É ou não é assim: basta falar em “Nordeste”e a primeira coisa que a gente pensa é mar azul, coqueiro, sombra e água fresca. Em seguida, imediatamente vêm à nossa cabeça as capitais, como Fortaleza e Natal para cá, cidades como Jericoacoara e Porto de Galinhas para lá – como que destinos de sonho pingados aqui e ali por esse nosso Nordeste caloroso, que rima com rede e água de coco.

Mas aí o que acontece se a gente resolver ligar os pontos? Tipo, pegar dois destinos de peso, como Lençóis Maranhenses (MA) e a deliciosa Jericoacoara, no Ceará e traçar uma linha de um ao outro – revelando, olha que beleza, vários outros pontos desconhecidos (e lindos) no caminho?

A proposta é ousada e maravilhosa, especialmente porque passa por vilas de pescadores rústicas, pelo Delta do Parnaíba e e compreende muita praia, buggy, comida nordestina e rede. O que querer mais?

Taí: nascia assim a Rota das Emoções, a mais nova vedete “quero-muito” do Nordeste Brasileiro – e que começa a ficar badalada aqui e, especialmente, lá fora.

MAPA da ROTA DAS EMOÇÕES
Esse é o mapa mostrando as cidades-paradas que fazem parte da Rota das Emoções. Crédito da arte: Sebrae Rota das Emoções – Divulgação

E aqui, a gente mostra mais de pertinho o caminho – para poder explicar mais na frente o porquê dessa emoção toda…

MAPA da ROTA DAS EMOÇÕES detalhado
Detalhe do mapa. Crédito da Foto: Sebrae Rota das Emoções – Divulgação

Mas o que é a Rota, assim , na prática? Foi o resultado de um projeto em parceria com o Sebrae, o Ministério do Turismo e todos os pequenos e médios empresários do Turismo que ficam “nos meios” e “nas pontas” da Rota, que criaram um roteiro integrado entre os três Estados, envolvendo os municípios de cada um .

Moral da história? Pense num combo, do tipo 3-em-1: três Estados e três paraísos naturais, como o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA), a Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba (PI) e o Parque Nacional de Jericoacoara (CE). E no meio disso tudo: um monte de paisagens lindas – e absolutamente rústicas, já que muito ainda não foi desbravado e boa parte da Rota é feita em off-road – vários locais para a prática de esportes como kite-surf, wind-surf, comidas…

” Tá, mas você ainda não me convenceu” – você pensou do outro lado da tela, que eu sei! :p – “daí desse mapa todo eu só ouvi falar de Jericoacoara. E o que tem de mais para se fazer nesse bando de cidadezinha que eu nunca nem ouvi falar o nome?”.

“Puxa, bastante coisa”, responderei eu. Ou nada – que foi basicamente o que eu fiz aí, nesta rede, na Lagoa do Paraíso (nome altamente sugestivo, aliás) em Jijoca de Jericoacoara. E primeira parada da Rota das Emoções para quem opta por começar saindo de Fortaleza.

Momentos difíceis na Lagoa de Jijoca, também conhecida como Lagoa do Paraíso. Cuidado: cenas fortes!

Depois, assistir em Jeri (para os íntimos), a mais conhecida de toda a Rota, o famoso pôr do sol sobre a duna.

Esticar por Camocim, no Ceará, até chegar à pequenina cidade de Barra Grande, no Piauí. Que, aliás, você pode até nunca ter ouvido falar, mas ela foi eleita como um dos 5 destinos da Vogue (sim, aquela Vogue mesmo) para se passar o Ano Novo no Brasil.

O que fazer por lá? Testar suas habilidades – ou adquirí-las – no kite-surf: a praia de lá é considerada uma das melhores do mundo na prática do esporte e faz parte do roteiro do campeonato mundial. Experimente ir para lá em setembro, no auge da estação de vento – tudo o que você escuta é alemão, holandês, italiano…

Sem falar o sacrifício de ir para a praia com um caminho desses… 

Havaí? Não, Piauí.

E se nas “pontas” estão os Parques Nacionais mais famosos ( o de Jericoacoara e o dos Lençóis), é no meio  da Rota que está uma bela surpresa: o Delta do Parnaíba.

É ter a chance de ver um dos três maiores deltas do mundo (os outros dois são os do Nilo, no Egito, e do Ganges, na Índia) e o único em mar aberto das Américas. E também de conhecer o maior rio genuinamente nordestino (errou se você achava, como eu, que era o Velho Chico. O rio São Franscisco, mesmo atravessando quase todo o Nordeste, tem sua nascente em Minas e, portanto, é um cadinho mineirim). 😛

Mas qual a surpresa? Além de navegar pelo Delta e e ver de perto a belezura das margens, é conferir o espetáculo que, esse, fica a cargo da Mãe Natureza: a revoada de guarás.

