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23
Aug
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Trekking em El Chaltén (Argentina) Parte I – ou “A epopéia de dois sedentários, 25 quilômetros e as botas 41”

Esta foi, disparado, uma das melhores epopéias de todas as minhas viagens… Eu tinha mais dois dias em El Calafate e faltava ainda conhecer El Chaltén.

337 300x225 <!  :pt  >Trekking em El Chaltén (Argentina) Parte I – ou “A epopéia de dois sedentários, 25 quilômetros e as botas 41”<!  :  >Momento “Wikipedia”: El Chaltén é uma cidade, uma das mais recentes da Argentina, que é o paraíso dos montanhistas e trekkers do todo mundo, porque reúne numa mesma região montanhas, lagos e glaciares de beleza ímpar. Tem inúmeras trilhas por lá, que podem ser feitas em apenas algumas horas (para os tours de um dia, com todo o luxo de ônibuzinhos básicos cheios de turistas) até 9 dias (enfrentando as verdadeiras intempéries da natureza só para testemunhar paisagens indescritíveis!!).

Então, depois de pegar umas dicas com alguns brasileiros que estavam por lá, resolvemos fazer os passeios mais lights como Torres del Paine e Perito Moreno antes e deixar para fazer uma “caminhadinha” em El Chaltén…

 A história começou no próprio hostel onde estávamos, que fazia as reservas dos passeios. Numa placa simpática lia-se: “Super Trekking em El Chaltén. Dois dias de passeios, inclui transporte e hospedagem, jantar e café da manhã. Passeio por diversos lagos e glaciares, onde serão ensinadas técnicas de escalada no gelo”.

Não vou negar… Já visualizei uma pousadinha simpática na encosta da montanha, diante de uma vista de um glaciar maravilhoso, tomando um delicioso café da manhã. E ainda ia fazer um trekking no gelo, coisa que já tinha feito antes em uma viagem para a Nova Zelândia. 

 - André, vamos fazer esse!

 - Tem certeza? Você não vai agüentar…Você é fresquinha – André, meu tio garotão implicante tenta botar água na minha farofa…

 - Tenho! Vamos! – Olha lá… Você não tá com condicionamento para isso… 

 Tipo, ele tava certo. 7 meses antes, eu tinha sofrido um acidente de carro e quebrado o ombro, o que me deixou uns 4 meses e meio de cama. E tipo, minha fisioterapia tinha acabado há umas – vá lá – 4 semanas atrás…

Mas sabe como é… Ttudo o que é novo precisa de um test-drive… Clavículas inclusive…

Fechamos o passeio.

Preparativos: Eu montei uma mochila com comida para os dois, para dois dias: duas garrafas d’água, frutas, sanduíches, barrinhas de cereal e chocolate. Ficou pesada, mas fazer o que, era comida, né? Iríamos revezando no caminho. E ele alugou uma bota de caminhada numa dessas lojas de equipamentos.

Preste atenção nesse detalhe, pois voltaremos a este ponto mais adiante!

736 300x200 <!  :pt  >Trekking em El Chaltén (Argentina) Parte I – ou “A epopéia de dois sedentários, 25 quilômetros e as botas 41”<!  :  >O tour começou de manhã cedo, com o ônibus buscando a gente no hostel, e viajando por mais de 2 horas por uma estrada linda até El Chaltén. Algumas paradas para fotos e pipi-stops depois, chegamos ao ponto de encontro onde nosso guia, um argentino chamado Jorge, iria levar a dupla dinâmica Florzinha do Campo (eu) e Tiririca do Brejo (André) estrada afora.

Sim, os caminhos eram lindíssimos. Vocês sabiam que eu adoro caminhos?

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 E como no início tudo é festa, eu ia saltitante na frente, tirando foto de tudo o que via pela frente.

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Delícias da Trilha I: Durante a trilha pudemos conhecer os arbustos chamados Calafate, que dão nome à cidade, e que parecem pequenos blueberrys. A gente ia colhendo no pé e comendo ao longo do caminho.

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Delícias da Trilha II:  Uma boa parte da floresta lembrava muito aqueles cenários da cidade dos elfos onde foi filmado “Senhor dos Anéis”. Isso acontece porque a vegetação da Patagônia e da Ilha Sul da Nova Zelândia, onde foram filmadas as cenas, é quase idêntica, com espécies de árvores raras que só existem nessas regiões. Para vocês terem uma idéia, esta é uma foto de uma floresta na Ilha Sul da Nova Zelândia, próximo a Queenstown, na minha viagem em 2006… DSC03685 300x225 <!  :pt  >Trekking em El Chaltén (Argentina) Parte I – ou “A epopéia de dois sedentários, 25 quilômetros e as botas 41”<!  :  >

… e outra, tirada em El Chaltén, em 2010.

