Oi, eu sou a Clarissa!

Eu sou jornalista, pós graduada em marketing e criei o Dondeando Por Aí em 2009. Esse nome, diferentão mesmo, foi uma brincadeira com o meu sobrenome: eu me chamo Clarissa Donda…

Uma curiosidade sobre mim: esse blog começou com uma história meio triste. ????

Como o blog começou

Em junho de 2009 eu sofri um acidente de carro bem feio onde fraturei ombro – e curiosamente, isso aconteceu durante uma viagem, inclusive. Felizmente, isso não me trouxe consequências mais sérias, mas o lado negativo é que a recuperação foi um tanto quanto lenta e dolorosa, e me obrigou a ficar de cama, absolutamente imóvel, por 2 meses, esperando pacientemente que o corpo forme o tal calo ósseo que juntasse em um o osso que resolveu se partir em dois.

Ei, essa clavícula quebrada não é a minha (mas bem que ficou parecida!). Crédito da Foto: Wikimedia Commons

Em ocasiões como essa, se por um lado a gente fica feliz por não ter saído com mais sequelas, eu confesso que com o arrastar dos dias eu também ficava meio deprê e revoltosa com a vida. Foi um período de altos e baixos (bem, talvez mais baixos) até chegar na fase de tédio total, em que só me restava ficar imóvel, deitada, vendo TV, lendo, olhando os dias passarem pela janela e lógico, reclamar da vida. Opção irresistível no momento…

Num dado dia de tristeza absoluta, lembrei de um papo cabeça com Gustavo, um dos meus melhores amigos que mora em Curitiba, que tinha vindo me visitar meses antes:

NO BUDISMO TEM UM CONCEITO MUITO INTERESSANTE QUE DIZ QUE TODAS AS COISAS QUE ACONTECEM NA NOSSA VIDA ACONTECEM NEUTRAS. VOCÊ É QUE ESCOLHE QUAL O PESO QUE VOCÊ QUER DAR A ELAS: BOM OU RUIM, INTENSO OU LEVE.

E, segundo ele, a idéia é atingir o equilíbrio, ou seja, nem partir para uma exaltação extrema, e nem resvalar para a depressão. Em ambos os casos perderíamos a capacidade de olhar e aprender com um discernimento consciente e imparcial os acontecimentos da vida.

Então, para transformar o  súbito excesso de tempo livre em algo construtivo para a nova Clavícula, digo, Clarissa, que estrearia em breve, resolvo criar este blog, para falar do que eu mais gostava (e menos podia fazer, na ocasião): viajar.

Posso dizer que os primeiros posts do blog foram, quase que literalmente, feitos com uma mão nas costas.  E não, na prática, isso não é fácil: experimente clicar em Ctrl + Alt + Del com uma mão só, equilibrando seu notebook no joelho –  e deitada!

O Dondeando por aí nascia, então, como um exercício despretensioso. Tipo uma caminhada para os neurônios: sem cobranças de ritmo, só mesmo o prazer de colocar uma palavra atrás da outra.

PS: hoje eu acho que essa coisa de que é a gente que tem que escolher o peso que damos aos acontecimentos bem verdadeira. Tanto que, pouquíssimo depois de eu voltar da licença médica, eu ouviria do Daniel (outro amigo meu) o seguinte:

“Pôxa, Donda. Você bem que vivia dizendo que queria descansar mais em casa, passar mais tempo com a sua família e escrever mais. Viu? Seu desejo foi atendido, e aconteceu tudo exatamente como você pediu. Agora, se você não gostou é porque não soube pedir direito! ????”

De lá para cá…

De lá para cá, o blog cresceu – e eu com ele. Minha relação com as viagens, com a escrita, com a carreira e até com o mundo mudariam muito, e várias vezes. Por exemplo, foi quando o Dondeando por Aí que me inspiraria, anos depois do acidente, a dar saltos cada vez mais altos: primeiro, a largar uma segura carreira como gerente de redação numa consultoria no Rio de Janeiro para virar – oi? – blogueira.

Depois, seria também para o blog que eu planejei fazer uma cobertura de viagem sobre um festa internacional que me rendeu um dos meus posts preferidos no blog e, sem eu esperar nada, conhecer também uma pessoa com quem eu troquei emails (e, um tempo depois, alianças).

Por fim, troquei até de endereço, e em 2014 eu me mudei para Londres, de onde moro e escrevo hoje.

Engraçado pensar que o gatilho de tanta coisa foi um osso quebrado e uma frase de Budismo, lá atrás…

Eu acredito que as viagens, mais do que uma fuga ou um lazer como muitos colocam, traz também poderosas experiências que, sem que a gente perceba, nos ajudam a inspirar mudanças nas nossas vidas. E foi acreditando nisso – com uma pitada de paixão louca por histórias interessantes que eu sempre tive – que foi me ajudando a ir construindo o blog post a post, e me reinventando junto no processo.

