Fato verídico. Vale a leitura, porque a história é surreal. 

 

Sábado, dia 10 de março de 2012, aeroporto de Congonhas, 12:50. Eu me dirigi ao guichê da Webjet para fazer o check-in para o voo 5755, que sairia às 13:52 para o Rio de Janeiro.

Importante: Na noite anterior, eu havia dormido de maquiagem (o que não se deve fazer, eu sei!) e cocei o olho direito durante o sono, o que deixou o mesmo irritado e vermelho – mas nada demais. Paciência, já aconteceu antes. Pinguei colírio e fui embarcar.

Chego na guichê.

Atendente  (que, infelizmente, não anotei o nome): Senhora, desculpe, não posso autorizar o seu embarque.

Eu: Por quê?

Atendente: A senhora pode estar com conjuntivite.

(!!!)

Eu: Moça, eu não estou com conjuntivite. Só cocei o olho com força, ele irritou e pronto. Não é conjuntivite.

Atendente: Lamento, senhora, mas não posso autorizar seu embarque.

Começo a me irritar.

Eu: Desculpe, moça, mas a senhora não é médica para afirmar, só olhando a distância, que eu estou ou não com conjuntivite e impedir meu embarque por conta disso. Até porque, fora a vermelhidão num olho só, não tem absolutamente nenhum dos outros sintomas: nem tá inchado, nem coçando, nem remelento, nada. Eu já tive, sei como é, e tenho absoluta certeza que não tenho conjuntivite. Por favor, eu preciso embarcar e chegar em casa.

Os atendentes ao lado se entreolham. Uma vira para a outra e fala: “sim, se ela diz que não tem conjuntivite, não tem. Deixa ela embarcar”. O outro sugere: “a senhora tem óculos escuros? Se for o caso, a senhora põe e embarca”. Começou um tal de chamar supervisor para lá, supervisor para cá. Todo mundo olhando para a minha cara. Mas a fofa que me atendia não topou.

Atendente: Senhora, o avião é lacrado, e não podemos permitir o embarque de uma pessoa portando doenças contagiosas. Tem crianças e gestantes nesse voo (e aponta para uma gestante que estava na fila).

Nisso, os passageiros do guichê ao lado escutam a conversa (alta), fazem cara de nojinho e disfarçadamente se afastam de mim. Me senti portadora do Ebola.

Eu: Minha senhora (respiro), eu entendo e respeito todos os seus protocolos de segurança. Mas você não está sendo razoável. Você está afirmando, sem nenhuma base médica para isso, que eu tenho conjuntivite, coisa que eu afirmo que eu não, e nem sequer apresento os sintomas. E tudo isto porque eu estou sendo absolutamente honesta a ponto de, ainda assim, chegar no guichê sem óculos escuros nenhum – e por isso você está criando caso. Se eu estivesse chegado com óculos escuros, você não ia ter falado nada, não me obrigaria a tirar os óculos porque isso simplesmente não existe, e eu embarcaria com olho vermelho e tudo.

Inclusive se eu estivesse de fato com conjuntivite, imagino. Mas achei melhor não completar a frase, para não dar mais problemas. Mas que poderia acontecer, poderia – porque nunca vi ninguém obrigar as pessoas no aeroporto a tirarem os óculos escuros antes de fazer o embarque.

Atendente: Desculpe, senhora, só posso autorizar o seu embarque se a senhora tiver um atestado para provar que não está com conjuntivite. Até porque os outros passageiros ouviram sobre essa suspeita e o seu embarque poderia causar um problema para nós.

Está sacramentado o absurdo. A atendente me expõe, falando alto que eu era suspeita de estar portando uma doença contagiosa, com base em nada, e agora os problemas com o meu embarque são culpa minha.