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Delícias da Trilha III: Em trilhas de qualquer tipo, recomendo a qualquer um que fique observando bem atentamente a trilha por onde passa, os arbustos próximos, etc. Não só isso reduz os riscos de você tropeçar ou se machucar num espinho escondido, mas sobretudo revelam algumas belezas escondidas. Aqui, por exemplo, encontramos várias vezes pelo caminha uma perereca igual a esta – que era do tamanho de uma unha do dedo da mão (roída, ainda por cima!).

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Encontramos, ainda, um Pica-pau (o legítimo do desenho!). Segundo o guia, quem tem a cabeça vermelha é o macho (a fêmea é toda preta). E, por onde andamos, íamos ouvindo o “toc-toc” dele nas árvores!

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Delícias da Trilha IV: Se caminhar é bom, parar para descansar é melhor ainda. Especialmente quando é num mirante, onde você pode admirar a beleza do lugar enquanto faz um lanchinho!

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E não foi só na parada! Passamos por trilhas maravilhosas, paisagens fantásticas…

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… e o mais legal, volta e meia cruzávamos com outro grupo de trekkers, de todas as idades e lugares possíveis (tinham vários casais vovôs fazendo trilhas juntos, com um pique invejável).

Passamos pelas lagoas da Madre e da Hija…

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 … paradas para abastecer de água…

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… planícies e montanhas maravilhosas…

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… e algumas ribanceiras (ah, à essa hora eu já estava consideravelmente menos saltitante…)

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Ah, uma coisa muito legal (e assustadora): como estávamos no verão, muitas geleiras começavam a derreter, então o tempo todo aconteciam avalanches nas montanhas. Era proibido escalar sem o auxílio de um guia, por ser muito perigoso, mas mesmo estando longe da área de risco, às vezes acontecia de estarmos caminhando por um vale e só escutarmos o eco de uma avalanche acontecendo. Eram várias, várias vezes ao dia. Algumas vezes, víamos a fumaça. Lindo. E assustador.

 Ah, lembram do André? Pois é, ao longo do passeio ele foi migrando de um estado de êxtase com a paisagem para um silêncio sepulcral, seguido de um mau-humor azedo de dar dó…

O motivo? Lembram da bota alugada? Então… O argentino que nos alugou trocou o número dele, que era 39, para uma de 41, e ele só percebeu quando colocou ela, no dia do passeio. Ou seja, o pé dele estava literalmente sambando dentro da bota.

Ah, a essa altura já tínhamos andado uns 20 quilômetros. Tinha mais bolha no pé do André do que formiga em doce de abóbora.

857 200x300 <!  :pt  >Trekking em El Chaltén (Argentina) Parte I – ou “A epopéia de dois sedentários, 25 quilômetros e as botas 41”<!  :  >Dicas importantes para os trekkers de primeira viagem: Lembro nesses filmes de guerra americanos que os capitães mandavam os soldados terem cuidados com apenas duas coisas: com as travas das armas e com meias limpas para os pés, para evitar bolhas. É verdade. Então, sempre providencie um tênis ou bota muito confortável. Um machucado no pé acaba com qualquer passeio.

Depois de súplicas lacrimejantes, paramos para ele tirar as botas e ver o estado de petição de miséria que seus pézinhos se encontravam. Poucas vezes eu vi uma cara de alívio tão grande quanto a dele tirando a bota… Tal qual criança saindo do castigo.

 O nosso guia – argentino, lógico – fala que temos mais 30 minutos de trilha antes de chegar ao abrigo.

Guia de trilha eu já não confio muito. Argentino, então… já estavam faltando mais meia hora de caminhada há duas horas atrás. Nessas horas é que a gente vê que o tempo é muito relativo…

 Bom… Tomamos dois dorflex (cada um! Mal não ia fazer!), André bota a bota, engole a dor e seguimos.

22
Aug
Pata Azul

Ilha Isabella 2: Vulcões, Cavalos, e Pata Azuis

O segundo dia na ilha de Isabella começou as 7 horas da manha, quando chegou a nossa condução ai ao lado para nos levar ate o vulcão Sierra Negra. Ou seja, esse pau-de-arara ai levaria 4 turistas uruguaios, 2 canadenses, 1 dinamarquês, 1 equatoriano, e 1 brasileiro ate o vulcão em um percurso de uma hora numa estrada sem asfalto! E para piorar ainda tinha chovido de noite. Talvez fosse mais seguro eu pegar emprestado aquele velocípede ali atras.

