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E porque ando empolgadíssima com a série de posts que estou preparando, resolvi pesquisar também uma relação de curiosidades sobre a Islândia que são desconhecidas para muita gente – e algumas são bastante interessantes!

Algumas curiosidades eu descobri lá, outras eu soube depois – mas todas eu achei que valia a pena compartilhar!

E não se sinta acanhado(a): se você tiver uma curiosidade louca também, conta aí na caixa de comentários, plís! 🙂

1. Os islandeses não gostam de comer bichos feios

Reza a lenda que os islandeses não gostam de comer animais feios. Juro.

Tipo, o bacalhau. Apesar da Islândia ser um dos maiores exportadores de bacalhau – é uma ilha quase no círculo polar ártico e o bacalhau, por ser um peixe de água fria, dá tanto pelas águas de lá que só falta pular do mar direto para o prato – o consumo do peixe no país é baixíssimo, quase restrito aos restaurantes turísticos.

Cabeças de bacalhau secando na Islândia. Bonito, bonito, não é... :P
Cabeças de bacalhau secando na Islândia. Bonito, bonito, não é, né?

E há o boato de que até os anos 50 as lagostas, quando pescadas por islandeses, eram devolvidas ao mar; elas podem até ser gostosas, mas convenhamos que o rostinho bonito não é bem o forte delas!

Talvez por isso a frase “prepare-se para comer bichos fofinhos” foi a melhor descrição do que eu encontraria no meu prato ao longo dos dias por lá: carne de cordeiro, bezerro e baleia estão em boa parte das especialidades. ????????????

Há um detalhe, porém: o fato dos islandeses comerem filhotes fofinhos não quer dizer que o prato não seja esquisito, pelo menos para os nossos padrões. Algumas das iguarias típicas de lá são:

Crédito da Foto: Flickr de Jed (Licença Creative Commons)
Crédito da Foto: Flickr de Jed (Licença Creative Commons)

Svið: uma cabeça de ovelha cozida e servida inteira no seu prato. Come-se tudo, inclusive os olhos. É o tipo da refeição “coma para dizer que foi na Islândia”. Boa sorte se você se aventurar; eu não comi porque só a visão e descrição são “a bit too much” for me.

Hrútspungar: basicamente, testículos de carneiro. Como historicamente a Islândia era um país de fazendeiros – e logo não eram pessoas muito ricas – era preciso aproveitar praticamente tudo do animal, especialmente durante o inverno. Daí, os testículos de carneiro eram acidificados (ou talhados, como queira) para serem preservados no inverno. Precisa dizer mais alguma coisa? ????

Crédito da Foto: Flickr de Jerick Parrone (Licença Creative Commons)
Crédito da Foto: Flickr de Jerick Parrone (Licença Creative Commons)

Hákarl: talvez o pior deles. Basicamente é uma carne de tubarão fermentada com um delicioso sabor de amônia. Sabe aquela frase que diz que se a gente soubesse como nossos alimentos são produzidos, nós íamos parar de comer muita coisa? Pois é, isso se aplica perfeitamente neste caso: o processo tradicional de produzir o hákarl envolvia abrir um buraco no chão, colocar a carne de tubarão dentro, fazer xixi em cima ????(!!!!!) e depois fechar o buraco, para a carne fermentar enterrada por alguns meses! Obviamente, este processo não é feito mais desse jeito hoje – ao invés de xixi eles jogam outros produtos – e você pode se aventurar e experimentar isso no Kolaportid flea market, que fica bem pertinho do Harpa. Ah, importante: a iguaria costuma ser servida com uma bebida local típica chamada Brennivín, também carinhosamente chamada pelos locais como “Peste Negra”. Alguém quer?

 

Veja também: Viagem para a Islândia – um guia definitivo para você planejar sua viagem em 15 perguntas!

 

2. Na Islândia, todo mundo é parente

Uma situação nada incomum na Islândia: suponha que você é islandesa e sai à noite para se divertir da balada de Reykjavik (aliás, eu já disse que a noite na capital islandesa é algo que você PRECISA fazer, mesmo que não seja da turma das festas?).