Eu: Mas isso acontece por falha sua em gerenciar a situação. Se você simplesmente visse que eu de fato não tenho conjuntivite, ou não insistisse nisso considerando que você não é médica, nem falado alto, ninguém teria ouvido, eu colocaria os meus óculos escuros – para não causar problemas para vocês, já que esse é o caso – e pronto. Agora, mesmo que eu consiga convencer de que não é conjuntivite, eu já não poderia embarcar, não é? Porque as pessoas já estão me olhando torto.

Os outros atendentes se entreolham. Todos aparentemente convencidos de que o olho avermelhado não representa lá esse perigo todo, e  falam entre eles em fazer o meu embarque. Mas a querida não.

Atendente: Desculpe, senhora, só posso autorizar um embarque com atestado médico.

Eu estouro. Explico que eu não sou de São Paulo, que preciso voltar para casa no Rio, que não tenho médico aqui, que não tenho como achar um atestado a tempo, que não tenho como ficar mais na cidade, que é um absurdo pedir atestado para dizer que eu tô saudável por causa de um olho irritado. Não adianta.

Me mandam para a Anvisa.

Que não ajuda em nada. O senhor responsável, vestido de branco, sem sequer se mexer na cadeira, só diz: “não sou autorizado a examinar ninguém. Você só pode voar com atestado médico”.

Volto para o guichê. O embarque do meu voo está encerrando.

Peço, mais uma vez, já chorando de raiva (e, adivinhem? O olho ficou ainda mais vermelho!), para menina liberar minha entrada. Ela foi intransigente. Atestado ou nada.

Nisso surge um funcionário da Webjet, o Paulo, que foi o único que se dignou a me ajudar a resolver o problema. Guardou minha mala na sala deles, pegou o endereço de um posto de saúde, transferiu meu voo seu custo para o horário das 18:21 do mesmo dia e anotou o meu telefone, para ir me ligando de hora em hora para saber como eu estava indo, e se conseguia pegar o atestado ou não.

Palmas para o Paulo. Muito obrigada por ser o único a se prontificar a ajudar de alguma forma.

Então, lá vou eu pegar um táxi, ir até um posto ambulatório municipal (porque, desculpem, não me ocorreu viajar com o livrinho do plano de saúde em mãos para saber na hora quais os hospitais conveniados próximos ao aeroporto em São Paulo. Desculpem, falha minha.), e vou para o AMA Hospital Dr. Arthur Ribeiro de Saboya, conforme indicado por eles, no Jabaquara. Pego minha senha e sou apresentada ao Programa do SUS no Brasil.

 Resultado:  3 horas na sala de espera do hospital público vendo chegar policial com bandido doente, gente atropelada, baleada, esfaqueada, mulher batendo em ex-marido, marido batendo em mulher, segurança apartando tudo e crianças super doentes no meio. Tudo com direito até a sangue no chão da recepção. E eu, esperando um atestado médico para provar que eu não tinha nada.

Desculpem, a idéia aqui não é entrar em detalhes, muito menos começar a divagar sobre os problemas da realidade dos hospitais públicos no Brasil. Por favor, longe disso. É só para dizer o quanto tudo isso era absolutamente desnecessário, só por causa de um olho vermelho.

Tanto que, quando finalmente a oftalmologista me chamou, eu fiquei até com vergonha de explicar que, com tanta gente com problemas cabeludíssimos, eu só precisava de um atestado dizendo que eu tava boa. Contei a história do que tinha acontecido.

Ela riu.

– Nunca vi isso acontecer na minha vida. Dar atestado para dizer que uma pessoa não tem conjuntivite? O que acontece é o contrário: a pessoa ter e pedir um atestando para eu liberar ela para viajar, e eu não dou.

O exame não levou nem 10 segundos.

– Você não tem absolutamente nada.

Atestado em mãos, saí correndo para o aeroporto. Não sem antes fotografar discretamente esse quadro abaixo, pregado no corredor do hospital.

Para ajudar a esclarecer as aptidões diagnósticas da menina da Webjet, caso ela ainda estivesse lá.

