Voltei de uma viagem de sonho da Islândia em julho de 2016: auge do verão islandês, de dias impecavelmente lindos, sol da meia noite (e de todas as horas!), paisagens de sonho e embasbacada com uma viagem que só existia mesmo nos meus sonhos. E até a minha chegada no aeroporto, a ficha não tinha caído de que eu estava lá.

Aliás, acho que esse é um efeito colateral frequente de quem já foi: por mais que a gente olhe as fotos, ainda demora a acreditar que estivemos por ali, ou mesmo que aquele país exista de verdade (o índice de surrealidade das paisagens é tão doido que a Nasa costuma levar muitos dos seus astronautas para treinamentos por lá antes de mandar para o espaço).

A verdade é que precisei de tempo para colocar a cabeça de volta no lugar (também por conta de outras pendências), editar as fotos e organizar as experiências que eu tive em uma série de dicas que fossem úteis para quem mais quiser ir para lá (dica: vão!)

Por isso, com 3 meses de atraso mas com o comprometimento de sempre, taí o primeiro post da série: um completão, cheio das principais respostas para as maiores dúvidas que a gente tem antes mesmo de chegar lá!

Espero que seja útil! 🙂

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1. Viajar para a Islândia é muito caro?

Sim, é caro, e dependendo da época do ano e das atrações escolhidas, o planejamento (e o preço) muda completamente. 🙁

Por ser uma ilha no meio do oceano Atlântico, no cucuruto do mundo e com um clima e geografia cheio de extremos, muita coisa no país é importada, o que fazem os preços subirem mais ainda.

Então, se o seu plano for comer em restaurantes e fazer compras, sim, o bolso vai sentir um pouquinho. Cuidado especial para quem gosta de pedir uma cervejinha aqui ou um vinhozinho ali; bebidas alcóolicas na Islândia tem os preços mais salgados. Uma coisa que acontecia comigo frequentemente era entrar em uma loja e levar dois sustos: um com o número de dígitos do preço em coroas islandesas, e outro depois de converter para a minha moeda.

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Eis uma descrição apropriada de como eu me sentia toda vez que via uma etiqueta de preço na Islândia…

O mesmo susto acontecia com os preços dos serviços: aluguéis de carro são mais caros (especialmente os 4×4, únicos que podem transitar em determinadas estradas) e os hotéis tem uma capacidade limitada para o novo fluxo de turistas que descobriu recentemente a Islândia – por isso, espere contar com hotéis bem mais caros em períodos de alta temporada, por exemplo.

Mas há também os fatores economizadores: a maioria das atrações fantásticas da Islândia são ao ar livre e sem ingressos, como as cachoeiras, algumas trilhas e as paisagens alucinantes. Então se você alugar um carro (ou uma campervan) e deixar para fazer sua comida na cozinha do hotel, o custo reduz consideravelmente.

Coloquei mais dicas barateadoras de viagem mais adiante! 🙂

Veja também: 9 curiosidades sobre a Islândia que pouca gente sabe!

2. Me dá uma idéia de preços?

Cotação:

Vou contar uma coisa que aconteceu quando eu cheguei no aeroporto de Reykjavik. Fui sacar dinheiro numa ATM, que me ofereceu a opção de sacar 10.000 coroas islandesas – isso custaria 63 libras esterlinas (isso na cotação de julho de 2016 e sem somar taxas bancárias). Reparei, ao longo dos dias, que isso daria para 3 refeições (4 no máximo) se eu comesse em restaurantes baratinhos em Reykjavik. Não é muito diferente de se eu tivesse 63 libras para gastar em restaurantes em Londres (e falo de comer comida, não de sanduíche). Então quem foi em Londres e sentiu como são os custos no dia a dia da cidade pode fazer essa comparação – que, ainda que meio tosca, serve como uma referência.

Preços de comida:

Um prato num restaurante mais chiquezinho de Reykjavik vai cobrar 2.000 coroas islandesas pela entrada e quase 4.000 pelo prato principal. Refrigerante e água são em torno de 400 coroas islandesas. Bebidas alcóolicas são bem mais caras.

Entradinha básica do restaurante Apotek, de Reykjavik: carpaccio de salmão sobre um tijolo de sal himalaio (foi a melhor definição de entrada "salgada" - se liga no trocadilho! - que eu achei!. Crédito da Foto: Divulgação Apotek)
Entradinha básica do restaurante Apotek, de Reykjavik: carpaccio de salmão sobre um tijolo de sal himalaio (foi a melhor definição de entrada “salgada” – se liga no trocadilho – que eu achei). Crédito da Foto: Divulgação Apotek)

(Dica: se você não pode passar sem um vinhozinho, uma boa pedida pode ser comprar algum no Duty Free, assim que você chegar). 🙂

Preços de hotéis:

Há alguns apartamentos no centrinho de Reykjavik (falo sobre isso mais adiante) por 180 dólares, mas a maioria das diárias dos hotéis é a partir de US$220. Veja mais sobre opções de hospedagem adiante, ainda neste post.

