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Taí um dos típicos lugares em que todo turista, quando se programa para visitar a cidade, já vai fazendo o seu roteiro na cabeça: 1 dia reservado para as Cataratas, 1 dia para o Paraguai, 1 dia para o lado Argentino, e se der um pulinho lá em Itaipu. E, pensa-se, chega. Foz do Iguaçu, “done”.

Dica de coração: não dispense o city-tour pela cidade.

Primeiro, porque é definitivamente uma forma de entrar em contato com a história da cidade e entender o porquê de muita coisa.

Até porque, Foz do Iguaçu é uma cidade de fronteira (e ainda por cima, com três países), onde não só a geografia, mas também a história e as diferentes culturas se encontram, se misturam, e criam por fim tudo aquilo que existe por lá hoje: uma mistura de antepassados indígenas e suas lendas, desbravadores, disputas territoriais, libaneses, portugueses, argentinos, budistas, paraguaios, tudo junto numa mistureba só…

Foz do Iguaçu, na verdade, é a esquina do Brasil. E, como na vida, é nas esquinas que acontecem os encontros.

E é entendendo estes encontros que nasceram várias histórias interessantes pela cidade – o que nos leva ao segundo motivo pelo qual o city-tour vale a pena: você conhece lugares que nem imaginava que existiam – e que, sem saber, já ia riscar do seu caderninho de experiências.

E a última razão: É bacana, rápido, e vale a pena. Metade de um dia. Nem dói. Pelo contrário.

E para mostrar que vale a pena fazer o city-tour e conhecer o que está por trás das histórias (porque não é só de encontro de rios que vive Foz do Iguaçu), veja só o que você vai encontrar por lá se topar o passeio:

1) Mesquita Muçulmana:


De longe, uma das paradas mais interessantes e surpreendentes.

Primeiro, pelo inusitado – até porque, você não espera encontrar nenhuma uma mesquita incluída num roteiro turístico aqui no Brasil. Mas isso até descobrir que a cidade reúne a segunda maior comunidade libanesa do Brasil, e que a presença muçulmana é bem forte na região.

E segundo, pela beleza. Ela impressiona à primeira vista pelo tamanho (600 metros quadrados) e pelo cuidado. E, segundo, pela delicadeza e requinte do seu interior.

Interior que, aliás, é cuidado com muito respeito. Os visitantes podem conhecer o interior do salão oval, uma vez que deixem os sapatos na porta e entrem descalços. Mulheres devem se cobrir os cabelos com um véu (oferecido com delicadeza pelos funcionários do local) e, caso estejam usando bermudas, é oferecida uma saia para cobrir as pernas.

Um sinal de respeito à religião, uma vez que a mesquita é um local sagrado destinado à prece e à conexão com Deus, e todo o cuidado é tomado para preservar a pureza de um momento tão importante como esse.

Tanta atenção é notória e cativante para os visitantes. E não só porque o salão é amplo, extremamente bem cuidado, confortável. Nem pelo silêncio introspectivo. Mas, principalmente, a delicadeza amorosa de um povo que se dedica à sua fé e coloca o cuidado e o carinho devotados à religião até nos mínimos detalhes: desde o belíssimo lustre do salão até os bordados delicados das mantas que envolvem os cabelos das visitantes.

Tudo ali é um convite para a prece – que infelizmente, o tempo do city-tour não permite. O que não impede os turistas de serem tocados, mesmo que por um breve momento, daquela lufada de espiritualidade que comprova que é possível a convivência pacífica e bela de diferentes povos num mesmo lugar. Coisa que, em tempos de tanta intolerância, o mundo precisa cada vez mais aprender a descobrir.

2) Marco das 3 Fronteiras

Já disse que Foz do Iguaçu é uma esquina, certo?

E nada mais comprobatório disto que o Marco das 3 Fronteiras. Num único mirante é possível ver as margens dos três países juntinhas, pertinho, separadas apenas pelos rios Iguaçu e Paraná. Em cada margem, um monumento com as cores do país.


Monumento esse que é uma pirâmide nas cores verde e amarela, no lado brasileiro, e azul e branca do lado argentino. E só. Porque no lado paraguaio o monumento em questão tem um formato diferente: é o único que, ao invés de uma pirâmide, é um prisma triangular, pintadinho de vermelho e branco. A diferença estética é uma expressão de divergências políticas: feita por um artista paraguaio contratado pela iniciativa privada do país (e não pública) ele é uma crítica à pretensa “igualdade”entre os três países (seria algum ranço ainda da Guerra do Paraguai?) e um lembrete do descontentamento do país em relação às estes limites geográficos, uma vez que outrora todo esse território pertencia ao povo paraguaio.

Questões políticas à parte, vale a pena a visita. Especialmente para lembrar que os nossos vizinhos são nossos hermanos sim, e que mesmo com todas as diferenças, no fundo no fundo, não somos nada mais que apenas margens separadas por um rio.

Curiosidade de caráter informativo:
Celular: ao visitar a cidade, eu não habilitei o roaming internacional do meu celular porque não estava muito disposta a pagar os custos proibitivos do serviço. Mas como o sinal das operadoras não respeitam as fronteiras geográficas, ainda no lado brasileiro no marco das três fronteiras meu celular achou o sinal do Paraguai e ali ficou. Ou seja, ficava sempre o receio de continuar ligando e acessando a internet do celular ali e, sem querer, ter que pagar a mais por isso. Então, verifique o sinal do seu celular ao viajar pela região (coisa semelhante aconteceu nas visitas às Cataratas), e fique atento ao fazer ligações, para não ter uma surpresa desagradável na sua conta depois.

