Os dias 13 e 14 de setembro tinham sido meu primeiro fim de semana como moradora (agora de verdade) de Londres (numa experiência que eu já tinha contado aqui).

Porque, cá pra nós, como nova moradora da cidade só posso dizer que o minhas primeiras voltinhas pela terra da Rainha tinham sido pela Ikea, por lojas de ferramenta e supermercados. 

Bom, era setembro. E com isso, entenda-se uma Londres ainda estava cheia daqueles dias ensolarados de céu limpo e tempo (relativamente) quente, coisa que tanto faz falta quando é só o cinza que a gente conhece da cidade. E o melhor: a capital da Rainha Elizabeth estava ainda bombando de eventos acontecendo para celebrar o verão até o seu último dia.

Com tudo isso, a pedida é fazer um programa ao ar livre, né? Pois foi essa a vibe.

E bom, eu adoro os museus lindíssimos da cidade e um monte de coisa que Londres oferece (e melhor ainda, barato e quase de graça), mas considerando que dias bonitos de sol não são lá uma fartura no calendário inglês, quando aparece um a melhor pedida é correr para as ruas e os parques e aproveitar o sol.

E foi nessa de folhear o que rolava de bom pela cidade que eu me deparei com uma matéria sobre o Colourscape Music Festival – e adorei mais ainda porque é uma atração que é “escondida” das demais atrações “turistonas”, e a grande maioria das pessoas que curtiam lá eram os próprios ingleses. Foi um “achado” de programa bem legal! 🙂

Mas o que é isso? Basicamente, é uma estrutura construída no parque Clapham Commons, bairro no sul de Londres, do outro lado do Tâmisa, e que é cheio de casinhas charmosas e bistrôs idem.


A estrutura parece ser feita com um material parecido com plástico, como uma grande bóia – e você entra lá dentro! Uma vez lá, é como se você estivesse em grande labirinto de bolhas psicodélicas, mas é esse que é o bacana dele: cada “bolha” é iluminada de uma cor diferente, e daí por diante, criando ilusões de ótica bem interessantes à medida em que você anda. 🙂

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A experiência é totalmente sensorial e psicodélica: com tantas referências de cores e dimensões, os seus próprios olhos começam a “pregar peças”: por exemplo, uma “ala” que de longe parecia um laranja forte, ao chegar perto ela já parece de um tom bem diferente! E no meio disso tudo ficam os seus olhos, tentando focar aquilo tudo.

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À propósito, câmeras são liberadas ali dentro, e você pode levar a sua à vontade. Só não repare se você tiver problemas ao registrar as fotos: eu estava com a minha no manual e tinha que ajustar as configurações a todo momento para tirar qualquer foto: basta mudar o ângulo, e rapidinho o sensor da câmera ficava tão doidinho quanto a minha retina.

Mas mesmo assim, o resultado era bem legal: era como caminhar num labirinto de cores! 🙂

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E como todo labirinto, há uns “entroncamentos” de caminhos, que fazem as fotos ficarem ainda mais interessantes! 🙂

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Vale dizer que, logo na entrada da atração, os monitores da atração fazem o controle de quantas pessoas estão lá dentro de cada vez, para não lotar a estrutura e prejudicar a experiência. E na sua entrada, eles te “vestem” com um colete de cores bem chamativas (há amarelo, laranja, verde, vermelho). Isso tem uma dupla função: o número de coletes disponíveis na entrada e na saída ajuda-os a ter o controle de quantas pessoas estão lá dentro – e as cores do colete vão mudando de acordo com a iluminação de cada “esfera” do ColourScape por onde você passar.

Ah, nem preciso dizer que as crianças A-DO-RAM a brincadeira, né? 🙂

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Em tempo: os monitores deixam bem avisado que é proibido correr pelas instalações, o que, é óbvio, as crianças nem tchum e correm mesmo assim! Então, se você for com seu pimpolho, fique de olho (oops, rimou! 😛 ) nele, para não levar uma chamada do pessoal. 

Fora que, ali, no meio de tantas luzes, me lembrava aquela história de “todos os gatos são pardos”: ali, as crianças são todas azuis (e verdes, e amarelas, e roxas…)

Mas, bem, nós adultos também adoramos… Dava para fazer várias brincadeiras e tirar fotos engraçadas! 😉

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Nem parece, mas foto foi tirada em um túnel de cores!