3. Quantos dias é o ideal para conhecer a Islândia?

Menos de 5 dias: dá para conhecer Reykjavik e uma ou outra atração além disso. Particularmente, acho que não vale a pena ir a Islândia para ficar tão pouco tempo. O país definitivamente merece mais tempo.

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5 a 7 dias: dá para conhecer Reykjavik, a Blue Lagoon, fazer o Golden Tour, e a lindeza das cachoeiras. Dá para conhecer a noite de Reykjavik (mesmo que você não seja da noitada, vale muito a pena ir a pelo menos um dos bares). Dá até para fazer um passeio mais radical como uma caminhada num glaciar ou descer num vulcão. Sete dias, então, é um bom período. Eu fiquei seis dias, mas como viajei a trabalho, o tempo em que fiquei lá não foi 100% passeando – mas ainda assim pude conhecer muita coisa.

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Stopover da Icelandair:

Uma boa para quem vai viajar entre América do Norte e Europa.

Como a Islândia fica bem no meinho do Oceano Atlântico, exatamente no meio do caminho dos aviões que fazem a rota Estados Unidos – Inglaterra, todo mundo ali sempre esteve super  acostumado a ver um monte de aviões levando o maior fluxo turístico do mundo de lá para cá. Até que um dia a Icelandair (principal companhia aérea do país) resolveu entrar no jogo, aproveitando a rota concorridíssima para oferecer vôos entre a América do Norte e Europa com um generoso stopover  na Islândia de 1 a 7 dias sem nenhuma taxa a mais. Confira o link para ver passagens e possibilidades de data – é uma ótima pedida para quem planeja uma viagem entre os dois continentes e tem tempo para encaixar mais um destino maravilhoso ali no meio.[/box]

10 dias (ou mais): É o ideal para quem quer conhecer a Islândia inteira, pois dá para alugar um carro e visitar a parte norte da ilha (com mais vulcões, mais cachoeiras e mais paisagens alucinantes). Também dá mais tempo para fazer mais atividades radicais.

SUPER IMPORTANTE:

Tenha sempre em mente que a Islândia é uma ilha localizada no cucuruto do mundo, pertinho do círculo polar ártico e famosa por ter um clima capaz de mudar completamente em 5 minutos – e de forma bem inclemente. Além disso, é uma ilha em “constante ebulição”, digamos, já que registra atividades sísmicas diariamente e é cheia de vulcões ativos, que volta e meia resolvem acordar (o mais recente foi o impronunciável Eyjafjallajökull, cuja erupção em 2010 prejudicou uma enorme parte do tráfego aéreo do norte da Europa, causando vários prejuízos). Dito isto, considere que, se você planeja rodar de carro pelo país ou pensa em fazer atividades radicais, tenha em mente que pode ser que algumas dessas atividades podem ser fechadas se o tempo estiver muito ruim, ou que é melhor deixar para pegar a estrada outro dia se as condições de viagem não forem muito boas. Segurança é levado muito a sério e, em condições climáticas inclementes que não permitam continuar a viagem, é bom ter um plano B – ou, mais provável, um baralho para jogar com os amigos em um lugar abrigado.

Em outras palavras: se você tem pouco tempo para ficar no país, talvez seja uma boa não se aventurar pelas rotas mais inóspitas.

4. Qual a melhor época do ano para ir?

Bem… Disparado, os melhores meses para visitar são a alta temporada: junho, julho e agosto. Mas isso não é uma garantia de tempo bom: há uma frase na Islândia que diz “se você não gosta do tempo, espere cinco minutos.” Por isso, tenha em mente que mesmo nesses meses é recomendado você levar um agasalho confortável e capa de chuva, porque o tempo muda o tempo todo. Veja aqui do que levar de roupa no verão.

Embora devo dizer que tive muita sorte: fui na última semana de julho de 2016, alto verão, e salvo no primeiro dia em que efetivamente choveu cântaros, peguei 6 dias de um sol escandalosamente lindo, céu limpo e pores-do-sol deslumbrantes – às 3 da manhã! 🙂

Sol da meia noite visto do porto de Reykjavik!
Sol da meia noite visto do porto de Reykjavik – tirei essa foto lá pelas 3 da manhã!:)

Como o tempo e a duração dos dias muda muito de uma época do ano para outra, tenha em mente que a data da sua viagem vai influenciar muito o tipo de planejamento que você vai fazer. As recomendações dos locais são:

Vá em Junho, Julho e Agosto: se você quer viajar pelo país e aproveitar as belezas naturais de lá, opte pelos meses mais quentes (junho a agosto). Também é a melhor opção se você quer alugar um campervan. Ah, e dá para ver o sol da meia-noite. Desvantagem: é a temporada mais cara.

Dica louca: se você é da turma das festas, no solstício de verão (16 a 18 de junho) acontece o Secret Solstice, um festival de música para comemorar o verão e o fato de que, nesses dias, o sol nunca se põe, então é 48 horas de festa.

