Como levar seu animal para a Inglaterra: um passo a passo mastigado!

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Como levar seu animal para a Inglaterra: um passo a passo mastigado!

Para quem acompanhou o blog por estes dias, sabe que teve várias mudanças por aqui!

E quando começamos a nos preparar para nos mudar para a Inglaterra, entrou a questão do que fazer com as nossas roommates: duas gatinhas viralatíssimas que fora adotadas e moram conosco.

Devo dizer que o processo de prepará-las para o embarque foi chato e, principalmente, caro. E se cada país tem lá suas regras para aceitar a entrada de animais – e as companhias aéreas tem também as suas – a Inglaterra (e por consequência, o Reino Unido) devem ser os campeões de exigências.

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E por isso, resolvi escrever um post detalhadinho de como foi o processo – especialmente porque 1) as gatinhas já chegaram e estão aqui lindas e fofas em terras da Rainha e 2) soube de muita gente que não se informou direito e não pode embarcar com seus bichinhos porque não providenciou o que era necessário. Partiu meu coração ver os bichinhos para trás! 🙁

Então, se você está pensando em se mudar para fora e está considerando levar seu animalzinho, espero que este post seja útil: aqui tem todo o passo a passo, as regras, as cotações com diferentes empresas, a facad… ops, o valor final de levá-las e, principalmente, o cronograma com os prazos de tempo que mostram a antecedência com a qual você deve começar a ver a documentação de vacinas e chips delas.

Espero que ajude!

As viajantes

Acho que, antes de mais nada, vale a pena apresentar à vocês minhas roommates, né? Pois bem, ei-las: duas gatinhas, duas autênticas exemplares de Pelo Curto Brasileiro (denominação ultra-chique para vira-lata), ambas adotadas e bem queridas.

Com vocês, Piaf e Coco!

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Piaf: Vira lata nascida nas ruas de Realengo, zona Oeste do Rio de Janeiro, sobreviveu de maus-tratos até ser adotada pela gente. Aparentemente, ela já esqueceu o passado sombrio e hoje jura que é rainha, toda cheia das vontades. Tem em torno de 3 anos e meio e pesa 5 kg de gordura e pelos. Mas é uma querida.

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Coco: adotada de um abrigo no Rio Comprido, tem atualmente 8 meses e 2,5kg de pura fofura. Mas não se engane com essa carinha: ela é capaz de destruir sofás e cortinas com uma agilidade impressionante, e é um arma letal contra aranhas, lagartixas e papéis importantes que você esquece de guardar.

Elas tem duas xarás francesas mais ou menos conhecidas: Edith e Chanel, não sei se vocês já ouviram falar… 😛

Requisitos para viajar com um animal para a Inglaterra

Cedo descobri que as regras para levar animais em viagens internacionais não são nada simples – e que no caso do Reino Unido a coisa fica especialmente mais complicada.

Então, se você vai ao Reino Unido, os principais requisitos que você precisa ter em mente são:

Animais não podem viajar na cabine

Mesmo os de pequeno porte – todos precisam viajar no compartimento de cargas.

A única exceção pode ser, eventualmente, cães-guia para portadores de deficiência visual. Nesse caso, os animais tem que apresentar as mesmas documentações, mas em algumas companhias aéreas pode ser permitido o ingresso deles na cabine. Mais informações aqui (link em inglês).

Alternativa: você pode, ainda, ir para Paris e levar o animal de trem pelo Eurostar (eu cheguei a considerar esta alternativa). Mas depois vi que a dor de cabeça seria a mesma em providenciar toda a documentação – fora o estresse de mais algumas horas de viagem para as gatinhas. Acabou vencendo a alternativa do avião mesmo.

Poucas companhias aéreas são autorizadas a transportar animais do Brasil para a Inglaterra

 O Reino Unido tem um documento de companhias aéreas e rotas aprovadas que permitem a entrada de animais no país, e você só pode levar seu animal por elas. Se a origem da viagem do seu animal for o Brasil e o destino final for a Inglaterra, seu gatinho só pode desembarcar pelo aeroporto de Heathrow, em Londres. As companhias aéreas autorizadas a fazer esta rota são a Lufthansa, a KLM Cargo e a British Airways.

Um aviso: a maioria das transportadoras que eu pesquisei trabalha com a Lufthansa. Foi a que usei, e gostei muito do serviço.

Animais precisam viajar como carga – e você precisa obrigatoriamente contratar uma transportadora

 Isso é uma burocracia que, infelizmente, a gente tem que passar por ela. A contratação de um transporte por carga tem que ser feito por uma pessoa jurídica, e é preciso que você contrate uma empresa para fazer isso.

Mas cá entre nós, isso é caro mas tem seu lado bom: a transportadora cuida de tudo, ajuda você a dar instruções em relação à documentação para o animal, checa para ver se está tudo certinho e cuida da liberação do animal junto ao Ministério da Agricultura – algo que não é difícil, mas é chato de fazer quando é você que tem que cuidar por conta própria. Mas o principal é que ela vai agilizar os documentos que serão necessários na hora de liberar seu animal na chegada ao Reino Unido.

Mais adiante neste post eu explico os orçamentos com as companhias e qual a escolhida! 🙂

Você também precisa contratar um despachante no seu destino final

A transportadora daqui do Brasil vai cuidar de todo o processo de reserva do voo para os animais, verificação da documentação e liberação do animal junto ao Ministério da Agricultura – mas o desembaraço e liberação do animal na chegada ao destino tem que ser feita por uma empresa local – que, sim, você vai ter que contratar também, e não está incluída no orçamento da transportadora aqui no Brasil. Do contrário, seu animal também não é liberado.

São também eles que entregam o animal no destino final – na sua nova casa lá no Reino Unido.

No nosso caso, a gente contratou a JCS, mas a empresa transportadora que você contratar aqui no Brasil vai fazer a indicação da empresa para você.

Você precisa fornecer um contato de uma pessoa que vá receber o animal no destino final

 Essa pessoa, no caso, pode ser você mesmo, contanto que você já esteja lá quando o animal chegar. Como o animal não vai voar no mesmo vôo que você, o que algumas pessoas fazem é comprar o voo delas no mesmo horário e dia do animal, e estar à disposição para recebe-lo assim que o mesmo chegar no país.

Vale lembrar que – se não tiver uma pessoa para receber o animal lá, a transportadora não leva. No meu caso, o namorado já estava lá, morando numa casa, e foi ele quem recebeu as gatinhas (que, chiquérrimas, viajaram sozinhas). Eu só fui alguns dias depois.

Quarentena: ainda tem esse negócio? Clique aqui para saber mais

Antigamente, era obrigatório que todos os animais que estivessem entrando no Reino Unido passassem por um período de quarentena, para assegurar que nenhum entrasse no país com alguma doença. Isso era extremamente estressante para o animal – fora que alguns morriam, fosse de depressão ou sei lá o que, devido ao confinamento.

Hoje as regras estão mais flexíveis, e a entrada do animal é liberada imediatamente, MAS SÓ SE a documentação de vacinas, chips e sorologia estiver toda ok – do contrário o animal é encaminhado para a quarentena assim que ele chega no país. Por isso, providencie com atenção toda a documentação certinha para o seu bichinho – é essencial para que ele não passe por isso!

Orçando as transportadoras

Eu fiz o orçamento com três transportadoras, na época. Eis os comparativos aqui.

Foi a que acabei usando no final e cujo atendimento foi perfeito (inclusive, a referência deles eu peguei neste post do blog da One Way Europe, da Mariana. O site deles é esse aqui – você provavelmente será atendido pela Thaís, que é super atenciosa e responde todas as dúvidas.

Lado positivo: foi a mais em conta. Ótimo atendimento.

Lado negativo: o embarque das gatinhas só podia ser feito em São Paulo (como eu moro no Rio, teria que dar um jeito de leva-las para lá por minha conta. Mais um problema para resolver.

Valor cobrado: USD 1.009,25 (referente ao frete com a Lufthansa) + USD 380 referentes à liberação dos animais junto ao Ministério da Agricultura, emissão do CZI (um dos certificados de saúde necessários para o animal viajar) + Cuidados com o animal até a hora do embarque.

Total: USD 1.389,25

Contatos direto com o Peter (peter.walvis@transcontrol.net) ou pelo telefone 55 11 97685 1228 e 55 21 2438 4040

Lado Positivo: Demonstrou um atendimento atencioso o tempo todo. Outra vantagem é que o embarque seria feito direto no Rio de Janeiro.

Lado negativo: Foi a que tinha o preço mais salgado.

Valor cobrado: USD 3.797,32

Contatos podem ser feitos direto no website deles, no telefone ( 21) 3503-8900 ou no email atlantis@atlantis-international.com.br

Lado positivo: Embarque seria feito no Rio de Janeiro.

Lado negativo: Só cotei com eles e não conversei mais sobre os serviços, de modo que não tenho muito a comentar.

Valor cobrado: USD 2.200,00

Calma que a facada no bolso não acaba aí: todos estes valores são referentes à contratação dos serviços da empresa transportadora aqui no Brasil, e incluem o frete aéreo mais os cuidados e liberação do animal aqui. É preciso contratar outra empresa por fora para cuidar da liberação do animal na Inglaterra (e que também é quem vai fazer a entrega do animal no seu endereço).

