajudar ainda mais!!!
      Fico à disposição para oq ue você precisar! Essa parte da Itália é linda! 🙂

  9. Clarissa,

    esse hotel que vc recomenda, fica no meio da estrada? Tenho 6 dias em Toscana, como voce dividiria os passeios? Pensei em 2 dias p/ Florença, e outros 4 rodando por ai, qual cidade vc sugeri como base p/ conhecer Pisa, Siena….

    Em Veneza vc acha que ficar fora da cidade de Veneza vale a pena, é que chego de carro de Roma e não sei o que fazer, já que carro não entra.

    Espero sua ajuda…Obrigada

    bj

    • Jade, esse hotel é somente acessível de carro, e fica em Rapolano, perto de Siena. De lá de carro dá para ir a Siena e outras cidades nos arredores. Ele é bem charmoso e romântico, super recomendo, e a vista é bem no coração da Toscana. Mas vale avisar que o hotel é tão bonito que merece ficar um tempo nele, pelo menos, nem que seja para aproveitar a estrutura do hotel mesmo (senão dá até dó!).

      Eu fico desconfortável de dizer como dividir os passeios, porque, sabe como é, né? Gosto pessoal de cada um! 😉

      Mas o que fiz por lá (e aí eu explico o tipo de passeio, para você ver com sua família o que os gostos “preferem!):
      Florença – fiquei 2 dias, mas a cidade merece mais, já que tem tantas lojas e museus, e atrações… Mas vale ver com a sua trupe de viajantes se eles topam também esse tipo de programação por mais tempo.:)
      San Gimignano – Super recomendo visitar a cidade! Muita gente fica um dia só e pronto. Particularmente, eu optei por ficar dois, um dia na cidade e outro alugando uma bicicleta e pedalando nos arredores, vendo as vinicolas, plantações de girassol e oliveiras… Mas também, depende dos gostos – senão 1 dia está bom!
      Siena: dizem, aliás, que é a melhor cidade para servir de base. Eu fiquei no hotel em Rapolano, um pouco mais afastado, e nao me arrependo em nada!
      1 dia para perambular de carro: você pode dar passadinhas rápidas em cidades como Lucignano (que falo no post, uma fofura), Arezzo, a cidade onde foi filmado “Sob o Sol da Toscana…” São cidades pequenas, que dá para ir visitando e conhecendo aos poucos. Ou esticar até Pisa para ver a Torre.

      Como disse, esse foi o roteiro que eu fiz – mas acho que a quantidade de dias de cada um é um critério muito pessoal… 🙁

      E em Veneza eu fiquei na cidade mesmo, no meio das ilhas e pontes – mas fui de trem e não de carro. É bem mais caro, mas poxa… Você já está lá, né? Acho que ficar em Veneza mesmo faz parte do charme, mas é minha opinião!

  10. Também estou pensando em ir de trem de Roma até Veneza , só estou em dúvida se vou de trem de Veneza até Florença , já que tb não entra carro lá. Vc acha que vale a pena ficar do lado de fora do centro de Florença? é que gostaria de fazer um pit stop em Verona no caminho entre as 2 cidades.

    Vale a pena?

    • Jade, nao sei te responder porque tambem fui a Florenca de trem e fiquei dentro da cidade. Acho que a cidade de Florenca tem muita coisa para fazer a pe, e ficar fora do centro pode atrapalhar… Mas eu nao sei dizer melhor… Um site que explica melhor isso é o Viaje Na Viagem e o Giro pela Toscana, e eles falam exatamente desse detalhe do carro dentro da cidade ou não (e vão te ajudar melhor do que eu, que nesse trecho fiz tudo de trem!)

  11. Oi Clarissa!!!
    Estou indo a Dublin dia 30 de outubro, e depois, pretendo fazer um pequeno tour, pela distância, pensei em ficar por Paris, Bruges, Amsterdam, Edinburgo, mas confesso que no início da viagem pensei demais na Italia e na Toscana, mas o que me fez desanimar foi a questão do clima (dizem que os vilarejos não funcionam bem nesta época), e a distância.Qual sua opinião a respeito?Valeria a pena esta época, ou deixo para uma outra oportunidade?Retorno ao Brasil dia 21 de Dublin.a
    Grata!!!

    • Oi, Andrea!!
      Pois é, pergunta delicada, porque é tão pessoal!! 🙂 Mas olha, a partir de meados de outubro a Itália começa a ser baixa temporada mesmo, com chuva e tempo meio ruim. Não sei dizer que os vilarejos chegam a fechar exatamente nessa época, mas é fato que perde muito do seu encanto. Acho que – e aí é uma opinião muito pessoal, do que eu faria se fosse eu viajando, tá? – eu focaria no encanto de Paris, Bruges, Holanda, Escócia, que são cidades que tem uma aura mais “aconchegante” para este frio, e deixaria a Itália para uma ocasião mais quente, a partir de maio, por exemplo, para aproveitá-la no que ela tem de melhor, porque vale a pena! E aí, se você quiser até esticar mais tempo na Toscana, Liguria, Umbria, é ótimo porque todas essas regiões estão desabrochando em beleza.
      A verdade é que muito dos encantos da Toscana estão ao ar livre, e no frio e no tempo ruim a gente não aproveita muita coisa – acredite, voltei de lá em setembro e já tava uma chuva bem torrencial. Então, não se se valeria a pena fazer uma viagem (que já é tão aguardada por natureza, né?) para tentar apertar no nosso roteiro um lugar que nem estará no seu auge e fazer tudo corrido, ao invés de aproveitar com calma outras cidades que estarão bem gostosas (Até porque você já está indo para destinos lindos)…
      Mas, como disse, essa é a minha opinião, o que eu faria se fosse comigo! Espero que ajude! 🙂

  12. Olá Clarissa,
    Que fotos são estas !!!!!!! De tirar o fôlego. Da vontade de entrar dentro delas.
    Vou para Toscana em Junho, ficarei por lá uma semana. Tentarei ver tudo com seus olhos.
    Obrigado pelas dicas,
    Abraços
    Gisele

  13. Que delicia de texto! Fiquei extremamente inquietada em descobrir esse tal de HUME…. acho que tenho que ir à Toscana urgentemente! rsrsrsrs, amei o seu blog viu!

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