Caminhao

Ate que considerando as condições da estrada, o pau-de-arara agüentou bem o tranco. O plano era ir de cavalo ate a boca do vulcão, mas como havia chovido e estava tudo enlameado os cavalos nao podiam fazer a parte mais íngreme do percurso na ida. Entao fomos nos num hiking por mais de uma hora e meia ate chegar a boca do vulcão. O hiking eh bem íngreme e nao eh muito fácil nao. O pessoal mais velho foi ficando bem para trás. Mas eu, claro que com minha condição física de tri-atleta, tirei de letra. Apenas me arrempedi ligeiramente de so ter trazido 1 litro de água.

Sierra Negra

Mas depois de uma hora e meia de caminhada, a recompensa esta ai ao lado. O vulcão Sierra negra tem mais de 10 km de diâmetro, entao eh difícil conseguir tirar uma foto da boca toda do vulcao. Mas o melhor que eu consegui esta ai. O Sierra Negra eh o segundo maior vulcao ativo do mundo e sua ultima erupção foi em 2005. Como as ilhas de Fernandina e Isabella sao as ilhas mais jovens e mais próximas do “hot spot” que diante milhares de anos vem formando o arquipélago, essas ilhas ainda possuem vulcões ativos.

Cavallo

Eu deveria ter percebido o perigo quando na hora de escolher o meu cavalo o guia falou: “Trae el formula uno para el!”. O guia so pode estar de brincadeira, pensei. Quando subi no cavalo ele parecia ser bem dócil. E como ele começou bem de vagar resolvi batiza-lo de Rubinho. O Rubinho ia cavalgando na maior tranqüilidade ate que os “cuidadores” dos cavalos chegam por trás fazendo som de beijinho e dando chicotada para os cavalos irem mais rápido. Ai o Rubinho que estava tranqüilo saiu cavalgando em disparada passando os outros cavalos por onde pudesse! Passava entre cavalos, a centímetros da ribanceira, e eu tentando me segurar como podia para nao cair la dentro da caldeira do vulcão! Quando o cavalo chegava na liderança do grupo e longe o suficiente das chicotadas ele voltava a caminhar tranqüilamente ate que os chicoteadores se aproximassem novamente e o processo de ter que me concentrar em sobrevivência recomeça-se.

E fomos assim pela beirada do vulcão Sierra Negra ate chegarmos ao volcan Chico. Que como diz o nome eh um vulcão menor que foi formado apartir do Sierra Negra. Passamos por dentro de um túnel de larva, almoçamos e resolvemos começar a voltar. A volta, ja com um domínio maior sobre a psicologia do Rubinho, começou mais tranqüila. Tive ate o meu momento Indiana-Jones quando a mochila de uma das turistas do nosso hotel se abriu. Tinha câmera, carteira, água, tudo quase caindo da mochila. Se fosse turista argentino a gente deixava cair. Mas como era uruguaia, consegui que o Rubinho chegasse ao lado do cavalo dela, enquanto eu com uma mao segurava a mochila e com a outra fechava o fechecler.
E finalmente quando estávamos quase chegando de volta ao pau-de-arara, o Rubinho, fazendo justiça ao seu nome, resolve pegar uma curva errada nos separando do resto do grupo. Eu escuto o guia gritando, nao se preocupa que o cavalo sabe o caminho! So faltava essa agora! Minha sobrevivência dependendo do Rubinho. E ja que nao tinha ninguém para dar chicotada nele, ele resolveu que nao ia mais cavalgar. Fiz de tudo para ele voltar a andar mas nao teve como. Ja estava pensando em como eu ia me sobreviver tirando água de cactos e construindo um abrigo de larva endurecida. Pelo menos tem o cavalo como fonte de proteína (eu sabia que ler Vida Secas seria útil algum dia!). Depois de uns 5 minutos o cavalo deve ter lido o meu pensamento sobre churrascos equinos e resolveu voltar a cavalgar lentamente. Mais ums 15 minutos e me re-encontrei com o grupo no final da trilha. Como não poderia deixar de ser o Rubinho chegando em ultimo lugar!

Salva vidas

A tarde pegamos mais um daqueles barquinhos chechelentos (detalhe para o único salva-vidas do barco) e fomos fazer um snorkeling em uma ilhota chamada “Las Tintureras” que fica a ums 10 minutos de barco de Puerto Villamill. O snorkeling em si nao foi nada de muito especial. De tarde a mare sempre eh alta e a água fica mais turva. Alem do mais estava complicado nadar contra a corrente. O mais interessante foi ver algumas raias passando.