A empresa na Inglaterra que cuida deste processo é a JCS ( Telefone +44(0)1753 687722 e email enq@jamescargo.com).

O valor cobrado para fazer o desembaraço dos dois animais + entrega no local de destino foi de 470 libras + 92 libras para fazer a entrega do aeroporto até sua residência (no caso, em Londres. Não sei quanto são os preços direto para outras cidades na Inglaterra).

Importantíssimo: Prepare o bolso: o pagamento é feito à vista, de 5 a três dias antes da data do voo, por depósito em conta.

Em tempo: esse orçamento valeu para o meu caso, e é sempre passível de alteração dependendo da data do voo, trecho da viagem e, principalmente, das dimensões e peso do animal. Ou seja, não quer dizer que ele vai valer exatamente isso pra você – é sempre bom orçar e ver os valores atualizados – mas pelo menos você tem uma idéia de quanto custa.

Em tempo II: Vale lembrar que os custos aqui foram para o transporte de duas gatas, mas não quer dizer que o transporte para apenas um animal seja a metade deste valor. O serviço de liberação dos animais no Ministério da Agricultura é o mesmo, independentemente da quantidade de animais que você está transportando.

Documentação necessária

Taí o checklist do que você precisa apresentar para fazer o transporte de um animal:

  • Formulário com dados dos animais: nome, espécie, raça, idade, peso, tamanho, temperamento (especialmente se é muito agressivo)
  • Carteira de Vacinação em dia (especialmente a vacina de Raiva):
  • Atestado de Saúde do animal (as empresas transportadoras oferecem um modelo)
  • Certificado do Microchip (com data de chip anterior à data da vacina da raiva);
  • Procuração com firma reconhecida (do proprietário e não do animal, claro!).

As empresas transportadoras pedem os originais de todos estes documentos, sem cópias – e essa é a parte que merece mais atenção, porque para providenciá-los é preciso organizar-se certinho num calendário de datas, com antecedência a contar da data em que você vai viajar.

Mas pelo um lado positivo: não é preciso traduzir para o inglês nenhum destes documentos (ainda bem, menos trabalho!).

Como o principal detalhe de toda essa documentação é o timing que tem que estar certinho, eu vou explicar melhor como (e principalmente, quando) você tem que começar a providenciar os documentos no tópico a seguir, tá? 🙂

Organizando os prazos

Cá para nós, acho que esta é a principal coisa com a qual você deve se preocupar, caso esteja pensando em levar seu bichinho para fora. Porque, claro, o custo disso não é caro e dinheiro não nasce em árvore, mas o tempo para providenciar a documentação tem que ser bem certinho e não dá para deixar para a última hora. Se faltar um documento, não tem dinheiro que faça a empresa autorizar a saída do seu bichinho!

E olhe, nesses meses de preparo das gatinhas eu presenciei pelo menos uns 4 casos de pessoas que queriam levar seus animais, mas tiveram que na última hora deixar os bichinhos para trás porque não se informaram e não providenciaram os documentos a tempo (uma delas no aeroporto). Me deu o coração horrores – pelos bichinhos! 🙁

Mas vamos lá: qual o tempo ideal de antecedência para providenciar tudo? Fiz esse gráfico para ficar bem mastigadinho – são os prazos que eu fiz em relação às minhas duas gatinhas.

As explicações seguem ali embaixo!

prazos de antecedência para providenciar a documentação gatos

Atenção: Esse gráfico pode servir de referência para você, mas leve em consideração que a carteira de vacinação do seu animal tem que estar em dia, com todas as vacinas tomadas, tá?

Chip (qualquer data ANTES da vacina da Raiva): Se o seu animal já está chipado, ótimo. Senão, eles pedem sempre que o chip seja colocado ANTES da vacina da Raiva (esse antes pode ser no mesmo dia ou uma dia depois. Eu preferi vacinar uma semana depois de colocar o chip, para não estressar muito as gatinhas (a agulha para colocação do chip é mais grossa e dói um pouco. Como uma das gatinhas tinha 4 meses na época em que foi chipada, eu não queria fazer tudo de uma vez!).

Importante: guarde o certificado da microchipagem – você vai precisar dele!

Vacina da raiva (4 meses antes do voo): Se o seu animal já está vacinado contra a raiva e com a vacinação ainda dentro do prazo de validade de um ano antes da data do embarque, ok – não é preciso vacinar de novo. No meu caso, eu já teria que repor as vacinas das gatinhas (renovar a dose da Piaf e dar a primeira vacina para a Coco) em abril, de modo que eu me programei para organizar o transporte a contar desta data.

Importante: aproveite para conferir se todas as vacinas estão em dia na sua carteira de vacinação do seu animal.

Sorologia (3 meses antes do voo): Para emitir o certificado de saúde animal é preciso fazer um exame de sorologia no bicho, que analisa se o animal está contaminado pela raiva (e não, não adianta só o atestado ou o comprovante de vacinas). Só que o único lugar onde este exame de sorologia é aceito é o Laboratório de Zoonoses de São Paulo (e isso significa que o exame do seu bichinho tem que ser levado para lá). Aí, o ideal é que o seu veterinário já conheça os processos e envie a documentação do exame para eles por correio – e é por isso que é preciso tanta antecedência: o resultado pode levar de 2 a 3 meses para chegar, se você não mora em São Paulo.

Minha dica: Antes de começar todo o processo, pesquise entre as clínicas veterinárias da sua região qual a que está mais familiarizada com esse processo. A vantagem disso é que ela já sabe do que precisa e já enviam tudo para você, notificando-o assim que o documento chegar. Faz diferença? Bom, acho que sim; fiquei surpresa ao perguntar para várias veterinárias aqui no Rio se elas sabiam deste processo de sorologia e elas nem tinham ideia do que eu estava falando – senti que eu tinha que explicar para elas todo o processo. E, bem, estar com uma clínica que soubesse o que estava fazendo me inspirava mais confiança!

A quem interessar possa: No Rio de Janeiro, a veterinária que cuidou de toda a sorologia, chipagem e documentação das minhas gatinhas foi a Via Canina (tem três unidades na Barra da Tijuca).

Atestado veterinário (3 dias antes do vôo): Uma vez que você já tenha em mãos o resultado da sorologia, e já confirmou com a transportadora a data para levar os animais, a própria empresa vai te solicitar o atestado veterinário confirmando que eles estão em condições de viajar.

Aqui só tem um detalhe: a data do atestado tem que ser de 3 dias antes da viagem, mas na verdade você precisa enviá-lo por correio para a transportadora uma semana antes, para que ela possa dar entrada nos documentos de liberação do animal. Por isso, na prática você tem que levar seu animal na consulta uma semana antes e pedir para que o veterinário assine o atestado colocando a data mais para a frente (se a sua clínica já está familiarizada com o processo, eles já sabem como fazer). E outra coisa: a própria transportadora vai emitir um modelo de atestado que o seu veterinário deve seguir à risca.

Escolhendo a data da viagem

Este tópico é só para te avisar para não marcar a data de viagem dos seus animais para um fim de semana: o preço de transporte fica 30% mais caro, e no caso da recepção na Inglaterra, a liberação do animal pode demorar demais, já que aos fins de semana são menos pessoas trabalhando – e é mais estresse para o seu bichinho.

Compra das caixas de transporte

Pense: depois de tudo isso pronto, eu tava achando que minhas duas gatinhas podiam viajar lindamente nas pequenas caixas de transporte que eu tinha aqui.

Ledo engano. 🙁 Fui descobrir que a companhia aérea só permite caixas da marca Petmate, modelo Vari Kennel, e que o tamanho tem que ser grande o suficiente para que as gatinhas consigam dar a volta dentro da gaiola.

Só que os tamanhos disponíveis desta marca que se encaixavam nas medidas eram enormes.

A caixa em questão é a Vari Kennel 200, de medidas 71 x 53 x 55cm – essa aí embaixo.

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E, sim… para cada uma.

São para gatos – mas dá para ver que caberia um Rottweiller fácil ali dentro.

Só para vocês terem uma ideia, olha a diferença do tamanho dos animais para a caixa.

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Antes de me perguntarem: não, não são permitidos mais de um animal na mesma gaiola. A única exceção é para ninhadas, mas apenas se os filhotes tiverem menos de 4 meses (a Coco tinha 7 e não era filha da Piaf. Ia dar briga).

É bem verdade que as caixas são caras e um verdadeiro trambolho para carregar (especialmente por que não tem alças), mas até que eu fiquei mais aliviada ao saber que pelo menos, apesar de todo estresse, elas viajariam confortáveis. Cá para nós, dado o tamanho dos assentos, elas estão mais confortáveis do que eu, que iria esmagada na classe econômica.

A caixa de transporte é cara e difícil de achar (esse modelo específico, no tamanho M, eu só encontrei na Cobasi – e olhe que eu pesquisei em várias pet-shops frescurentas do Rio de Janeiro. Se na sua cidade não tem Cobasi, veja se pode fazer a compra pela internet – o link está aqui).

PS: A Tina, do blog Brasil na Terra da Rainha, levou a gatinha dela em uma caixa menor e mais barata, e disse que a transportadora que ela levou disse que não tinha necessidade de uma caixa cara porque os gatos não vão mordendo o plástico. Bom, eu não sei porque o que me pediram foram a grandona mesmo, mas achei super válida a dica dela e vim compartilhar aqui. Fica a dica de confirmar com a sua transportadora na hora de levar o seu bichinho! 🙂

Levando as gatinhas até a viagem

Para a viagem é preciso forrar a caixa com aqueles tapetinhos higiênicos e deixar água disponível para os gatinhos (tem uns bebedores de bilha que são presos na gaiola e contam com um suporte para água mineral – honestamente, não vi em nenhum momento os gatos bebendo dali, apenas os cães, mas pelo menos está à disposição deles).