Daí, você conhece alguém (vou ilustrar esse exemplo como você sendo mulher e o outro homem, mas você coloca os gêneros que você quiser, tá?)

Você tá soltinha, ele também, e pá – pintou um clima, e dali rola um “one night stand”. ???? ????

Você acorda o dia seguinte feliz, de página virada e super decidida a nunca mais encontrar o sujeito porque foi só uma aventura de uma noite de verão.

Daí, você segue para o aniversário de 90 anos da sua avó, só para dar de cara com o sujeito de novo sentado do outro lado da mesa no jantar de família e descobrir que ele é irmão do seu primo.

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Luvas perdidas ganham um “par de olhos” e são colocadas nesta grade em Reykjavik, para que seus donos possam encontrá-las ou, se o frio apertar, alguém possa montar seu próprio par!

Isso é sério. A população da Islândia é tão pequena – um pouco mais de 300 mil habitantes, quase o equivalente à população da cidade de Taubaté, no interior de São Paulo –  e basicamente metade disso vive em Reykjavik, de modo que os casamentos e “misturas” entre as pessoas foram acontecendo ao longo do tempo só entre a ilha. Há inclusive o “Livro dos Islandeses” (ou Islendingabok), um site em que um islandês pode pesquisar a genealogia de outra pessoa e descobrir se aquele “crush” que ele acabou de conhecer não é, na verdade, sua irmã.

Isso não é brincadeira: há artigos que afirmam que antigamente uma pesquisa devia ser feita no cartório antes de qualquer casamento, porque todo mundo era tão parente que havia a possibilidade de irmãos casarem entre si!

Por isso, é comum que em casos de divórcio na Islândia, ex-maridos e ex-mulheres tentem manter uma relação amigável, porque é altíssima a probabilidade deles se encontrarem na rua muitas vezes – ou, ainda, um namorar o parente do outro. Por outro lado, curiosamente, a Islândia tem um nível altíssimo de casos extraconjugais e bebês nascidos fora do casamento. Não sei porque isso acontece, nem como o pessoal de lá consegue esconder essas coisas se todo mundo conhece todo mundo!

3. Há uma princesa Disney inspirada em uma islandesa (e tudo por causa de uma paixão não esquecida)

Por ter uma população pequena e por todo mundo ser parente por lá, foi mais fácil para genealogistas pesquisarem a origem da população local e descobrir que, sim, quase todo mundo por lá descende diretamente dos Vikings, que chegaram à região em torno dos anos 800.

E, bem, não posso dizer que todo mundo de lá é bonito porque isso é questão de gosto pessoal, mas a verdade é que eles tem um físico bem peculiar – e que, na prática, quase todo mundo se apaixona pelos islandeses. ❤️

Ou pelas islandesas.

O fato deles serem super simpáticos, extremamente cultos e morarem num país super cabeça aberta e lindo de morrer ajuda, claro! Mas em geral o que fica mesmo na memória de quem visita a terra é o aspecto físico mesmo.

E a história talvez mais curiosa dessas paixonites aconteceu com um canadense descendente de islandeses chamado Charlie Thornson.

Ele era um excelente ilustrador, mas sua vida pessoal não foi das mais felizes: foi casado duas vezes, e ambas suas esposas faleceram em questão de meses após o casamento, bem como os dois filhos que tiveram com ele. Depois que a segunda esposa morreu, ele ficava frequentando cafés em Winnipeg, deprimido, bebendo e rascunhando desenhos. No seu café favorito, porém, ele conheceu uma garçonete islandesa chamada Kristín Sölvadóttir, que estava passando uma temporada com parte da família dela que morava no Canadá. Ela linda, ele apaixonado; ele logo se declarou. Aqui rola uma certa polêmica quanto aos fatos – há quem diga que foram noivos e há também a versão de que ela recusou e viajou para longe – mas a verdade é que o casamento nunca aconteceu e ela voltou tempos depois para a Islândia. Ele, porém, nunca se esqueceu dela, e a imortalizou para o mundo ao trabalhar para os estúdios Disney, onde criou a versão original da primeira princesa da franquia, a Branca de Neve.