Picture 285 300x225 <!  :pt  >Ilha Isabella 2: Vulcões, Cavalos, e Pata Azuis<!  :  >

Iguanas

Mas o passeio vale a pena pela parada que o barco faz nas Tintureras onde tem uma trilha, essa sim bem tranqüila de fazer. Nas Tintureiras foi onde eu mais vi iguanas marinhas em todo o arquipelago. Tinha que se ter cuidado quando andando para nao pisar numa iguana camuflada entre as pedras (vê se você consegue contar quantas iguanas tem na foto ao lado, eh mais difícil que onde esta Wally!). As iguanas, que chegaram a Galapagos como iguanas terrestres, pela escassez de vegetação no arquipélago, aprenderam a mergulhar para se alimentarem de algas marinhas. O mais interessante da iguana marinha eh que eles espirram água do mar pelo nariz. Foi uma adaptação evolucionaria que eles tiveram que fazer devido a alta concentração de sal que eles ingerem comendo algas marinhas.

Penguins

Alem de iguanas, nas tintureiras tem muitos pinguins. Pode acreditar que tem pingüim no equador! Eles sobrevivem devido a uma corrente fria que passa pelo arquipélago. Tinham também bastantes pelicanos, e um bom numero de leões marinhos também. Apesar de que o macho alfa da ilha nao estava muito afim de deixar ninguém chegar perto dos leões marinhos. E finalmente, a minha ave preferida do arquipélago, os Pata Azuis (blue-footed boobies).

Alien

Os pata azuis machos, para seduzir as fêmeas de sua espécie fazem uma dança um tanto quanto engraçada e peculiar. Quando eles vêem uma fêmea voando por perto, eles ficam assobiando, abrem bem as suas asas, jogam a cabeça para trás, e alternadamente movem as suas patas azuis para cima e para baixo. Ou seja, eles sao um tanto quanto semelhante quanto a espécie humana nesse quesito. Os que não dançam bem não conseguem atrair as fêmeas. Se houverem alienígenas observando o planeta terra com suas lunetas gigantes, devem estar pensando que todas as espécies desse planeta possuem praticamente o mesmo comportamento.

12
Jul
Capitol

Washington, DC: Lugares favoritos!

Considerando que moro na região de Washington DC há muitos anos, venho aqui dar minhas humildes dicas sobre esta cidade de grandes variedades e contrastes. Mas não vou ficar perdendo meu tempo aqui falando das principais atrações turísticas da cidade (Casa Branca, Capitólio, Cemitério de Arlington, etc) já que isso pode-se encontrar em qualquer guia turístico. Vou dar a minha opinião sobre meus locais favoritos nessa que é, sem dúvidas, uma das cidades mais multiculturais e interessantes dos Estados Unidos.

Comecemos com alguns fatos básicos. A cidade em si tem apenas 500 mil habitantes apesar da área metropolitana de DC ter mais de 5 milhões de habitantes (oitava maior dos EUA). E com apenas 170 km quadrados possui área bem pequena também (creio que a cidade seja menor que alguns bairros do Rio de Janeiro). A cidade faz divisa ao sul com o estado de Virginia e ao norte com o estado de Maryland. Pela fato da cidade ter poucos habitantes, e por ter muitos terrenos de propriedade federal, existem muitos parques e espaços verdes. Outra vantagem também é que existem uma lei que proíbe construções na cidade mais altas que o Capitólio. Por isso, ao contrário de Manhattan (lugar ideal para os vampiros que não gostam de sol), em Washington DC você consegue aproveitar bem o sol que bate entre as charmosas townhouses.

O nome da cidade é tao complicado quanto ao fato da cidade ser parte federal, parte autônoma. Para começar, tem outro estado na costa oeste também chamado de Washington. Em homenagem ao descobridor da América resolveram chamar o distrito federal de District of Columbia. Ai acabou ficando Washington, District of Columbia, ou Washington DC, ou simplesmente DC.

National Mall

O turista acidental provavelmente começara a explorar a cidade pelo “National Mall”. Ao contrário do que pensei quando tinha 9 anos de idade e me falaram que a gente estava indo para o Mall, Mall não é um shopping. Até porque devido ao fato de cobrarem um “sales tax” de 10% na cidade, não existem shopping malls em Washington. Quem quiser vir comprar muamba aconselho procurar outra cidade. Quando se fala em mall em DC estamos nos referindo ao espaço aberto que fica entre o Capitólio (Congresso e Senado) e o memorial do Lincoln e que é cercado em ambos os lados pelos Museus da Smithsonian Institution (como você pode ver na foto aérea).

