“É muito divertido quando acontece um velório por aqui”.

É o que me conta Éfrain, do Hostel Cielo Rojo, onde me hospedei em Oaxaca, cidadezinha no interior do México, a seis horas da capital. E, segundo minhas pesquisas, palco das festividades mais tradicionais do Dia de Mortos por lá (que acontece na mesma data do nosso Dia de Finados).

Aliás, quem quiser saber informações gerais sobre as tradições que estão por trás da data, temos um post mastigadinho aqui. Vale a pena ler e se enterrar, ops, interar do assunto antes de seguir com este aqui.

Mas se a revelação acima te pareceu (no mínimo) mórbida, é porque você precisa visitar o México lá para o início de novembro para entender como funciona as festividades e tradições por trás do Dia dos Mortos. E sentir o clima de uma cultura totalmente diferente assim, ao vivo e a cores.

Aliás, muitas cores.

Explicando: segundo a tradição mexicana, um velório é a despedida do morto, cuja alma vai para um lugar melhor. Uma versão em menor escala, digamos assim, dos rituais do Dia dos Mortos onde, segundo a mesma tradição, as almas voltam para celebrar o encontro com seus parentes do lado de cá.

 Ou seja, é um encontro de família. Festeira, ainda por cima. Uma alegria que só, por definição.

 Então, antes de eu começar a explicar direitinho tudo, me promete uma coisa: até o final do texto, fica proibido pensar nas palavras “mórbido” ou “macabro”, e vamos entrar no clima para entender que elas não se aplicam. Sério.

Nem mesmo se, ao chegar em Oaxaca no dia 31 de outubro, a boa da noite seja fazer um tour pelos cemitérios da cidade.

 

Dia 31 de outubro: um rolé noturno pelos cemitérios

Como explicado neste post aqui, a noite do dia 31 de outubro ao dia 1o. de novembro, é a chamada noite dos “angelitos“, quando acredita-se que as almas das crianças voltam ao mundo.

Mas que, na prática, a celebração é liberada para os mortos de todas as faixas etárias. 

Então, muitas famílias se dirigem aos cemitérios da cidade – prática que acontece em todo o México, mas que em Oaxaca o ritual assume lugares ainda mais festivos. Nós fomos atrás. Contratamos um tour, oferecido pelo próprio albergue Cielo Rojo, e que incluía a visita a 3 cemitérios nos arredores de Oaxaca, além de um kit – merenda composto de pão, chocolate, vela e flores.

Romântico, né? Mas é um mimo para os mortos, não para você.

O engraçado é que, no caminho para os cemitérios, um pouco distantes do centro histórico da cidade, a gente já pega um engarrafamento. Primeiro, porque é muita gente indo para lá também. E segundo, porque algumas ruas fecham com a passagem de bandas tocando marchinhas, em algo parecido com o que seria nossos bloquinhos de carnaval.

Mas chegamos. No Panteón San Miguel, o principal cemitério da cidade.

OK, a entrada de todo cemitério não é lá uma coisa, digamos, alegre. Mas o bom é que, assim como vocês estão fazendo agora, a gente também foi assimilando a vibe da data aos poucos.

Até porque em cemitério, já sabemos, não existe pressa. Mas é o tempo que a gente precisa para, aqui e ali, começarmos a encontrar algumas doses discretas de humor.

O San Miguel é um cemitério grande e sóbrio – palavra última que parece ser inerente a cemitérios em geral, mas aqui vale ressaltar.

Não víamos aqui muitas famílias velando o túmulo dos seus mortos, mas sim uma série de altares expostos, montados por artistas, alunos, entidades. Seus corredores viram quase um museu provisório – na falta de outra palavra melhor – onde a gente conhece, de perto e com toda a fartura mexicana em cores e flores, as tradições nos altares dedicados aos mortos.

Tais altares estão em corredores com este – e toda a luz que temos é de várias velas pequeninas ao longo do caminho.

O bacana é perceber sutis diferenças. Para quem vai curtir o Dia dos Mortos em Playa del Carmen, no parque Xcaret, existem vários altares expostos mostrando a diferenças em cada região (veja aqui!).