Quadro informativo do hospital, com destaque para a lista dos sintomas (que eu não tinha)

 

E ao tentar embarcar novamente – supresa – a menina do guichê (outra, uma vez que a primeira já tinha ido embora) nem questionou sobre o meu olho (que, a esta altura, já estava voltando ao normal). Só o fez depois que eu me apresentei e expliquei o caso de novo. Ou seja, se eu não tivesse mencionado o problema (tinha que fazê-lo em razão da troca de voo e despacho da mala, que estava em poder deles), ela  nem teria pedido o atestado.
Que, aliás, está aqui… Caso alguém ainda ache meu olho vermelho um pouco suspeito…
Viu? Viu? Viu?
Embarquei para o Rio 5 horas depois do planejado, no voo das 18:40. Com atestado na mão – inútil, agora –  esgotada, e uma história doida na cabeça.

Agora eu pergunto a vocês (e a idéia é, de fato, saber o que vocês acham. De verdade!):

  • Regras e Segurança: Tudo bem, Webjet, eu entendo: uma empresa aérea tem que ter uma série de protocolos para a segurança dos passageiros. Mas uma atendente, sem ser médica ou ter autoridade como tal, pode recusar um embarque com base numa suspeita, convenhamos, muito pouco fundamentada? Uma vermelhidão em um olho, causada por uma simples coceira, é justificativa para submeter um passageiro a uma série de transtornos? Ou só eu que achei exagero?
  • Olhos vermelhos e suspeitos: Se olhos vermelhos significam a suspeita de uma conjuntivite, então quem for embarcar chorando, gripado, alérgico, com lentes de contato, com cisco, com um vasinho ocular rompido, ou qualquer coisa, também já tem que sair de casa com atestado explicando que não está doente, que brigou com o namorado ou botou a lente de mau jeito. Mais uma coisa para se preocupar antes de embarcar, portanto.
  • Blitz das doenças: Se o protocolo é impedir o embarque de passageiros portadores de doenças contagiosas, então um espirro pode indicar uma virose, uma tosse pode indicar uma tuberculose, uma mancha de pele pode indicar hanseníase. E todos os passageiros com óculos escuros devem ser intimados a retirá-los no momento do check-in sob suspeita de estarem embarcando com uma conjuntivite oculta. Como isso não é o que acontece, me faz crer que esse protocolo de segurança não é regra geral, e é acionado de forma aleatória, quando e a bel prazer do atendente.
  • Constrangimento: Tudo bem, todos estes pontos são válidos, mas houve um grande exagero. A atendente jamais pode expor o passageiro a um constrangimento frente aos outros. Total e absoluta falta de tato da mocinha;
  • Atendimento – o diferencial sempre: Em nenhum momento houve uma preocupação dela em ajudar o cliente (no caso eu) a resolver o problema –  sequer indicar onde ir para um passageiro que está numa cidade que não conhece. Isso foi feito pelo Paulo, outro funcionário da equipe, que fez o possível para me ajudar, dentro do seu alcance, e me ligou a todo instante para saber como eu estava indo com o problema. Tive em uma mesma situação uma boa e uma péssima impressão da companhia. Fica a dúvida de se isto está no regulamento ou se está em tirar a sorte de qual funcionário vai te atender.
O que acham? Já aconteceu algo parecido com alguém? Porque eu nunca ouvi falar de nenhuma situação parecida…

Final da história parte 1: A quem interessar possa, ao final do mesmo dia meu olho já estava ótimo.

Final da história parte 2: Verdade, quem não tem colírio usa óculos escuros. Mas também não embarca na Webjet.