Vá de Setembro a Abril: para mais chances de ver a Aurora Boreal (mas fique de olho que no inverno pode não ser seguro – ou até impossível – seguir de carro explorando as estradas do país, especialmente para o norte). Outubro é um bom mês para poder andar de snowmobile ou andar em trenós de cães.

Vá em Dezembro: se quiser ficar em Reykjavik na virada do ano, que dizem ter um lindo festival de fogos de artifício (mas lembre-se de que em Dezembro não é uma boa viajar de carro pelo resto do país porque as condições do tempo podem ser bem inclementes, especialmente para o norte cujas temperaturas podem chegar a impensáveis -30ºC. Ah, o sol quase não se manifesta nessa época – isso significa dias curtíssimos e condições nada seguras para dirigir por estradas sem iluminação e pouquíssima sinalização).

Aurora Boreal na Islândia. Crédito da Foto: Paul Morris (Unsplash)
Aurora Boreal na Islândia. Crédito da Foto: Paul Morris (Unsplash)

 

5. O que é melhor: ir de carro ou fazer os tours?

Olha, carro definitivamente é a melhor opção para explorar o país, por vários motivos: você faz os deslocamentos no seu tempo e ritmo, dá a liberdade de você pernoitar ao longo do caminho, e o próprio ato de dirigir é uma aventura porque as paisagens são lindas. Dá para alugar um carro direto do aeroporto de Keflavík, o principal aeroporto de chegada da Islândia (e o mais perto de Reykjavik), e já dispensar o custo do traslado entre o aeroporto e a capital (que leva uns 45 minutos) – veja preços de aluguel de carro pela Rental Cars aqui.

Estradas na Islândia: mais liberdade, só que mais planejamento também!
Estradas na Islândia: mais liberdade, só que mais planejamento também!

Bônus: você barateia em muito o custo do transporte para as atividades. 🙂

E se eu não quiser carro?

Se você não tem muito tempo no país, não se sente seguro em dirigir ou está indo sozinho e prefere a companhia de um tour, sem crise: há tours fazendo rotas para as principais atrações partindo de Reykjavik, de modo que você não deixa de curtir nada por isso. Eu fiz todos os passeios por tours.

Média de preços dos tours (só para referência):

A média de preços dos tours é de 10.000 coroas islandesas (aproximadamente 87 dólares, cotação de setembro de 2016). Os passeios mais populares em torno deste valor são:

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Bate-volta de Reykjavik à Blue Lagoon, passeio obrigatório de quem vai para o país, e custam aproximadamente 9.838 coroas islandesas, ou 86 dólares (inclui translado de e para o hotel + ingresso no Blue Lagoon).

O Golden Tour (que dura 8 horas e custa 8.580 coroas islandesas ou 75 dólares).

A Gullfoss é uma das atrações do circuito Golden Tour.
A Gullfoss é uma das atrações do circuito Golden Tour.

Tours para avistar papagaios do mar, observação de baleias e passeio de barco para ver a Aurora Boreal (eles chamam de mini-cruzeiro – disponível no inverno).

Já os tours mais salgados são os que incluem:

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A cachoeira lindíssima de Seljalandsfoss!

As cachoeiras lindonas de Skógafoss e Seljalandsfoss e uma parada em uma geleira (leva 11 horas e custa 23.517 coroas islandesas, USD$ 205 dólares)

Atividades como snowmobile, passeio de helicóptero ou passeio em canais de lava de antigos vulcões (salgado, mas tido como uma das experiências “mais únicas” – se é que dá para falar assim – de todo o mundo, pois não é todo lugar que ainda há vulcões que permitem uma visitação subterrânea)…

Eu vou falar mais dos tours num próximo post! 🙂 Na maioria desses casos, quem aluga um carro pode baratear o custo do transporte.

O que nos leva à próxima pergunta…

6. Tem mais dicas e alternativas economizadoras?

Reserve hotéis e aluguel de carro com muita antecedência:

De uns tempos para cá a Islândia virou a queridinha entre os destinos exóticos de viagem e começou a receber levas e levas de turistas. Os islandeses acharam isso tudo muito lindo, mas isso não significa que a estrutura para atender esse aumento também cresceu proporcionalmente. Isso significa que, especialmente na alta temporada, há mais gente indo para lá do que hotel para receber, o que significa que as melhores ofertas de hospedagem e carro se esgotam MUITO rápido. Então, se você quiser realmente pegar os melhores “deals” de hotéis, procure reservar com BASTANTE antecedência.

(Só de curiosidade, eu fui ver agora – enquanto escrevo este post, em outubro de 2016 – vagas de hotéis em Reykjavik para metade de junho de 2017… e já tem muito hotel esgotado!!!)

Alugar um Campervan:

Outra boa opção para reduzir custos, e que é muito popular por lá, é alugar uma campervan (economiza o transporte) que tenha cama (economiza hospedagem) e uma mini cozinha (economiza na alimentação) e que permite explorar o país. Pode não ser o maior conforto do mundo, mas você pode acordar comum a vista arrasadora todo dia na sua janela. Como muitas atrações na Islândia são ao ar livre, como cachoeiras gigantescas, trilhas e lagos lindíssimos, de modo que não precisa de ingresso.