Mas, ali, você vê o trabalho de pessoas em Oaxaca mesmo, não uma coisa feita para turistas. Por exemplo, desde altares com obras de arte de artistas locais, com caveiras dançando, jogando beisebol, pensando…

… ou altares para valer, dedicados a pessoas que, a considerar a dedicação, eram (são) muito especiais. Este, por exemplo, é o altar dedicado a uma criança.

 Em tempo: durante uma conversa sobre o Dia dos Mortos, ouvi :“Impossível entender como as pessoas comemoram a morte, e como uma mãe não vai ficar arrasada e triste quando um filho se vai. Então, não dá para entender ou aceitar uma coisa dessas. Imagina, ficar feliz com um velório?!”.

Verdade. Mas em nenhum momento a gente ouve que alguém “ficou feliz com a morte de outra pessoa”. Pelo contrário, mesmo a tal “festa” do velório, explicada lá em cima, é feita com um profundo respeito. O pesar pela falta existe, claro. Só que de uma forma mais leve que a gente.

Porque, nas palavras dos próprios mexicanos: “se a morte é, fato, uma parte da vida, e nós somos tão alegres, festeiros e coloridos por natureza, porque nos tornar pesados quando uma pessoa querida se vai? É quase como anular toda a cor e alegria que ela teve enquanto esteve conosco“.

 E também porque, segundo eles, a pessoa continua viva enquanto continuar viva a lembrança e o carinho que se tem por ela.

 Mas é nesta noite que também começamos a ver as pessoas com rostos pintados saindo às ruas. Caveiras em sua maioria, mas os zumbis também faziam um flash mob de “The Walking Dead” aqui e ali. Mas nos cemitérios, reinavam as pinturas de caveiras, numa referência tanto ao Dia dos Mortos, com a uma sutil influência do Halloween americano.

Embora, as caveiras do México eram muito mais interessantes. E aí, começa, silenciosamente, uma espécie de gincana para encontrar a pessoa com a melhor produção.

Tarefa difícil, aliás. Porque o pessoal de lá leva a sério mesmo.

Quer casar comigo?

Aliás, muitas são as referências a caveiras vestidas de noivas ou de madames muito guapas, com chapelões e echarpes, tanto em pessoas andando nas ruas, quanto nas lojas de artesanato. O nome delas? Katrina, que simboliza a morte.

Segundo eles, num claro sinal de que a morte chega para todos: bonitos e feios, ricos e pobres, cafonas e elegantes.

Aliás, um paradoxo: isso me lembra que a Morte, para a gente, é representada com o rosto oculto por um capuz negro, curvada, com mãos de esqueleto e uma foice pronta para chegar junto no nosso pescoço.

E depois os mórbidos e macabros são eles. Ah, tá. 

A segunda parada foi em Xoxocotlán (“Xoxo”, para os íntimos), vilarejo próximo a Oaxaca. Ali a visita dura mais tempo, o suficiente para visitar dois cemitérios, o velho e o novo. E, ali, a gente tem a primeira impressão de que o cemitério virou uma festa. A contar pela profusão enorme de flores e velas em cada um dos túmulos.

E música. Mariachis.

Cada túmulo é ricamente adornado com flores, velas e estátuas de caveiras, imitando cenas do morto.

Ao lado, a família (que muitas vezes inclui idosos e bebezinhos) passam a noite ao lado, ceando. Para ver mais fotos de como é,  clique neste post  aqui.

As oferendas em geral são o Mezcal (bebida alcóolica mais forte que a tequila), frutas, caveiras em forma de chocolate ou açúcar e pão – o chamado “Pan de Muertos“. Que é um pão normal, massudo e grande, e típico de Oaxaca por todo o ano – mas que, na ocasião especial do Día de Muertos, ele é decorado com imagens e rostos de pessoas, simbolizando os mortos.

Então, fica uma coisa meio que customizada: você escolhe o Pan de Muertos cuja cara seja mais parecida com a do falecido (cabelo castanho ou loiro, pele clara, olho azul, etc).

Ok, isso sim eu achei esquisito!

Pan de Muertos. Alguém está servido?