National Mall

Aí vai minha primeira dica. Com certeza você irá ao Washington Memorial (o obelisco), no Lincoln Memorial (aquele em que o cara tá sentado), e no Jefferson Memorial (aquele em que o cara tá em pé), e nos memoriais da Segunda Guerra, e da Guerra do Vietnam. Isso tudo fica em torno do Mall. Aconselho você a ir nesses memoriais à noite. Primeiro porque, ao contrário dos museus, os memoriais não fecham à noite. E segundo porque eu acho que eles ficam mais bonitos com a iluminação artificial. Veja a foto ao lado do Jefferson Memorial e Washington Monument à noite. Quando estou precisando refletir não tem nada melhor do que colocar um Pink Floyd no ipod e sentar nas escadarias do Lincoln Memorial e ficar pensando sobre a vida neste lugar tão marcado por momentos que mudaram a história não só dos EUA, mas do planeta.

Einstein Memorial

Mas minha dica nem era para ser essa. Minha dica é que, ali perto do Memorial do Vietnam, na Constitution Avenue, quase já chegando em Virginia e logo depois do Federal Reserve, ali escondidinho nos jardins da National Academy of Sciences, tem um memorial que é o meu predileto e que quase nenhum turista visita: o Einstein Memorial! O memorial é uma estátua de bronze de um Albert um pouco melancólico com um caderno na mão, contendo algumas de suas mais famosas equações. E no chão tem a posição do Sol, Lua, planetas e estrelas no dia em que o memorial foi inaugurado. Porque ele é meu memorial favorito, eu não tenho certeza. E porque muita gente não o visita, eu também não sei. Mas a foto dele está aí embaixo. E para os admiradores deste grande gênio do século XX, com certeza vale a pena dar uma passada nele. Quem sabe depois de uma visita você não acaba inspirado para inventar a teoria de gravidade quântica.

Entre as dezenas de museus em Washington, quase todo mundo vai ao museu de Natural History e ao Airspace Museum. O Airspace Museum vale a pena ir só para ver os verdadeiros inventores do avião (Wright Brothers, é claro). E alguma vez você já teve vontade de tocar na Lua? Pois é, lá no Airspace Museum tem um pedacinho da Lua para você tocar.

Mas não são esses meus museus favoritos. Os meus 2 museus favoritos são a ala leste da National Gallery of Art e o Spy Museum.

National Galery

A “east wing” da National Gallery of Art é a parte da galeria dedicada a Arte Moderna. Arquitetonicamente vale a pena prestar atenção na simetria do prédio que foi projetado por I.M. Pai e que tem todas as suas formas trapezoidais. O destaque da ala leste é a vasta coleção de quadros de Pablo Picasso, principalmente quadros do começo de sua carreira, antes da fase cubista. E o meu quadro preferido da Galeria (que na verdade fica entre a ala Leste e Oeste) que é o quadro da Santa Ceia de Salvador Dalí. Era meu quadro de Santa Ceia favorito até eu conhecer aquele outro no convento de São Francisco em Lima.

National Galery

Já o International Spy Museum é um dos poucos museus em DC que você precisa pagar para entrar. O preco é um pouco salgado, $18 para adultos, mas para os que gostam de uma boa intriga de espionagem internacional, com certeza vale a pena. La você encontra histórias e artefatos (como guarda-chuvas com pontas venenosas, pistolas disfarçadas de batom, etc) desde os tempos bíblicos, passando pela Segunda Guerra e Guerra Fria, até os dias de hoje na guerra contra o terrorismo. Aliás, acreditem se quiser, dizem haver mais espiões hoje em dia em Washington do que nos tempos de Guerra Fria. Entao, quando estiver visitando, não se alarme ao ver um indivíduo trocando uma mala cheia de urânio enriquecido por uma maleta de notas de $100 nao seqüenciais. Coisa completamente normal aqui na cidade. Acontece quase todos os dias!

Finalmente, se você estiver na cidade durante um domingo, e gostar de uma bugiganga, dá uma passada no Eastern Market. O Eastern Market é o que chamam aqui de Farmer’s market. É lá onde todos os domingos, do lado de fora do mercado, tem um flea market onde se vende um pouco de tudo (quadros, bicicletas, móveis, discos de vinil, e muita bijuteria), enfim, tudo, menos, é claro, o que você precisa.

6
Jul
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Índia: primeiras impressões, muitas surpresas!

Fui à India em fevereiro de 2009 e posso dizerque foi uma experiência maravilhosa. O vôo que nos levaria à Índia deveria fazer Rio X Paris X Índia (Mumbai). Porém, como embarcamos no dia 11 de fevereiro de 2009, uma nevasca fechava o aeroporto Charles De Gaulle em Paris e tivemos que fazer Rio X Espanha X Alemanha X Índia.