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De um lado, uma reprodução da foto de Kristín quando jovem. Do outro, a famosa Branca de Neve. Não são parecidas? 🙂

Agora, me diga: quem não gostaria de uma declaração de amor dessas – ser imortalizada como uma princesa? 🙂

Detalhe: Apesar da história de amor, o nome de Charlie Thornson não consta nos créditos do desenho da Branca de Neve divulgados pela Disney por uma razão: diz-se que o próprio Walt Disney tinha uma política de confidencialidade em relação aos créditos dos desenhistas que trabalharam no projeto, e isto enfurecia Charlie, que era um dos mais talentosos da equipe e queria ter seu trabalho reconhecido. Isso gerou sérias discussões, e por fim ele largou os estúdios antes mesmo do lançamento do filme da Branca de Neve, mas levou consigo todos os rascunhos e desenhos que fez do período de produção para comprovar sua história. Estes documentos encontram-se hoje na Biblioteca da Universidade de Manitoba, no Canadá.

4. A paisagem é tão louca que a Nasa escolheu o país para treinar seus astronautas lá

Na década de 60, durante o programa espacial Apollo, a Nasa levou para a Islândia um grupo de astronautas para duas missões de treinamento. A idéia era prepará-los de antemão para se virarem numa paisagem inóspita e de condições extremas, antes de mandá-los para a Lua. E a paisagem mais próxima do que eles acreditavam que seria uma superfície lunar foi a cadeia de montanhas ao norte do Vatnajökull glacier, o maior da Islândia.

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Essa foto foi tirada em um dos glaciares pelos quais passamos, que é o mais “turistico”. Ainda assim, a paisagem parece quase lunar, né?

Ou seja: quando a gente diz que a Islândia é coisa do outro mundo, é para interpretar mesmo ao pé da letra!

5. Eles tem uma das maiores concentrações de gêiseres do mundo

Alguns idiomas no mundo tem a capacidade de “emprestar” palavras para descrever uma determinada coisa. E se há uma palavra oriunda do islandês que foi exportada para o mundo, essa palavra é “gêiser”. Com tanta atividade termal acontecendo na ilha, é super natural vê-la sempre borbulhando.

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Um dia como outro qualquer ao lado do Strokkur…

Um dos mais famosos gêiseres fica na trilha do Golden Circle – um circuito de estrada que passa por algumas das principais atrações do sul da ilha. Essa parada chama-se Geysir Hot Spring Area e é lá que fica o Strokkur, o gêiser mais ativo do país. A vantagem de visitá-lo é que ele nunca decepciona os turistas, que podem esperar uma erupção a cada 4 minutos, mais ou menos. Ainda assim, os estudiosos consideram que ele está mais “calmo”, já que no passado suas explosões chegavam a 40 metros de altura – hoje estão entre 10, às vezes 20 metros.

O único gêiser que eu vi no passado foi na Nova Zelândia, e a erupção dele contava com uma certa “ajuda”, já que alguns dos profissionais do parque geotermal de lá “alimentava” o gêiser com algumas substâncias que acelerassem a erupção – de modo que foi bem interessante ver um “funcionando” de forma tão poderosa e espontânea. 🙂

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Curiosidade: os gêiseres foram muito úteis no dia a dia dos islandeses. Era comum que alguns deles usassem as águas termais quentes para lavar roupa, aquecer-se no inverno e até cozinhar ovos e pão na “boca” do gêiser – era só tomar cuidado para fazer isso enquanto ele não explodia! 🙂

Veja também: há um passeio de um dia chamado Golden Tour que sai de Reykjavik e inclui uma parada perto do Strokkur – você pode reservá-lo aqui.

6. A Islândia tem várias coisas compactas: inclusive cavalos e ovelhas

Repare: apesar de ser um um país “verde” no sentido de ser sustentável, esse mesmo verde não se traduz na paisagem: em muitas paisagens fora das estradas não se vê muitas árvores. 

Porém, é bem comum um tipo de vegetação que parece um monte de arbustos agrupados. Algumas são um pouco maiores que uma pessoa.

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“Isso que vocês chamam de arbustos, nós chamamos de floresta islandesa”, disse o guia que nos acompanhava. “Há um ditado por aqui que diz que, ‘se você se perder em uma floresta na Islândia, basta ficar de pé para se achar’”.