Comments

63 COMENTÁRIOS

  1. Estou chocada! Pena que você não pegou o nome dela, mas mesmo assim poderia abrir uma reclamção na Webjet alegando o constrangimento e a falta de base da moça para afirmar ou não sobre sua suposta conjutivite. 🙁

    • Concordo, Silvia. No calor do momento de fato esqueci de pegar o nome dela. Até certo ponto, concordo com a questão dos protocolos de segurança quanto a voos e tal, mas fica a pergunta: como zelar por estes colocando uma pessoa absolutamente despreparada e não habilitada como médica para avaliar cada caso? E ainda constrangendo os outros passageiros. Ficou parecendo mais um excesso de autoridade da menina do que outra coisa…

  2. Que história essa hein! :/
    Uma vez viajei com a Joseane para visitar a avó dela, na volta pra casa, despedidas e aquele chororô! O agente do balcão da Gol perguntou se ela estava com conjuntivite, respondi que não, que ela tinha apenas chorado e ele nos liberou para o embarque.
    Já viajei de Webjet e não curti, ainda vou escrever um post sobre isso tbm… Bjo!

  3. Olha, no mínimo cabia uma reclamação sua na ANAC, sem contar os danos morais pleiteaveis na Justiça pela exposição feita pela funcionária na frente dos demais passageiros.
    O grande absurdo disso tudo é você precisar do atestado.
    Boa-fé é presumida, portanto, cabe à companhia ter profissional habilitado para dizer que você não pode viajar, não o contrário.
    Salvo viagens internacionais, com requisitos de vacinas ou afins, não hpa razão para impedir o embarque sem fundamentação.
    Com certeza a atendente, sem qualificação médica alguma, não é pessoa habilitada para julgar isso.
    Deplorável toda essa situação.

    • Pois é, Michele! Não nego que na hora tive vontade de dar um piti e etc, mas ali na hora fiquei na dúvida de até que ponto vão os meus direitos e os direitos da companhia e tal. Agradeço muito os seus esclarecimentos, e concordo totalmente com eles: acho que é até direito da empresa zelar pela segurança dos outros passageiros, evitar contaminações e etc – mas de fato, é o que você falou: não seria o caso de a empresa ter acesso a, no mínimo, um profissional habilitado pela empresa para dizer ou não sobre uma doença, e não ter uma menina, que pode até querer ser zelosa com as regras porém é despreparada, exigir do passageiro, ali na hora, um atestado dizendo que se está saudável!!!!
      Acho que fica aí a proposta para um bom questionamento por parte de empresas aéreas e passageiros…

  4. Processo bom esse seu, danos morais na webjet! Vc mesma pode fazer a ação no Juizado Especial Civel, basta imprimir esse seu relato e levar para o atendente que eles distribuem a ação.

  5. Nossa! Você foi realmente um poço de paciência, porque numa altura dessa já teria estourado. Ainda mais com uma pessoa sem qualificação e atribuição médica alguma, para afirmar tamanha asneira.
    Apesar de cansativo, eu não me importaria em processar a empresa, por todo constrangimento, perca de tempo causado. É lamentável ouvir histórias como esta!

    • Raquel, eu respirei muito na hora, porque até chorei de raiva (e o olho, claro, ficou mais vermelho ainda!). Mas achei a situação tão inédita e absurda que até o final eu fiquei tentando convencer a menina por meios razoáveis… Tudo para tentar não perder a razão.
      Quanto ao processo, estou aqui matutando. Na hora, confesso que não sabia quais eram os direitos legais que se podia exigir: cabeça quente, a gente só quer resolver a situação, né? Mas acho, sobretudo, importantíssimo para a gente levantar a discussão: tudo bem que queremos e apreciamos segurança em nosso voo, e esperamos que a empresa aérea se responsabilize com isso. Mas sem nenhum preparo e estrutura técnica adequada (de um profissional, por exemplo, ou até da ajuda da Anvisa, que estava ali mas não foi de nenhuma ajuda), as empresas (todas) correm o risco de passar por situações como essa: empregados sem preparo “examinando” pacientes… E sem condições ou treinamento para fazê-lo…

  6. Gente, isso é um absurdo!!!
    Cabe até um processo aí por constrangimento e danos morais.
    Eu estou processando a Tam porque a atendente não me deixou embarcar porque disse que meu tempo de conexão era curto e eu perderia o outro vôo.
    A audiência está marcada pra maio, mas o advogado disse que temos grandes chances de ganhar.