Todo pôr do sol, os guarás (esses pássaros de um vermelho vivo) voam em bandos para as árvores nas margens dos rios do delta para dormir. É como ver as árvores se vestindo de flores que voam, aos poucos. Coisa bonita que só.

E, claro, fechar a Rota em bons lençóis. Ótimos Lençóis, aliás!

Lençóis Maranhenses – alvos, etéreos… É fechar com chave de ouro, não?

Pronto… Convenci? 🙂

 

Como ir

Posso alugar um carro e fazer a Rota por conta própria? Não, não dá. Boa parte do passeio – e boa parte mesmo – é feito em estradas de areia, e o que faz a diferença é o carro (sem tração nas quatro rodas não dá) e, especialmente, o motorista que já está acostumado com as trilhas.

E, mas especialmente, em como desatolar o carro, já que nem eles estão livres disso.

Segundo, porque muitos dos passeios inclui atravessar os Parques Nacionais, coisa que apenas guias e empresas autorizadas tem permissão.

E, terceiro, bem… Parte da experiência da Rota (e das emoções da mesma) está em utilizar os meios de transporte próprios do ambiente. Aqui, nesse caso, o transporte é parte da viagem em si – e a graça está em experimentá-lo em todas as suas… variáveis! :p

Para ir da vila de Barra Grande, no Piauí, até a lagoa do Cavalo-Marinho, o transporte é feito por burricos. E sua mala? Bem, essa vai lindamente no jipe, que segue por outra estrada.
Esse veículo é conhecido como “jardineira” – nome mais simpático do que a alcunha anterior, o famoso “pau de arara”. A ventilação é assim, natural – e nem pense em banco acolchoado. Mas, mesmo assim duro na queda, ele é a melhor companhia para atravessar as dunas em direção aos Lençóis.
Uma ferry rústica? Jangada? Essa é a melhor forma de levar seu buggy no caminho entre Jericoacoara até Camocim, no Ceará. E de quebra a gente ainda refresca as canelas do calorão.

Então quem me leva para lá? Vi que a CVC tem pacotes para a Rota das Emoções. É verdade, até tem; mas apesar da CVC vender pacotes para a região, ou seja, focando em algumas cidades e nos Parques Nacionais destes municípios, os tours são feitos naqueles grandes ônibus de viagem, perdendo uma das características principais da Rota das Emoções que é o transporte off-road (e, na minha opinião, a parte mais bacana da experiência).

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Como fechar um tour para a Rota das Emoções?

O ideal é fechar direto com uma agência que opere toda a Rota, de ponta a ponta, definir com ela os passeios que você quer fazer e deixar que ela cuide do resto. E para fazer isso, você pode:

  • Fechar diretamente o seu pacote no site da Rota das Emoções (http://www.rotadasemocoes.com.br/). Lá há uma série de filtros de empresa, pacotes e passeios para você escolher o que gostaria;
  • Ou fechar diretamente com algumas agências. Algumas que eu conheci, fiz o passeio com eles e gostei da estrutura e do atendimento, são: Rastro Nordestino; EcoAdventure Tour; Natur Turismo Ecológico (fale com a Carina, uma fofa: atendimento@naturturismo.com.br); e Caravelas Turismo (uma boa opção se você optar por começar a percorrer a Rota saindo de São Luís, no Maranhão. Procure o Rodrigo, no e-mail: rodrigo@caravelasturismo.com.br);

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E como é o transporte? Não quero ficar andando de pau-de-arara o tempo todo não. E nem precisa. Fechando com uma agência, a vantagem é que você diz o que vai querer e eles montam o transporte. Alguns trechos “pedem” uma coisa mais aventureira (como andar de buggy em Jeri ou nos Lençóis, por exemplo), mas for optar por um carro 4×4 com ar condicionado, a agência arruma (e algumas delas estavam com frotas novinhas, que eles sempre renovam). Mas o preço muda – para mais, claro.

Por qual “ponta” eu começo? Tanto faz; dá para começar por São Luís e seguir sentido Jeri (e muita gente acaba optando por isso, porque pode esticar dois diazinhos de bobeira em Jeri, descansando e curtindo uma vida mansa), ou fazer o oposto, saindo de Jeri e indo ao Maranhão (que foi a que fiz). Na prática, não tem muita diferença qual sentido escolher.