Não é permitido comida, mas você pode pôr uma almofadinha para eles e alguns brinquedinhos que eles gostem – trazem um cheiro familiar para eles.

Se você tiver contratado a MM Cargo, o embarque tem que ser feito no aeroporto de Guarulhos na data combinada – o local de entrega é no Terminal de Cargas, no Terminal de Exportação (a transportadora dá as instruções direitinho de como chegar lá, bem os telefones e nomes de pessoas que vão receber os animais. Pelo menos em relação a isso me senti bem confiante!).

Se você mora fora de Sampa, tem que providenciar o transporte dos animais até lá por conta própria. Eu optei por ir de carro e encarar a estrada e 6 horas de direção do Rio até São Paulo – já que eu não iria viajar com elas. Deu tudo certo – ainda bem!

A viagem

Se eu fiquei com o coração na mão do momento em que entreguei elas à transportadora até a hora delas chegarem? Ô se fiquei.

Chegada na Inglaterra

Fui acompanhando através daqueles apps de monitoramento de voos em que pé que estava a viagem delas, se teve voo atrasado, essas coisas (não que eu poderia fazer alguma coisa a respeito, mas pelo menos a gente fica sabendo a quantas anda, né?).

Bom, vale dizer que nesse ponto eu amei a pontualidade alemã da Lufthansa. Em todos os voos (de SP a Frankfurt e de Frankfurt a Londres) os aviões atrasaram apenas 7 minutos! 🙂

A chegada das gatinhas aconteceu em torno das 15:40, horário da Inglaterra, e a James Cargo já tinha nos avisado que o desembaraço delas levava em média 2 a 3 horas – junto com elas, haviam animais chegando e saindo do mundo inteiro, então o processo acaba levando esse tempo mesmo. Dali, elas seguiriam para o transporte e chegariam no nosso endereço em Londres entre 21 e 22 da noite.

Pontualidade britânica: 21:15 o caminhão parava na nossa porta para entregar as bichinhas, que chegaram super assustadas, famintas e sedentas, mas fisicamente bem.  🙂

Alívio! Missão cumprida!

 Custo total da brincadeira

Bom, brincadeira você já viu que não é, pelos valores – que chegam fácil ao dobro de uma passagem aérea de gente (e que não é a promocional).

Mas vamos lá: na ponta do lápis, o gasto ao longo do ano foi:

Documentação das gatas:

Chip: R$ 360 (R$ 180 para cada uma)

Vacina contra a Raiva: R$ 140 (R$ 70 para cada uma)

Sorologia: R$ 760 (R$ 380 para cada uma)

Atestado Médico: R$ 120 (R$ 60 para cada uma)

Transporte:

Custo do Transporte da MM Cargo: USD 1.389 = com taxas e câmbio, ficou num total de R$ 3.900,00

Caixa Vari Kennel: R$ 900 (R$ 450 por caixa)

Custo da James Cargo, na Inglaterra: 470 libras + 92 libras de entrega = 562 libras = R$ 2.143,00 (sem contar IOF e coisinhas mais).

Moral da História

Caro, é. Muito. E dá trabalho também.

Por isso, confesso que não entendo quando vejo alguém querendo levar um gato ou cachorro para acompanha-lo por uma semana de férias na Europa. Além de caro e estressante para o animal, seria bem mais barato e mais tranquilo deixá-lo com algum conhecido ou pagar um hotel 5 estrelas para bichinhos. Sério, pensem nisso!

 Mas quem tem um animal de estimação que morre de amores sabe que vale a pena. E agora minha nova casa lá tem muito mais a minha aura de “casa” com a presença delas. 🙂

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Então, nem questiono o meu estresse ao longo do ano levando elas para cima e para baixo, e trabalhando um dobrado para pagar o transporte. Tô bem feliz – e faria tudo de novo.

Então, se você tem que levar o seu bichinho com você, pesquise bastante – e com muita antecedência, viu?

Mais referência de quem já viajou com seus animais de estimação também

Pesquisando aqui e acolá, achei um monte posts bem detalhadas de um pessoal que já viajou com seus bichinhos – gatos e cachorros – e que me deram informações importantíssimas na hora de me organizar (e que eu divido aqui para ver se te ajuda também!).

É uma galera que tanto levou seus bichos para fora do Brasil ou que trouxe para o país, bem como depoimentos de quem viaja com eles de avião por terras brazucas também. Só vale lembrar que cada um dos blogueiros aqui relatou sua própria experiência na hora de levar seus bichanos – e que as regras mudam de país para país, e idem para algumas companhias aéreas. Então, vale a pena conferir com eles como foi o processo, mas não se esqueça de se informar os requisitos para você levar o seu bichinho!

  • Blog Colagem, da Luciana Misura: ela viajou de avião com o gatinho dela na cabine do avião, num voo interno dentro dos Estados Unidos. Ótima referência para felinos que já estão lá na terra de Obama.
  • Ducs Amsterdam, de Daniel Duclos: ele também tem dois bichanos que levou do Brasil para Amsterdam, e conta o passo a passo de como foi levar os gatinhos. Ótimo post.
  • Blog Inquietos, da Priscila e do Vinícius: A Pri tem dois cachorrinhos fofíssimos e fez esse post mega explicativo para quem viaja com animais dentro do Brasil.
  • Café com Broa: Também levou dois gatinhos para a Irlanda, que não faz parte do Reino Unido, mas cujas regras são muito parecidas para transporte de animais.
  • Uma Malla pelo Mundo, da Lucia Malla: esse é para donos de gatos nível “advanced”. J Ela levou o Catupiry, o gatinho diabético dela, da Coréia do Sul para o Brasil. Uma tensão que deu certo no final!
  • One Way Europe, da Mariana: ela levou sua gatinha para a Inglaterra e foi esse o post que eu usei como referência e fonte de dicas para levar as minhas para lá. Obrigada, Mariana! J
  • Starving, da Mandy e da Gabi: a Mandy trouxe seu cachorrinho dos Estados Unidos para o Brasil e detalhou direitinho aqui.
  • Ela é Americana, da Liana: a Liana levou seu cachorrinho direto de um Recife ensolarado para a Suíça e conta como foi todo o processo.
  • Brasil na Terra da Rainha, da Tina Suzuki: ela também já levou seu bichinho para terras inglesas e, além de fazer uma série de posts contando o processo, ainda dividiu com a gente uma dica boa da caixa de transporte – olha aqui!

E você? Já levou ou está no processo de levar seu bichinho para algum outro país? Conta aqui como está sendo o processo –  e se os requisitos forem diferentes, melhor ainda: é bom para a gente trocar experiências com outros donos de animais! 🙂

Jornalista e profissional de Marketing, largou a vida empresarial certinha para descobrir se viajar o mundo ia fazê-la uma pessoa melhor. E hoje, anos depois, ela mora em Londres, mas vive com um pé no Brasil e por outros lugares. Trabalha com jornalismo e turismo, ainda não aprendeu a dobrar mapas, volta e meia se perde com a falta de rotina e escreve-apaga-reescreve por horas o mesmo post até publicá-lo. Mas é muito mais feliz. Ô se é.

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Comentários do Blog - 69 Comentários

  1. Tina Suzuki

    Olá! Fico muito feliz em saber que não sou apenas eu que me preocupo em levar os bichinhos comigo mesmo com o altíssimo custo que isso tem! 🙂 Só uma observação que eu acho muito pertinente para a diminuição dos custos. Você comentou da marca das caixas de transporte, e foi a mesma informação que tive a princípio. Mas fui caçando mais e descobri que para gatos a caixa nao precisa ser essa super cara! Eu mandei meus dois gatos em uma caixa bem mais em conta, como eu explico aqui: http://brasilnaterradarainha.wordpress.com/2014/08/17/caixas-de-transporte/
    Espero que essa informação ajude seus leitores também :).
    Abraços

    • Clarissa Donda

      Tina, Obrigada pela mensagem e informação – até acrescentei ali no blog, eu não conhecia estes seus posts, muito bom!
      Só que essa dica da caixa de transporte eu realmente não sabia – a informação que eu tive foi da transportadora, que só era aceito esse modelo. Mas gostei, vou dar uma sondada e perguntar para alguém de companhia aérea para saber qual é o modelo mesmo. Se for, que bom: menos uma despesa! 🙂

      Muito obrigada pelo recado! 🙂

      • Mirian

        Nao tenho como te agradecer por esse post !! Tb sou do Rio e pretendo levar meus dois gatinhos para Glasgow na Escocia (Reino Unido ) e o que para mim nao ficou muito claro é como voce cotou e agendou a viagem dos seus. Nao tem essa opcao no site da KLM, por exemplo. Eu ja liguei para lá mas me passram um telefone do setor de cargas que nunca atende! 🙁

        • Clarissa Donda

          Mirian, por favor, dá uma lida nos primeiros tópicos do post: eu expliquei detalhadamente como fazer (e inclusive dei as cotações do meu caso) para fazer a viagem de cada um.
          E o primeiro passo é: você precisa contratar uma transportadora para fazer isso para você – e talvez por isso entrar em contato direto com o setor de cargas da KLM não vai dar certo! 😉

          Dá uma lida com atenção no post, o passo a passo está explicado direitinho! Boa sorte! 🙂

  2. Rosely

    Ola Clarissa, obrigada pelas informacoes perfeitas e tao bem explicadas. Tenho uma cachorrinha para levar para a Inglaterra tambem. Como moro no Rio queria saber qual foi o veterinario que voce usou para fazer o atestado medico das suas gatinhas.
    muito obrigada.
    Rosely.