  7. Já estou divulgando tua história, sinceramente se vc estava acompanhada por outra pessoa ou tivesse pego o nome de alguém da fila para ser testemunha, acho que caberia uma açao por indenização por dano moral, pela exposição diante de outras pessoas.

    • Pois é, Patricia, acho que isso foi a pior parte. Até certo ponto, ela poderia questionar a preocupação se eu tinha conjuntivite ou não (embora, de fato, eu não apresentasse os sintomas da doença). Mas a forma como ela conduziu a situação foi péssima. Mesmo que ela concordasse com o embarque, o estrago já estava feito: todo mundo me olhando com cara feia, se afastando… péssimo!

    • Eu também nunca tinha visto. Mas a questão aí não é só o “exame”! É que é absolutamente aleatório, e feito de acordo com o humor do funcionário. Porque, imagino, se uma pessoa de fato estiver com conjuntivite e entrar de óculos escuros, em nenhum momento ela será questionada a tirar os óculos. Ou seja, a segurança foi falha e mal feita.

  8. Manda este fato pra VT – Viagem e Turismo, senão me engano tem uma coluna sobre estes perrengues…

    Sou de Sampa, realmente os hospitais públicos infelizmente são um “lixo”…

    Boa atitude do Paulo! Pelo menos um…

  9. Nunca ouvi um caso mais bizarro! Como você cita no final do texto, isso dá margem para a atendente barrar qualquer pessoas que esteja de olho vermelho, espirrando ou qualquer outra coisa! Tudo isso na base do achômetro, pois a atendente não possui capacidade para diagnosticar qualquer tipo de doença.

    E a atuação da equipe da Webjet, exceto o Paulo, foi ridícula. É este tipo de serviço que os clientes merecem? Apesar de uma certa “dor de cabeça”, acho que você devia entrar com um processo contra a empresa.

    • Pois é, Alexandre. Até entendo a questão do protocolo de segurança das empresas, mas o mesmo não pode funcionar na base do achômetro. O que se viu foi uma funcionária que implicou, bateu o pé e não quis ajudar em nenhum momento – ao passo que, horas mais tarde, no mesmo guichê, a moça que me atendeu teria me deixado passar direto, sem questionar nada, o só me perguntou do atestado porque eu tive que contar qual era o meu caso. Ou seja, a questão de segurança deixa de ser regra geral para ser aplicada na sorte, se o atendente quiser ou estiver a fim de te ajudar ou atrapalhar sua vida. Qual o critério, então?

  10. Essa foi complicada. Nada como atrapalhar a vida dos outros sem motivo. Cabe uma reclamação à Webjet, ANAC e à V&T, que tem uma coluna desses problemas, como mencionou o Leonardo.
    Mas sabe que eu voltando de viagem da Europa ano passado, peguei uma gripe e estava tremendo e suando e morri de medo de algum funcionário no CDG perceber? Deles imaginarem que eu estava com uma gripe aviária, suína etc? #paranóia…

  11. Também acho que vc é um poço de paciência. Eu teria entrado neste avião informando que, se quisesse, ela deveria trazer um médico para me impedir. Aliás, se eu fosse você, faria um pedido básico de danos morais contra a Webjet, não vejo como você não ganhar. Você tem provas documentais (o atestado e a mudança de vôo). Eu não deixaria barato. Simplesmente, um absurdo!!

  12. Galera que fuma um antes de viajar deve ficar ligada também!! Hehehe.

    Bom, eu não acho errado eles barrarem o embarque baseado em uma suspeita de conjuntivite. Uma pessoa infectada no avião pode passar para um monte de gente. Já vi pessoas muito gripadas serem barradas também… ou com muitos curativos e tal. Avião não é lugar de gente doente.