Era possível ver acampamentos e campervans próximas a todas as principais atrações da Islândia, como cachoeiras.
Era possível ver acampamentos e campervans próximas a todas as principais atrações da Islândia, como cachoeiras.

Mas só fica de olho que essa opção tem algumas limitações…

  • Deixe para apostar nessa opção quando você já estiver já saindo de Reykjavik e se preparando para rodar o país.
  • O aluguel de um campervan também não é barato, e se você paga por extras, como um grill ou um saco de dormir, somando tudo pode chegar a quase 1.000 euros para um período de 6 dias. Mas se você considerar que não estará pagando hotel, e que estará economizando na comida, pode valer a pena. É para quem quer mesmo viver a experiência!
  • Campervans não aguentam as estradas mais punk e cheias de cascalho da ilha (e são muitas) de modo que terá estradas que você não poderá atravessar com eles, o que pode criar algumas limitações no seu roteiro.
  • Banheiro. Tipo, não tem. Então, quando rolar aquele chamado da natureza e se não tiver nenhuma construção perto (nada raro, também) prepare-se para resolver a situação ao natural meeeesmo! 😛

Boas opções para você alugar o seu campervan: Campervan Iceland, CampEasy e Happy Campers.

Procure hotéis onde você pode cozinhar sua própria comida:

Comer em restaurantes todo dia é bem caro (embora a oferta de alta gastronomia de Reikjavik seja deliciosa: vou falar mais sobre isso adiante). Os mercadinhos são sempre uma boa alternativa para baratear o custo das refeições. Uma boa dica é alugar um apartamento do AirBNB ou um quarto de hotel que ofereça cozinha no centrinho de Reykjavik. Algumas opções que oferecem isso são:

Junte um grupo de amigos, e aluguem um carro 4×4:

Se o seu plano é ir para o norte do país ou fazer trilhas de carro, tente juntar um grupo de amigos e aluguem um 4×4. As estradas de algumas atrações só conseguem ser atravessadas se você estiver com esse tipo de carro, cujo aluguel é bem mais puxado do que um carro normal – daí o bacana de se dividir este custo com os amigos.

Dispense o táxi no aeroporto de Keflavík:

O aeroporto mais perto de Reykjavik fica distante 45 minutos da cidade, e não tem trens ligando-o até o centrinho da capital. Se você não for alugar um carro direto no aeroporto, considere comprar o transfer da Flybus, que oferece ônibus de hora em hora levando do aeroporto ao seu hotel em Reykjavik e vice versa por 3.000 ISK (o equivalente a 26 dólares, de acordo com a cotação de outubro de 2016).

7. Vale a pena ficar em Reykjavik? Quantos dias só para essa cidade?

Tente deixar pelo menos 2 dias por lá.

Tem muita gente que prefere explorar as paisagens ao longo do país e deixa muito pouco tempo (às vezes, algumas horas) para andar por Reykjavik.

Eu acho uma maldade. Caí de amores por aquela cidadezinha.

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Eu mesma fiquei 6 dias em Reykjavik por que lá foi a nossa base durante a minha viagem (como eu disse, fui a trabalho e junto com toda a equipe da minha empresa, de modo que dividíamos o tempo entre passeios e reuniões). Mas se por um lado eu concordo que não tem tanto o que fazer por lá para esse tempo todo, particularmente acho que 6 dias me permitiram ter um “feeling” da cidade, a ponto de conseguir reconhecer ruas, restaurantes e barzinhos interessantes, me que deram a vontade de voltar. Me permitiu também ver como o islandeses se divertem. Reykjavik é pequeninha mas pulsante. Colorida. Cheia de personalidade e intensamente artística, de uma forma totalmente diferente de uma Londres, Paris ou Berlim, mas com um quê só seu. Por exemplo, Reykjavik foi considerada uma das cidades da literatura pela Unesco – e uma curiosidade é que um em cada 10 islandeses já publicou um livro. 

Eu vou explicar isso tudo num próximo post. 🙂

8. O que tem para fazer em Reykjavik?

Eis algumas coisas que eu amei fazer por lá! ????

  • Passear pela simpática e impronunciável ruazinha Skólavörðustígur, que fica bem no centrinho da cidade, e é estilo puro: tem cafés delícia, lojas diferentonas, pessoas mais diferentonas na rua.. Delicia de se passear…
  • Ver as diversas street-art espalhadas em tudo quanto é lugar. Reykjavik é daquelas cidades que é toda coloridona de perto.

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  • Curtir a noite de Reykjavik. Faça, mesmo que você não goste de noitada. Se não gosta, não fique até tarde, mas saia nem que seja para ir num bar. A noite é cheia de boa música, pessoas educadas, é animada, alto astral e divertida.
  • Visitar o Harpa. Localizado pertinho do porto, o Harpa é um centro de conferências e concertos musicais, com um design todo diferentão, o que o faz ser lindo por dentro e por fora. É a sede da Ópera Islandesa. Se você gosta de fotografia, não deixe de levar sua câmera quando for lá. E vale a pena entrar também, tem sempre alguma exposição acontecendo.