    • Clarissa Donda

      Oi, Rosely! Eu também morava no Rio e coloquei no post a indicação do veterinário que usei lá. Foi a Via Canina – eles tem três clínicas na Barra da Tijuca.
      Mas veja bem, não é só o atestado, é preciso uma série de outras documentações também!

  3. wilma

    Oi gostaria de saber se esta empresa vc citou la falam portugueis , estou indo para inglaterra e vou deixar meu cachorrinho , ele e como filho eu queria muito poder levar ele .. se eu contratar eles depois que tiver la , a documentacao toda arrumada eles leva pra mim ? nossa eu estou muito triste de nao poder levar .. neh tenho pessoas de confiancas pra deixar ele ..

    • Clarissa Donda

      Oi, Wilma! A MMS Cargo fala sim, eles ficam em São Paulo. A que não fala é a James Cargo, que é a empresa que obrigatoriamente você tem que contratar para fazer o desembaraço do seu animal aqui na Inglaterra – você não pode fazer por sua conta e sem eles, seu animal vai ficar lá preso no depósito, o que é pior ainda.
      Se você não fala, peça a alguém para te ajudar com isso. Eu entendo esse negócio da gente ter um bichinho como filho e quer o bem para eles, por isso vale a pena fazer o transporte com bastante cuidado.
      Só uma coisa: você está de mudança para a Inglaterra e vai ficar muito tempo? Porque se for só por férias, eu realmente não recomendo: é muito estresse pro animal – e absurdamente caro!

  4. Daniel

    Clarissa, muito legal seu post, está ajudando muito com a minha correria com os cães. Estou começando a cotar as transportadores, liguei na MM mas não foi a Thaís que me atendeu, eu até estou um pouco desconfiado pois eles me mandaram algumas infos mas não citaram nada de microchip e nem de exame com meses de antecedencia, por ex. Estou achando que deixaram a desejar nas informações. Vamos ver, já respondi o e-mail deles levantando estas questões, quem sabe eles consigam me fazer ganhar confiança. Ainda falarei com as outras mas te informo dos andamentos.

    • Clarissa Donda

      Daniel, que estranho não mencionarem o chip! Na verdade, eles não dão informações sobre como proceder com o chip, só informam que voce deve apresentar o certificado de microchipagem do animal, que tem que ir junto com a documentação. Acho que, independente deles pedirem, se você estiver levando os animais para o exterior é bom já ir providenciando. O chip é obrigatório.
      A Thaís sei que responde mais por email, e eu que saía perguntando tudo (creio que, como para empresas em geral eles funcionam mais no automático, as vezes penso que eles se esquecem de informar aquilo que é importante para a gente. Sei lá, vai que foi o caso?).
      Estou torcendo para que dê tudo certinho com você. Me conta depois se você fechou mesmo com eles ou com outra transportadora, e como foi, por favor? Vai ser bom para eu saber também como funciona com cães, se tem algo diferente no processo!! 🙂

  5. Byhanka Whitaker

    Olá Clarissa, tudo bom? O seu post foi extremamente esclarecedor para mim, e percebi como realmente é complicado o processo… O complicado mesmo é que eu estou indo fazer um intercâmbio de um ano em Turquay na Inglaterra e tenha a minha gatinha (de cinco anos) que cuido comigo desde filhote, e ela é super apegada comigo e o mesmo eu com ela, e por isso estava cogitando leva-la, ja que na ultima vez que viajei (durante apenas 12 dias) ela se escondeu debaixo da cama e nao saiu para comer nem beber, oque me deixou em um estado de preocupação gigantesco na epoca… Ela realmente é a gata mais unica que ja tive, de todos os cinco gatos que tenho na família, ela é a que considero minha e a que criei sozinha comigo no meu quarto desde sempre… Porem como é somente durante um ano que pretendo ficar, nao sei oque fazer, e gostaria de perguntar se voce teria algum conselho, ja que minha gata normalmente dorme no meu travisseiro comigo, e nao se da muito bem com outras pessoas sem que eu estaja junto… E também se você saberia qual é o processo de, em caso eu conseguir leva-la comigo para a inglaterra, trazer a gata devolta para o Brasil comigo no fim do intercâmbio… Ficaria mais que agradecida se conseguisse me ajudar ou dar alguma dica sobre oque fazer :/

    • Clarissa Donda

      Oi, Byhanka! Tudo bem?
      Entendo essa coisa de “gato único”, de apego e tal. Ô, como entendo! 🙂
      Olha, o eu não sei o processo de volta, mas creio que deve ser o mesmo, só que no sentido contrário. Só preste atenção no seguinte:
      – a casa em que você vai morar na Inglaterra durante o intercâmbio, se for alugada, o proprietário tem que estar ciente de que você está levando a gatinha e autorizar. Não estou dizendo que é difícil encontrar um que autorize, mas pode acontecer, e para o animal entrar no país você tem que ter um endereço já fechado, e não pode ser hotel. Eu tive uma certa dificuldade de achar em Londres um proprietário que fosse “cat-friendly” e deixasse eu levar as minhas.
      – A viagem é bem estressante para o animal, mas depois de três dias ela estará melhor. Se ela é tão colada com você, avalia se vale a pena fazer ela passar por isso duas vezes.
      De qualquer modo, a papelada é grande, mas eu acho que valeu a pena. Só fique atenta às datas, como eu expliquei no post. Para você dar entrada e cumprir todas as obrigações da documentação dela, você tem que começar o quanto antes.
      Boa sorte e boa viagem para ambas!

  6. Samia Palma

    Clarissa, parabéns pelo post, muito útil e esclarecedor!
    Estou planejando me mudar para a Inglaterra com a minha família (que já mora lá) e temos uma cachorrinha há 14 anos que está no Brasil comigo e devido à algumas pesquisas que fiz ano passado comecei a pensar nas alternativas de quem poderia cuidar dela para mim aqui no Brasil pois devido à idade não tenho coragem de submetê-la à quarentena que a Inglaterra exigia…desde então meu coração dói só de pensar, então imagina a minha alegria quando li que você conseguiu fazer com que suas gatinhas entrassem no país!!!
    Você sabe me dizer se todas essas regras e rigor mais ameno ai no Reino Unido tb estão válidos para cachorros?

    Penso em viajar daqui uns 3 meses, será que dá tempo de providenciar toda a documentação?
    Obrigada!

    • Clarissa Donda

      Oi, Samia!
      Os documentos e procedimentos valem para cães sim – só tem um exame a mais que eles precisam fazer, se não me engano. Entre em contato com a MM Cargo (o telefone deles está no post) e pergunte, eles explicam tudo direitinho!
      Mas eu acho que não fica tudo pronto em 3 meses não – eu fiz até um cronograma de tempo no post, e se você ver ali, o tempo mínimo é 4 meses e meio. Fiz isso já tentando apertar bastante, porque o que pega são os tempos de vacina (mínimo de 1 mês para a raiva) e dos exames do laboratório de São Paulo, que levam bastante tempo. Ajustar tudo para 3 meses acho que fica bem arriscado.
      Então, planeje-se com uma janela de 4 meses – e isso começando desde já!

      Boa sorte!

  7. Vanessa

    Clarissa , gostaria muito de saber o que exatamente fez vc mudar de ideia a respeito da rota francesa de trem para a Inglaterra. Estive considerando isto para levar o Chiquinho para Londres.

    • Clarissa Donda

      Oi, Vanessa!
      Foi uma decisão bem particular: eu desisti dessa opção pelo trabalho e pela logística difícil que isso ia me causar. Se eu fosse pela rota francesa, teria que viajar junto com elas (e que provavelmente não poderiam ir na cabine comigo porque eram duas, teriam que ir no porão do mesmo jeito), mais todas as malas da mudança. E aí teria o estresse de desembarcar eu sozinha (o marido já estava em Londres e trabalhando, não poderia vir me ajudar) + malas grandes + duas gatas (que por obrigatoriedade tinham que viajar numa caixa enorme), carregar tudo isso por Paris (provavelmente num táxi especial,porque ir de metrô sozinha seria um transtorno), ir até o terminal de trem , carregar tudo de novo pelo terminal de trem, que é cheio e bem mais movimentado do que um aeroporto, fazer a viagem até Londres, sair da estação de trem de Kings Cross (que é monstra de tão grande) carregando todas as malas e as gatas (e eu saiba não tem carrinho de bagagem lá), e pegar um táxi (especial, de novo. E caro!) até a minha casa. Isso se meu voo não sofresse nenhum atraso e eu não perdesse o trem de Paris a Londres, uma possibilidade que a gente sempre tem que contar e que seria um estresse a mais na minha cabeça!
      Bom, eu ficava cansada só de pensar no que fazer!
      No fim das contas, eu coloquei tudo no papel (incluindo preço da passagem de trem, extras, táxis especiais nos dois lados, bilhetes de trem, documentações que deveriam ser providenciadas)… e a diferença que dava entre levar elas pela França em comparação ao transporte direto para a Inglaterra não era tanta, mas o trabalho e o estresse seria enorme comparado ao que seria levá-las por uma transportadora, em que elas viajaram sem mim e foram entregues ao meu marido no dia seguinte ao da entrega, direto aqui em casa, assustadas mas completamente saudáveis. E eu pude viajar dias depois, sem taxas extras de bicho e só com as malas da mudança. Como eu já estava num processo de mudança de fechar toda a vida no Brasil e vir para cá com casa nova, tudo novo, eu precisava gerenciar os estresses e, portanto, essa foi a alternativa mais prática!