Todos os trechos eram conexões, ou seja, seria necessário trocar de avião. Nossas bagagens seguiram direto do Rio até a Alemanha, onde tivemos que retirá-las e despachá-las novamente para a Índia. Aí foi aquela maratona! Os horários eram bem apertados entre um vôo e outro, o tempo era justinho o suficiente para nos deslocarmos do desembarque ao embarque, naqueles aeroportos monstruosos. Tivemos que nos deslocar inclusive de metrô dentro do aeroporto da Alemanha (?!).

Bons presságios… Shiva deve ter protegido a a gente, de modo que todos os embarques e desembarques deram certo. Encontramos nossas malas na Alemanha e conseguimos despachá-las para a Índia. O bom dessa mudança toda foi embarcar no avião da companhia aérea Air Índia, que não fazia parte do roteiro inicial. Desta forma já fomos entrando no clima pois 90% dos passageiros eram típicos indianos.

Chegamos a Mumbai, também conhecida por Bombaim, de madrugada. No aeroporto só podem entrar os passageiros, com passagem e passaporte na mão. Nossa amiga Andréa, brasileira, ia nos receber na sua casa por alguns dias, já que ela mora na cidade há alguns anos, acompanhando o marido, geólogo, que foi a trabalho. Quando saímos uma multidão de pessoas, carros…uma loucura, nem parecia de madrugada. Encontramos a Andréa que nos esperava do lado de fora com seu motorista Sirinivás (na foto abaixo, com o carro contratado). Afinal, lá a minha amiga não podia dirigir, trabalhar…

Sirinivás 300x225 <!  :pt  >Índia: primeiras impressões, muitas surpresas!<!  :  >Ah, caso alguém queira contato de motorista na Índia… Em Délhi contratamos um motorista que ficou várias dias conosco, Joshi. No segundo dia da viagem ele já entra na história e aí eu mando o contato dele.

Confesso que foi uma surpresa foi ver um carro novo, moderno, grande. Eu imaginava que na Índia os carros iam ser todos velhos. Tudo bem que os carros velhos são a maioria, mas não a totalidade. Agora entendo porque muitos estrangeiros acham que o Brasil é uma selva. Eu fui para a Índia imaginando uma coisa completamente diferente, uma ignorância turística tamanha.

Bom, o que posso falar da Índia, além de que ela é, sim, multifacetada? Descrevo abaixo algumas das impressões que tive dos meus primeiros dias, e curiosidades que observei enquanto estava lá.

Afinal, Mumbai é:

Praia:

P2020008 300x225 <!  :pt  >Índia: primeiras impressões, muitas surpresas!<!  :  >Esta foto foi tirada na varanda da casa da minha amiga, de frente para o oceano Índico. Bem cedinho (lá pelas 5 horas da manhã) as pedras são usadas como banheiro pelos indianos (e a gente reclamando do cheiro de xixi de Copacabana). Felizmente, a maré sobe e limpa, levando tudo e deixa tudo limpinho para ser utilizado novamente no dia seguinte.

P2020018 300x225 <!  :pt  >Índia: primeiras impressões, muitas surpresas!<!  :  >Outra foto da praia. Reparem nos indianos completamente vestidos.

Monumentos:

P20300601 300x225 <!  :pt  >Índia: primeiras impressões, muitas surpresas!<!  :  >

Hotel Taj Mahal (local do atentado que tinha ocorreu em novembro de 2008, onde vários turistas e indianos foram mortos);

P2030046 300x225 <!  :pt  >Índia: primeiras impressões, muitas surpresas!<!  :  >

Porta da Índia (fica bem em frente ao hotel Taj Mahal e dá acesso ao mar. Foi por onde os terroristas chegaram. Foi construído pelos ingleses, colonizadores da Índia. Bela imagem pois é como se fosse a porta de entrada da Índia, voltada para o mar.

Compras:

Kolaba street é como o nosso Saara. Muitas lojas, ambulantes e tudo muito barato. Quase enlouquecemos.

Saara Indiano 300x225 <!  :pt  >Índia: primeiras impressões, muitas surpresas!<!  :  >

Restaurantes:

Leopoldo’s – um bar com cara de ocidente. A comida era mais próxima do nosso cardápio ocidental, o que é dá um certo conforto para os viajantes cujos espíritos aventureiros anseiam por novas experiências, mas seus estômagos não.

Cardápio Leopold 225x300 <!  :pt  >Índia: primeiras impressões, muitas surpresas!<!  :  >

Ah, e caso tenha alguma dúvida, favor ler o cartaz!