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  • Conhecer os museus de Reykjavik. Dois valem a visita: o Museu de Fotografia e o Reykjavik Art Museum (coisa boa, ambos ficam na mesma rua – que por acaso era pertinho do hotel em que eu estava). Contam com exposições permanentes e temporárias de artistas e fotógrafos locais, e dão uma boa pincelada do porquê Reykjavik é considerada uma das capitais culturais mais efervescentes da Europa.
  • Conhecer a Hallgrímskirkja, a igreja diferentona. Só uma foto dela já merece a visita, que de tão estilosa parece ter saído de um daqueles livros de fantasia. Vale a pena entrar e reparar na decoração interna (a pia de batismo é feita de cristal quartzo – sente a vibe de energia!) e subir até a torre para ter uma vista linda da cidade (essa parte é paga à parte!).

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  • Se estiver verão, curtir as festas e as músicas que acontecem ao ar livre. Assim como acontece em todas as capitais da Europa, isso é o ponto alto do verão e é uma delícia… Só que em Reykjavik some o fato de que praticamente não há noite, de modo que as festas duram, duram, duram… Ah, e são animadíssimas!
  • Comer. Sério, os restaurantes são fantásticos, e não deixam nadica de nada a dever para os grandes roteiros gastronômicos franceses, italianos…
Foto do prato de sobremesas do, servido ao final no menu de degustação. Uma indecência de gostoso!
Foto do prato de sobremesas do, servido ao final no menu de degustação. Uma indecência de gostoso!
  • Se você se sentir ousado(a), curioso(a) ou se não estiver acompanhado(a) de crianças, vá no The Icelandic Phallological Museum:  ou melhor dizendo, o museu com o acervo mais completo do mundo dedicado apenas ao… pênis.
  • Reparar nas ruas e casinhas. As casinhas de Reykjavik são todas de construção bem simples e despretensiosa, feitas para resistir ao frio e ao clima severo que é comum por lá. Mas ainda que sejam despretensiosas, é só olhar bem para ver que são cheias de detalhezinhos – trolls e elfos eram os mais comuns (e há muita gente lá que acredita neles de verdade). Eu não sei vocês, mas eu adoro ver essas pequenas coisas de mostram a vida como ela é.

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9. Se eu pernoitar em Reykjavik, onde você recomenda ficar?

Há uma frase local que diz que “se há um local em Reykjavik em que leve mais de 10 minutos para ir a pé, é porque provavelmente não vale a pena ir.” ????

Isso explica bem a experiência de se hospedar na capital – se a Islândia é melhor visitada de carro, a capital dá muito bem para ser desfrutada a pé e andando muito pouco. Basicamente todos os passeios que eu fiz ali de cima foi a pé, a distâncias bem tranquilas do meu hotel.

Por isso, eu recomendo ficar na capital bem perto do “miolinho da cidade”, onde estão todas as lojinhas e restaurantes bacanas.

Eis um mapa do centrinho de Reykjavik: os hotéis estão marcados de azul, os apartamentos de amarelo e as atrações de vermelho. Tudo pertinho, para não andar muito! 🙂

Os  principais hotéis pontuados no mapa – e super pertinho de tudo – são estes aqui:

Kvosin Downtown Hotel:

Reykjavik Residence Apartment Hotel

Apotek Hotel

OK Hotel

Hotel Frón

Center Hotel Thingout

Guesthouse Sunna: É a guest-house com a vista mais perto da Igreja!

Room with a view

E os apartamentos (a maioria com cozinha incluída):

Next Apartments

Skolo Apartments

Island Apartments

Rey Apartments

Eu fiquei no Blu Radisson 1919, que fica bem pertinho do Harpa e na mesma rua do Museu de Arte e do Museu de Fotografia de Reykjavik. Os quartos eram bem jeitosos e confortáveis, e o café da manhã farto.

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Bônus: isso eu só descobri depois, mas bem do lado do hotel ficava o “cachorro quente mais gostoso da Islândia” – o que era basicamente uma barraquinha (o nosso famoso “podrão”) que vivia lotada de gente a qualquer momento do dia. Só depois que fui descobrir que aquela barraquinha tinha várias avaliações super elogiosas em diversos sites de comida! 🙂 Nos salvou da fome várias vezes, especialmente tarde da noite.

10. Comida lá é boa? O que você sugere?

“Prepare-se para comer bichos fofinhos.” Foi mais ou menos isso que eu ouvi ao chegar lá, porque muito dos pratos servidos para a gente eram carne de bezerro, cordeiro e baleia. O que nos adiciona uma certa dose de culpa, porque em toda a viagem o que mais se vê nos campos islandeses são cordeirinhos e bezerrinhos correndo fofamente pelos campos…

Mas sendo sinceros, a experiência em Reykjavik em relação à comida é ótima. Aposte em peixes (especialmente no salmão e truta), muita carne de cordeiro (que é deliciosa) e vitela. Há muitos restaurantes de alta gastronomia especializados  – e frutos do mar é um prato frequente.