    Eu já fui barrado em cinema por estar com o olho vermelho. Só não reclamei porque… bem… eu realmente estava com conjuntivite.

    Mas realmente é o que você falou. Atendimento faz toda a diferença e não se deve constranger o cliente. Aí está o erro deles. Parabéns ao segundo atendente, que entendeu o seu problema e fez tudo para você embarcar.

  13. Clá, tô passada! Lembra quando não pudemos embarcar na Gol porque avisaram da liberação da vacina de febre amarela, e depois deram pra trás na hora do nosso check-in? Sendo que ainda havia um pop-up enorme no site deles avisando sobre a liberação? Revoltante… mas esse caso, supera qualquer um!
    Acho que ia “obrigar” a atendente a me dar uma declaração por escrito do impedimento, só para apelar na justiça depois.

    • Pois é, Roxy, lembrei daquele caso na hora. Com a diferença que não havia desculpa de pop-ups, documentos, e informações desencontradas – o que parecia mesmo era a pura implicância da atendente – e eu tirei a “sorte” de pegar uma que implicou comigo.

  14. Clarissa
    Um absurdo o constrangimento que vc passou. Você nao vai procurar seus direitos? Acionar a companhia na justiça? Nao pegou nenhum papel de recusa ao seu embarque? Revoltante isso!
    Essas companhias aéreas estão fazendo o que querem com a gente !

  15. Nossa bizarra essa história, quando vi o título não imaginaria que viria isso! Então a funcionária dá o diagnóstico que ela acha e você não volta pra casa! Ahhhh! E ainda fala alto pra vc virar a espalhadora de doenças do aeroporto! Ahhhhh!

  16. Webjet é um absurdo!! Odeio essa companhia!!
    Se eles mesmos sugeriram colocar óculos escuros e embarcar, será que se alguém chegasse com conjuntivite, mas usando óculos, eles iriam suspeitar e pedir pra tirar? Duvido muito!!
    E como é que eles sabem se a pessoa tem doença contagisa ou não? Tem tanta doença que não é visível, e aí? Que absurdo!

    • Luiza, pois é, exatamente isto que eu argumentei. Aliás, o “meu erro”, no caso, foi entrado para fazer check-in sem óculos. Se estivesse de óculos nada teria acontecido. Se estivesse realmente com conjuntivite, também.

  17. Clarissa, de fato era uma doença. Aliás, uma síndrome: a dos pequenos poderes. “Eu decido se você embarca ou não”…. lamentável. Porque se ela realmente estivesse preocupada, teria te ajudado como o outro funcionário, o Paulo.

  18. Bom, sou suspeita para falar sobre o atendimento que esta empresa dá aos clientes dela, me parece que em Congonhas a questão é crônica então.
    Só para constar, eu já embarquei num vôo Salvador – Rio no final de uma conjuntivite, pela WEBJET!!!!
    Não vou dizer que estou chocada, porque a Webjet não me choca mais, mas surreal esse constrangimento que você passou, e posso lhe dizer que mesmo sem o nome da criatura que lhe atendeu (eles descobrirão quem é), você pode entrar fácil com uma ação por danos morais contra a empresa, porque afinal de contas, a atendente teve o respaldo da empresa para ser intransigente e falar alto!
    Sei como é voltar para casa com uma mega dor de cabeça, querer voltar pra casa e não poder, chorar de raiva… Força aí! Que isso ainda deve estar te incomodando muito!
    Beijo grande!!!

  19. Nossa, achei um super exagero tb! Seria trágico se não fosse cômico! Acho que se existe esta questão de não entrar com doenças contagiosas, então que houvesse por companhia ou pelo menos no aeroporto um médico de plantão para estes casos de dúvidas, pq realmente é insano uma atendente cismar desta maneira sem base médica nenhuma. tsc tsc… Já vou me preparar para ir bem bonitinha no proximo embarque com a Webjet, vai que cismam com alguma coisa!