      • Vanessa

        Muito Obrigado por me responder. Sim eu conheço King’s Cross, morei oito anos em Londres, meu marido agora esta lá e preciso levar o Chiquinho comigo , eu estava pensando que o problema seria os custos de estadia num outro País como a França por exemplo e no topo disso ter que providenciar um passaporte pet europeu, porque eu não consigo ligar como eu posso entrar na Inglaterra partindo da França sem esse passaporte . Isso geraria custos tb. Mas no seu caso agravaria como vc explicou a logística desse processo.

        • Clarissa Donda

          Pois é, Vanessa, mas esse problema que você falou também passou pela minha cabeça. Mas aí, como funcionaria de novo essa documentação da França para a Inglaterra? Será que eu precisaria de uma nova documentação? Será que o atestado veterinário do Brasil (que tem que ser de véspera) ainda seria válido ou se eu teria que arrumar um outro? Eu não conseguia achar detalhes sobre isso e seria um estresse a mais chegar na porta do Eurostar com as gatinhas e ser barrada por qualquer motivo. No fim, ir direto foi a melhor forma de “gerenciar possíveis estresses”! 🙂 Boa sorte, espero que você consiga levar ele numa boa! 🙂

          • Vanessa

            Muito Obrigado novamente Clarissa , já estou providenciando pela MMCargo que vc menciona. Realmente eu tb estou evitando mais stress como vc. E o barato pode sair caro nesse caso , mas eu queria mesmo era o Chiquinho comigo na cabine mas já estou preparando minha cabeça que não vai rolar assim. Mãe tb tem que desapegar as vezes né! Valeu Clarissa grande abraço !!

          • Clarissa Donda

            Que bom, Vanessa! Vai dar tudo certo sim! Boa viagem para vocês dois! Me conta depois como foi, se foi tudo bem? O Chiquinho é um cachorro ou um gatinho?

  8. Emília Rangel

    Olá, Clarissa! Amo o seu blog e pode ter certeza que ajuda muita gente. Eu estou com uma mega dúvida e pesando todos os prós e contras entre ir direto para Londres ou para a Itália (vou reconhecer cidadania). Vi que voce pensou em ir para França e acabou mudando de ideia. No meu caso, se for pra Itália e ficar um tempo la e depois viajar pra Londres, sabe como funciona? Voce ja viajou com eles entre países da UE?

    • Clarissa Donda

      Ai, Emília, obrigada! Fiquei feliz com sua mensagem!
      Mas me deculpe, porque eu não entendi sua pergunta: você quer saber como é a viagem dentro da UE, indo da Itália à Inglaterra, mas só você ou levando um animal também?

      Se for levando um animal, eu não sei os procedimentos dentro da UE porque não viajei com as minhas por aqui, mas o máximo que eu sei é que, vamos supor, se você levar um animal à Itália, ficar um tempo por lá e depois levá-lo à Inglaterra, você tem que atualizar todos os documentos de atestado médico e vacina (se este for o caso) e os animais tem que ir obrigatoriamente no porão do avião ou do navio, se você for nas ferries saindo da França.

      Era isso que você queria saber?

      • Emília Rangel

        Oie! Isso mesmo… pra viajar com eles. Porque surgiu a possibilidade de levar eles junto comigo pra Itália e além de não ter que me separar deles por um tempo (coraçao parteee e voce sabe!) eu ainda economizo muito. Eu achei um site que explica bastante sobre viagens com dogs pela UE (http://www.seat61.com/Italy.htm#London_&_East_Anglia_to_Italy_-_the_ferry_alternative) vou dar uma olhada nele e ver o que compensa.

        Obrigada 🙂

  9. Cristiane S. M. Pivotto

    Ola gostaria de saber o seguinte.
    Aqui, vc explicou como levar os bichinhos por uma transportadora, mas e se eles for conosco? Preciso mesmo assim contratar uma transportadora, ou a transportadora somente no caso quando os donos do animal já estão no Reino Unido?
    Moramos uns anos no Reino Unido, voltamos para o Brasil e trouxemos a nossa Yorkshire para o Brasil e agora estamos pensando em voltar para o Reino Unido, ela já tem o passaporte, tem o chip, qual seria o procedimento neste caso?
    Queremos voltar e leva-la, gostaríamos que ela fosse conosco no mesmo voo. Sendo assim precisamos contratar uma transportadora? E começando organizar agora, quando + ou – vc acha que já poderíamos viajar?

    • Clarissa Donda

      Oi, Cristiane, tudo bem?
      Então, eu já expliquei sobre levar o animal na cabine no próprio post, dá uma lida na parte “Requisitos para viajar com um animal para a Inglaterra”.
      Pelas regras do Reino Unido, nenhum animal (mesmo de pequeno porte) pode viajar na cabine. Todos os animais, exceto cães-guias, devem viajar no compartimento de carga como carga viva. E pela legislação brasileira, quem tem que providenciar esse transporte é uma transportadora, não pode ser feito via pessoa física.
      O procedimento e os prazos também estão descritos no post, dá uma lida – é só excluir a etapa de colocar o chip.

      Na prática, não há muita opção: a menos que queira viajar para algum país da Europa (tipo França, via Paris por exemplo), mas aí terá que ver os procedimentos de entrada do animal para Paris e rever tudo de novo para entrada na Inglaterra (como atestado, por exemplo). Eu não sei como é esse processo, mas de qualquer forma é mais etapa para passar, mais trabalho para fazer, mais dinheiro para gastar e mais trecho de viagem para seu animal.

  10. Cristiane S. M. Pivotto

    Clarissa
    Ola bom dia.
    Deixa eu te perguntar algo, que estava conversando com uma amiga que mora na Inglaterra e esta levando o cãozinho dela pra la.
    Então, ela me diz que a Inglaterra não aceita animais vindo de outro pais, vc sabe me informar se isso eh verdade? Minha cadelinha eh de origem inglesa como eu já t falei aqui no blog, trouxemos ela para o Brasil, e agora pensamos em voltar pra la, vc acha q eu consigo entra com ela novamente na Inglaterra?

  11. Cristiane S. M. Pivotto

    Ahhhh… Clarissa, eh verdade que quando o animal chega no Reino Unido, precisara ficar por 6 meses de quarentena em um canil escolhido por mim?

  12. Daniella Bond

    Olá Clarissa,

    Seu depoimento está me ajudando muito. Obrigada por compartilhar sua experiência.
    Estamos voltando para a Inglaterra depois de 9 anos no Rio, e iremos levar a Snow, minha maltesa menor tamanho que pesa 2.1 kilos. Por ser tão pequena e frágil, meu marido irá por Paris para que ela possa ir no colo dele. Você sabe qual a documentação necessária para a travessia Paris/Londres.
    Outra coisa, eu fui na Via Canina do Le Palmas e eles me garantiram que como ela tomou a vacina contra raiva em Dezembro de 2014, e nós iremos embora agora em Julho, ela não precisaria tomar outra vacina de raiva. Eu então coloquei o chip e depois fiz a sorologia e estou esperando o resultado. Porém, leio em todos os lugares que o chip tem que ser antes da vacina de raiva, mas o veterinário da Via Canina (acabei de falar com ele de novo) me garante que não tem problema nenhum porque a dose e 2015 é em Dezembro e sendo assim o chip teria sido colocado antes da próxima vacina. Você sabe se isso procede.
    Obrigada de antemão,
    Daniella

    • Clarissa Donda

      Oi, Daniella! Que bom que consegui te ajudar!
      Então, não sei a documentação certinha para ir da França a Uk não, mas aqui neste link tem as informações gerais sobre entrada e saída de animais na Inglaterra, você pode ver por aqui (https://www.gov.uk/take-pet-abroad/overview).