3) Templo Budista

Assim como a Mesquita Árabe, este Templo impressiona pelo tamanho e cuidado. Tamanho que impõe respeito, uma vez que é o segundo maior templo da religião no Brasil. Corredores com 108 estátuas de Budas meditativos são um convite à paz de espírito enquanto se caminha por ali, independente de qual seja a sua religião.

Sim, porque um dos pontos principais da religião budista é alcançar o equilíbrio do espírito. Tarefa que, num lugar tão bonito quanto esse, não parece ser tão árdua.

Não deixe de visitar a construção principal e pedir explicações sobre cada estátua para o pessoal que trabalha lá e, de quebra, conhecer as diferentes histórias e simbolismos de cada Buda.

E, independente da sua religião, não deixe de comprar um incenso, acendê-lo e fazer um pedido ao depositar num incensário.

Fiz, e ainda não aconteceu nada, mas até que as coisas estão caminhando… Não que tenha algum indicador estatístico de que com Buda a burocracia dos pedidos é menor. Mas com um silêncio daquele e tanta beleza em volta, é mais fácil da galera lá em cima te escutar melhor.

 

A entrada é franca, e vale a pena dar um pulinho na loja deles. Além de ter coisas bem bacanas, autênticas e com toda aquela vibe positiva do lugar, você de quebra ainda ajuda a manutenção do templo.

PS: O bacana é que, à princípio, a visita ao Templo Budista não fazia parte do programa do City Tour. Mas com a beleza do lugar, com as pessoas comentando e, principalmente, após o sucesso da visita dos 14 blogueiros de viagem (entre eles essa que vos fala) através do BlogTurFoz, o passeio foi incluído no roteiro da Loumar Turismo. Ponto para nós, visitantes!

4) Lendas locais

Sim, porque também existem os desencontros…

Reza a lenda tupi da região que antigamente não existiam as Cataratas. O rio corria suave pela planície, e às suas margens viviam várias tribos.

Uma delas tinha um pajé poderoso, chamado M`Boy, e acreditava-se que ele era a representação do Deus-Serpente, filho de Tupã. O cacique, em honra ao deus, prometeu sua filha, a jovem Taipi, para ser consagrada.

Mas, como sempre acontece em histórias como essa, havia também um jovem guerreiro chamado Tarobá que se apaixonou pela jovem. E, no dia da consagração de Taipi, os dois pombinhos fogem pelo rio, numa canoa.

Maurício Oliveira (Trilhas e Aventuras) e Carol Wieser (Travel Forever) fazendo gracinha para dar à história um final mais divertido!

Ao saber da fuga, o deus fica furioso, transforma-se em uma serpente e entra nas profundezas da terra, contorcendo-se furiosamente. A terra desmorona, dando origem às Cataratas que vemos hoje. E o rio, agora arrastado para as quedas, derruba a canoa, lançando o casal numa grande altura.

O rapaz, ao cair, transforma-se numa palmeira às margens do rio, e Taipi transforma-se numa pedra bem próxima às Cataratas. O deus-serpente, então, sente-se vingado com sua maldição: Tarobá passará o resto da eternidade como uma palmeira, assistindo Taipi, como rocha, ser açoitada eternamente pela força das águas, sem poderem se tocar.

História triste, né? Mas é possível encontrar várias referências dela espalhadas pela cidade, como numa das principais ruas de Foz do Iguaçu, por exemplo. De um lado da rua, uma peça simbolizando a palmeira de Tarobá, e do outro, a pedra de Taipi. Ambas retratando o desfecho da lenda, mas com uma interpretação artística mais urbana.

Ah, e por um absoluto acaso metafórico, estas obras estão próximas a uma esquina. Sinal de que, algumas vezes, os encontros precisam dos desencontros para se completar…

 

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Esta jornalista e blogueira foi a Foz do Iguaçu a convite da Agência Loumar Turismo e Hotel Bella Italia (Patrocínio) e Gol Linhas Aéreas Inteligentes (Transportadora Aérea)

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Participaram do BlogTur em Foz do Iguaçu

Os Blogueiros: Maurício Oliveira (Trilhas e Aventuras), Átila Ximenes (Vou Contigo), Carol Wieser (Travel Forever), Carol May (Dicas e Roteiros de Viagens), Ana Catarina (Turista Profissional), Jana Calaça(Jeguiando), Julie Fank (De Mochila), Clarissa Donda (Dondeando por aí), João Aguiar (Viajando no Mundo), Flávia Vieira (Viajar é Tudo de Bom), Vinícius Raupp (Inquietos), Deise de Oliveira (Viagem pelo Mundo), Pedro Serra (Sem Destino) e Thiago Busarello (Vida de Turista).

Comments

3 COMENTÁRIOS

    • Carlos, nós soubemos de todas essas lendas ao fazer o City Tour da Loumar Turismo, indicado no post. Eles explicam as histórias e levam aos lugares da lenda – mas no caso da lenda dos dois índios, não fomos na localização exata da pedra e da árvore (e nem sei se é possível, por razões de segurança e tal, porque é perto das quedas) mas passamos por várias esculturas e monumentos referentes à história.

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