 

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Observação: Parte da tradição inclui, após os dias de celebração da data, a família dividir e comer toda a comida que ficou exposta no altar, em oferenda aos mortos. A razão mais forte, por trás de todo o simbolismo, é  evitar o desperdício. Mas todos afirmam que, ao comer uma maçã ou um pão dedicado aos mortos, percebem que o alimento não tem gosto nenhum. A explicação metafísica é a de que a alma já “consumiu” as oferendas, extraindo todo o sabor. Então, para quem faz depois o “enterro dos ossos” (da comida, que fique claro) o gostinho que fica é de… nada.

Leitores, fiquem à vontade para debater possíveis causas desse fenômeno. Por enquanto, a versão das almas  gulosas ainda está na frente da preferência do júri popular.

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E aqui, mais pessoas pintadas. Criancinhas também entram na brincadeira. Mas o assustador fica só na tinta imitando sangue (sim, pessoal, é brincadeirinha!).

Aliás, lembram das nossas oferendas? Então, somos convidados a “adotar” um túmulo vazio, sem velas ou enfeites, e ali depositarmos nossas oferendas para o falecido.

Até porque tem gente que nem morta gosta de ficar sozinho em festa grande. 

Status do primeiro dia: saindo sorrindo de uma visita ao cemitério. Sem perceber. Que nem quando a gente sai de uma festa tranquila.

 

Dia 1o. de novembro: Bloquinhos e marchinhas. Quase um carnaval, só que não.

Olinda em Fevereiro?

Não, Oaxaca na noite de Finados.

Embora o dia de Finados seja no dia 2 de novembro, as festividades acontecem mais ou menos como é no Natal (que é no dia 25, mas na prática, celebrado na noite do dia 24).

Logo, no México a grande noite é a do dia primeiro de novembro, onde as ruas do centro histórico de Oaxaca recebem a visita dos Comparsas (bandas cujos integrantes, vestidos de caveiras, saem tocando marchinha pela cidade) e de vários turistas, mexicanos e estrangeiros, atrás.

[box type=”info” style=”rounded”]À propósito: lembram de que velório em Oaxaca era divertido? Porque, segundo me explicaram, depois da missa na igreja (com toda a formalidade tradicional) o corpo é carregado pela cidade num caixão (puxado por burro ou por um carro) até o cemitério. Tipo o que temos, de certa forma, nos enterros no interior do Nordeste (alguém viu o Auto da Compadecida?). Só que, ao invés de lágrimas e palavras em latim, quem abre o caminho para o cortejo fúnebre são os Comparsas. Coloridos e musicais. Flores e as onipresentes oferendas complementam a despedida que, convenhamos, é bem menos triste que a nossa.

Em tempo: eu não cheguei a ver um velório, só a festa dos Mortos. Mas caso alguém tenha curtido a idéia de assistir uma manifestação cultural curiosa, e só chegar em Oaxaca e, além do guia de viagem, dar uma olhadinha na seção de obituários. Vai que, né?[/box]

A festa acontece na Praça Zocalo e imediações, assim como na rua Alcala. Aqui tem um mapinha da área.

E, como é dia de festa, tem que rolar os preparativos. Turistas estão convidados para caracterizar-se.

PS: se você estiver num albergue, aproveite! A grande vantagem é fazer amigos, o que conta muito numa festa como essa. Afinal, todo mundo que se pinta unido, se diverte unido!

As ruas histórias de Oaxaca, já naturalmente fofas durante o ano (aliás, vale a visita para quem estiver passeando pelo México) vira uma grande passarela de música, som e pessoas. Lojinhas de artesanatos, cafés e bistrôs simpáticos e boates com músicas latina estão salpicadas aqui e ali, de portas abertas.

Me lembrou um carnaval de Olinda – só que sem o calor pernambucano. Ah, e com caveiras.

As caveiras estão onipresentes, em todo o lugar – e nada, nada macabras. Bandinhas, vendedores ambulantes, pedestres – a cidade fica cheia delas. Uma mais diferente do que a outra.

E, além de lindas, exibidas. Dançando, posando para a fotos, sorridentes. Fica, a cada esquina, mais difícil a gente organizar aquele “score” inicial, lá em cima, de qual foi a caracterização mais bonita que a gente viu.