      Quanto às vacinas, não sei dizer porque aí entra um conhecimento burocrático/veterinário que eu não tenho :(. Particularmente (e isso é o meu ponto de vista) não acho que faça sentido pedir a vacina de raiva depois do chip porque, pelo que eu imagino, um não interfere no outro, né? E o importante é que o animal esteja vacinado, não é? Mas bem, não sei se o pessoal da liberação de animais inglesa vai pensar assim.
      Nós chipamos primeiro e vacinamos depois porque era assim que a regra mandava, e eu preferi seguir a regra cegamente, porque no fim das contas, imagino, é isso que o fiscal da entrada dos animais vai verificar (e pode ou não implicar com esse detalhe).
      Acho que argumento que você me falou que a Via Canina deu (o chip será dado antes de qualquer forma porque a próxima dose da vacina é em dezembro) não sei se vai importar neste caso, porque você vai viajar em julho, antes de dezembro, portanto. Não acho que deva ter problema porque o animal já está vacinado e em dia, mas sei lá – sempre penso em um agente mais “caxias” que pode usar isso para vetar a entrada do animal.
      EU imagino que com a sorologia não deve ter problema, mas não sei dizer neste caso!
      Em tempo: eu levei ontem minhas gatinhas para serem revacinadas aqui ontem. Aqui, eles não dão vacina de raiva todos os anos como a gente dá no Brasil, dão apenas as outras, e a de raiva é só para quando o animal sai do país. Então imagino (e isso é só um palpite) que a ordem do chip não deve ter tanta influência assim, contanto que a vacina da raiva seja recente e a sorologia ok.
      Espero ter ajudado (um pouco!). 🙂

  13. Wania Esteves

    Adorei as informações q vc nos passou, parabéns e obrigada. Mas a dúvida cruel, vc deixou os seus animais na quarentena? Em todo lugar q eu leio a quarentena de animais provenientes do Brasil é obrigatória, tenho uma amiga que foi no consulado aqui no RJ a anos atrás, e lá foi dito tb da quarentena. Isso ainda existe? Vc passou por isso?
    Mais uma vex ..OBRIGADA

    • Clarissa Donda

      Oi, Wania! Obrigada pela mensagem!
      Então, como eu expliquei no post, elas não ficaram na quarentena não. Tem um box no texto acima onde explico isso, dá uma olhada! 🙂

  14. Maiane Sgrilli

    Oi, tudo bem? Estou me informando a respeito de levar meu gato comigo. Li aqui seu post -que achei muito bacana, de grande ajuda. E como é bem complicado esse negócio de levar pra Inglaterra, to pensando em ir para a Itália ou França e de lá pegar um trem para a Inglaterra. Pois a transportadora é uns 4000 reais, e estou tentando achar outras formas de levá-lo comigo. Queria saber se você tem noção se pets podem viajar de trem conosco (cabine ou carga) e se na hora de desembarcar em Londres, a papelada que eu usei para viajar de avião até a Itáia/França serve para o transporte por trem e para a entrada no país.
    Obrigada desde já!!!!

    • Clarissa Donda

      Maiane, não sei te ajudar – a papelada em teoria é a mesma, mas alguns documentos (como o atestado, por exemplo, que tem que ser emitido 3 dias antes do embarque dos animais) eu não tinha certeza de ainda seriam válidos nessa “janela de tempo” da segunda viagem de trem, bem como poderia ser que alguns documentos precisassem ficar retidos na companhia aérea (e que aí me atrapalharia pois precisaria de outros para o segundo trecho da viagem).
      No fim das contas, seria uma segunda tensão a passar com elas, sem saber se elas passariam, e eu optei por resolver pagar pela transportadora.

      Mas posso dar uma sugestão? Se a questão de levar seu gato para Londres for só a financeira (e sim, é caro mesmo, não adianta), coloca na ponta do lápis todos os custos das duas opções: levando pela transportadora, que é caro, mas o animal é entregue no seu endereço, direto, ou de trem, em que você tem que talvez providenciar duas documentações (e talvez a tradução das mesmas), táxi (se for o caso), o estresse de carregar ele do aeroporto para a estação de trem (mais as malas), o tempo de viagem que é super estressante para o animal… Eu só estou sugerindo isso porque no meu caso, eu coloquei na ponta do lápis e, como eu ia viajar com duas gatas, o trabalho de fazer o trecho de trem seria muito maior do que a economia, de modo que eu preferi juntar e mandá-las pela transportadora. Então veja como vai ser no seu caso também – às vezes, a economia é só aparente!

      Espero ter ajudado!

    • Daniel

      Vc chegou a fazer essa rota pela França até UK?

      • Clarissa Donda

        Olá, Daniel!
        Não – como eu digo no post, eu fiz a rota direto Brasil-Inglaterra. Mas se você ler os comentários, tem gente aqui que considerou fazer a rota pela França. O que eu expliquei ali em cima é que, dependendo do porte do seu animal, do seu destino e de como você vai fazer a viagem, fazer o transporte via França pode ser mais estressante para você e para o animal (e nem tão mais em conta assim).

  15. Bruno

    Olá,

    voce acha que levar um Golden Retriever é possível? adulto de 40 kilos e dois anos de idade.

    obrigado.

    • Clarissa Donda

      Bruno, acredito que sim, mas apenas se o animal cumprir todos os requerimentos de saúde, e você tem que pagar pelo transporte – que provavelmente sairá caro, porque a cobrança é feita por peso.
      O mesmo vale para a jaula: você vai precisar adquirir uma caixa de transporte bem grande.
      Mas providenciando isso, dá para levar sim.

  16. Danniel Di Domênico

    Olá, Clarissa. Parabéns pelo post e obrigado pela luz.

    Estamos, eu, minha esposa e minhas meninas começando o processo de mudança para Inglaterra e descobrimos que o laboratório autorizado pela UE em SP para fazer a sorologia será descredenciado em novembro/2015 e não renovará. Sendo assim, meu prazo para correr com o microchip e vacina e sorologia está cronometrado!

    Estamos indo com uma gatinha pelo curto brasileira tricolor tbm e mais duas bulldogs inglesas (complicado viagens de avião). Acredito que os custos irão aumentar bastante!

    Uma dúvida que tenho é com relação as outras vacinas, como a polivalente. Eu faço esquema de vacinação diferenciada e minhas meninas comem alimentação Natural. Elas não tomam a vacina de raiva e polivalente (Óctupla) a 2 anos ou mais, preciso verificar. O que eu faria é vacinar a polivalente e raiva, com intervalos. A minha dúvida é com relação a verificação de outras vacinas. Eles verificam se está ok? Pq na carteirinha terá o intervalo de 2 anos entre a ultima e a de agora!

    Grande abraço..

    • Clarissa Donda

      OI, Danniel!
      Nossa, é verdade, você tem que correr com a documentação – minha sugestão seria começar a ver isso agora! Mas no post eu falei que o tempo ideal para ver isso é de 4 meses e meio, então você ainda tem tempo, mas precisa começar agora!
      Então, eles só me pediram que os animais estivessem com as vacinas atualizadas, chipadas e em dia – acho que o intervalo das vacinas anteriores não faz diferença. Uma das minhas gatinhas foi adotada adulta, e tinha vivido antes na rua, em um bairro perigoso. Não houve nenhum problema, portanto, em relação às primeiras vacinas, contanto que ela estivesse toda em dia, e o exame sorológico que vai apontar isso. Acho que vai estar ok, nesse caso!
      Sim, eu só lamento pelos seus bulldogs – pelo que eu vi, as transportadoras se recusam a levá-los porque é perigoso, e muitas companhias de avião também! Não sei como seria possível levá-las! 🙁 Talvez navio (não sei, estou pensando aqui, sei que tem esses cruzeiros entre Europa e Brasil, só se fosse um deles, mas os custos iam disparar também! Mas de avião acredito que seja bem difícil – e eu imagino a sua preocupação!).

      Boa sorte com sua viagem! Se você conseguir resolver como levar suas bulldogs, me conta, por favor? Seria uma informação bem útil para dar também para quem passasse pela mesma situação!

      • Danniel Di Domênico

        Clarissa, boa tarde. Com relação às vacinas estou tranquilo, até pq elas poderiam ter perdido as carteirinhas e uma comprovação de que foram vacinadas recentemente basta mesmo.

        Com relação ao transporte das bulls, fiz cotação com a MM Cargo e eles informarm que a Lufthansa faz o transporte delas sim, mas exigem certos horários tal. Nem a origem, escala ou destino podem ter temperaturas superiores a 27°C, certas épocas do ano tbm não pode por causa do aquecimento do compartimento de cargas, enfim. Dá pra levá-las, mas precisamos organizar milimétricamente os horários e exigências disto tbm. O Custo para levar as três (peso somados das três s/ caixa dá 46Kg) chegou a algo próximo de 10mil reais. Achei justo devido ao tamanho do deslocamento e ainda todo o preparativo da documentação. Se tudo correr dentro do planejado, carnaval estamos pisando em terras inglesas! Grande abraço.

        • Mariana

          Daniel, você conseguiu levar as suas buldogas? Vc poderia me dar mais informações?

          Eu estou preocupada pq tenho dois cães braquicefálicos (Buldogue Francês e Shih Tzu) e ainda estou na dúvida dos procedimentos específicos para eles. Não encontrei vôos diretos para Viena pela Lufthansa, será que isso atrapalharia?

          • Clarissa Donda

            Também estou curiosa com a resposta do Danniel.
            Mariana, não há voos diretos da Lufthansa para Viena, você teria que fazer conexão. Mas veja as normas para Viena, podem ser mais flexíveis que as do Reino Unido.

  17. Katarina Holanda

    Oi, Clarissa! Tudo bem? Primeiramente muito obrigada pelo post! Pretendo levar meu pug para Inglaterra comigo no próximo ano e suas informações me ajudaram demais. Tenho feito um acompanhamento do processo no meu blog. Já citei seu post por lá e, se me permitir, eu gostaria também de indicar os outros relatos que você fala no final do post. Tenho certeza que vai ajudar muita gente se continuarmos interligando essas experiências. 🙂

    Para a ida, pretendo fechar a MM Cargo. Vai ficar cerca de R$8000 já com o desembarque em Londres e transporte até Cambridge (isso se o dólar e a libra resolverem dar uma parada, hahaha). Apliquei o microchip e estou esperando um pouco para a vacina e sorologia, porque a viagem é só em maio de 2016. A sorologia é apenas para a anti-rábica? As outras vacinas dele são em janeiro, essas só precisam ser comprovadas pela carteira atualizada, certo?