Mas fica uma opinião: como o Maranhão é o estado mais pobre do Brasil – e parte do passeio envolve visitar as localidades do interior do estado – fazer a Rota sentido Ceará – Maranhão faz parecer que a gente está entrando, pouco a pouco, naquele coração brasileiro, cheio daquela realidade gritante de jornal que a gente não pára para ver, que as vezes ignora, e que de repente, a gente está ali, imerso nela. Eu, pelo menos, tive essa sensação, de uma brasilidade paradoxal, em que de repente me vejo num país que – caramba, é o meu! – mas em que me sinto uma completa estranha (e prometo falar sobre ela num dos posts dessa série sobre a Rota das Emoções, em breve).

E se o nome “Rota das Emoções” tem a ver com despertar esse tipo de emoção também… bem, o nome procede.

Dá para pular os destinos? Tipo fazer só algumas cidades ao longo da Rota? Dá sim – e como a Rota é toda customizada e não é um grupão saindo junto ao mesmo tempo, você monta seu roteiro como quiser. Pode colocar, por exemplo, ficar 3 dias em Jeri pegando uma praia, 5 em Barra Grande tendo aula de kite surfe, nenhum dia em Lençóis e deixar para visitar o Maranhão em outra oportunidade… ou o contrário. Conheci uma pessoa que estava fazendo a Rota pela segunda vez – na primeira fez apenas alguns dias em cada cidade, e agora está voltando para fazer o mesmo roteiro – mas fazendo paradas de kite-surf. Na prática, é como encarar a Rota como um quarto destino, que é um “combo” dos três Estados.

 

Dindim

Quanto custa fazer a Rota? Bom, o céu é o limite, já dizia a Nasa. E, como toda viagem customizada que se preze – e a Rota é, por natureza própria, customizada – pode-se dizer que o custo mínimo de uma viagem dessas não é exatamente baixo. As variáveis são muitas e que vão determinar o custo da brincadeira (quantos dias serão feitos ao todo, se o tipo de hospedagem escolhida tem muitas ou poucas estrelas, se o transporte é feito em carros de luxo, as atividades que serão feitas, etc). Uma vez fechado, o pacote provavelmente só vai incluir café da manhã – refeições são por sua conta. 

Sem estabelecer um preço fixo – até porque, galera, orçamentos tem que ser feitos direto com a agência, tá? Plís, não me perguntem isso aqui na caixa de comentário não – mas só para dar uma base: os valores para uma viagem pela Rota toda podem partir de uma base de R$ 5 mil para cima, o casal, sem parte aérea (marrômeno, pessoal, marrômeno).

Dito isso, qual a melhor solução? Ir em grupo: e de quatro pessoas, especificamente. Assim é possível ratear os transportes de carro entre uma cidade e outra, refeições (moquecas e peixes maravilhosos são servidos em grandes porções, e dividir é sempre a melhor alternativa) e quartos.

Ou seja: junta a galera de amigos aí para fazer uma “kite-trip”, junta a família ou o casal de amigos, e faça as malas. Se o lugar já é lindo, conhecer em grupo é sempre mais divertido!

E compras? Tem? Não, se você estiver esperando um shopping, um outlet ou coisa parecida. Boa parte da Rota contempla as chamadas “vivências”, que são a visitação a pequenos produtores e cooperativas de trabalhadores no Maranhão e Piauí, para conhecer seus locais de trabalho, seu ritmo de produção – dá, inclusive, para participar do processo de produção, dependendo da cooperativa. A proposta é, sobretudo, aproximar os turistas da realidade dos trabalhadores, mas não somente como um consumidor, levando o visitante ali para comprar os produtos (embora, claro, isso também faz parte da subsistência da cooperativa e uma forma de torná-la sustentável). Mas sobretudo, é como se fosse uma aula. De artesanato, de cultura e de Brasil.

 E, para quem gosta de comprinhas, uma boa notícia: você compra rendas, cestarias coloridas, bordados, bolsas e chapéis de palha – tudo baratim, baratim.

Só para ter uma idéia: comprei uma dessas carteiras de mão para usar em festa, feita de palha e com fecho em metal (coisa fina, bem!) e um chapéu de palha foférrimo por R$ 40,00 os dois. Só a bolsa, no Rio de Janeiro, eu já vi vendendo na loja a 120 reais.

Visitando a cooperativa das cesteiras: a arte é passada de geração em geração, e famílias inteiras participam da produção, que é vendida para lojas de decoração em São Paulo. A artesã, na foto, faz um descanso de prato de palha de carnaúba.

 

Detalhe do trabalho da cooperativa das rendeiras do Delta do Parnaíba. Um trabalho desse chega a levar um mês para ser finalizado.