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Costeletas de cordeiro, um dos pratos delicinhas que comi por lá!

Ah, e tem o Skyr, que é obrigatório provar (servido em vários hotéis no café da manhã, e por vezes em sobremesas): é um tipo de iogurte islandês MARAVILHOSO que vende em tudo quanto é lugar por lá. Tem em diferentes sabores e é uma delícia!!

Só tem uma coisa que eu não recomendo: um dos pratos típicos de lá é uma sopa de tubarão podre. Não acredito que haja algum argumento no mundo capaz de convencer de que aquilo é algo gostoso. Se você for experimentar, é por sua conta e risco. ????

Para comer barato:

A melhor pedida para comer barato na Islândia é fazer compras no supermercado e cozinhar no seu próprio apartamento ou no seu campervan – dica que eu já dei ali em cima. Mas a tal da rua impronúnciável Skólavörðustígur (que você pode chamar lindamente de “a rua da Igreja”, para facilitar) conta com lanchonetes, hamburguerias e um restaurante tailandês a preços bem mais amigos.

Além, é claro, da  barraquinha de cachorro quente, a Bæjarins Beztu hot dogs, que fica do lado do Radisson Blue, e que eu comentei mais acima!

11. Tô pensando em alugar um carro. O que eu preciso saber?

Eu confesso que não tenho todos os detalhes sobre isso porque eu mesma fui apenas com os tours, mas conversei bastante com dois colegas que foram comigo e que emendaram mais alguns dias pelo país, viajando por conta própria de carro. Descrevo abaixo muitas as informações que eles me deram, bem como dicas que eu encontrei sobre o assunto!

  • Permissão Internacional para Dirigir (PID): as primeiras informações que eu tive eram a de que apenas a carteira internacional de direção era aceita na Islândia, na hora de alugar um carro (mais informações sobre ela aqui no site do Detran). Porém, soube de relatos de pessoas que conseguiram alugar o carro numa boa apenas com a carteira de habilitação brasileira (inclusive, ouvi relatos de que teve gente que precisou levar uma tradução juramentada em inglês da carteira, mas teve gente que nem precisou levar isso e não teve problema). De modo que, conversando com muita gente e entrando no site de algumas locadoras, eu entendi que isso é algo que pode ser requisitado por umas locadoras e não por outras. Logo, eu recomendaria, na hora de você fechar o aluguel do carro, confirmar com a locadora se a sua carteira de habilitação é suficiente. PS: embora eu acho que valha a pena fazer a PID, especialmente para quem gosta de dirigir pelo exterior!

 

  • Há boas estradas, e há péssimas também: vale inclusive avisar que, por boa estrada, eu quero dizer estradas bem asfaltadas, mas isso não quer dizer que elas sejam super iluminadas e bem sinalizadas como as estradas dos Estados Unidos ou do resto da Europa Ocidental. Há algumas estradas – as chamadas “F-Roads” que só podem ser percorridas por carros 4×4. Se você planeja ir para o norte do país ou pegar trechos mais radicais que passem por estas estradas, o aluguel de um 4×4 grande é obrigatório.

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  • Não aposte nos carros baratinhos e mais frágeis: Só para você ter uma idéia, o terreno da Islândia é tão extremo que há treinamentos da Nasa que acontecem lá. Portanto, dependendo do roteiro que você fizer a própria locadora vai te recomendar um carro mais robusto – e acredite, não vai ser só para te cobrar mais caro. O tempo na Islândia muda demais e muitas estradas são realmente “level hard” (eu fui de ônibus de tour, e teve alguns trajetos em que nós passamos por uma estrada toda arrebentada). Sair da estrada, então, é pior ainda – não só corre o risco de você não conseguir voltar para ela, como há uma lei super severa proibindo isso.

 

  • Planeje a viagem de acordo com a temporada que você vai pegar. Se for na temporada de inverno, considere levar equipamentos como pneus voltados para neve – e certifique-se de que tem experiência em dirigir nessas condições também. Não descuide do seguro – há muito cascalho nas estradas que podem danificar o carro. Pensar na quantidade de horas de sol por dia é importante na hora de prever quanto tempo você vai ficar na estrada.

 

  • Procure sempre andar com o tanque de combustível sempre cheio. Isso eu aprendi quando viajei na Nova Zelândia de carro – teve um determinado trecho da estrada em que passamos 5 horas sem ver um único posto de gasolina. O que fazíamos era completar o tanque sempre que víssemos um posto, porque não sabíamos quando veríamos o posto seguinte.