É brincadeira – nem todas as árvores não são tão baixinhas assim. Essas “florestas” – pelo menos as nativas, ou seja, que não foram plantadas pelo homem – parecem mesmo mini árvores. E o motivo disso é que as condições áridas do inverno rigoroso, as mini “eras do gelo” que aconteceram nos séculos passados e a erosão natural causada pelo vento, pelas erupções vulcânicas e pelos animais de pasto não favoreceram o crescimento de muitas árvores. De umas décadas para cá, os islandeses tem procurado reflorestar várias áreas, e já há algumas regiões de árvores bem altas – mas ainda assim o mais comum ainda é ver essas “florestas de arbustos” nas encostas dos montes na paisagem.

O mesmo vale para os cavalos e ovelhas islandesas: as raças que existem lá não são nativas, e sim descendentes das primeiras raças de cavalos e ovelhas levados pelos viking há séculos atrás. Mas o motivo pelo qual se adaptaram perfeitamente ao país é porque são pequenos (alguns cavalos tem status de pôneis) e extremamente fortes e peludos para resistir ao inverno.

Crédito da Foto: Isabella Jusková
Cavalo islandês. Crédito da Foto: Isabella Jusková (Unsplash)

Muitos tours, por isso, incluem passeios em cavalos islandeses que, aliás, são uma fofurinha! 🙂 Se você gosta de cavalgadas, é um passeio imperdível – aqui há um tour que organiza isso a partir de Reykjavik – mas se prefere só ir vê-los, há alguns passeios pelo Golden Circle que incluem uma parada em uma casa de fazenda para almoço, e muitas delas tem cavalos e ovelhas para ver de perto!

7. A Islândia tem o maior número de escritores por habitante do mundo

Há estatísticas que apontam que o 1 em cada 10 islandeses publica um livro – o que, considerando que a população total é de 300 mil habitantes , é um percentual altíssimo. Mas isso só ilustra os números de volumes publicados – porque a verdade é que eles costumam escrever (e ler) muito mesmo.

Crédito da foto: John Felise (Unsplash)
Crédito da foto: John Felise (Unsplash)

E isso, ao que dizem, vem de tempos. Afinal, os invernos são longos e com dias muito curtos e escuros, de modo que ficar dentro de casa escrevendo virou uma tradição.

Ah, e não por acaso, o país é famoso por ter uma mitologia de elfos, trolls e paisagens fantásticas, bem como uma enorme tradição de viagens e aventuras dos antepassados vikings, o que ajuda na imaginação na hora de escrever. E essa coisa do escritor atormentado e vivendo na miséria também não existe por lá – muitos deles recebem salários e conseguem viver da escrita.

O que não quer dizer que todos eles sejam um tipo de Paulo Coelho nadando em dinheiro. Não; na Islândia ser autor de livros não é visto como um status maior do que os outros trabalhos, e é algo acessível a qualquer pessoa, inclusive quem não tenha muito estudo.

O que isso quer dizer na prática? Que Reykjavik ganhou da Unesco o título de Creative City of Literature – mesmo status de cidades como Dublin, Edimburgo, entre outras.

Porque enumerei essa dica aqui? Porque se você for para Reykjavik, fica a dica de passear por alguma das livrarias da cidade. Mais do que nas livrarias, a cidade respira cultura – mas nas livrarias é fantástico o acervo de obras literárias, jogos, papelarias e qualquer coisa fofinha que enche os olhos de quem ama viver entre livros. ????????

8. A Islândia é um dos países mais felizes do mundo – mas um dos conceitos de felicidade tem a ver com o fracasso. E funciona.

Ainda sobre livros… 🙂

No livro “A Geografia da Felicidade”, o autor (que se autointitula um mau-humorado crônico) tem uma proposta interessante: ele viaja para vários países no mundo que tenham sido indicados, por algum estudo econômico, filosófico ou sociológico, ser “o país mais feliz do mundo”. Ao ir para cada um dos países listados, ele tenta entender qual o conceito de felicidade em cada um desses lugares e o quanto isso de fato impacta na vida das pessoas ali que faça justificar o sentido da felicidade.