Então, fica aí outra dica: quem não gostou da vibe dos cemitérios à noite (embora, insisto, é bem menos assustador do que parece. Pelo contrário), vale a pena ficar pelo centro de Oaxaca e, literalmente, correr atrás do bloco.

E leve a câmera, sem medo. Você vai registrar muitas fotos lindas.

Uma curiosidade: como é perto do dia de Halloween, muitas crianças vão te pedir balas ou doces. Se você não quiser participar da brincadeira, é só dizer que não tem e pronto. Mas se quiser, não custa nada comprar um saco de guloseimas baratinho e andar com elas a tiracolo pela rua. Você pode se tornar uma pessoa bastante popular entre as crianças! 😉

Ou, ainda, você pode abdicar das fantasias fúnebres e colocar um look mais, assim, Marvel. 

Embora, se fizer isso, aí sim elas vão ficar hipnotizadas com você… 🙂

Homem-aranha, é você?????

E como toda festa de rua, o bacana é ver as “performances”. Porque, se o pessoal já leva a sério só a questão da maquiagem, o que dizer de um grupo de zumbis sendo “atacados” em plena rua?

Para carnaval de rua, não falta nada!

Mas nem tudo é fantasia assim, mórbida (agora sim, voltemos com a palavra). Também, passeando pela rua, encontramos várias coisas assim, “cuti-cuti”.

Venha e ouse resistir aos meus encantos…

 Agora, convenhamos: e o nosso dia de Finados, que é ficar em luto e triste o dia todo, todos os anos? Isso sim é de uma chatice mórbida.

Eu, hein? Nem morta.

Como organizar sua viagem a Oaxaca para o Dia dos Mortos:

Vôos: A Aeroméxico tem voos para lá (muito bons, por sinal) saindo da Cidade do México. Quem quiser ir do aeroporto de Cancun até lá também tem voos com conexão na capital. Linhas de ônibus, como a ADO também fazem essa rota (e os ônibus são bem confortáveis), mas eu não recomendo. A viagem é longa, cansativa, e você vai estar morto (ops!) quando chegar lá.
Hospedagem: Tem vários albergues e hotéis simpáticos, mas como eu fui sozinha, ficar em albergue foi uma boa pedida para socializar – coisa que vale a pena fazer em Oaxaca. Fiquei no Hostel Cielo Rojo, bem simpático, limpinho, e cujos donos são de uma simpatia pura. O que se reflete no ambiente, bem agradável. Outro albergue super bem falado foi a Casa Oaxaca, um HOtel Boutique, mas até onde eu sei, as vagas se esgotam muito rápido. Tipo janeiro. Mas se quiser outras opções, procure nas imediações da praça Zocalo, bem no centro histórico da cidade (aqui tem uma seleção de albergues filiados ao Hostelbookers na cidade).

Hostel Cielo Rojo Oaxaca Mexico
Área de Lazer do Hostel Cielo Rojo, em Oaxaca

Quando ir: Chegue, no máximo, dia 31 de outubro em Oaxaca, para pegar os dois dias das maiores festividades. Antes disso, acontecem festas também no Xcaret, em Playa del Carmen, e em Puebla.

O que levar: Durante o dia faz um calorzinho, com pancadinhas de chuva aqui e ali. Mas a noite, leve um casaco, porque esfria.

A viagem para a Oaxaca, no México, feita por esta blogueira e jornalista, contou com a parceria e colaboração do Hostel Cielo Rojo (Oaxaca) e do Hostelbookers. Agradecemos a todos pela ajuda e pelas importantes informações – documentar um festival como esse não seria tão enriquecedor sem a ajuda de vocês.

Comments

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Clarissa Donda
Sou jornalista e escritora. Eu criei esse blog como um hobby: a idéia era escrever sobre minhas viagens para não morrer de tédio durante a recuperação de um acidente de carro. Acabou que tanto o blog quanto as viagens mudaram a minha vida (várias vezes, aliás). Por isso, hoje eu escrevo para ajudar outras pessoas a encontrarem as viagens que vão inspirar elas também.