 

O Dondeando Por Aí hoje

Eu tenho um enorme orgulho em ver o quanto o Dondeando Por Aí cresceu: o blog já nas listas dos melhores do Brasil pela TimeOut São Paulo, pelo Melhores Destinos e pelo site Cultura Mix, do R7.

E além do Dondeando por Aí, eu escrevi também para revistas impressas como a Viaje Mais,  ConstruArch (da cidade de Cascavel), a VoeTrip, além de colaborar com dias de viagem para sites como MasterCard, ExpediaIberia Linhas Aéreas e, mais recentemente, o Visit Britain.

Até livro rendeu: em 2013 eu fui co-autora do livro “Papo de Viagem e Outras Histórias de Bar” – foi meu primeiríssimo livro publicado e que saiu super bem – ganhou boas críticas do Ricardo Freire no Viaje na Viagem e na Revista da Gol, bem como em vários outros blogs e sites!

(Em tempo: o livro está disponível em versão e-book. Mande um email para contato @ dondeandoporai.com.br para comprar o seu!).

E hoje o blog faz parte da Associação Brasileira de Blogs de Viagem, a ABBV – fazemos parte da nova diretoria da Associação!

Eu hoje não trabalho mais exclusivamente produzindo conteúdo para o blog como era no Brasil – por causa do custo de vida de Londres, eu voltei a ter um “trabalho normal”, então no momento ser blogueira de viagem é tipo minha identidade secreta. Mas tenho planos de voltar a fazer isso no futuro, e enquanto isso tenho trabalhado em algumas séries especiais de rotas de carro, como a Rota do Vinho Verde em Portugal, e devo ter alguns conteúdos e serviços em breve no blog.

As viagens, mais do que uma forma de escape ou lazer, me ajudaram a repensar muitas coisas da minha vida e de certa forma a me inspirar a descobrir o que eu queria construir para mim e para o mundo. Desde o tal acidente, eu mudei a minha vida toda, e isso foi muito além de endereços: foi uma mudança interna, de formas de pensar e de atitudes, e eu acho que isso foi determinante para eu começar a me curtir de uma forma diferente e fantástica – e a de conhecer muita gente que me fez bem no caminho. Por isso, minha meta com esse blog é ajudar as pessas a viajar mais e a viver essas experiências também – mas da forma e do jeito delas, e quem sabe ajudá-las a se inspirarem e descobrirem a outra versão delas mesmas que está lá, no final de cada viagem, esperando para desabrochar!

Você pode falar comigo pelo email contato @ dondeando por ai.com.br ou pelos comentários aí embaixo. Eu adoro falar com as pessoas sobre assuntos “inspirativos”. ????

Boas viagens para nós! ✈️

15 COMENTÁRIOS

  1. Adorei ler sobre como tudo começou. Se já gostava dos seus textos, das suas fotos e das suas viagens, agora passam a ter uma cor especial. Que bom que passei por aqui com mais calma.
    Essa correria faz a gente passar por coisas tão bacanas sem perceber! 🙂

    Bjs, Eliane

  2. Nossa, que “motivo” diferente para se começar um blog hein! É como diz o ditado: há males que vem para o bem! Seu ombro curou e passou tudo, mas o blog continua indo e frente, é isso aí! 😉

  3. ADOREI!!!!!
    Vc havia me contado isso há 2 semanas atrás, mas ler e ver sua radiografia foi muito legal!
    Agora me conta, o acidente foi viajando para onde? Curiosidade né?
    Beijo enooorme!
    Tatá.

  4. Oi Clarissa, li seu comentário no meu blog e cheguei aqui. Parabéns pelo site, muito bem resolvido, e pela superação. Uma grande história que deu origem a várias outras.
    Bjs!
    Arthur

  5. Hummmmmm, replicando.
    Minha entrada no mundo da internet e da fotografia começou quando eu me casei com a mulher errada, entrei na empresa errada, perdi minha família, meus amigos e quase a minha profissão.
    Aí resolvi dar a volta por cima, voltei a dar valor á profissão, à vida, à família, aos amigos, ao mundo onde vivo, e resolvi sair por ai registrando tudo que Deus nos abençoou, e que muitos não vêem….
    E após duas guerras, centenas de companheiros mortos, famílias destroçadas, injustiças e um país chamado Brasil, só posso dizer: “A felicidade não existe!! O que existe são bons momentos da vida, que devem ser vividos intensamente, e estendidos ao máximo!!”
    Abraço fraterno nos moços e beijo no coração das moças!

  6. Engraçado, te acompanho tem um tempo e nunca passei por essa parte do blog…. Mas queria dizer que é um belíssimo exemplo de encarar a vida. Também vou guardar esse ensinamento budista do seu amigo 😀

    bjs
    Renata

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