 

Fazendo as Malas:

O que eu levo? Protetor Solar (muito!), chapéu de abas largas (não esqueça, por que faz falta e o sol é muito forte), óculos de sol (mais do que proteger da luz, protege da areia e do vento quando você estiver naquele momento “uhú” no buggy); repelente (muito!), roupa de banho, um casaquinho para a noite (se esfriar), chinelo. Ou seja, típica bagagem de férias. 🙂

Ah, e dinheiro vivo. Lá tem muitas áreas em que não se encontra quase nenhum caixa automático. E se encontrar, as chances de ele estar fora do ar são enormes!

Quanto tempo dá para fazer? Também depende. Como o roteiro é customizado, você escolhe quantos dias quer ficar em cada destino – e não raro, tem gente que acaba esticando no meio do caminho.

O que não dá é para fazer com pressa. Afinal, o que mais tem na Rota das Emoções é praia – e sabemos que, tudo o que tem a ver com sombra e água fresca não pode ser feito correndo. Senão, pelo menos nesse caso, sabe como é, né…

Vai que perde a emoção? 😉

 

Este é o primeiro post da série sobre a Rota das Emoções!

Veja nossos posts sobre o assunto!

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Se você gostou desse texto, acompanhe a série sobre a Rota das Emoções aqui:

Lençóis Maranhenses: lagoas, camarões e vida mansa em Atins

Lençóis Maranhenses (ou o que fazer quando as lagoas estão secas)

Rota das Emoções: do Piauí em direção aos Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Rota das Emoções: a revoada dos guarás no Delta do Parnaíba, Piauí

Rota das Emoções: as vivências com rendeiras, pitangas, cajuína e catadores de carangueijo no Piauí

Barra Grande em 10 motivos: para você visitar todos e parar de desdenhar promoção de passagem para o Piauí

Rota das emoções: viajando de buggy de Jericoacoara a Camocim, no Ceará

Rota das emoções: dicas do que fazer em Jericoacoara por quem começa a viagem por aqui

Rota das emoções: onde é, o que vale a pena fazer lá e como planejar sua viagem no Nordeste

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Esta jornalista e blogueira percorreu a Rota das Emoções em novembro de 2012 a convite do Sebrae e dos empresários de Turismo da Rota. Todas as impressões, dicas, sugestões e avisos são frutos da experiência e opinião da jornalista.

Comments

39 COMENTÁRIOS

  1. Ei Clarissa,
    Adorei o post inicial e já estou doida pra ver os detalhes da sua viagem pela Rota das Emoções. Estive apenas nos Lençóis Maranhenses e por falta de tempo não fiz a rota. Depois de conhecer os lençóis tive certeza que vale a pena reservar um bom tempo para curtir a rota. Tô sonhando com ela! 🙂
    As fotos estão lindas demais! Parabéns!
    Beijos,
    Lillian.

  2. Queria fazer essa rota de quadriciclo!
    Quando estive em Barreirinhas, o dono da agência que vendeu o passeio de quadriciclo até a Praia de Caburé, disse que tem saída, mas também é bem salgadinho, pois além do guia ainda tem um caminhão suporte que acompanha o grupo…
    Mas deve ser show…
    Ótimo post!
    Bjs

    • Oi, Carla!!!
      Pois é, de transporte tradicional já não é nada barato, de quadriciclo então é uma nota. Sem falar que, pelo que soube, o quadriciclo é proibido para turistas, por riscos de acidentes e por risco de depredar áreas protegidas. É permitido apenas aos moradores, pelo que eu soube, mas mesmo assim muitos oferecem o passeio, que é totalmente irregular, e não se responsabilizam se acontecer algum problema – o quadriciclo virar e você se machucar, por exemplo, ou do tour ser parado pela fiscalização dos parques e, óbvio, você não completa o passeio e muito menos é reembolsada.

    • Carla, acho que vale a pena sim! Particularmente, eu adorei Barra Grande, no Piauí, que fica entre o Delta (PI) e Camocim (CE). Vou postar sobre esse trecho essa semana! a cada post vai ter algumas dicas de tours, hotéis e restaurantes que fizemos!

  3. Mulher,
    Que artigo é esse?! Simplesmente SEN-SA-CI-O-NAL.
    Faço 10 anos de casamento este ano e tava pensando em passar 15 dias fazendo a rota… agora não tô mais pensando… eu vou!!!!

    Bjs,

    • Ludmila, que bom que gostou! Espero que o post possa ajudá-la no planejamento da viagem! Acho que a Rota das Emoções é uma viagem em si bem impactante, sabe? De experiências e belezas em vários lugares, e super vale a pena fazê-la para comemorar aniversário de casamento, especialmente porque tem vários hoteis e pousadas ultra românticos por lá! Aproveite!
      Vai sim! Você vai gostar!