  20. Clarissa, na verdade eles gostaram de você, queriam que você ficasse mais lá com eles no aeroporto. Rsrss

    Brincadeiras à parte é um absurdo mesmo. No começo pensei que tinha acontecido isso com algum leitor seu, mas foi cair justamente com uma blogueira profissional de turismo? Pedir para levar post negativo né? xD

    No mínimo um profissional de saúde deveria existir em cada aeroporto, se for parar para pensar. Olha a quantidade de pessoas que circulam por eles todos os dias.

    Bom tema para um #TurismoEmDebate.

  21. Que absurdo! Acho, no mínimo, muito complicado impedirem o embarque de uma pessoa suspeita de conjuntivite. Eu, por exemplo, sou hiper-ultra-superalérgica e , durante as crises, espirro sem parar e fico com os olhos e nariz avermelhados. Imagina essa criatura me vendo num momento desses! Ia pegar máscara e colocar luvas? Passar álcool 70 no balcão?
    Não sou advogada, não conheço a legislação pertinente, mas se der para processar, por favor, processe!

  22. Quando a gente pensa que já viu de tudo… Eis uma pérola de desrespeito.
    E outra, se eles são tão rigorosos com regras de segurança e saúde pública, deveriam disponibilizar um médico para cuidar dessas questões.
    Agora pelo menos já sei que a Webjet encorpou seu “serviço de bordo” com uma “salada” de absurdos.

  23. Bizarro total! O que me intriga é imaginar que essa tal atendente poderia querer mostrar servico, atendendo à risca uma determinações de segurança da empresa, usando a filosofia da “tolerância zero”. Ou seja, estamos à mercê da capacidade de avaliação do atendente, já que os critérios sao subjetivos e, pior, nao divulgados. Nunca li nada em lugar nenhum que você deve comprovar que nao está doente para poder viajar. Lamentável.
    E parabéns, Clarissa, pela paciência, em primeiro lugar, e também belo relato, muito importante para ficarmos sempre alerta!

  24. Voce devia processar a webjet. Que horror.
    Moro nos EUA e ja ganhei multa por estar de olhos vermelhos. Eu havia tomado banho e lavado cabeca. Meus olhos se irritaram ocm o shampoo. Fui parada pela policia por nao parar por 5 segundos no sinal de PARE. Quando o policial viu meus olhos anotou na multa e quando fui a corte o juiz aumentou minha multa pois disse que eu nao deveria dirigir com olhos vermelhos!!! Tive que pagar!!!!

  25. Clarissa que situação, hein?!
    Eu concordo com o pessoal, você tem de exigir os seus direitos ou então fazer valer q isso não aconteça a outros, acho q só o atestado já é uma prova e tanto!
    Eu e minha irmã também vivemos uma situação parecida esse mês no aeroporto de Baltimore, EUA e é horrível!
    Compartilho da sua indignação!

  26. A GOL deve estar bem das pernas para pagar médico para ficar no guichê de embarque. Serviço de saúde pública dar diagnóstico de doenças no embarque…..daqui a pouco vão começar a aferir pressão e pescrever anti-hipertensivos.
    Seria piada se não fosse trágico.
    Sugestão: A funcionária poderia ter sido encaminhada para o ambulatório médico da empresa para atendimento para não ser constrangida no check in.

  27. A GOL deve estar bem das pernas para pagar médico para ficar no guichê de embarque. Serviço de saúde pública dar diagnóstico de doenças no embarque…..daqui a pouco vão começar a aferir pressão e prescrever anti-hipertensivos.
    Seria piada se não fosse trágico.
    Sugestão: A funcionária poderia ter sido encaminhada para o ambulatório médico da empresa para atendimento para não ser constrangida no check in.

