Arica para nós foi, assim como San Pedro, um delicioso retorno à civilização.

Considerações sobre o albergue à parte, Arica tem tudo o que se espera encontrar numa boa cidade chilena: boa comida, praia (covardia se comparada com as nossas, mas ainda assim é uma praia!), uma boa sensação de segurança ao andar nas ruas e dias muito bonitos!

Por isso, seguem algumas informações do que a cidade oferece:

Centro: limita-se a uma ruazinha comprida, quase uma ladeirinha somente para pedestres e bem agradável, com várias lojinhas de roupas e sapatos na parte superior, e vários restaurantes e barzinhos simpáticos na parte inferior. Barzinhos com torre de chopp gelada (para quem gosta!), restaurantes mexicanos (comida ótima!), Mac Donalds (fala sério! Três dias no deserto à base de pão borrachudo, água e coca quente, e um Mac Sundae não parece a melhor coisa do mundo?). A simpatica ruazinha termina numa praça arborizada, cheia de palmeiras, estudantes colegiais fazendo farra, chafarizes e o caminho para o mar.

Praia: Não é lá essas coisas (o mar é bem frio) e tem as ondas bravas. Volta e meia tem campeonato de surfe lá. Para pegar uma boa praia é só descer a rua principal do centro, sair na pracinha, virar à esquerda, ultrapassar as barreiras do porto e chegar à praia. Tudo isso a pé e com um clima maravilhoso.

Tempo: Sol e calor, sempre. Arica fica na planície mais seca do mundo, com a menor precipitação de água já registrada (menos que o Saara, inclusive). Por isso, protetor solar e hidratante são sempre uma boa pedida.

Passeios: São dois, principais. Primeiro é subir no mirante principal da cidade (que pode ser de carro, para os sedentários, ou a pé, pela parte íngreme, pelos aventureiros). Nós, que não somos bobas nem nada, fizemos a terceira opção: pelo alto, de para-pente (veja só a bandeirinha do mirante ao fundo!).

A paisagem é isso mesmo… Tudo muito marrom e muito seco, em razão da quase ausência de umidade do lugar. Mas mesmo assim, as montanhas e o marzão azul, juntos, fazem a combinação perfeita!

O segundo passeio é, como já dito, o parapente. Esse é reservado no próprio hostel por um bom preço (pagamos 75 mil pesos chilenos, o que não foi caro se compararmos com o mesmo passeio de parapente aqui no Rio, clássico da cidade. O passeio leva em média de 10 a 30 minutos dependendo da condição do vento (embora o tiozinho que leva me confessou que dá para fazer fácil 30 minutos quase sempre, porque venta muito na cidade) e inclui fotos e pequenos filmes ainda… O instrutor, que vergonhosamente eu não me recordo o nome, mas que é amigo do Roberto do hostel e, portanto, facinho de ser contactado) é uma simpatia de pessoa. Com um bom papo, ele fica com você 30 minutos lá em cima, e ainda me deu algumas aulinhas, me deixando pilotar o troço (Medo!!!)…

Comments

2 COMENTÁRIOS

  1. Tô chocada com o profissionalismo da menina… além da memória inacreditável!
    Eu não lembro da metade das coisas que para você parecem ter sido ontem.
    Parabéns, amei. Qualquer coisa estamos aí!
    Bjos

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