22 COMENTÁRIOS

    • Lu, que bom que gostou! Eu fiquei apaixonada pelo Festival deles – já tinha uma curiosidade enorme antes de conhecer, mas agora… Dá vontade de nunca mais passar o Dia de Finados como a gente faz. De fato, a cultura é super rica!
      Bjos!

    • Oi, Rafael! Obrigada pela visita e pelo elogio! 🙂

      É verdade, a cultura deles é impressionante! E bastam dois dias para a gente começar a repensar uma série de coisas a que estamos acostumados só porque nossa cultura dita de uma maneira!
      Por isso que viajar é a melhor coisa, né? 🙂

      Bjos!

    • Mirella, que bom que gostou! Olha, vá sim, e agora que você está mais “pertinho”, vale a pena se programar, viu? É uma experiência e tanto!

      E quando você for, me avise! Posso te ajudar com mais detalhes, se quiser!

      Bjos!

  1. Hola Clarissa! Este post ta aqui salvo no meu computador desde o início do ano…

    Antes eu li de curiosidade.. Agora to relendo pq vou para o México e se tudo der certo, pegarei o famoso Dia de Los Muertos lá… Nem preciso falar que to muito ansioso e animado pra conferir isso tudo de perto.

    Tenho uma dúvida… Eu chego lá no final da tarde do dia 1° de novembro. Você sabe se tem algum tour pelos cemitérios neste dia (assim como vocês fez no dia 31)?
    Pq eu teria que juntar a festa na rua com o tour..

    Parabéns pelo post!! Tá de matar…ops.

    • Oi, Rafael!
      Que bom que você gostou do post!! Fico feliz dele estar salvo aí há tanto tempo!
      Olha, isso vai depender da cidade em que você vai. É Oaxaca mesmo? De qualquer modo, eu acredito que todos os hotéis e agências estejam oferecendo tours todas as noites para o cemitério – o meu eu fechei assim que cheguei, também, direto com o albergue. Mas você deve encontrar sim, as vigílias acontecem quase todos os dias, do dia 31 até o dia 2.
      Já a festa de rua é bem animada, e em cidades como Oaxaca vai até altas horas da madruga! 🙂
      Boa viagem, conta depois como foi! 🙂

  2. Oi, soube que nos dias 01 e 02 de novembro existe festival de globos (balões) para iluminar os espíritos e comemorar o dia dos mortos. Gostaria de saber mais deste evento, dia certo que acontece, cidade on se realiza, etc. Adoramos balões e gostaríamos de presenciar este evento.

    • Neide, eu já ouvi falar de festival de balões sim, mas nas Filipinas, não no México (e se tiver um lá, eu também quero conhecer!)
      Mas não conheço não – estamos na mesma! 🙁 O Que eu já ouvi falar (e que dizem que é lindo) é na ilha de Patzcuaro, em que à meia noite todos os barqueiros levam velas em seus barcos e o jogam no rio ao redor, que fica lindo e todo iluminado. OS próprios mexicanos me recomendaram – dizem que é lindo!

  3. Oi Clarissa, tudo bem?
    Encontrei seu blog hoje e estou apaixonado <3 Tô com um pensamento forte de embarcar pro México, mas não esse ano 🙁 estou de mudança agora para outro estado e aí vem a faculdade e tudo aquilo que (acredito) que você sabe como é. Justamente por tudo isso, a questão financeira é uma parte que pesa pra mim, você poderia dar um valor base de quanto eu preciso pra ficar tranquilo por lá por uma semana (com o hostel, alimentação, souvenirs e o que mais possa aparecer)? Espero retorno. Beijão e parabéns pelo blog!