    Eu vou ficar apenas 1 ano e o meu problema agora tem sido com a volta. É difícil achar informações e cada um (transportadora, Ministério da Agricultura, sites de companhia) fala uma coisa. Você sabe dizer se na volta também é necessária a contratação de uma transportadora?

    Obrigada mais uma vez. Beijo grande!

    • Clarissa Donda

      Oi, Katarina! Tudo bem?
      Sim, a sorologia é só para a anti-rábica, o resto eles veem pela carteira atualizada. Já em relação à volta eu não sei dizer – eu sei que a contratação da transportadora é obrigatória por aqui, já voltando de lá não sei ainda como a coisa funciona. Porém, eu confesso que achei uma boa a transportadora, porque eles agilizam com toda a documentação e o processo, e como mudança é um enorme estresse e muita coisa para pensar, pelo menos nesse caso eu estava mais tranquila porque a transportadora já me informava e me orientava direitinho no que eu precisava fazer. Mas acho que quando você chegar você vai poder saber melhor como será o processo de volta.
      Tenta falar com a JS Cargo – a que cuida da parte inglesa do desembaraço na Inglaterra, e que eu dei o contato ali no post. Talvez eles saibam melhor o processo de volta.

  18. Katarina Holanda

    Vi em algum comentário aqui que o laboratório para a sorologia em SP será descontinuado e confirmei. 🙁 Esse prazo de 3 meses antes da viagem é o mínimo? O máximo é a validade da vacina? Porque eu teria que vacinar no máximo até setembro, para fazer sorologia em outubro e viajar só em maio (7 meses depois).

    Obrigada mais uma vez pelas informações e aos outros leitores pelos comentários.

    • Katarina Holanda

      Descontinuado não! Perdão. Descredenciado. :/

    • Clarissa Donda

      O prazo de 3 meses para entrega dos exames é o prazo médio. Não vi demorar mais do que isso. É bom saber essa informação do laboratório que vai ser descredenciado, vou procurar saber qual será o que vai substituir (e se você souber, me conta aqui?).

      Acho, talvez, que uma boa seja perguntar para as veterinárias se elas sabem o novo endereço… Vou fazer isso tb!

  19. Danniel Di Domênico

    O que eu fiquei sabendo é que não teremos mais nenhum laboratório credenciado no Brasil para sorologia de raiva. Teria que ser enviado para Argentina (País mais próximo), o que honeraria ainda mais o processo.

    Outra informação importante é que você precisa mandar o sangue até 30/11/2015. Depois disso eles não aceitarão mais sangues para exame. É bom manda um pouco antes, pq se der algum problema no sangue que enviou, ainda resta tempo para mandar novamente. O resultado sai rápido, a viagem é que tem que esperar no mínimo 90 dias a contar do dia que você coleta o sangue. Após isso, você não tem prazo para viagem. A sorologia vale enquanto as vacinas de raiva estiverem em dia. EU devo embarcar somente em março pq é o fim do verão aqui no Brasil e minhas bulls não podem embarcar se a temperatura daqui, da conexão ou de Londres, for superior a 27°C. Eu devo mandar o sangue em de outubro apenas. A partir de janeiro já poderei embarcar, mas esperarei após março.

    Tbm devo ir pela MM Cargo. Super atencioso e preço “justo” (caro pacasss, mas vale cada centavo a segurança que eles passam. Veja a pagina deles no facebook.. incrivelmente seguro).

    Seria melhor tirar essas dúvida sobre o prazo para viagem após a sorologia com o próprio laboratório de SP para eles confirmarem.

    Abs..

    • Clarissa Donda

      Danniel, MUITO OBRIGADA pelas informações! E eu também não sabia disso do laboratório da Argentina. Vai ficar ainda mais caro levar os animais…

      Espero que dê tudo certo com a viagem das suas cachorrinhas. Eu também senti fundo a facada do valor no transporte, mas na boa… valeu cada centavo pela vinda delas, que chegaram impecavelmente dentro do horário estimado e super assustadas, mas bem. E pelo meu estresse com a documentação, com a possível entrada na quarentena, com tudo…

  20. Christian

    Olá Clarissa! Parabéns pelo trabalho!!!
    Gostaria de saber se é permitido a entrada da raça American Staffordshire Terrier na Inglaterra?
    Obrigado

  21. Maria Laura

    Olá, Clarissa!

    Estou começando os trâmites para levar meu cão a Londres e correndo contra o tempo por causa do descredenciamento do CCZ. Já enviei e-mail hoje para a MM Cargo, estou aguardando. Tantas duvidas ainda…
    Adotei meu cachorro em 2013 quando morava em Curitiba. Lá eles tem o programa de microchipagem gratuito. Então o Cascão já é chipado, mas não sei se o chip obedece às normas internacionais e também os meus dados cadastrados estão todos desatualizados, pois hoje moro no interior de SP. Enviei um e-mail à Prefeitura de Curitiba também fazendo esses questionamentos. Eu já tenho o certificado, mas por enquanto ninguém sabe me dizer se já posso dar prosseguimento com a vacina.

    Outra coisa, no link que você colocou do One Way Europe diz que precisa ser tudo em inglês! Certificado da chipagem, da vacina… até agora não tinha visto isso em nenhum lugar!! Não tenho como conseguir isso… você pegou tudo em inglês?

    Tudo ainda muito nebuloso e confuso, pois está sendo tudo muito rápido… a previsão para que eu me mude para a Inglaterra é final deste ano/começo do próximo. Espero que dê tudo certo, estou bastante apreensiva.

    • Clarissa Donda

      Maria Laura, eu super entendo sua apreensão – e só vai passar quando você chegar com ele, direitinho – infelizmente!

      Olha, eu não apresentei os certificados de chipagem e da vacina em inglês não – inclusive, tenho apresentado a carteira de vacinação das minhas gatinhas em português normalmente no veterinário para vacinação, então acho que não tem problema não. O importante é que o certificado da microchipagem esteja com todas as informações em dia, incluindo o número do chip do animal.
      Porém, quanto à dúvida do chip do seu animal, eu não sei ao certo, mas aqui vai uma sugestão: tenta levar seu cachorro para um vet e peça ao vet que tente usar a maquininha que “leia” os chips, para ver se eles estão sendo lidos corretamente, se o número do chip está ok, essas coisas. Eu conversei com um casal de brasileiros aqui que levaram o cachorro deles do Canadá para a Inglaterra e, por alguma razão, o chip do animal não foi “lido”, de modo que mesmo com a documentação ok o bicho teve que ir para a quarentena (mas que agora está tudo ok, com eles).
      Então, é válido você ver se o chip está sendo lido, e dependendo da marca, é possível você acrescentar os dados do animal no sistema pela internet (eu fiz isso com as minhas).Se o chip estiver sendo lido numa boa, acho que você pode dar prosseguimento com a vacina.
      Outra alternativa é procurar uma clínica veterinária aí em Curitiba que esteja acostumada a lidar com esses trãmites (no Rio eu fui em duas que não faziam idéia do que era preciso, o que não me deixou confortável. Eu encontrei assistência foi numa clínica bem chiquezinha (e cara). Pode ser se seja a melhor opção, já que essas clínicas podem lidar com mais frequência com um público que leva seus animais para fora.

      Espero ter ajudado!

  22. Ana Paula P. Moreira

    Clarissa, primeiramente parabéns pelo blog. Me ajudou bastante.

    Tenho uma gatinha e estou pretendendo morar em Londres ano que vem. Sendo assim, já comecei a estudar a melhor maneira de levá-la. Enfim, venho encontrando alguns casos de envio para França, Alemanha, que os bichinhos além de ir na cabine com o dono (dependendo do peso), não precisaram passar por nenhum trâmite de transportadora e desembaraço no destino. Isso é uma regra da Inglaterra? Caso sim, saberia informar se o despacho por aqui poderia ser feito por mim, ou seja, ir ao ministério da agricultura e tal contratando somente a James Cargo ? Outra dúvida, preciso tirarão passaporte dela ou somente CVI e CZI do felino? Desde já agradeco!!!

    • Clarissa Donda

      Oi, Ana, desculpe a demora em respondê-la!
      Sim, são duas regras específicas: O Reino Unido não permite que nenhum animal viaje na cabine do avião, em nenhum voo com origem ou destino do país (exceto cães guias). Essa é uma exigência deles.
      Já em relação à contratação da transportadora: isso é um procedimento brasileiro (ou foi o que eu entendi) uma vez que a contratação do transporte de um animal por avião só pode ser feita por pessoa jurídica, e é aí que a transportadora entra. Então, acho que você não conseguiria contratar a companhia aérea por conta própria.
      Posso dar uma opinião sincera? Eu sei que é caro, mas eu SUPER recomendo a contratação da transportadora: eles tiram a documentação e a liberação do animal no Ministério da Agricultura (num processo que é muito menos burocrático do que para a gente), ajudam orientando em relação aos documentos, à caixa de transporte… Enfim, em tudo – acho que, em níveis de estresse, eles ajudam a gente bastante e, em se tratando de transportar os nossos bichinhos que são tão importantes para nós, acho que é um serviço que vale a pena – e que nos tranquiliza (ou nos deixa menos preocupados) de que os bichinhos vão chegar lá no destino final estressados(inevitável), mas bem.
      Quanto ao passaporte: eu não tirei (lembro que tinha lido em algum lugar que o passaporte era válido na América do Sul, e não aqui na Europa). E como ninguém me pediu até hoje, não tirei não. E não tive problema até hoje (elas já estão morando aqui há um ano).

