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Também atendendo ao nome de Saara, nada mais é do que a parte deste imenso deserto que cobre 12 países e que fica dentro de território egípcio (e se você considerar que 90% dele é puro deserto, não conhecer um deles significa que você não conheceu a paisagem típica do país).

Não tem cidades, exceto os pequenos oásis que se encontram espalhados ao longo do país ( os mais conhecidos são Dakhla, Farafra, Bahariya e Siwa, este último já quase na divisa com a Líbia), e as estradas são muito rudimentares (pelo menos o que entendemos por estradas, porque alguns trechos nem encontramos asfalto por lá).

Para cruzá-lo, somente com carros 4X4, e um bom conselho é que você procure uma agência de turismo que faça isso. É relativamente fácil reservar passeios saindo de Luxor ou de Alexandria rumo aos oásis dentro dos próprios hotéis, mas caso você queira alguma indicação, a agência Intrepid faz passeios completos por todo o Egito e incluem umas voltinhas por lá.

Não recomendo nem um pouco alugar carro no Egito, e isso por todos os motivos possíveis: as placas estão em árabe; o transito é caótico; é um deserto e, portanto, sem a menor referência de destino e muito fácil de se perder (e é difícil ter alguma estrutura para prestar socorro no caso de algum problema com o carro). Além de terem vários postos policiais que pedem documentos e um monte de burocracias chatíssimas ao longo do caminho, e podem encrencar muito com quem não fala árabe ou está sem guia local.

Mas enfim… porque conhecê-lo?

Porque o Western Desert, como é um deserto enorme, tem vários “mini-desertos”dentro dele, o que oferece paisagens fantásticas , cada uma com sua peculiaridade e todas, todas mesmo, capazes de proporcionar fotos maravilhosas.

Fora, é claro, a chance de você fazer sandboard (ou, para os íntimos, ski-bunda) nas dunas gigantescas e autênticas do Saara.

O que é sinônimo de uma experiência inesquecível…

Em tempo: o pontinho branco, lááá embaixo, sou eu!

Desnecessário lembrar que, caso você leve um tombo nessa brincadeira, não machuca nadica de nada. Mas em compensação, você fica dias tomando banho e parece que a areia nunca mais vai sair de você.

Entre os “mini-desertos” e curiosidades que tem para conhecer, temos:

1)      White Desert – como o nome diz,a areia é branquinha, e tem ainda umas formações rochosas interessantes, todas esculpidas pelo vento, e que assumem uma coloração especial à tardinha, antes do sol se por. O visual é fantástico e parece de outro mundo. Esse, por exemplo, é o chamado “Vale dos Cogumelos”, por causa do formato das pedras, levemente semelhante (e não, não tem cogumelo lá e nem nenhum consumo de substâncias alucinógenas).

É neste vale, por exemplo, que acampamos. Alguns tours, como a Intrepid, incluem uma noite de acampamento em pleno deserto, numa tenda beduína, e sem teto. Você dorme sob um céu estupidamente estrelado (eu contei 3 estrelas cadentes). E o café da manhã inclui pão árabe feito na fogueira, na hora, com queijo de cabra e mel, harmonizado com um maravilhoso nascer do sol.

2)      Pedra do Coelho – Fica do White Desert e o nome já diz tudo: o formato da pedra, esculpido pelo vento, tem a forma de um coelho. E em volta dele, vários mini-platôs de pedra, muitos semelhantes a uma prancha. Você se sente numa paisagem lunar. Bacaníssimo;

3)      O Ovo e a Galinha – Também no White Desert, é uma pedra (grande, se vocês repararem na proporção das mesmas em relação a uma pessoa) totalmente feita pelo vento. Uma escultura fantástica, especialmente se vista na hora do pôr do sol.

4)      Black Desert – Próximo ao White Desert, recebe esse nome porque (ohh, adivinhe só) toda sua superfície é coberta por estas pedras pretas, que parecem (mas não são) carvão.

O resultado, visto de longe, é um visual assim…

5)      Crystal Montain – Quando vi este nome já me veio à cabeça uma paisagem mitológica, tipo uma montanha cristalina reluzindo ao sol…  Bom, não é tudo isso, mas é também interessante: não são uma, mas várias montanhas próximas entre si, todas feitas de pedras semelhantes a pequenos cristais.  Saí catando algumas – não tem valor nenhum, mas eram bacanas.

6)      The Great Sand Sea – Este, sim, é de encher os olhos. Como o nome diz, é um enorme mar de areia, daquela areia branca, fininha, que você pisa e afunda, daquelas que você vê sendo levadas e dançando ao vento do alto daquelas dunas gigantescas – essas sim, dunas de respeito.

É daqueles lugares que personificam toda a grandeza fantástica do deserto do Saara que passamos a nossa vida inteira vendo na televisão e nos livros.


Mas para ver tudo isso, são seis dias percorrendo o deserto e visitando os principais oásis. O que parece muito à primeira vista, mas é extremamente interessante.

Sim, e para quem perguntou, nestes oásis tem chuveiro, banho, água quente. Ou seja, sem desculpa para os mais frescos. Você só fica sem tomar banho se quiser.

Já sobre as privadas, eu não posso falar muito. Deixo esse assunto escatológico mais para a frente, porque ele merece um post só sobre isso.

Aviso que tem algumas horas maçantes, como os deslocamentos de carro de um oásis a outro. Em dois deles, ficamos praticamente 10 horas em um jipe, o que nos faz perder um dia de viagem dentro do carro (já que é perigoso viajar à noite).

Mas uma informação: o oásis de Siwa, esse que fica quase na divisa com a Líbia, leva 10 horas de estrada até Alexandria. Mas é, junto com Dahab, no Mar Vermelho, as duas cidades que me apaixonei e que me fariam voltar ao Egito. Por elas, encararia de novo a chatura da estrada. Sem titubear.

E além disso, o que mais faz o Western Desert valer a pena?

Ah, sim, foi no deserto que comi a melhor comida egípcia de toda a minha vida. A mais barata também.

E foi lá que eu vi os pôr-do-sóis (é assim mesmo?) mais bonitos da minha vida também. Foram vários, inclusive!

E lá que você conhece o verdadeiro povo egípcio, fora das cidades. Um povo pobre, sofrido, mas muito, muito simpático e atencioso.

Acredito que foram esses 6 dias no deserto os meus preferidos de toda a viagem. Muito mais do que as Pirâmides, os Templos, etc. Porque, bem ou mal, acredito que nestes nós sabemos mais ou menos o que encontrar – afinal, sempre os vimos nos livros desde criança, sempre estudamos e sonhamos com eles e seus mistérios.

Quer dizer, nós e os “ene” mil turistas que visitam estes monumentos diariamente e disputam com você a cotoveladas o melhor lugar para foto.

Pirâmides, Esfinge e milhões de turistas disputando espaço.

E no deserto, bem… foi totalmente surpreendente. Ou seja, é bom viajar quando você vai num lugar que não sabe o que o espera. E, principalmente, quando você não sabe onde vai terminar. Só sabe que provavelmente será muito bom.

 

Comments

3 COMENTÁRIOS

  1. Muito legal Clarissa. Sempre é tão bom quando nos surpreendemos com algum destino ou parte da viagem né?

    Espero que a situação politica no Egito logo se estabilize para que os turistas possam voltar e desfrutar de toda esta beleza.

    Bjs

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