  4. Clarissa, bom dia ! Muito boa a sua descrição da viagem, obrigada. Estou querendo ir para Lençois, eu e minha filha adolescente e encontrei a Ecoadventure Tour a qual você citou. Você pode me dar mais detalhes tipo: gostou, foi bem atendida, etc e tal.Grata

    • Oi, Simone, tudo bem?
      Então, eu gostei muito da EcoAdventure, mas eu fui como jornalista e numa viagem de imprensa, então eles sabiam que eu não era uma “cliente comum”. MAs fui bem atendida sim e, se ajuda para falar do atendimento deles, tive dois outros amigos que foram com eles como clientes normais, sem eles saberem que haviam sido recomendados, e gostaram bastante do passeio. Então acho que você está bem assistida com eles sim!

      Eu desejo uma boa viagem: Lençóis é lindo demais! 🙂 Mas poxa, quando você voltar, me conta se gostou do atendimento deles? É bom para eu continuar dando a dica (ou não) para outras pessoas!

  5. Olá, Clarissa, estarei fazendo a viajem agora em dezembro de Belém do Pará até São Paulo de carro.

    Gostaria de saber quantos dias no mínimo gastaria para fazer esse passeio pela rota das emoções?

    • Oi, Carla!
      Geralmente se recomenda pelo menos 10 dias (foi o que eu fiz). Menos do que isso você acaba não aproveitando alguns dos lugares (e na Rota das Emoções tem muito lugar que merece até ficar mais, sabia?).
      Só veja o seguinte: se você for fazer toda a rota com o seu carro por conta própria, confira as condições das estradas porque acho que pode ser que, em alguns trechos, você não consiga seguir no seu carro normal, porque tem trechos que é Reserva Nacional e só transitam veículos com autorização.
      (eu confesso que não sei muitos detalhes sobre isso, mas lembro que perguntei para muitas empresas organizadoras se era possível ir por conta própria de carro e foi essa a resposta que eu recebi. Então vale a pena se informar!)

  6. Olá Clarissa !

    To querendo fazer a Rota das Emoções em setembro e gostaria de saber quais os lugares não devo deixar de ir para me planejar melhor.
    Abçs.

  7. Boa Tarde!

    Estou querendo fazer a rota das emoções à partir de lençois. Acha que é complicado fechar tudo lá mesmo? Vou no inicio de setembro.

    Valeu!! Bjs Roseli

  8. Clarissa, vi que você sugere ir em grupo de 4, mas sozinha você acha viável? As agências costumam juntar pessoas “avulsas” para formar grupo ou tenho que me virar mesmo?
    Obrigada e parabéns pelo ótimo post 🙂

    • Patricia, eu não sei se elas costumam juntar grupos (porque acredito que isso depende de acordo com a demanda, né?). Mas olha, eu acho que você pode perguntar se eles podem fazer isso – nesse mesmo post, ao final dele, em um box, eu dou a indicação da Natur Turismo, a agência que me levou, e eu conversei bastante com a Carina, que é uma fofa e é quem gerencia as operações. Ela é super profissional e pode tentar te ajudar, te encaixando em algum tour que ela veja que dá para formar grupos!
      Se você conseguir vai ser melhor, vai baratear consideravelmente… 🙂

  9. Oi Clarissa.
    Sou Ana ,também tenho uma agencia e fiquei muito feliz pelo modo que tão bem descreveu a nossa Rota das Emoções,sem tirar e nem botar, do que fazemos a Rota podemos oferecer.Em resposta a Carla que já deve ter vindo .Poderia vir de arro ate Parnaíba que fica no meio da Rota e daqui fazer os Lençóis e Jeri com as agencias, deixando o carro em Parnaíba e retornando para pegar o carro para seu retorno. Em resposta a Patricia,a sua resposta esta certa,se tivermos mais alguém para divdir o transfer fica mais barato. Se não ela pagará o carro que poderia levar 4 pessoas.Você também citou sem sombras de duvids duas ótimas agencias ,sem esquecer da minha que também tenho meus valores.(risos)Fico feliz por a Rota das Emoções esta sendo bem divulgada no seu blog.Qualquer coisas a Anatur esta a disposição dos seus amigos no fone 86 9402-1321.
    Um grande abraço e muito obrigada.

