Como tudo começou
Este blog começou com uma história meio triste…
Em 2009 sofri um acidente de carro bem feio e fraturei o ombro (durante uma viagem, inclusive). E, mesmo graças a Deus isso não ter trazido consequências mais sérias, me obrigou a ficar de cama, absolutamente imóvel, por 2 meses, esperando pacientemente que o corpo forme o tal calo ósseo e juntasse em um o osso que resolveu se partir em dois.

Então, passadas as etapas de “Graças a Deus que estou bem e só quebrei um ossinho” (muito verdadeira) e “Que #@&%, tá doendo!” (etapa brabíssima, essa), cheguei na fase de tédio total, em que só me restava ficar imóvel, deitada, vendo TV, lendo, olhando os dias (ensolarados, lindos!) passarem pela janela e lógico, reclamar da vida. Opção irresistível no momento…
Num dado dia de tristeza absoluta, lembrei de um papo cabeça com Gustavo, um dos meus melhores amigos que mora em Curitiba, quando veio me visitar meses antes:
- No Budismo tem um conceito muito interessante que diz que todas as coisas que acontecem na nossa vida acontecem neutras. Você é que escolhe qual o peso que você quer dar a elas: bom ou ruim, intenso ou leve – ele disse.
E, segundo ele, a idéia é atingir, com isso, o equilíbrio, ou seja, nem partir para uma exaltação extrema, e nem resvalar para a depressão. Em ambos os casos perderíamos a capacidade de olhar – e aprender – com discernimento consciente e imparcial os acontecimentos da vida.
Então, para transformar o súbito excesso de tempo livre em algo construtivo para a nova Clavícula, digo, Clarissa, que estrearia em breve, resolvo criar este blog, para falar do que eu mais gostava (e menos podia fazer, na ocasião): viajar.
Posso dizer que os primeiros posts do Dondeando por aí foram, quase que literalmente, feitos com uma mão nas costas. E não, na prática, isso não é sinônimo de algo fácil (se duvida, experimente clicar em Ctrl + Alt + Del com uma mão só, ao mesmo tempo em que segura seu notebook – deitado!)
O Dondeando por aí nascia, então, como um exercício despretensioso. Tipo uma caminhada para os neurônios: sem cobranças de ritmo, só mesmo o prazer de colocar uma palavra atrás da outra.
E, como toda caminhada, estou até hoje vendo até onde ela vai… E me surpreendendo e contando o que encontro pelo caminho…



Só agora lí essa sua apresentação. Muito linda! Vou passar adiante!
Parabéns pelo blog!
bjs!
Adorei ler sobre como tudo começou. Se já gostava dos seus textos, das suas fotos e das suas viagens, agora passam a ter uma cor especial. Que bom que passei por aqui com mais calma.
Essa correria faz a gente passar por coisas tão bacanas sem perceber!
Bjs, Eliane
Nossa, que “motivo” diferente para se começar um blog hein! É como diz o ditado: há males que vem para o bem! Seu ombro curou e passou tudo, mas o blog continua indo e frente, é isso aí!
ADOREI!!!!!
Vc havia me contado isso há 2 semanas atrás, mas ler e ver sua radiografia foi muito legal!
Agora me conta, o acidente foi viajando para onde? Curiosidade né?
Beijo enooorme!
Tatá.
Que bela história! Parabéns pela superação e pelo blog!
E continue dondeando por ai….
Oi Clarissa, li seu comentário no meu blog e cheguei aqui. Parabéns pelo site, muito bem resolvido, e pela superação. Uma grande história que deu origem a várias outras.
Bjs!
Arthur
Your message…
Marcial de mensagem! Bela lição !
Clarissa, é um prazer conhecê-la. E descobrir que já esteve deficiente… Isso mostra que sabe o que é voar sem asas…
Abração!
Muito legal a história do seu blog, Clarissa!
Tirando coisas positivas dos momentos difíceis da vida… poucos conseguem enxergar que isso é possível.
Beijos,
Karla
Hummmmmm, replicando.
Minha entrada no mundo da internet e da fotografia começou quando eu me casei com a mulher errada, entrei na empresa errada, perdi minha família, meus amigos e quase a minha profissão.
Aí resolvi dar a volta por cima, voltei a dar valor á profissão, à vida, à família, aos amigos, ao mundo onde vivo, e resolvi sair por ai registrando tudo que Deus nos abençoou, e que muitos não vêem….
E após duas guerras, centenas de companheiros mortos, famílias destroçadas, injustiças e um país chamado Brasil, só posso dizer: “A felicidade não existe!! O que existe são bons momentos da vida, que devem ser vividos intensamente, e estendidos ao máximo!!”
Abraço fraterno nos moços e beijo no coração das moças!
Engraçado, te acompanho tem um tempo e nunca passei por essa parte do blog…. Mas queria dizer que é um belíssimo exemplo de encarar a vida. Também vou guardar esse ensinamento budista do seu amigo
bjs
Renata