Uma pausa nos relatos da viagem para contar que uma das coisas mais bonitas do Peru é, sem dúvida, as crianças peruanas.
Confesso que não sou muito chegada a brincar com os pimpolhos (minha paciência mostra-se extremamente efêmera se eu ficar por muito tempo na companhia de alguns), mas que elas são lindas, são.

E a explicação disso é até contrastante, porque a maioria é bem humilde, e são vestidas pelas mães com aquelas mantas típicas coloridas para receber dinheiro dos turistas em troca de uma foto. É a versão peruana das nossas crianças de rua jogando bolinha nos semáfaros. Em todas é possível ver aquela expressão triste, de quem já é marcado pela dureza da vida desde cedo…

Mas, sei lá… Antes de desviar este post para o lado melancólico, devo dizer, ainda assim, que elas são lindas sim… Porque, de vez em quando, quando eu deixava de lado o meu olhar cético e desconsolado sobre o mundo, conseguia flagrar cenas como esta: duas crianças, alheias a todos os turistas em volta, alheias ao mundo, simplesmente brincando.

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Acho que, ali, a beleza não estava nem nas roupas coloridas, nem na carinha de índio… A beleza existia, para mim, naquela simplicidade dos cotidiano inocente deles. Eles tinham uma vida simples, sim. Difícil, com certeza. Mas naquele momento parecia que a infância assumiu dentro delas o lugar que lhe é devido, e era nesses intervalos que as crianças me pareciam verdadeiramente alegres com o que tinham.

No Peru, as crianças são lindas quando são simples. E são simples quando são só crianças…

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