  28. Aconteceu a mesma coisa com meu irmão so que na GOL, estava com olho vermelho foi impedido de viajar, so que não deram nenhuma orientação para minha mãe que não é uma passageira com experiencia e ainda deram NO Show pra ele, ou seja descontaram 130,00 reais da passagem não dá nem pra pedir reembolso. Em resumo vou ter que processar a GOL pois eles so querem abrir o processo pra pedir o reembolso se tiver laudo medico com a data do dia da viagem, detalhe nada foi avisado pra minha mãe, simplismente não permitiram meu irmão menor de idade de embarcar as 01:25 am. Uma palhaçada…

  29. Que surreal!

    Isso precisa ser divulgado. Bom saber!
    De vez em quando tenho terçol, que incha, coça, fica vermelho… já vi que se tiver isso vou ter que usar óculos escuros.

    Agora, com certeza, cabe um processo. Não para tirar proveito de ninguém, mas para ajudá-los a colocar os pingos nos is e tentar evitar que outras pessoas passem pela mesma idiotice.

  30. Querida: se a garota não é médica para dizer que vc tem conjuntivite, quem é você para dizer que você não tem conjuntivite? Só porque vc não tem sintomas acha que pode julgar que não tem doença? Você não foi nem um pouco razoável, se ela não pode avaliar, vc também não pode. Pensou nisso?

    • Adorei o “Querida”…

      Mas vamos lá: Não sei se você chegou a ler o texto, uma vez que eu já explico logo no início qual a origem do olho vermelho, o único “sintoma” e que não tem relação com conjuntivite. Só por isso, eu sabia que não era – tanto que o exame médico feito por solicitação da companhia aérea não levou nem 10 segundos. Ou seja, bastaria, talvez, um pouco de boa vontade na conversa, já que um olho vermelho pode significar N coisas além de conjuntivite – uma alergia a uma lente de contato, por exemplo.

      Mas supondo que eu de fato tivesse a doença: ainda assim seria inadmissível o constrangimento que aconteceu. Por isso, quanto à segunda pergunta: pois é, pensei sim. E acho que fui bastante razoável porque – mais uma vez, não sei se você chegou a ler o texto todo – eu o tempo todo me dispus a conversar com a equipe da companhia aérea e explicar o ocorrido. Fui até no médico da ANAC que fica no aeroporto a pedido dela – o que, pasme, é médico mas não pode prestar nenhum atendimento.

      O que não foi nada razoável foi a completa falta de tato da menina responsável pelo check-in, que lidou de forma péssima com a situação, tornando a situação constrangedora na frente dos outros clientes. Há formas e formas de agir numa situação dessas, e com discrição. Só que basta dar uma rápida pesquisada pelo Google para encontrar outros casos da ex-Webjet e da Gol semelhantes, com absoluta intransigência por parte da companhia.
      Isso não é razoável.
      Entendo, respeito e aprovo a questão da companhia aérea zelar pela segurança dos seus passageiros, o que inclui fazer o máximo para que passageiros portadores de doença contagiosa pelo ar entrem num avião e infectem a todos. Acho, porém, que na prática isso é feito da pior forma, pois basta uma pessoa que tenha conjuntivite faça o check-in de óculos para ter seu acesso liberado. E quanto a alguma suspeita de doença – como foi o caso do post – é perfeitamente aceitável que se questione sim, mas com discrição e respeito.

  31. Vc poderia ter processado a companhia por danos morais, pelo constrangimento que a atendente te fez passar. talvez ainda esteja em tempo de vc ajuizar uma ação contra eles…

  32. trabalho de segurança em um condomínio comercial e Faso o controle de entrada de entregadores de mercadoria,
    ao abordar um entregador ele já foi logo me avisando que estava com conjuntivite e me perguntando se poderia pegar o elevador , passei um ht para meu supervisor ele autorizou a liberação do entregador , mas quando o entregador retorno da entrega a empresa que recebeu a mercadoria ficou brava por ter permitido a entrada do entregador.
    pois no regulamento do condomínio não tem nada sobre doença contagiosa .

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