  10. E por falar nisso gostaria de saber e lhe pedir autorização para usar seu texto no site que estou fazendo da Anatur,já que descreveu tão bem ,claro que lhe darei os créditos.(Rsrs).
    Desde já agradeço

    • Oi, Ana!
      Eu adorei receber sua mensagem (obrigada), mas lamento: vou ter que recusar a autorização para replicar o texto em outro lugar. Primeiro, porque os conteúdos que escrevo aqui são sempre exclusivos, e também porque ao usar esse texto em seu outro site, o Google reconhece como conteúdo duplicado e “pune” os sites, fazendo-os cair nas listas de buscas – mesmo com créditos. Por isso que não autorizo copiar nenhum texto daqui.

      Um abraço!

  11. Olá Clarissa, gostaria muito de parabenizá-la pelo seus posts. Foi por eles que definitivamente decidi conhecer a Rota da Emoções partindo de São Luiz. Fiz contato com uma das agências que você citou e me disseram que final de junho ainda não tem muito movimento na região, que aumenta em julho e mais ainda em agosto. Eu não gosto de muita movimentação, e estou presa na época que as crianças estarão em férias, mas ouvi sobre a festa do bumba meu boi em junho. Você sabe alguma coisa, e quanto a ir com crianças de 7 e 9 anos, o que me diz? um abraço.

  12. Ola Clarissa. Primeiramente parabens pelo seu blog. Tem muitas informações uteis e interessantes.
    Quero fazer a Rota das emoções. Ja tenho minha viagem marcada para Fortaleza em Junho. Tenho 9 dias inteiros para fazer a rota sem contar os dias que passarei em Fortaleza e São Luis.
    Queria saber qual seria o itinerario que sugeriria para poder aproveitar melhor estes 9 dias?
    Outra pergunta: sera que vale a pena fechar um pacote completo com uma agencia (acomodação, trajetos e passeios) ou apenas passar por agencias para fazer alguns trajetos mais dificeis logisticamente?
    Muito obrigado. Um abraço.

    • Oi, Felipe! O itinerário é o que está mais ou menos no post, a diferença é que você escolhe em que “ponta” quer começar: partindo de São Luis a Fortaleza ou o contrário. Eu acho que não faz muita diferença e fiz o trecho Fortaleza até Maranhão, mas você pode tentar fazer o contrário e esticar mais tempo em Jeri, por exemplo, para “descansar” das emoções!
      Olha, dá para fazer os passeios por conta própria também: o Riq Freire destrincha os trechos de transporte aqui neste post: http://www.viajenaviagem.com/2014/08/sao-luis-lencois-delta-jeri-transporte-dicas. Ele dá todas as dicas de como fazer isso de transporte público.
      Eu achei os trechos do Maranhão mais complicados, desde o momento em que saí da Paraíba até o momento em que cheguei em São Luiz. Talvez valesse a pena contratar tours particulares apenas aí. Mas você quem sabe! 🙂 A vantagem de fechar tudo com uma única agência é que você não tem dor de cabeça nenhuma com a logística, com horas de chegada e saída, com ônibus que atrasa… Sai mais caro, mas se você está com tempo curto e quer aproveitar o máximo, seria um bom investimento…

      Espero ter ajudado! Eu pretendo refazer essa viagem sem agência para ver como é e contar aqui!

  13. Descobri a rota por este post em seu blog e pronto, eu e meu marido definimos para onde iríamos nas férias deste ano. Acabamos de retornar e estamos babando até agora!! Que experiência incrível!! Obrigada por compartilhar!

  14. Olá!
    Parabéns pelo seu trabalho.
    Sou potiguar, e moro em São Luís há 16 anos.
    Tive a oportunidade de passear nos lençóis maranhenses por 5 vezes, confesso que tenho vontade de ir mais.
    Conheci pela água, pela areia e pelo ar, e ouvi uma expressão de um empresário no passeio aéreo, que disse o seguinte:”Deus existe”. Quer que eu desenho, ou entenderam?
    Vale a pena, pois cada lugar, existe sua beleza única.

  15. Clarissa, otimo seu blog, adorei…meus parabens! Pode me ajudar com umas dicas? Vamos em junho pra la, saindo de Sao Luis …e voltaremos por Natal, pois vamos tambem a Canoa e Galinhos….temos 15 dias
    Vale a pena ficar em Santo Amaro? Estamos pensando em ficar apenas 1 noite em Barrreirinhas e 1 noite em Atins. Ou vocês acha que vale muito a pena Santo Amaro? 1 noite em BArreirinhas é suficiente? E Barra Grande, incluimos ou nao? Li seu post, adorei Barra Grande, mas fiquei um pouco na duvida, pois nao pratico kite. E em Jeri, 2 noites ou 3?
    Obrigada!