 Mas a atração não fica só nas cores: no meio da estrutura há uma espécie de salão-maior, todo branco, como uma grande bolha – e lá é onde acontecem apresentações de música ao vivo, danças e onde o pessoal vai se sentar e dar um refresco para os olhos.

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São violinistas, violoncelistas, tecladistas, flautistas… vários instrumentos que tocam ali, numa programação que varia a cada dia – mas cujo som reverbera dentro da estrutura e faz com que o passeio fique mais psicodélico ainda.

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E bom, pelo menos no dia em que eu estava lá, a música era meio maluca, uma multidão de sons e volumes ao mesmo tempo, cuja proposta era – acho – mais a questão sensorial de promover um caldeirão de graves, agudos e ritmos reverberando dentro da estrutura (que, sim, dava um efeito bem legal) do que simplesmente fazer uma bela composição musical. Mas, repito, isso era o que acontecia quando eu estava lá – a programação é diferente a cada dia. E se de fato rolasse uma orquestra ou algo parecido ali, ia ser bem legal, pois a acústica do lugar é fantástica!:)

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E a vantagem desta “praça” central era que, além de servir de referência para a gente dentro do labirinto (ah, aqui que é o centro!), é também um espaço agradável para se esparramar no chão, descansar e ouvir uma música. Pelo menos era o que muita gente estava fazendo.

E nem só música: artistas faziam performances de dança contemporânea. E não só no espaço central como nas áreas coloridas também. Bem diferente!
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Bom, houve quem disse que fazer uma festa ali seria ótimo. Pior que não duvido! 😛

Eu achei uma pedida bem legal de um programa tranquilinho numa bonita tarde de sábado – o passeio dentro das bolhas psicodélicas dura uma hora, que a gente nem sente passar – e como o acesso é controlado, a experiência é bacana sem dar aquela sensação de programão-arrebatado-de-gente. Fora que, como está fora do mainstream que todo mundo gosta de visitar, é daquele tipo de programa que você sai felizinho com a sensação de que descobriu uma atração super “insider”. 🙂

Infelizmente, a edição deste ano acabou neste fim de semana, mas fica a dica para você ficar de olho, se estiver com viagem marcada por Londres por meados de setembro de 2015. 🙂

[tabs slidertype=”top tabs”] [tabcontainer] [tabtext]Onde é[/tabtext] [tabtext]Quanto Custa[/tabtext] [tabtext]Quando acontece[/tabtext] [tabtext]Quanto tempo leva[/tabtext] [/tabcontainer] [tabcontent] [tab]O Colourscape Music Festival acontece dentro desta estrutura móvel, enorme, que parece um labirinto, como se fosse uma bóia gigante. Em Londres, esta instalação é feita em uma parte do parque de Clapham Common, zona sul de Londres. A instalação fica perto da Rookery Road, próximo ao Windmillpub.

Para chegar de metrô: a estação mais próxima é a de Clapham Common, linha Northern e fica na zona 2.

Para chegar de ônibus: por lá passam as linhas 35, 45, 88, 118, 131, 155, 189 [/tab] [tab]Fins de semana:

Adultos: 9 libras

Crianças: 5 libras

Ingresso Família (2 adultos e 3 crianças): 25 libras

Durante a semana, há preços reduzidos para o horário de almoço, em que não há apresentações de música – mas mesmo assim a experiência é bem legal!

Segunda a Quinta (de 12 às 13 horas):

Adultos: 4 libras

Crianças: 2 libras

Ingresso família: 12 libras Sextas (de 12 às 13 horas)

Adultos: 6 libras

Crianças: 3 libras

Ingresso Família: 16 libras Estes são os preços de setembro de 2014.

Para ver os preços atualizados, veja aqui. [/tab] [tab]O ColourScape é um festival itinerante, e passa por várias cidades inglesas durante o ano – você pode ver o roteiro aqui. Em Londres, ele acontece por uma semana em setembro, há 25 anos – este ano foi de 13 a 21 de setembro. Para ver o calendário atualizado das datas de cada ano, clique aqui. [/tab] [tab]A atração fica aberta das 13 às 18 aos fins de semana, e de 12 às 13 durante os dias de semana. O tempo recomendado (que dá e sobra) para curtir o festival é de 1 hora lá dentro. [/tab] [/tabcontent] [/tabs]

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Para ajudar na sua viagem:

Hotéis em Londres | Passagens aéreas para Londres | Ingressos para atrações em Londres (compre em português)

Dicas Gerais:

Do baratinho ao classudão: dicas de onde comer em Londres

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