Cartaz do Bar 225x300 <!  :pt  >Índia: primeiras impressões, muitas surpresas!<!  :  >

Comida:

Os nan’s (pães) foram a grande descoberta dessa primeira fase da viagem. Como ainda estávamos com muito medo de experimentar a comida típica indiana optávamos pelos pães simplesmente maravilhosos. Feitos no tandores (fornos), podiam ter seu sabor incrementado com queijo, manteiga ou alho. Deixaram muita saudade.

Pão Indiano 300x225 <!  :pt  >Índia: primeiras impressões, muitas surpresas!<!  :  >

Curiosidades:

Os famosos riquixás, ou tuc-tucs, carros indianos que servem de taxi. Eles estão aos milhares nas ruas e ajudam a piorar o trânsito que é enlouquecedor. Aí entendemos porque é muito difícil para nós dirigir num país como a Índia. As buzinas são instrumentos muito usados por eles, fundamentais ao bom andamento do trânsito mas, por vezes, também não são suficientes.

Riquixá lotado 300x225 <!  :pt  >Índia: primeiras impressões, muitas surpresas!<!  :  >

Lavanderia

Esta é a famosa lavanderia a céu aberto de lá. Realmente impressionante…

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Templos:

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Este é um templo Hare Khrisna. A imagem no centro do salão era tão perfeita que jurávamos que era uma pessoa. Minha amiga viu até ela (a imagem) se mexer. Rsrsrs. Comprei muitos incensos maravilhosos.

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Reparem no detalhe do lustre do templo…

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Banheiros:

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Lógico, que isso rende um capítulo à parte… Mas em todos os lugares os banheiros são assim. Em alguns, principalmente os locais turísticos, tem os dois tipos ( o nosso alto, inclusive!), mas sempre tem este com buraco no chão. Isso lá é muito normal.

E para fechar com chave de ouro, um templo todo decorado para abrigar um casamento indiano.

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3
Jul
Entrada-Perito-Moreno

Glaciar Perito Moreno – Tour Alternativo!

Porque Perito Moreno? Porque, de todos os glaciares, este é a atração maior de Calafate e certamente uma das mais famosas da Argentina? As razões são várias, e eu explico com detalhes ao longo do post.

Por ser a atração mais famosa, todas as agências que existem na cidade levam para fazer um passeio de um dia por lá.

E aí, existem várias opções. Você pode pegar um barco que vai circundar todo o glaciar (se você quer conforto), você pode simplesmente visitá-lo ao longo de uma passarela (se você é básico) ou pode se juntar aos vários grupos que fazem trekking no gelo, usando aqueles grampones (uma espécie de solado de garras de ferro que amarramos na bota para aderir melhor ao gelo). Imperdível se você for radical!

Eu me considero uma – vamos lá – curiosa… Ou seja, inicialmente a última opção seria a escolhida… Mas como iríamos para El Chaltén no dia seguinte, que já tinha um passeio desse, resolvi economizar meu lado Dani Monteiro para quando realmente precisasse…

Então, optamos por esse tour alternativo, fechado no próprio albergue Los Pioneros, onde ficamos. Eles chamam este tour de “Tour Alternativo”, porque inclui, basicamente, chegadas e pit-stops em pontos e horários do parque que ainda não estão apinhados de turistas, o que permite ver o Perito Moreno e deliciar-se com toda sua grandiosidade sem ter que disputar a cotoveladas espaços com millhões de japoneses.

Para quem se interesse, os tours que fechamos são da própria Patagônia Backpackers, onde nos hospedamos. Fechamos os pacotes “Full Day Paine”, “Minitrekking em El Chaltén” e este Tour alternativo. Os detalhes e relatos de cada um desses passeios estão neste blog, e mais informações sobre os passeios podem ser acessadas no link acima.

Enfim.. Tour fechado, o ônibus pega o pessoal no albergue em torno de 8:30 e em seguida pegamos a estrada…
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Já disse a vocês que sou apaixonada por fotos de caminhos? Nãão? Vocês que repararam? Ah, tá…

173 225x300 <!  :pt  >Glaciar Perito Moreno – Tour Alternativo!<!  :  >Paramos numa cafeteria antes, para um pipi-stop de 20 minutos. Aliás, verdade seja dita, paramos em cafeterias em todos, eu disse todos, os tours que pegamos. Claro que é super agradável tomar um belo café bem quentinho em lugares frios e bucólicos como estes, mas às vezes a impressão é que eles estão mais preocupados em promover lanchonetes parceiras do que só uma consideração genuína com nossas bexigas…

Neste caso, especificamente, a cafeteria em si não tinha nada demais, e quase não tinha nada para oferecer de opções. O delicioso ali era a própria cafeteria, praticamente uma mini fazenda, com ovelhas, galinhas, emas, e até uma baby lhama por ali, que ficavam confraternizando com os turistas.
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A lhama, inclusive, era altamente sociável, o que permitia tirar algumas fotos simpáticas!