 

 

  • O site mais importante que você precisa estar sempre acompanhando é o Road.IS, que informa as condições de todas as estradas da Islândia em tempo real – ótimo para quando o clima não estiver muito favorável. Dica: compre também um cartão de pacote de dados da Síminn para acessar a internet – eles possuem a melhor cobertura no país. Meus colegas de trabalho comprarem esse cartão e segundo eles foram poucos os lugares onde eles não tinham sinal.

 

12. E se eu for de tours? Compensam? Você tem alguma dica de guia?

Quem vai de carro tem mais liberdade para explorar as atrações, mas dá para aproveitar bastante com os tours também – eu fui com os tours e acho que não deixei de aproveitar nada por conta disso. O guia que fez os passeios comigo e com o meu grupo de trabalho foi o Xavier – ele é um espanhol que mora na Islândia há anos. Não conheci guias em português por lá, mas quem quiser contratar um guia em espanhol, pode contatá-lo através do email: xavier.rodriguez@icab.cat.

Algumas atrações, como o Blue Lagoon, oferecem também seu próprio sistema de transporte- saiba mais aqui.

Curiosidade: o tour mais caro que eu vi lá (e que eu não fiz, mas confesso que estou com uma curiosidade enorme) é o Inside the Vulcano, em que você desce no interior de um vulcão inativo e ver os corredores de lava. O passeio, que dura umas 6 horas, custa a bagatela de 360 dólares. Mas honestamente, já vi tours em Londres e Paris custando isso também e, bem, é bem menos exótico que descer um vulcão, né? Enfim… Eu confesso que dói muito no bolso separar esse dinheiro para esse passeio, mas também é uma experiência para a vida toda!

13. Eu vou ver o sol da meia noite? E a aurora boreal?

Quem vai entre junho, julho e agosto vai ver o sol da meia noite – e vai ver que a noite mesmo é como se fosse um pôr do sol que não termina, e que o horizonte fica iluminado por algumas horas durante a noite para começar a nascer de novo lá pelas 4 da manhã. É uma experiência curiosa e divertida!

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Já a aurora boreal pode ser vista lá pelo final de Setembro até meados de abril – e mais facilmente no alto inverno mesmo, em dezembro e fevereiro!

14. E os islandeses? Como eles são?

Do pouco que interagi com eles, posso dizer que eles são discretos, educados – e sobretudo muito peculiares: em tudo o que eu via, os islandeses tinham um estilo todo próprio, igual à capital deles!

Despedida de Solteiro rolando nas ruas de Reykjavik! :)
Despedida de Solteiro rolando nas ruas de Reykjavik! 🙂

Mas, sobretudo, eram amigáveis – não era difícil ter alguém puxando papo com você, especialmente em Reykjavik. E, mais ainda, nas festas de Reykjavik (e não, não era apenas por motivos de cantada!)

No verão, algumas ruas eram fechadas para darem lugar a pubs ao ar livre - algumas horas depois que esta foto foi tirada, uma pista de dança e um DJ se instalaram por ali! Bem legal!
No verão, algumas ruas eram fechadas para darem lugar a pubs ao ar livre – algumas horas depois que esta foto foi tirada, uma pista de dança e um DJ se instalaram por ali! Bem legal!

É um dos motivos pelos quais eu super recomendo explorar a noite islandesa, nem que seja nos bares da capital. Não é por eu ser uma notívaga e baladeira, mas sim porque é nesses espaços que a possibilidade de interação com os locais é maior (e há quem diga que é o álcool ou a música que ajudam isso a acontecer, mas eu diria que a efervescência cultural que acontece na cidade abre muito espaço para isso também).

A notícia boa: é nos detalhes que estavam as provas de que os islandeses tem uma cabeça muito boa. Mais um motivo para gostar deles então!

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15. Roupas: o que você recomenda levar para o frio de lá?

Mesmo no altíssimo verão islandês é recomendado levar roupas de frio, como casacos corta-vento (venta muito, o tempo todo) ou casacos de chuva, e roupas um pouco mais quentinhas para colocar por baixo. Mesmo nos dias mais quentes, a noite era bem friazinha.

A estratégias das “camadas” de roupa é bem eficiente, porque o tempo muda o tempo todo. Começava frio, mas depois o sol abria, e depois vinha o vento, depois esquentava (mas você visitava uma cachoeira e se molhava todo), depois esfriava de novo… Então você vai tirando e colocando as roupas à medida em que o tempo muda.

Outra coisa: algumas atividades (várias, na verdade) envolviam trilhas. Levar um tênis de trilha é altamente recomendado.

trilhas iceland

Isso aí foi o que eu levei para ficar uns 6 dias em julho (Não é a foto exata das minhas peças de roupa, mas é uma referência. Daí você tem em mente que, nas outras estações do ano, é só acrescentar mais camadas de roupa):

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De dia: uma camiseta, uma legging térmica ou calça jeans, um suéter mais quentinho ou um colete, e uma capa de chuva e corta vento por cima.

De noite: A mesma combinação de cima + um casaco de fleece (por baixo do colete) + cachecol (se fosse ficar na rua).