    • Ai, Dany, que dúvida! Eu acho que Santo Amaro vale a pena ficar sim, e Atins vale a pena passar lá nem que seja para ver as lagoas e comer o camarão da Luzia. Se você conseguir combinar os dois, show!
      Acho que duas noites em Barreirinhas é o mínimo por uma questão logística: você chega num dia, dorme, aproveita o dia inteiro nos Lençóis, dorme, e sai no dia seguinte.
      Eu gostei de Barra Grande, mas é uma praia com muito vento. É charmosa, mas não para ficar muito. Se você preferir seguir para Camocim ou Jeri, siga sem medo.
      Jeri eu ficaria pelo menos duas noites – para descansar sem pressa! 🙂

  16. Boa tarde Clarissa. Estou montando um roteiro. gostaria de uma opinião sua. Acha que vale a pena dois dias em Barra Grande? Desde já agradeço a atenção dispensada.

    Roteiro Completo

    1º Dia 14/09/17
    Transfer na parte da manhã de Fortaleza para Jericoacoara.
    *Pernoite em Jericoacoara
    2º Dia 15/09/17
    *Dia Livre;
    *Pernoite em Jericoacoara
    3º Dia 16/09/17
    *Passeio na Lagoa Azul e do Paraíso – manhã.
    *Pernoite em Jericoacoara
    4º Dia 17/09/17
    *Dia Livre;
    *Pernoite em Jericoacoara
    5º Dia 18/09/17
    *Dia Livre;
    *Pernoite em Jericoacoara
    6º Dia 19/09/17
    *Dia Livre;
    *Pernoite em Jericoacoara
    7º Dia 20/09/17
    *Transfer off-road em veículo 4×4 de Jericoacoara para Barra Grande, passando pela praia de Mangue Seco, Balsa de Guriu, Tatajuba Velha, Tatajuba Nova, lago Grande com parada para banho e refeição não inclusa, Ilha do Amor, balsa de Camocim no rio Coreaú – saída pela manhã;
    *Pernoite em Barra Grande
    8º Dia 21/09/17
    *Passeio para ver e fotografar o cavalo marinho em barco a remo – horário de saída de acordo com a maré do dia;
    *Pernoite em Barra Grande
    9º Dia 22/09/17
    *Dia Livre;
    *Pernoite em Barra Grande
    10º Dia 23/09/17
    *Transfer de Barra Grande a Parnaíba direto ao porto dos tatus – saída pela manhã;
    *Passeio privativo ao Delta do Parnaíba em lancha rápida, saindo do porto dos Tatus, vários Igarapés, com parada para almoço na pousada Casa de Caboclo na Ilha das Canárias e dunas, saída pela manhã;
    *Saída as 15 horas em lancha rápida até a Baia do Caju onde acontece a revoada dos guaras com retorno ao anoitecer;
    *Pernoite em Parnaíba
    11º Dia 24/09/17
    *Transfer on-road pelo asfalto com destino a Caburé, passando pela ponte de Jandira divisa Piauí Maranhão, Cana Brava, Barro Duro e Tutóia ate a cidade de Paulino Neves também conhecida por Rio Novo dos Lençóis, começo dos Pequenos Lençóis Maranhenses, onde se encontra o “Oásis de Rio Novo” uma maravilha para ver e fotografar daí em diante off roud pela areia da praia e dunas – saída pela manhã;
    *Transfer em lancha rápida de Caburé a Barreirinhas fazendo o passeio pelo Rio Preguiças com parada em Mandacaru e Vassouras – saída após almoço;
    *Pernoite em Barreirinhas

    12º Dia 25/09/17
    *Manhã Livre;
    *Passeio coletivo off-road nos Grandes Lençóis Lagoa Azul e do Peixe (jardineira 4×4 Toyota), saída após almoço, volta após o pôr do Sol;
    *Pernoite em Barreirinhas
    13º Dia 26/09/17
    Transfer para São Luís.
    *Fim dos Serviços.

    Desde já agradeço a atenção dispensada e aguardo uma opinião de quem conhece bem a região!

    • Oi, Leandro, tudo bem?

