[show_AdSense float=”left” ad_client=”pub-9501066899733075″ ad_slot=”6562283172″ ad_width=”250″ ad_height=”250″ ] Taí uma outra surpresa da cidade – porque 99% dos turistas que chegam a Foz  do Iguaçu está focado nos passeios diurnos, como Cataratas e a Usina de Itaipu. Logo, os dias do roteiro são todos preenchidos durante o dia, deixando a noite reservada apenas para um restaurante, no máximo…

Mas para os dotados de energia 24 horas por dia e que não dispensam esticar a alegria noite adentro, Foz tem muito a oferecer: desde o clássico show de dança no melhor estilo turistão possível, até uma noitada regada a Chandon, forró universitário e gente bonita. E barzinhos para o “pré” e o “pós”, claro.

Até porque não é só porque à noite todos os gatos são pardos que eles tem que frequentar os mesmos programas, né?

Seguem então, algumas dicas e opiniões de lugares, devidamente testados (alguns até o sol raiar)…

Opção “Turista”: Casa de Shows Rafain

Impossível não se sentir turista logo de entrada. A casa reserva um espaço de buffet variado, de saladas a churrasco (claro! Afinal estamos no Sul, correto?) e dividido irmamente em ilhas onde os turistas se servem à vontade. A ideia é saciar a fome e satisfazer a gula com calma, e deixar para brindar os olhos com o espetáculo depois.  Por que a partir das 20:45 começa o show, com direito a um palco que desce do teto e um apresentador que dá as boas vindas ao público. Começa uma sequência de danças e músicas típicas de todos os países das Américas: a polca paraguaia, os ritmos andinos, a sonoridade da música mexicana, a pluralidade de ritmos brasileiros (o bate-coxa nordestino e o samba carioca) e a força do tango argentino.  Na verdade, um “pout-pourri” de cultura e estilos musicais que traduzem um pouco das nossas raízes para os turistas que estão lá: na sua maioria, americanos, alemães, asiáticos e argentinos.

Importante: como todo típico estabelecimento voltado para turistas, a impressão que se tem ao sair do Rafain Show é meio “ame-o ou deixe-o”. Porque não é lá exatamente barato; a comida, embora farta, deixa a desejar no que diz respeito às carnes (achei meio duras. À princípio achei que tinha sido apenas opinião minha, mas vimos que foi meio que impressão geral do grupo); e os espetáculos por vezes escorregam nos estereótipos clássicos dos países sulamericanos – Brasil, inclusive. Mas, convenhamos, fazer o quê? De certa forma não se pode negar que tais imagens são de fato vendidas lá fora, e a discussão sobre pintar ou não esse quadro de novo aos turistas estrangeiros que vêm nos conhecer é muito comprida para um show tão curto.

Melhor deixar para lá e aproveitar o espetáculo como ele é e pronto.

Uma curiosidade: a opinião do “ame-o ou deixe-o” não é só minha. Arrisque uma olhada no Trip Advisor com as resenhas sobre o lugar, e é fato ver que as opiniões de encantamento dividem espaço com os insatisfeitos (embora, de forma Geral, o Rafain mais ganhe do que perde nessa história). Por isso, o melhor a fazer para curtir a noite (não é essa a proposta, afinal de contas?) é deixar as comparações e expectativas de lado e ser feliz. Você vai sair lucrando.

E é um espetáculo mesmo. Os artistas se revezam ao palco ao longo de inúmeras apresentações e estilos de dança e música totalmente diferentes um do outro. E em todos, é nítido que dão o seu melhor. É involuntário tentar reconhecê-los em uma apresentação e outra, com maquiagem e figurino totalmente diferente, saracoteando pelo palco.

Uma coisa bem típica da nossa cultura são aquelas telas a óleo pintadas com referências à nossa música. E não é que essa foto parece uma pintura? Sem um toque de Photoshop – só a roupa e a beleza da dança…

As danças embalam bem o público, e as cores dos trajes completam a energia da apresentação – mérito ao mesmo tempo dos atores e da própria cultura latina, plural e efervescente como ela só – compensando, em várias vezes, os clichês que pipocam aqui e ali. Como a interatividade com o público que, claro, era convidado por vezes a subir no palco a ajudar em um número. Salvo a timidez apreensiva dos que não querem ser escolhidos para “pagar mico”, tais participações eram até divertidas.

É, de fato, o típico programa que começa e acaba cedo (sempre de segunda à sábado, até meia noite no máximo), e é entretenimento bacana para todas as idades (a despeito das bundas que desfilam na hora do samba carioca – mas só. Nada que choque quem já está habituado a ver a Globeleza desfilando em pelo e purpurina em horário matinal na televisão).

Turistão, sim. Divertido, certamente. Pelo sim, pelo não, vale a conferida.

Opção “Gastronomia”: onde jantar

Para um jantar excelente e ainda desfrutar da oportunidade de dar uma carimbadinha de leve no passaporte, dê um pulinho ali no lado argentino. Puerto Iguazú está logo ao lado de Foz, e conta com deliciosas churrascarias e barzinhos bem charmosos – mas leve pesos, não esqueça.