De noite: vestido + meia calça ou legging térmica + suéter + cachecol  + casaco corta vento (se fosse ficar dentro de algum lugar com aquecimento. O casaco corta vento e o suéter era para me manter quente durante os deslocamentos andando pela rua.

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Minha experiência com roupas na Islândia (no verão!)

Leve: biquíni e roupa de banho (tem a Blue Lagoon e uma série de outros lagos e piscinas que valem a pena entrar!), tênis de trilha (impermeável, de preferência), um sapato mais arrumadinho para usar à noite. Roupas de trilha são fundamentais: Islândia tem tudo a ver com trilhas e passeios outdoor, e vale a pena levar estas roupas para quando aproveitar melhor.

Levei e não usei: Gorro de frio e luvas. Mas isso foi em julho, no verãozão,e eu só fiquei em Reykjavik. Certamente usaria se fosse para o norte, se fosse fazer muitas trilhas ou fosse em outra época do ano.

Devia ter levado mais: meias confortáveis de trilha (dessas que protegem o tornozelo). Achei que não íamos fazer tanta caminhada assim e não levei fé que fosse necessária uma meia mais grossa porque não estaria tanto frio assim. De fato, não estava frio, mas a meia grossa tornava a caminhada muito mais confortável. Não me prejudicou, mas teria levado mais.

Usei muito: hidratante. Para corpo, para rosto, para mãos, para pés – senti minha pele do corpo ressecar muito rápido, o tempo todo.

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Bom, paremos por aqui porque deu para um post só, né? 🙂

Eu ainda tenho muuuuuuuuuito mais para falar desse país lindo! Vou ainda lançar um post só sobre Reykjavik e outros com relatos e dicas mais caprichadas e um overview das atrações. Fiquem de olho! 🙂

Leia também:

9 curiosidades sobre a Islândia para amar ainda mais o país

Blue Lagoon, Islândia: quando ir, o que esperar de lá e que fazer para aproveitar melhor a experiência.

Comments

5 COMENTÁRIOS

  1. Nossa a Islândia é um daqueles sonhos de viagem que faz um tempo que tenho e pretendo realizar logo! Amei as dicas, favoritando todos os posts! :-)))
    Aproveito para desejar um Feliz Natal e um lindo 2017, com mais viagens, sucesso e muitas alegrias!
    Bjus!

  2. Olá,
    Estou planejando passar minhas férias em Nova York (ida) e Londres (volta), como estou indo de milhas, preciso comprar uma passagem de somente de uma perna entre as duas cidades.
    Neste movimento, acabei encontrando a Iceland Air… com preço ótimos! Podendo parar em Reykjavik durante algumas horas (quase o dia inteiro).
    Você sabe se precisa de visto de transito, pois ficarei somente algumas horas pela cidade? É possível ir do aeroporto até o centro da cidade e visitar alguma coisa? Você viu algum city tour por lá?
    Gostei muito do seu blog… parabéns!
    Se puder ajudar, ficarei grato!

    • Oi, Fábio, tudo bem?
      Passaporte brasileiro não precisa de visto para a Islândia para visitar, mas você vai ter muito pouco tempo para curtir. Só o traslado do aeroporto à Reykjavik é demorado (tanto na ida quanto na volta.).
      Eu fiz tours sim, mas bate volta nas regiões ao redor, só que se você ficar só um dia pode ser meio arriscado. EU sugeriria você perambular por Reykjavik mesmo, porque o centrinho é bem pequenininho e dá para fazer tudo a pé. Aqui tem um post de coisas legais para ver lá: http://www.dondeandoporai.com.br/o-que-fazer-reykjavik/

      Mas se você tiver chance de esticar mais uns diazinhos vale a pena, viu??

      Espero ter ajudado!

  3. Olá estou indo com minha noiva dia 04/03/2018, para Reykjavik, e acabei descobrindo o site por acaso fuçando na internet, eu estava com varias duvidas e vocês me ajudaram muito, muito mesmo rrsrsrsr!!

    Muito Obrigado!!!!!!!

    A aproveitando gostaria de fazer uma pergunta, você tem mais ou menos ideia do preço do combustivel lá( procurei e não encontrei muitas informações sobre isso), pois estou pensando se vale a pena não se preocupar com nada e fazer os passeios pagos, ou ter a liberdade de pegar o carro.

    • Oi, Lucas, tudo bem?
      De acordo com este side, o preço da gasolina é em torno de dois dólares americanos: http://www.globalpetrolprices.com/Iceland/gasoline_prices/
      Mas eu acho que a questão de alugar um carro na Islândia é menos o custo da gasolina, e mais a tranquilidade mesmo, porque como eu expliquei o tempo é bem insconstante lá (especialmente em março, quando ainda é inverno). Então considera isso na hora de escolher se você vai de carro ou de passeios, ao invés do valor da gasolina. Eu fiz os passeios pagos, mas alguns amigos alugaram o carro por lá. As duas opções foram fantásticas, mas ambas foram no verão. Acho que no inverno é preciso levar em consideração também a rota que você vai pegar!
      Espero ter ajudado!

      Um abraço!

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