Antes de mais nada, eu devo dizer que recomendo a leitura mesmo! Tenho o livro aqui em casa e é um dos melhores travel writings que eu já vi, daqueles que faz a gente viajar e questionar ao mesmo tempo.

Pois bem: um dos países era a Islândia, que não raro é considerada o melhor país do mundo, especialmente pelos próprios islandeses. E há vários motivos que justificam que os islandeses acreditem nisso (e eu concordo com muitos deles)… Mas o que o autor do livro propôs é que uma das razões da felicidade na Islândia é a idéia ao redor do (retumbar de tambores)… fracasso.

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Você leu direito. E provavelmente teve o mesmo ponto de interrogação no rosto que eu tive: afinal, a gente entende que um país seja feliz quando as pessoas conseguem ter sucesso, mas não quando tem fracasso… certo?

Mas a lógica disso é que, segundo o autor do livro, tanto o sucesso quanto o fracasso não é levado tão a sério pelos islandeses. Pelo, contrário, o fracasso está inserido numa filosofia de liberdade de expressão, que diz que um islandês pode tentar ser o que quiser e mudar de idéia quantas vezes for necessário: ele pode começar estudando para médico, depois largar o trabalho para ser engenheiro, depois resolver trabalhar profissionalmente com vocalista de uma banda de rock, depois virar chef de cozinha e por fim ser criador de ovelhas. Logo, não tem problema se eventualmente a banda de rock não emplacar ou se ele foi um médico que não continuou a adquirir experiência em cirurgia. Ele não precisa ser um expert em tudo. “Fracassar” em um empreendimento tem uma carga muito menor na sociedade e no mindset islandês do que teria, por exemplo, na cultura americana ou britânica, em que a especialização em uma carreira (geralmente obtida após uma dedicação por anos) é o que costuma ser valorizada, e que pessoas que mudam de carreira muito frequentemente (e por carreiras tão diferentes entre si) costumam ser vista com desconfiança.

Isso é uma análise definitiva? Não, é um ponto de vista de um autor que foi lá – mas achei interessante e válido colocar neste posto porque 1) o livro realmente tem uns insights super interessantes e 2) esta é uma curiosidade que faz sentido com o que vi lá. Segundo o autor, o fato do fracasso não ser um estigma gera uma enorme liberdade de criação, o que de certa forma impulsiona o boom cultural de design, música e artes que acontece hoje em Reykjavik.

Crédito da Foto: Josh Felise (Unsplash)
Crédito da Foto: Josh Felise (Unsplash)

Eu não sei vocês, mas acho que faz total sentido: tire o medo do fracasso, e o que sobra é uma campo enorme de experiências e possibilidades de vida. Tem coisa mais feliz que isso? 🙂

9. Não existem mosquitos nem formigas na Islândia. E nem McDonalds.

Se você é daqueles que jamais perdoou Noé por ter colocado um casal de mosquitos na arca, regozijai-vos: eles não chegaram na Islândia, de modo que você pode deixar o repelente em casa e ser feliz.

Crédito da Foto: Pixabay
No. Just no. Crédito da Foto: Pixabay

Mosquitos não existem na Islândia por dois motivos bem básicos: o primeiro é que eles não sobrevivem às temperaturas muito baixas e ao tempo rigoroso. E a segunda é que eles não conseguem se alimentar direito, já que a maioria dos animais (inclusive homens) possuem uma espessa camada de pêlo para se proteger do frio, o que impede as famigeradas picadas.

E também é um dos poucos lugares do mundo onde não há formigas – mas aparentemente, nenhum especialista conseguiu explicar o porquê disso! ????

Outra coisa que não existe é um McDonalds – daí a se isso é uma notícia boa ou ruim, fica a seu critério. Afinal, se você quiser opções para fugir da possibilidade de comer um testículo curado de carneiro, um Big Mac não será uma alternativa! ????

(Mas isso é só uma piada, tá? Reykjavik tem restaurantes tão bons que você nem vai sentir falta!)

VEJA TAMBÉM:

Este post com dicas de onde se hospedar e quanto gastar em Reykjavik

Lista de hotéis em Reykjavik (via Booking)

Passeios na Islândia partindo da capital (via Viator)

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