O próximo ponto do tour é uma parada em um trecho onde é preciso fazer um minitrekking de uma meia hora até chegar a uma das entradas do Perito Moreno.

Se a palavra “trekking” fez seus pêlinhos da nuca se eriçarem, relaxe. Mesmo. Nada mais é do que uma caminhada fajuta, bem ao estilo “passeio no bosque”, que qualquer criança de 4 anos ou pessoa de 70 faz numa boa mesmo. A diferença é que você vai andando calmamente, circundando uma lagoa, com a vista maravilhosa do glaciar lá atrás. Dá para tirar ótimas fotos, é uma trilha que quase ninguém usa (o que permite fotos sem nenhum papagaio de pirata)… Uma ótima caminhada para se pensar na vida – ou esquecer dela…

205 300x225 <!  :pt  >Glaciar Perito Moreno – Tour Alternativo!<!  :  >Após o trekking, entramos num barco que nos leva até bem pertinho do Perito Moreno, para a gente observar a queda das placas de gelo que vão se desprendendo do glaciar.

Não sei se eu dei sorte, mas nesse dia só tinha o nosso barco, e nem tava tão cheio assim. Ou seja, fica a pergunta se realmente esse tour alternativo é uma boa opção, só por fazer o mesmo passeio que todo mundo faz, mas por horários mais vazios.

245 300x225 <!  :pt  >Glaciar Perito Moreno – Tour Alternativo!<!  :  >Vale destacar que essa região na Argentina tem muitos glaciares, mas o Perito Moreno é o menor e, ainda assim, o mais famoso. Porque isso? Por que é considerado o mais estável, ou seja, ele possui um ritmo de crescimento médio por ano estável em comparação com os demais, o que compensa de certa forma o desprendimento de porções de gelo enormes que soltam do Glaciar e caem na água do lago, formando pequenos icebergs. Quando isso acontece, o barulho é altíssimo – e o espetáculo, fantástico.

257 300x225 <!  :pt  >Glaciar Perito Moreno – Tour Alternativo!<!  :  >E o glaciar, mesmo sabendo que é pequeno em comparação com os outros, é enorme aos olhos. Possui um paredão de gelo de 30 metros de altura, de um branco meio azulado, que vai majestoso de uma margem do lago até encontrar a montanha da outra margem, sem perder nada do seu tamanho… E o barco ainda chega bem pertinho para podermos ver o paredão. Absolutamente lindo!

250 300x225 <!  :pt  >Glaciar Perito Moreno – Tour Alternativo!<!  :  >Depois de um tempinho no barco, de fotos muito legais e de um frio do cão, nós desembarcamos na plataforma de onde viemos e por onde começa (ou termina, como vim a saber depois) uma enorme passarela de ferro, com se fosse uma plataforma, que vai subindo e circundando o glaciar. Ela até exige uma caminhadinha e certa paciência com as escadas, mas nada comprometedor. E a caminhada é o máximo, pois ela conta com uma série de mirantes onde você pode parar e simplesmente ficar admirando a vista.
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E à medida que vamos subindo a passarela, vamos chegando a lugares onde dá para tirar fotos com ângulos bem interessantes, de cima, o que nos ajuda a ter uma verdadeira dimensão de que o glaciar é muito mais do que aqueles 30 metros de que vimos lá embaixo, no barquinho. Ele é um campo enorme de gelo, que vai seguindo para trás até as montanhas… Absolutamente maravilhoso.
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329 225x300 <!  :pt  >Glaciar Perito Moreno – Tour Alternativo!<!  :  >Ah, dica importante. Leve um snack na sua bolsa para saciar a fome. O guia dá 2 horas para irmos de uma ponta da passarela à outra, e lá em cima, ao final dela (ou início) tem uma lanchonete, que é onde param todos os outros ônibus de viagens e que, obviamente, é muito lotada. Então, se você realmente quiser aproveitar a vista para simplesmente sentar, curtir, admirar, meditar, etc, os melhores ângulos e mirantes estão na metade da passarela (porque no início é muito baixo e no final, muito cheio)… Só que aí já estamos na base de umas 14 da tarde, e se a única coisa que você comeu foi o tal café sem graça da cafeteria lá de manhãzinha… Bem… A menos que você tenha uma concentração hindu de desapego, a fome pode não te deixar curtir a sua paz de espírito ali. E, gente, acreditem… o lugar merece ser curtido cada segundo com qualidade…

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