      Eu não gosto de dar pitacos em roteiros porque é muito pessoal… Né? Tipo, muitas vezes seu estilo de viajar é diferente do meu, e não me sinto à vontade de dizer o que você tem que mudar.
      Mas respondendo sua pergunta, a menos que você faça Kite-surfe ou queira praticar o esporte, não acho que valha a pena ficar dois dias em Barra Grande. Eu adorei Barra Grande, mas é um cantinho super pequenininho e que venta muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito. Do tipo da canga voar na areia. Então eu ficaria lá sim, mas faria um curso de Kite (que, aliás, tenho a maior vontade). Mas se for só para passear e descansar, um pernoite só resolveria – e você faz o passeio do cavalo marinho de manhã. Ou, ainda, dois pernoites para curtir um dia inteiro lá seeeeeeeeeeeeeeem pressa, e seguir no dia seguinte. Só.
      Outra coisa: Jeri é uma delícia para descansar, então se essa é a sua idéia, ter 4 dias inteiros para lá é ótimo.

      Espero ter ajudado! 🙂

  17. Clarissa excelente seu blog.so li o primeiro link e adorei.Estava pensando em ir ao Parque dos lencois em setembro ,mas lendo a respeito vou alterar para meados de junho, maior possibilidade de lagoas cheias,certo?Uma dúvida fazer só lencois indo a Sto. Amaro atins e barreirinha ou fazer a Rota completa com Delta e Jeri? Somos 1 casal de coroas 63 e 67 , mas fazemos trilhas,saímos sempre de barco, não somos velhinhos, mas será que é muito puxado? Há pessoal nessa nossa faixa etária? Vc tem idéia de quantas pessoas vão no 4x 4? Não fica muito com cara de excursão?desde já obrigada.

    • Oi, Maria Lúcia, tudo bem? Fico feliz em saber que você gostou do blog!

      Então, acho que não tem problema nenhuma sua idade – mesmo! A maioria das pessoas que eu vi fazendo toda a Rota eram casais mesmo, faixa dos 40 para cima. A única coisa que eu acho que pode ser desconfortável na Rota é o calorão, mas isso não seria um problema entre junho e setembro, por exemplo (foi um problema para mim que fui em Novembro, e nem está relacionado à idade!). De resto, acho que você curtir tudo! 🙂
      Quanto ao roteiro: eu fiz a rota toda e curti bastante a experiência, porque a rota inteira tem um quê de “desbravar o Brasil”, sabe? Ver aquelas pequenas cidadezinhas, formas de transporte, de lojas e de pessoas que fazem do Brasil o país que ele é de verdade, e eu gosto dessa descoberta. Conhecer os destinos de Lençóis, Delta e Jeri isoladamente é fantástico porque são três destinos em si muito interessantes, mas o percurso, a “rota” como eles chamam, tem uma experiência mais… desbravadora… Consegui me explicar? 🙂
      Dito isto, na prática se você fizer apenas Lençóis ou a Rota toda você vai apreciar do mesmo jeito. Tem gente que faz aos poucos e ama porque faz com tempo. Eu só diria para você não fazer nada corrido: se tiver tempo para fazer a rota toda (10 dias no mínimo) faça, mas menos que isso fica corrido e você não aproveita tudo.

      Uma opinião sobre minha experiência pessoal: eu comecei em Jeri e terminei em São Luís, no sentido Ceará – Maranhão. Adorei – mas eu fui a trabalho, como blogueira/jornalista. Se eu voltasse lá com meu marido (o que pretendo fazer um dia) eu faria o contrário: começaria em São Luís e deixaria para terminar em Jeri, porque Jeri tem um astral mais descontraído, para descansar e ficar de moleza na rede, comendo camarão. Para mim, é um ótimo jeito de terminar as férias (mas isso é só uma opinião, seria o que eu faria!!! 🙂 ).

      Ah, outra dica: Não vá nas lagoas de Lençóis + Atins no mesmo dia, é cansativo (eu fiz isso e ó, que canseira.). Vai com tempo para curtir. E em Atins, você TEM QUE comer o camarão da Luzia.

      Quanto aos passeios por 4×4, isso depende. Geralmente eles fecham por grupos. No nosso tinha só a gente, mas vimos grupos de 5 pessoas. Não acho que tenha essa experiência de excursão (mas não posso prometer, porque né?)

      Espero ter ajudado!!! Me avisa se você tiver outras dúvidas!

  18. oi!! amei esse artigo!!!!!
    queria te perguntar se novembro è uma epoca legal para fazer essa viagem. Sou italiana entao tenho muitas duvidas sobre qual epoca escolher. obrigada!!

    • Oi, Letizia!
      Eu fiz essa viagem em novembro mesmo, e foi ótimo. Não é época de chuva, o que atrapalha, e em novembro costuma ventar muito (o que é bom, porque é a prática de Wind e kite-surfe, fica lindo nessa época do ano ver as vela em todo o o canto!). O único risco que você tem é que, se esticar até os Lençois Maranhenses, algumas lagoas devem estar secas por conta do período. Mas ainda assim você vai se divertir bem!

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