Para uma relação de dicas de onde comer em Foz do Iguaçu, clique aqui.

É também em Puerto Iguazú que estão ótimas boates, onde dizem as “boas” línguas de Foz do Iguaçu, é onde acontecem as baladas mais animadas. Só é preciso o cuidado de não exagerar em bebida nem perder ou esquecer os documentos, porque, além de ser um cuidado normal ao sair à noite, lembre-se que ali ainda é preciso passar pela imigração na volta.

 

Opção “Barzinho, beliscos e bebidas”

Poucas coisas são mais sinônimos de descontração do que a velha e boa mesa de bar – de preferência, regada de cerveja e belisquetes. Bateu a vontade de regar a conversa com uma gelada? Uma dica é o Capitão Bar, pertinho do centro de Foz, espaçoso e, como todo bar que se preze, de esquina. Ótimo, portanto para apreciar a vista do público indo e vindo, enquanto acaba com a fome com um escondidinho (escondidão, aliás – dá para dividir perfeitamente entre duas pessoas) de carne seca.

Amigos e uma mesa de bar: combinação mais que perfeita. O resto é só complemento…

Os sedentos podem ficar tranquilos: o chope é em torre e a caipirinha em jarra.  Só lembrando que se for dirigir não beba e se for beber, me chame! 😀

Opção “Noitada, balada e afins”

Para os animadinhos afeitos às festas até o sol raiar, Foz do Iguaçu ainda tem mais uma opção:  Ono Teatro Bar. É uma casa de espetáculos enorme e, bem distribuída (o que é bom, considerando-se que a casa lota e mesmo assim, não fica aquela coisa insuportável de quem não consegue nem andar) e, bem jovem. O público é basicamente, garotada (e diga-se de passagem a quem interessar possa, uma garotada bem bonita), o que explica também a trilha sonora comum do estabelecimento: a agenda se alterna entre shows ao vivo de sertanejo universitário e pagode com batidões de hip-hop. Ok, você pode até não gostar, mas que o lugar é animado, isto é.

Ok, particularmente o gênero sertanejo universitário (ou qualquer nível acadêmico em que este se encontre) não me agrada nem um pouco. Mas não posso negar que é difícil ficar deslocado numa festa dessa: acabando o primeiro refrão você já sabe cantar a música toda! Ah, foi lá também que eu fui apresentada pela primeira vez ao sucesso internacional “Ai, se eu te pego…”, que na época eu nem ia sonhar que chegaria na fama que chegou!

Agora, o lugar em si é muito bom – mais uma vez, graças ao espaço da casa, que dispõe ainda de uma ala vip alta, em que dá para ver de cima o povo saracoteando na pista.

E, absolutamente necessário destacar, o balde de Chandon geladinha vale a pedida. Ele já chega, assim, incandescente, pronto para a gente brindar e celebrar a vida…

Gostou? Então planeja sua viagem (aqui você encontra uma lista de hotéis em Foz do Iguaçu para te ajudar na reserva) e boa viagem!

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Esta jornalista e blogueira foi a Foz do Iguaçu a convite da Agência Loumar Turismo e Hotel Bella Italia (Patrocínio) e Gol Linhas Aéreas Inteligentes (Transportadora Aérea)

Comments

6 COMENTÁRIOS

  1. Clarissa que post animado hein???? Adorei! Imagino como deve ter sido a thurma nestas baladas!!!

    Sou suspeita para falar, eu adoro essas musiquinhas que impreguinam na cachola :)Sertanejo,forró universitário é comigo mesmo.

    E esse balde de Chandon, um luxo!!!!! Deu ágau na boca, e pior que hoje ainda é quarta-feira.. rsrsrs

    beijos

    ÉRika

  2. Olá Clarissa bom dia!
    Sou universitário, estudante de Biologia e gostaria de saber se posso usar para um trabalho uma foto de flamingo que esta postada aqui no seu site. Desde já agradeço. Obs.: No trabalho ser-a mencionada a origem da foto.

  3. Ai Clarissa, to muito a vontade depois de ler seu post em dizer que eu não recomendo a Raffain pra ninguem nesta vida. Sério msm! O show na verdade não é dos piores, achei bonitinho, mas a comida X preço não compensa mesmo. Comi muito melhor em lugares mais baratos. A verdade é que Raffain não é só para turista, é turista GRINGO, pouco familiarizado com uma carne de verdade e o que é uma churrascaria rodízio. GENTEEEE, o que é aquele balcão e as pessoas qse se batendo pra pegar comida??? hahahaha
    um ó!

    Bjocasss

  4. 28 02 2017 as 17:16 Foz é 8 ou 80 . Não é cidade turística para os paranaenses ou brasileiros e sim gringos. Este é rafaim é ótimo como exemplo. E tríplice fronteira não ajuda se o ritmo da cidade é absolutamente normal ou seja: o agito só acontece no sábado. Nos outros dias é cataratas ou dormir.

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