      Espero ter ajudado!

  23. Eduardo Melo

    Ola, otimo post muito exclarecedor me tirou muitas duvidas. Mas tem uma que acho de extrema importancia no meu caso, tenho um pitbull, gostaria de saber se existe alguma restrição para essa raça li algumas noticias que é proibido criar pitbull em londres, se alguem souber algo a respeito dessa informação seria de grande ajuda !!!

    • Clarissa Donda

      Oi, Eduardo, tudo bem?

      Olha, eu não escrevi de pitbulls porque… bem, porque eu não tenho experiência no assunto porque tenho gatos! 🙂 Mas se você quiser saber mais – sim, tem algumas raças que não são permitidas aqui no Reino Unido – o ideal é ler direto a legislação inglesa sobre o assunto. O link está aqui: https://www.gov.uk/control-dog-public/banned-dogs

      Espero que ajude! 🙂

  24. Paula

    Olá Clarissa! Parabéns pelo post, muito bem explicado e esclarecedor. Porém tenho uma dúvida: após ser feita a sorologia existe um prazo para a viagem? Porque pretendemos nos mudar para a Inglaterra mas ainda não tenho a data precisa e gostaria de já ir providenciando esses exames. A sorologia ainda é feita no mesmo laboratório? E com relação a quarentena, não é mais exigida mesmo?
    Obrigada

    • Clarissa Donda

      Oi, Paula – O mínimo de tempo entre a sorologia e o resultado é de três meses, porém o laboratório de São Paulo foi descredenciado e estão ainda em processo de recredenciamento, de modo que o ideal seria ver com o veterinário que atende o seu animal com qual laboratório eles trabalham (eu soube que algumas clínicas estão enviando para um laboratório em Buenos Aires, e outros mandam para os Estados Unidos. Imagino que o preço e o prazo devem ter mudado bastante).
      A quarentena, como eu expliquei lá em cima, é exigida ainda sim, se o seu animal não cumprir todas as exigências. Veja o box sobre isso lá em cima no post! 🙂

  25. Marcia Londres Nunes

    Olá, Clarissa! Seu post foi extremamente esclarecedor. Estou indo em breve para Londres com meu marido e 2 cachorrinhos, e, depois do que li aqui e nos demais blogs que você sugeriu, já percebi que meu cronograma está bem atrasado 😬 Por sorte moramos em São Paulo, e isso, talvez, nos ajude nos trâmites finais.
    Entretanto, minha dúvida é sobre o aluguel de casas. Você teve alguma dificuldade em alugar casas “pet friendly”? Poderia me dar alguma sugestão?
    Agradeço desde já.

    • Clarissa Donda

      Oi, Marcia!

      Não tive dificuldade em alugar casa “pet-friendly”, mas de acordo com alguns amigos com quem conversei, eu dei sorte!
      Sim, é difícil encontrar casas aqui que topem bichos (aliás, achar casa independentemente de ter bicho já é uma dor de cabeça, aqui). Você tem que anunciar no ato do aluguel que vai levar um animal, e pode ser que eles cobrem uma taxa extra. Além disso, a maioria dos apartamentos que permitem animais são totalmente “unfurnished”, sem mobília.
      Eu confesso que simplesmente corri para o Google e escrevi “rent apartment cat friendly london” hahahahaha! E achei um, aluguei o primeiro que eu achei, mesmo sendo numa área meio esquisita, mas eu não tinha muito tempo. Deu tudo certo e o proprietário era muito gentil. Só depois de estar alguns meses aqui que eu consegui procurar com calma um apartamento melhor que também deixasse animais.
      O ideal é alugar direto do proprietário, ao invés de agência (sempre mais caras e chatas), mas isso também é difícil. Um bom lugar para procurar apartamentos é pelo site RightMove (foi por onde eu achei o meu atual), mas pergunte de cara se o proprietário aceita animais. Provavelmente, se o apartamento for mobiliado eles não devem aceitar.

      Espero ter ajudado! Boa sorte com a mudança!

  26. Isabela

    Oi Clarissa! Muuuuito obrigada por todas as informações!

    Eu gostaria de saber onde você encontrou a informação de que é necessário contratar uma empresa de despachantes também no destino (Londres, no caso). Estou pensando em fazer o transporte como carga de minha cachorrinha de Lisboa a Londres, e estou em contato com algumas transportadoras, mas elas me informaram que já está tudo incluído, inclusive o serviço em Londres. SEria possível isso? Será que para voos dentro da UE é diferente, ou devo desconfiar da informação dada pela empresa?

    Obrigada! Isabela

    • Clarissa Donda

      Oi, Isabela! Tudo bem?
      Então, isso foi a informação que eu tive com a despachante com que eu lidei a MM Cargo. Particularmente, eu gostei muito do atendimento deles porque eles me tiraram todas as dúvidas o tempo todo, e toda vez que eu tinha alguma pergunta, eles me esclareceram na hora. Porém, desde o início eles deixam claro que seria preciso uma empresa britânica que cuidaria do desembaraço e entrega do animal na Inglaterra, o que faz todo o sentido (uma vez que são empresas empresas diferentes, cada uma num país). Se a empresa com a qual você está lidando já afirma que faz essa parte (ela pode ter uma representação em Londres que toca a operação “da ponta de lá”), melhor ainda, pois você paga tudo de uma vez. Mas eu perguntaria e me certificaria antes, só para não ter imprevistos!

      Pode ser que você esteja certa, dentro da UE pode ser diferente. De qualquer forma, posso te pedir um favor? Se for mesmo diferente e você não precisar pagar este despachante, volta aqui no post e me conta, com o contato da empresa que você contratou? Isso pode ajudar outros!!!!

  27. Isis Arsenio

    Olá Clarissa, estou me mudando para Croydon dentro de 2 meses com minha cadelinha e quero lhe dizer que seu blog me ajudou muito até agora! Essa semana mesmo já vou iniciar o contato com as transportadoras e ver preços.
    A minha pergunta é: como você faz para deixar os gatos em casa quando sai pra trabalhar no inverno? Deixa o aquecedor ligado o dia todo? Isso sai muito caro? Tem algum tipo de risco como incêndio?

    Desde já agradeço pela atenção!
    Isis

    • Clarissa Donda

      Oi, Isis, tudo bem?

      Eu acho que dois meses é muito pouco tempo para levar elas, se os exames já não tiverem sido feitos. Eu coloquei no post mais informações sobre o prazo!

      Quanto ao aquecedor, eu trabalho de casa, então de qualquer forma o aquecedor fica ligado por várias horas durante o dia sim, por minha causa. Eu não coloco o dia inteiro ligado, porque 1) é muito caro sim e 2) se você colocar em horários intercalados ao longo do dia já dá conta do recado (pelo menos para mim…). As minhas gatas são bem peludas, então eu confesso que não me preocupo muito com isso porque não tenho notado elas sofrerem de frio (pelo contrário, mesmo no inverno elas gostam de ir ao jardim e tal). O que fiz foi ter comprado caminhas e cantinhos bem quentinhos à disposição delas (elas adoram dormir em cima do radiador, por exemplo) e isso tem sido o suficiente… Eu vejo muito cachorro aqui de pelo curto com roupinhas…

      PS: O meu aquecedor é a gás e que eu saiba não tem risco de incêndio por conta de deixar aquecedor ligado o dia todo – pelo menos nunca li sobre isso. O maior risco de incêndio, assim como no Brasil, está nas instalações elétricas mal feitas, deixar um aparelho eletrico ligado por muito tempo, acidentes na cozinha, cigarros mal apagados em cortinas ou tapetes, etc

      • Isis Arsenio

        Olá Clarissa, muito obrigada pelo seu retorno!
        Eu já estou com o resultado da sorologia da minha cadela em mãos, agora estou é esperando o desenrolar do RH da empresa com a minha transferência para contratar a transportadora. Já entrei em contato com a British Airways que me informou que qualquer marca de caixa transportadora padrão IATA serve, mas vou comprar a exigida pela Lufthansa pra não ter problema dependendo da transportadora. Já entrei em contato com a JCS e estou esperando retorno deles. Diferente da sua situação, ela terá que viajar comigo porque não tenho quem nos receba por lá. E verificarei essa possibilidade de intercalar o aquecedor enquanto estiver no trabalho, apesar da minha cadela ser bem peluda (mestiça schipperke).
        Um grande abraço e obrigada por tudo!

        • Clarissa Donda

          Oi, Isis! Muito obrigada por ter voltado e contado como foi! Tenho certeza de que a viagem vai dar certo! E sim, dá perfeitamente para programar o aquecedor para ligar em alguns momentos do dia. Minhas gatinhas são bem peludas também e aguentam bem, mas um aquecedor de ve em quando e caminhas quentinhas tem dado conta do recado!

          Uma ótima viagem para você!

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