    • OI, Marcelo, que bom que você gostou do post, fico feliz!
      Sim, sei bem como é faculdade e mudança para longe. Ô se sei. Não é nada fácil, mas vale a pena – aproveite o processo!
      Quanto à questão financeira, sem bem como é também, e o México não é dos destinos mais caros (acho que viajar por lá, dependendo de para onde você for, pode sair mais em conta do que viajar para o Brasil).
      Porém, não posso te ajudar dizendo quanto você vai gastar exatamente, porque não tenho como dar esses valores – cada pessoa é diferente, com gostos diferentes, e se você gosta de um determinado tipo de comida ou tem preferência por um tipo de passeio, isso muda muito.
      Mas olha, o que posso te adiantar: cidades como Oaxaca e Puebla são mais baratas que as áreas turísticas como Playa del Carmen e, especialmente, Cancun – e a experiência é mais genuína e tradicional também. Os vôos Brasil-Cidade do México podem ser a parte mais cara da viagem, mas em geral os trechos internos, de Cidade do México a Oaxaca, por exemplo, são mais em conta (lembro que paguei em torno de 400 reais por um, na época). Vários ônibus (confortáveis) também fazem esse trajeto, numa viagem de 6 horas, que também vale a pena porque é barata e a paisagem por onde eles passam é bem bonita. Oaxaca é cheia de restaurantes, mas tem muito street-food, que é onde eu comia (muito bem, por sinal). Tem um mercado municipal de comidas por lá que não é nada elegante (não serve para quem tem frescura), mas a comida era barata, farta e boa. Tem um monte de hotel chique também, mas o hostel que eu fiquei, o Cielo Rojo – tem as indicações no post – tinha um preço muito bom (dá uma olhada nas tarifas atuais dele), e foi ótimo.
      Sem entrar em valores, porque não tenho como fazer isso, mas já te dando uma idéia: eu fiquei 2 dias em Playa del Carmen, 1 em Cancun e 4 em Oaxaca. E gastei menos nos 4 dias em Oaxaca do que em todo meu 1 dia em Cancun.
      México é ótimo para mochileiros. Se puder, programe-se para ir nessa época, de fim de outubro a meados de novembro, mas reserve todos os albergues com antecedência por que lotam.

  4. Olá Clarissa,
    Adorei o blog e a forma completa de sugestões para quem vai arriscar o mesmo tour.
    Faço aniversário no dia 02 de novembro e sempre sonho em ir ao Mexico neste dia.
    Vou ainda este ano, qdo completo 30 anos de idade.
    Mas estou dividida entre Oaxaca por causa da tradição e o Parque Xcaret para conhecer Playa de Carmen.
    Então pensei em ficar dia 31 e 1 de novembro em Oaxaca e dia 2 ir no parque Xcaret, o que você acha?
    Bjos e parabéns!

    • Paula, minha sugestão seria fazer o mesmo que eu fiz na época (estava com o mesmo dilema que você!).

      Eu chegaria antes em Playa del Carmen, curtiria a praia e o parque Xcaret (que tem a programação de dia) e na noite do dia 31 iria assistir a cerimônia de início do Dia dos Mortos no Parque Xcaret (que é bem interessante). DIa 31 de outubro eu já pegaria o primeiro voo para Oaxaca, para já começar a curtir as festas na cidade de tarde! 🙂
      Oaxaca tem as festas mais animadas do dia 31 ao dia 4, e a cidade tem toda uma “aura” cultural bem mais rica e interessante que Playa del Carmen (que, deixo bem claro, é linda e charmosíssima, mas tem um pouco do “ar de turista”). Assim, eu trocaria a ordem: começaria em Playa e terminaria em Oaxaca – assim o seu encantamento vai seguir num crescente, sabe?

      Espero ter ajudado! 🙂

  5. Olá, Clarissa! Que post maravilhoso heim! Tomarei como base!! Olha só…Pretendendo ir a Oaxaca nesses dois dias de 2017. Você acha que chegando às 15h do dia 31/10 e ficando até o meio dia do dia 02/11 seria suficiente? Sei que o ideal seria não ser tão corrido, mas queria ver também algumas coisas a na capital 🙁 obrigado pelas dicas todas!!?

    • Oi, Antenor! Eu acho que dá sim, mas você tem que chegar direto para o hotel deixar as coisas e direto para ver a cidade e os cemitérios. Mesma coisa no dia 1 de novembro, aproveitar ao máximo tudo, porque tem muita coisa acontecendo.
      Fica corrido sim, e Oaxaca é uma gracinha de cidade que merece ficar mais tempo mesmo – mas com esses horários de chegada e saída que você falou dá para ter um gostinho sim!

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